domingo, 14 de novembro de 2010

SEXO AOS SESSENTA

Quando eu era guri, o sexo para os homens, acima dos sessenta anos, resumia-se, em sua grande maioria, ao sexo oral. Oral de Discurso. Ou seja, contavam no Clube Comercial as aventuras e façanhas que haviam realizado. Alguns mais ousados davam um tom de que a coisa pertencia a contemporaneidade. Mas acabavam, em geral, pelas costas, ridicularizados. Se os tratava como pobres fanfarrões.
Não deixava de haver uma boa dose de verdade nisto. Aqueles sessentões, em sua imensa
maioria, haviam fumado um monte, bebido todas, se alimentado mal e eram, em sua imensa maioria, sedentários de escol. Suas barrigas eram um atestado para estas palavras minhas.
Hoje as coisas mudaram. As mulheres se liberaram, o fumo deixou de ser obrigatório e, embora ainda se beba muito, a idéia do alcoolismo é levado em conta como doença; fazer exercícios virou rotina para muitos, pesadelo para outros tantos, como eu, mas ninguém contesta a utilidade e necessidade.
Resultado, os sessentões estão transando como nunca antes na História da Humanidade (nada como um plagiozinho adaptado). Para completar o quadro e para alegria destes indivíduos, entre os quais, a contragosto, me incluo, existem os eretógenos. Viagra, Cialis, Levitra, Helleva, os quais fazem a alegria da garotada, garantindo que “ele”, pelo menos, tenha um desempenho jovem, jóia, maneiro. Nem que seja com ele deitadinho de costas, a mulher vindo por cima, e ela encarregada da movimentação física. Ele fica encarregado dos gemidos, palavras de incentivo, elogios. Pode não ser o ideal, mas, pelo menos, funciona.
Aí vem um problema. O preço dos remédios neste paraíso tropical que chamamos Brasil.
Um comprimido de Viagra custa em torno de R$11,00.
Um comprimido de Cialis custa em torno de R$31,00.
Um comprimido de Levitra em torno de R$30,00.
Um comprimido de Helleva R$12,00.
Mientras tanto, em el país de los hermanos, my querida segunda pátria, el Uruguay,
Um comprimido de Plenovit, ou Vimax, que equivalem ao Viagra, com teste clínico, pelo menos de conhecidos e pacientes meus, custa aproximadamente R$1,50.
Um comprimido de Talis, que é o equivalente de Cialis custa em torno de R$5,00.
Estou falando de comprimidos que vem do Uruguay, ou da Argentina, que são países confiáveis, ou tão confiáveis como o nosso, em termos de qualidade da medicação.
Porque temos de ter uma legislação fiscal e de propriedade industrial tão desfavorável ao usuário?
E não fiquemos só nestas medicações. As estatinas, custam por aqui pelo menos 3 a 5 vezes mais do que lá. POR QUÊ? E, principalmente, por que nunca ninguém tomou uma providência efetiva para mudar este quadro?
Os sessentões eróticos, satíricos, bon vivants, luxurientos, penhoradamente agradecerão.
Total, poder dizer, ainda que nos chamem de machistas y otras cositas más – “Tchê lôco, di três onte!” – NÃO TEM PREÇO!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SEXO, VIAGEM E FEIJOADA

Todo mundo acha normal que, de tempos em tempos, a gente faça uma viagem e vá para um lugar diferente.
Paris, por exemplo.
Por que se faz isto? Para, simplesmente, se ver outras coisas, vivenciar novas situações. Depois se volta para a terra da gente e aquilo fica dentro de nós, como uma bela e gostosa experiência sensorial.
O mesmo a respeito da comida. Pode-se comer um feijãozinho honesto. Ou acrescentar um charquezinho e uma linguicinha. Ou se pode, ocasionalmente, comer uma baita de uma feijoada. Só que ninguém vai comer uma feijoada completa todos os dias.
Com sexo é a mesma coisa. Pode-se, e se deve, fazer de vez em quando uma extravagância. Para acrescentar algo ao cardápio da vida. Para encher o baú das recordações. Para poder um dia, quem sabe, dizer: Confieso que vivi.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

SEXO E SEGURANÇA

Lá pelos idos do anos 70 eu, e o meu pai, entramos para ver o Monumento aos Heróis do Passo do Rosário (ver o post abaixo deste).
O chão, ao redor do monumento, estava coalhado de preservativos usados. Os românticos da época iam lá para transar, aproveitando a paisagem insana do dia, ou misteriosa da noite.
Agora, nenhuma camisinha era visível. Duvido que isto ocorra por conta dos motéis. Para mim isto me cheira ao medo de ser assaltado e passar por uma aventura sexual exótica e violenta.

E isto que todos os políticos, candidatos a algum cargo, falaram em “melhorar a segurança pública”.
Imaginete lôco, y si ellos no tuviessen esta preocupación?

MONUMENTOS

Em qualquer lugar do mundo os monumentos são cuidados, preservados, porque, além deles ajudarem a conservar uma parte da cultura de um povo, de uma nação, de uma instituição, et caterva, eles também servem para ajudar a impulsionar o turismo.
Perto de Rosário do Sul existe um monumento em homenagem aos que tombaram na batalha do Passo do Rosário, que freou as pretensões de argentinos e uruguaios pelas terras do sul do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Não sou do tipo ufanista, nem acho que a guerras possam se justificar com facilidade. Mas, muitos dos que ali morreram, acreditavam numa causa.
Talvez, se não fosse por eles, esta hora nós estivéssemos discutindo sobre quem seria o Melhor Jogador de Futebol do Mundo. Maradona, ou Di Stéfano? Ou quiçás, não haveriam dúvidas que o Maior Campeão de Fórmula 1 foi o Fangio, com o seu pentacampeonato, numa época em que o decidia uma corrida era “o braço” e não a tecnologia. Diríamos que Piquet e Senna, com seus mixes tri campeonatos, seriam meros aprendizes de feiticeiros.
Pois bem, o monumento, simples, espartano, está mal conservado. Bastavam três homens, durante uma semana por ano, e um homem durante três dias ao mês, para que o monumento, e o gramado ao seu redor, refulgissem em sua singeleza.
Quem para ali, fica deslumbrado com a paisagem, a famosa “imensidão do pampa”. Não havendo vento, o silêncio é “ensurdecedor”, como no dia em que passei ali.
Mas é uma pena. Não somos nem um país de ruínas. Somos um país que condena as ruínas a serem meras velharias, que tem de ser varridas para darem lugar ao Novo, cafona, supérfluo, descartável, mas Novo.
Aqui, o Coliseu já teria ido abaixo.

FALAR DOS OUTROS É FÁCIL

Vocês já imaginaram a Place de la Concorde, ou La Plaza de Mayo, ou Trafalgar Square, cheias de camelôs, que com suas barracas impedissem que se enxergasse o conjunto arquitetônico que as cercam?
Claro, proporções à parte, é o que se pode observar na Praça Internacional em Livramento. Uma praça de características suis generis, como poucas no mundo, está tomada pelos camelôs. Entendo que a Fronteira é pobre e que as pessoas precisam sobreviver. Mas será que a prefeitura de Livramento e a Intendência de Rivera não tinham capacidade de equacionar este problema?
Depois se fala que somos um povo sem História e sem Cultura. Mas o que ocorre aqui foi feito à vista de todos. Das autoridades ao simples cidadão. Poucos devem haver protestado e menos ainda os que devem haver tentado tomar alguma atitude. Depois falam de Ciudad del Leste...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fragmentos de um diálogo sobre Sexo e Poder

Jamile disse...
Noooossa... Apesar de nunca cogitar na possibilidade, mas transar com mais de 5.000 mulheres parece ser humanamente impossível... talvez tal opinião faça parte da minha ingenuidade... mas me imaginei no lugar dele, nuuuunca que iria aguentar... 5.000 homens... acho que nem em dez vidas.

Carlos Eduardo Carrion disse...
Jamile, algumas prostitutas ultrapassaram fácil, fácil este número. Por isto, quando falam que os homens transaram com 6,8 mulheres e cada mulher transou com 3,2 homens (Números ficticios, meramente ilustrativos.) a gente diz: não fechou a conta!, é porque muitos destes homens transaram com prostitutas, e estas, já nem sabem mais com quantos homens transaram, ou mentem, por pudor, vergonha, MESMO QUE SEJA EM QUESTIONÁRIOS inidentificáveis. Se há uma coisa que eu não acredito são em números em estatísticas sexuais.
A pessoa mente até para si mesma.
Um abração
Carrion

sábado, 30 de outubro de 2010

UM CAUSO DE SEXO E NATUREZA

Conto o causo como me foi contado. Não tirei vírgula e não coloquei ponto.
A coisa teria acontecido lá pros lado de Bagé.
Num motel de campanha (Pra quem não sabe, campanha é o modo como a gente se refere a lugares para fora da cidade, mais longe que arrabaldes.), estabelecimento simples, mas de acordo com as circunstâncias, um fazendeiro bem conhecido entra com a mulher de um outro fazendeiro bem conhecido.
Aqui o autor faz uma pequena pausa. Poderia ser dito ao contrário, pra não me acusarem de machista. Uma mulher, casada com um fazendeiro bem conhecido, entra com um outro fazendeiro, casado com uma mulher bem conhecida. Neste momento, quem me conta o causo baixa o tom de voz; fala em tom conspiratório, como fazem os homens da fronteira quando fazem uma fofoca. Aliás, a grande maioria adora uma fofoca, mas sempre diz que não faz e tem horror de fofoca e de quem faz.
Bueno, antes que me perca em mais desvios, continuemos o relato.
Entra o casal, vai pro quarto, e começa a historia dos entretantos, até que, quando chegam na hora dos finalmentes, tiram um travesseiro do lugar e, surpresa!, debaixo dele aparece uma cobra cruzeiro (Urutu- Bothrops alternatus - Como podem ver esta é uma coluna educativa.), que, de inopino, dá um bote e pica a mulher.
O gauchão, muy machão, num já te pego, já te largo, botou a primeira roupa que encontrou e se mandou do quarto apavorado.
A guisa de cortesia, ao passar pelo porteiro avisou: -Tô deixando a mulher lá que foi picada por uma cobra. E se mandou...
Conclusão – Não se fazem mais machões como se dizia que existia antigamente.PS. A mulher passou mal, mas acabou sendo salva. O caso foi abafado.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

TRISTE CONSTATAÇÃO

Estava pensando agora que, com o que estes caras todos, de tudo quanto é lado, gastam nestas campanhas eleitorais, não tem como eles não ficarem com o rabo preso depois com os que contribuiram nas campanhas deles. O chato, é que, no final das contas, nós é que vamos pagar a conta final.
Assisti o Tropa de Elite 2. Um bom filme. Nada de excepcional. Mas um bom filme. Vale o ingresso. O triste é que ele mostra esta permeabilização da nossa sociedade à corrupção num nível enorme e sem possibilidades de grandes mudanças à curto prazo.

domingo, 24 de outubro de 2010

Dúvida


Oh!, Senhores do Olimpo, enviai a vossa luz a este pobre mortal!
Votar na guerrilheira vermelha?
Votar no representante do capitalismo selvagem.
Votar na ex-chefa da Erenice?
Votar no homem que entregou o patrimônio nacional aos burgueses nacionais e internacionais?
Votar em que é apoiada por Maluf, Collor, Zé Dirceu, Zé Genoíno?
Votar em quem não completou mandatos e que havia dito que os completaria?
Tudo isto é dito por eles ao se entredevorarem nos horários de propaganda eleitoral gratuíta.
Oh! Dúvidas cruéis que me dilaceram a alma!
Depois tem as musiquinhas e os filmezinhos, tão lindos!, tão bucólicos!, tão "família".
Mas, na prática, não sei o que ambos vão fazer, pois só falam de idéias gerais sem dizer como irão realizá-las e, principalmente, de onde virá o dinheiro.
Não havia segurança, continua não havendo.
Nenhum dos dois, ou seus aliados, reverteram este quadro nos oito anos em que mandaram, no Brasil, ou no Estado de São Paulo.
Existe um déficit público do qual ainda não sentimos os efeitos. Mas quando chegar a um determinado nível não mais poderá ser mascarado. No entanto ambos falam em planos maravilhosos, que custam caro e que alguém tem de pagar.
E por aí vai...
Por isto, humildemente vos peço, Senhores Que Tudo Vêem e Tudo Podem, que ajudem este pobre servo a decidir, se não pelo melhor, pelo menos, pelo menos pior.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

SEXO E PODER

Não li o livro. Nem pretendo. Mas, li as sinopses e gostaria de comentá-las com vocês.
Trata-se de um livro que fala sobre James Hunt, campeão de fórmula I em 1976.
Impressionaram-me os dados.
Teria transado com mais de 5000 mulheres.
Nas vésperas da corrida em que ganhou o título de Campeão do Mundo, patrocinou, e participou, de uma orgia que durou vários dias, com um “seleto e pequeno grupo de amigos” e trinta e cinco garotas, que seriam aeromoças da Britihs Airways. Eu falei TRINTA E CINCO garotas.
Teria sido pego transando com uma garota antes de um Grande Prêmio Formula I no box.
“Vendeu” o divórcio, da sua então esposa, para o ator Richard Burton, por UM MILHÃO de dólares.
E por aí vai.
Não me impressiona o que ele fez.
Milhares de machões, mundo afora, poderiam haver feito o mesmo se tivessem oportunidade e meios.
O que me impressiona é o fascínio que o Poder e a Fama exercem sobre o Ser Humano. Seja ele homem ou mulher. Mesmo que não vá ter uma vantagem maior, a curto ou a longo prazo.
A proximidade do Poder, ou da Fama, parece fazer o Ser Humano entrar num estado alucinógico/delirante. Nesta situação, tudo é válido. Tudo é permitido.
Presenciei este fenômeno inúmeras vezes ao longo da vida. Sempre me chamou a atenção. Nunca o entendi verdadeiramente.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

EU E A PROPAGANDA ELEITORAL

Tenho de admitir em primeiro lugar que não sou nenhum expert em publicidade e propaganda, embora meu filho Thiago vá ser. Portanto estou falando de sensações, impressões, minhas. E dando a MINHA opinião, que pode significar pouco menos que nada. Feito este prolegômeno, que tem a função de acalmar possíveis especialistas, vamos a minha douta palavra.
Não sei quem é pior. Os candidatos, quem faz a propaganda, ou os que se deixam influenciar por ela.
São dez minutos, de cada vez, para cada candidato.
Aí toca musiquinha, paisagens, pessoas felizes com alguma coisa, o "povo" festejando o candidato (como se alguém fosse colocar alguém vaiando), gente do "povo" dizendo porque vai votar em A, ou B (como se alguém fosse colocar uma pessoa falando contra).
Depois vem uma ou outra crítica ao candidato adversário. Aqui tudo bem, desde que não exagere, ou se estenda demasiadamente.
Depois vem as promessas. Maravilhosas. Só não dizem de onde vai sair o dinheiro. Quem vai pagar em última instância.
E eu continuo com a minha dúvida. Quem é o idiota afinal das contas.

sábado, 9 de outubro de 2010

SEXO COMO FORMA DE PAGAMENTO

Já faz algum tempo que eu vou, e volto, de táxi ao trabalho.
Um dia destes estava conversando com um dos motoristas e ele me comentou que, freqüentemente, à noite, principalmente nas quintas, sextas e sábados, após as quatro da manhã,
algumas meninas, na Cidade Baixa (para quem não é de POA, um bairro de intensa vida noturna), trocavam a corrida para casa, pois estavam sem dinheiro, por favores sexuais (eufemismo meu, de vez em quando convém ser delicado).
No primeiro momento pensei que era “garganta” do “chauffer”. Mas comecei a conferir com outros profissionais do volante. E praticamente todos me confirmaram o fenômeno.
Alguns como participantes, outros como testemunhas, outros ainda, como ouvintes. Claro, os participantes sempre davam a idéia de que acontecia a toda hora, e com eles, e com mulheres lindíssimas. Mas, como homem é muito mentiroso quando se trata deste tema, dou o devido desconto. Mas como o fenômeno se repete com uma boa frequência, creio que dá para chama-lo de habitual.
E não são, aparentemente, prostitutas, garotas de programa. Tanto que vários contaram que tentaram um segundo encontro e foram, delicadamente, rechaçados. “Aquele dia foi uma brincadeira.” “Era só uma experiência”. “Nem sabia o que estava acontecendo.” E por aí vai.
Que sexo sempre serviu de moeda de troca eu já sabia de longa data. Mas para pagar corrida de táxi, confesso, me pegou de surpresa.
Uno muere y no lo vio todo.

MODERNIDADES

Em termos de informática sou quase um "analfabeto funcional". Estava aprendendo a usar o Facebook e escrevi uma mensagem num lugar que dizia "qual a dúvida hoje?".
Escrevi: "Estou em dúvida se como um chocolate, ou cuido da minha barriguinha de tanquinho :-))."
Aí, a minha amiga Aparecida F. escreveu: "Dizem que a pimenta estimula o metabolismo e ajuda a emagrecer. Pronto, problema resolvido a pimenta anula o efeito do chocolate, pode comer sem culpa (rss)."
Ou seja, os gordinhos já tem uma boa desculpa para comer chocolate. E lembrem-se, como o chocolate parece ter algumas propriedades que despertariam, ainda que indiretamente, a libido, o erotismo, temos com isto mais um incentivo para comer chocolate sem culpa nenhuma :-)).

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

OS SETE PECADOS MORTAIS, ou, nos enganaram direitinho

A PREGUIÇA – Também desqualifico como pecado. Se o sujeito não quer trabalhar o problema é dele. Se a sociedade mesmo assim resolver sustentá-lo, o problema é dela.


A LUXÚRIA – Bom, agora estão de gozação comigo. Luxúria, como pecado é piada. O luxuriento está tendo prazer. Quem o acompanha na luxúria também está tendo prazer. Se for à força, pela violência, não é luxúria. Acho que, se existe um pecado ligado a luxúria, é pelo fato de que, quem está fora da ação luxurienta sente inveja do prazer dos outros e pode exercer esta inveja, ou usa da ira, para impedir que os outros sintam o prazer que ele não tem e não sente, ou não se permite sentir.

Sexo e Casamento

Não sou de postar artigos copiados de outros, ou de outros lugares. Sempre prefiro a originalidade, por mais boba que ela seja. Mas esta notícia do Sexologia Notícias eu achei muito interessante de repassar a vocês.


- Relacionamento duradouro reduz desejo sexual feminino

Sáb, 02 de Outubro de 2010 06:37 entretenimento.r7

Uma pesquisa alemã, publicada na revista científica Human Nature, revelou aquilo que muitos casais já sabiam. A maioria das mulheres tem diminuição do desejo sexual após anos em uma relação estável.

Cerca de 60% das mulheres entrevistadas afirmaram que queriam sexo frequentemente no início do relacionamento. No entanto, depois de quatro anos de união, esse índice caiu para menos de 50% e, depois de 20 anos, para apenas 20%.

A libido permanece inalterada para 60% a 80% dos homens, independentemente do tempo de relacionamento. Foram entrevistados 530 homens e mulheres.

Por outro lado, 90% das entrevistadas disseram considerar o carinho um fator importante no relacionamento, mesmo depois de anos de relacionamento. Ao contrário dos homens – apenas 25% disseram esperar carinho das esposas depois de dez anos de casados.

Para o psicólogo Dietrich Klusmann, principal autor do estudo, essa diferença pode estar relacionada à evolução humana. “As mulheres evoluíram para ter uma alta dose de desejo sexual no início de um relacionamento, com o objetivo de formar um vínculo com o parceiro. Uma vez consolidado esse vínculo, seu apetite sexual decai”.

Segundo Ângelo Monesi, psicoterapeuta especializado em terapia sexual e membro do Instituto Paulista de Sexualidade, é normal que a libido da mulher caia com o passar dos anos. “As mulheres se interessam mais por sexo no início porque coincide com a fase da paixão, que dura no máximo três anos”. Depois disso, o relacionamento vira amor ou amizade.

“Vejo casos assim todos os dias no meu consultório. A fantasia da mulher mais elaborada, ela precisa ser conquistada constantemente, ser assediada, elogiada. Se o parceiro não colabora, ela se desinteressa”.

É o que acontece em muitos casamentos, quando marido e mulher tornam-se apenas amigos. Por isso, cabe ao casal investir diariamente na relação para não deixar o amor esfriar.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ELEIÇÕES E LEMBRANÇAS

Vendo ontem as novas composições do Senado e da Câmara Federal me lembrei dos tempos da velha ARENA, entre 68 até 74.
Havia uma ampla maioria governamental, naquele tempo, toda ela num só partido, agora com a presença de vários partidos.
Como todas as coisas humanas pode ser muito bom, sem minorias para atrapalhar.
Ou muito ruim, sem minorias para impedir o que quer que seja do governo.
O diabo é nos darmos conta que não podemos ver o futuro e que, como no pôquer, vamos ter de pagar para ver.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

OS SETE PECADOS CAPITAIS, ou onde nos sacanearam




A COBIÇA – Quando fica só no desejo, para mim, nem pecado leve era para ser considerada. Colocada em prática, entra no roubo, por exemplo, e aí caímos na mesma da Inveja. É grave só na ação.

A GULA – Também não dá para considerar como um pecado, principalmente agora, em que não há uma falta de alimentos a ponto de, se um comer mais, o outro não come. Se o sujeito comer muito e ficar obeso o problema é dele. A menos que todos tenham que arcar com as despesas da obesidade. Mas esta é uma decisão da sociedade. Portanto, desqualifico-a como pecado.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

OS SETE PECADOS MORTAIS, ou, nos enganaram direitinho

A IRA – Pode ser filha da Inveja, mas não necessariamente. Quando posta em prática, através da violência, da destruição, do roubo é um baita de um pecadão. O disfarce em Santa Ira, em Ira Justa, e por aí vai, não deve enganar ninguém. É pecado e pronto!

A AVAREZA – Para mim só é pecado quando o avaro abarcando uma tal quantidade de capital consegue imobilizar a sociedade. Até este ponto a avareza é um problema para o próprio indivíduo que não aproveita a sua vida. Mas, mesmo quando ele suplanta este ponto, precisa da conivência da sociedade para que isto ocorra e se sustente. E aí não é uma questão de pecado e sim judicial.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

MOMENTO DE AUTO-ABACANAMENTO

Estive em Caxias ouvindo o filósofo francês Gilles Lipovetsky. Ele falava da pós modernidade, ou hiper modernidade, como ele acha mais adequado dizer.
Observando as suas idéias me dei conta que eu posso ser considerado um homem hiper moderno, no sentido conceitual, não de que eu seja hiper alguma coisa. Mas deu para me sentir abacanado.
Ou seja, estar ligado a globalização da informação, aceitar o mercado (ou seja, estar com os pés no chão) e valorizar a individualidade (que é diferente de egoísmo, ou individualismo patológico e não ético).

domingo, 26 de setembro de 2010

OS SETE PECADOS CAPITAIS, ou onde nos sacanearam

Revi o filme Seven e sai pensando nos tais pecados capitais. Como não concordo com várias coisas resolvi partir para a minha interpretação do que seria, ou não, um pecado e sua gravidade.
Devo deixar bem claro que considero pecado a ação, nunca o pensamento, o desejo, a fantasia. Primeiro porque não mandamos na existência destes, segundo, porque a rigor, se mal fizerem, é apenas àqueles que tem tais desejos, pensamentos, fantasias. Também não me refiro a pecado no sentido religioso, e sim, e tão somente, quando geram fatos que trazem sofrimento a outros, que, na maior parte das vezes não podem se defender.


A INVEJA – É, ao meu ver, um pecado grave. O sujeito que colocou a frase no para-lama do seu caminhão: “A INVEJA É UMA MERDA”, tem toda a razão. A INVEJA faz mal para quem a tem, pois fica amargo, frustrado, irritado, ao mesmo tempo em que, mais cedo, ou mais tarde, acaba fazendo algum mal para o alvo da sua inveja, nem que seja por despeito.
Reintero o que disse antes.
Estou de acordo em considera-la um pecado e dos graves. Mas não pela pessoa sentir inveja, porque nisto ela não manda. Mas por ela exercer a inveja, fazendo algo ruim para o outro.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O PALHAÇO TIRIRICA E AS NOSSAS ELEIÇÕES

Lembro da eleição, ou da enxurrada de votos, que o rinoceronte Cacareco recebeu para vereador lá pelos anos 60, em São Paulo.
Embora fosse um guri na época, já lia tudo o que me caia na mão. Com isto li análises políticas, sociológicas, psicológicas a respeito do fenômeno.
As análises daquela época não diferiam, em seu âmago, em nada das que são feitas hoje em dia a respeito do “fenômeno Tiririca”.
O fato é que o Brasil continua sendo o Brasil, e pronto!
Nós não mudamos, nós não aprendemos, ou, se aprendemos, já esquecemos.
É sempre a mesma leviandade, disfarçada de alegria, de despreocupação, de faz de conta.
A Erenice fez o que fez e nada acontece e ninguém é responsável.
O Mensalão explodiu e fora a cassação de meia dúzia, o resto ficou no dito pelo não dito.
O governador do Amapá é pego com a boca na botija, é preso, e volta em triunfo nos braços do povo.
O mesmo aconteceu com alguns deputados dos Anões do Orçamento.
Poderia continuar citandos fatos, das mais distintas origens, até cansar a mim e a vocês.
Alegar a ignorância do povo, dizer que o povo não sabe votar, me parece estouvamento
Informação não falta. Mas não queremos a informação. Não nos utilizamos da informação. Não nos preocupamos com a informação.
Que a colombina e o pierrô continuem a dançar apaixonados. Total, tudo é ilusório, é carnaval.
Et la nave va... e nós nela!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A MULHER PERFEITA



... Não houve, obviamente, unanimidade. Esta é burra, já dizia o Nelson Rodrigues.
E o que me disseram estes homens?
• A mulher não pode ser feia. Reparem que não disseram que ela tem de ser bonita.
• Que ela não seja chata, pegajosa, cobradora, rezingueira, com faniquitos, amarga, rancorosa. Pelo contrário, que seja alegre, brincalhona, tenha bom humor. O que não quer dizer que tenha de ser uma Amélia, uma pobrecoitadinhasubmissaaograndemachão, ou umapobrecoitadinhadodestinoqueaquimetens. Pelo contrário, deve saber se posicionar e ter atitudes firmes. Que saiba se valorizar. Mas sem agredir, a não ser em última instância.
• Embora não mandona, saiba tomar iniciativas, sexuais inclusive. Mas não ficando todo o tempo mandando, controlando, decidindo.
• Que faça, sem brigas, sem prepotência, valer a sua independência.
• Que mostre cuidado consigo. Limpeza, corpo, roupas, sem exageros, mas mostrando que se julga importante ao ponto de valer a pena o cuidado. E sem nunca, jamais, perder de vista que tem de fazer coisas pela sua feminilidade, eroticidade. Ter algo de bom para oferecer.
• Que seja feminina, razoavelmente delicada, carinhosa (o grau vai variar de homem para homem).
• Que na cama se permita ser plenamente fêmea. Do jeito que é. Nem se inibindo, refreando, “com medo do que ele vai pensar”, e nem fazendo teatro demais, se bem que um pouquinho de teatro pode. Homem é o famoso “me engana que eu gosto”.
• Que na cama comece devagar, tem muito homem que é assustado, inseguro, mas depois vá se soltando, sem medo de ser feliz.
• Ser um pouco safada, escrachada, maliciosa, pode ajudar a apimentar muitas relações e muitos homens gostam desta apimentada.
Poderia continuar quase que infinitamente, mas acho que estes pontos são básicos e servem para começarmos a conversar.


PS. Alguns homens não estão interessados NA MULHER, interessam-se pela mulher objeto. Para estes estas minhas observações não servem.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A MULHER PERFEITA

Como não tenho pretensão de ser um dono da verdade resolvi consultar uma série de técnicos sobre o assunto.
Esclareço antes de tudo o que eu chamo de técnico no assunto. Um homem; heterossexual, com mais de 45 anos de idade e por cuja vida, entre casos, namoradas, amantes, esposas, prostitutas, ou outras designações que se possa dar para a relação entre um homem e uma mulher em que tenha havido sexo; que tenha tido experiência com mais de 60 mulheres.
Explico. Um homem, que ao longo da vida se relacionou com só uma mulher, sabe tudo, sobre aquela mulher. Um que se tenha relacionado com três ou quatro, pode ter o que se chama em estatística, uma amostra viciada.
Alguns podem se haver relacionado com 20 ou 30 mulheres, mas ao examinar se vê que fez isto numa determinada fase da vida. Nos outros estava mais parado que água de poço.

Estes números, 45 anos, 60 mulheres foram escolhidos quase que ao azar, diria até cabalisticamente, mas que me pareceram ser significativos. Devo lembrar que não sou um estatístico e nem um acadêmico. Julgo-me muito mais um livre pensador, um “homem de pele”, do que qualquer outra coisa.
Não houve, obviamente, unanimidade. Esta é burra, já dizia o Nelson Rodrigues.
E o que me disseram estes homens?
Segue numa próxima edição.

domingo, 29 de agosto de 2010

E A BALEIA MORREU, ou vá se entender os desígnios das baleias, dos homens ou de Deus...

Pois é, a baleia morreu.
Ela encalhou na praia.
Um grupo de voluntários, IBAMA, etc. e tal, foram lá para salvá-la.

Depois de muito esforço, com o auxílio de um rebocador, conseguiram desencalhá-la e transportá-la para águas mais profundas.
A baleia voltou a praia.
Voltou a encalhar.
Morreu.
Fico pensando se esta baleia não tinha ido para a praia para morrer.
No que pode haver sofrido até morrer.
Penso nos suicidas.
Não nos loucos que se suicidam.
Imagino aqueles que, desiludidos da vida, depois de a haverem vivido, resolvem morrer. Ou para fugirem de uma dor, ou sofrimento outro, intenso, sem maiores perspectivas, querem morrer.
E nos que não os deixam ir.
Será que eles não fazem isto em causa própria?
Pelo seu medo de morrer. Pelo seu medo de enfrentar O Outro Lado.
Então não deixam ninguém morrer em paz, do jeito que queriam morrer.
“É a vontade de Deus!”
Quem diz que esta é a vontade de Deus?
“Está escrito!”
-Sim, mas quem escreveu? Um homem que diz que Deus disse? E se Deus disse o inverso e este homem, rebelde, escreveu o contrário. E se este homem fosse um alucinado?
É tão complexa a mente que tudo que se disser dela é mera especulação.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Mulher Perfeita



Alguns, não sei, se por engraçadinhos, ou porque realmente pensam assim, mandaram esta foto como o protótipo da “MULHER PERFEITA”.
Como piadinha, tudo bem, não é do meu estilo, mas acho que JAMAIS se deve censurar o humor. Sou absolutamente contra o tal do politicamente correto em termos de humor. Mas é possível que alguns pensem realmente assim. Neste caso, só posso deplorar-lhes a pobreza de espírito e, mais ainda, a pobreza vivencial, pois não podem aproveitar toda a grandiosidade que uma mulher tem, ao se restringirem a tão pouco.
Continuo esperando sugestões das mulheres sobre o HOMEM PERFEITO.

sábado, 21 de agosto de 2010

A SEGUIR: A MULHER PERFEITA

As conclusões de um grupo de veteranos sobre como seria a mulher perfeita.
Por favor mulheres que leiam este post. Me ajudem mandando idéias de como seria o homem perfeito para que eu possa colocar junto com idéias que eu tenho, e me contaram, sobre como ele seria. Podem escrever em comentários, ao pé deste post, ou, melhor ainda, pelo meu email. ccarrion@uol.com.br .

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nada como o tempo para mostrar que a teoria, na prática, é outra

Lendo uns Pasquins de 72/73, vi umas declarações do Sérgio Cabral.
Numa delas dizia que, se um dia fosse eleito governador, ou prefeito, do Rio de Janeiro, triplicaria o salário dos professores.

Sua mãe tinha sido professora e sempre ganhara muito mal.
Desde que foi eleito aumentou em quanto, acima dos níveis inflacionários, o salário dos professores?
Na outra, dizia que isentaria de impostos quem derrubasse um edifício e no lugar construisse uma casa.

Alguém ouviu falar de um projeto de lei, ainda que remotamente parecido que tenha sido enviado à Assembléia, ou Câmara de Vereadores?
Ou seja, como é bom sonhar com utopias e como elas são difíceis de serem, pelo menos, tentadas.

Histórias da Vida

Ontem dois amigos me contaram uma história que ambos haviam sido testemunhas oculares e auditivas.
Um deles havia ido para a praia com três amigas mulheres. (Anos 70)
À noite, duas haviam ido dormir e ele ficou na sala conversando com a terceira.
Conversa daqui, conversa dali, acabaram deitando numa rede.
Mais conversê daqui, mais conversê dali e acabaram nús.
Toca aqui, toca ali, e ficaram prontos.
Na hora que ele aponta "o mastro" para a entrada da "gruta" ela diz: -Sou virgem.
Todas as culpas do mundo emergem, nele e nela, e acabam deixando para depois.
No outro dia ele volta para Porto Alegre, pois tinha plantão.
Dois dias depois a encontra. Toda contentinha.
-Sabe de uma coisa?! Não sou mais virgem. Depois que tu veio embora, encontrei o Kibon e disse para ele. Quero perder a minha virgindade! Tu me ajudas! E transei com ele! Agora sou livre.
Moral da história. Nunca se deixe influenciar pela culpa.

sábado, 14 de agosto de 2010

Complexos, Pintos, Gordurinhas e o medo de ser CORNO

O meu caro leitor, o Paulo disse... (ver comentário do post anterior)
Todas inseguranças? Boa parte delas, com certeza. Mas eu não deixaria de lado o famoso "será que sou corno?". Creio que essa é quase tão comum quanto o "complexo de pinto pequeno". E não nego! Eu sofro disso!
Por quê eu não coloquei isto como um dos "complexos" universais? De vez que praticamente todo mundo, em algum momento, teve este medo, ou dúvida?
Primeiro porque isto não é um complexo. É, talvez, uma dúvida universal. Segundo, por que ser, ou não, corno, não depende da vontade do indivíduo, é o outro, ou outra, quem decide. Terceiro, porque ninguém nunca vai ter garantia que o seu(sua)companheiro(companheira) não vá ter uma aventura extra conjugal.
Não obstante a pessoa ser bom(a) de cama, mau(á) de cama, carinhoso, bruto, etc. e tal. Este é um fato que temos que aprender a conviver. Diferente da primeira situação em que o sujeito sempre tem algo que ele pode inventar para sustentar a sua crença de que seu pênis é pequeno. ou não, ou se é tão regordete assim
Aliás eu lembro duas histórias a respeito de tão tormentoso tema.
Uma é de um amigo, grande caçador de mulheres, brancas, casadas, solteiras, negras, judias, castelhanas, altas, baixas, feias e por aí vai.
Pois este portento da sedução, nunca conseguiu e acho que nem buscou, ter a garantia de que não seria corno. Aliás, é dele a magistral frase. "Mochinho (isto é gado sem guampa), mochinho ninguém vai morrer". Palavra do expert.
A garantia total é uma utopia. Com este fato vamos ter conviver per omnia seculo seculorum. Ser submisso não adianta de nada. Bancar o durão, ou malvado, pode impedir alguns episódios. Mas, se a mulher, ou o homem, quiser jogar água fora da bacia, ninguém segurará. Apenas estes peralvilhos serão mais discretos.
Uma historieta contada pela mulher de um amigo meu.
Ele adorava, quando transavam, que ela lhe dissesse palavrões. "Seu veado, seu cafajeste, puto, prevalecido... e assim por diante". Só que um dia, na hora do entrevero, ela, entre outras coisas, disse, ...seu corno... De imediato ele parou e gritou: -Corno não! Corno não!
Porque, é logico, ele sabia se era, ou não, cafajeste, veado, etc. Mas nunca poderia ter certeza de ser, ou não, corno. Mesmo que ela dissesse que sim, que ela o havia corneado. Ela poderia estar mentindo.



Portanto, o medo da corneagem é totalmente diferente do ter um pinto pequeno, que eu posso medir, ver estatísticas, comparar nos banheiros, ver pelas fotos, vídeos e etc.



O mesmo uma mulher, que não seja uma neurótica de carteirinha, ou psicótica, a respeito de sua gordura.



A presença do outro é sempre um problema. Não é à toa que o Sartre disse: L'enfer sont les autres."

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

COMPLEXOS, PINTOS E GORDURAS

Vocês já repararam como são comuns dois complexos?
O dos homens que, em sua maioria, ou acham que o seu pinto é pequeno, ou que poderia ser maior.
O das mulheres que acham que poderiam ser mais magras?
Parece que nestes fatos se concentram todas as inseguranças humanas, talvez até como um meio de tê-las controladas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Valeu a pena ver a cena

A gente sofre com os nossos Homens Públicos. Mas de vez em quando se tem o nosso momento de glória.
Foi o caso do voto do Brasil apoiando as sanções da ONU, sob protesto.
Ver o Celso Amorim explicando o ocorrido. Fulo da vida. Com o fato atravessado na garganta. Quase saindo correndo após o término da entrevista, como diz a propaganda aquela. NÃO TEM PREÇO.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SOBRE A MACONHA

Li na Zero Hora um discreto debate entre o Marcos Rolim e o meu querido amigo Sergio de Paula Ramos a respeito da maconha.

Quero deixar claro alguns pontos para que entendam a minha posição. Primeiro. Nunca usei a maconha pela simples razão de que qualquer inalante me dá alergia. Segundo. Não acredito em verdades definitivas. Terceiro. Não trato de drogaditos. Mas acredito ter uma boa visão da vida e, principalmente, da História, até porque nesta sempre tento saber do “outro lado”, se registros houver.

A medicina está repleta de verdades, conceitos absolutos, que o tempo se encarregou de soterrar. Quem não lembra dos tratamentos à base de laticínios para a úlcera gástrica; havendo um quase que um consenso de que a úlcera gástrica era, na imensa maioria das vezes, de ordem psicológica. Hoje se sabe que é um micro organismo o causador da maior parte dos processos gástricos ulcerosos. Tendo havido uma mudança radical no tratamento.

Ou da testosterona, que era a grande vilã dos processos cancerosos de prótese. Hoje se sabe que, instalado o carcinoma, ela o alimenta. Portanto é vilã. Mas antes do sujeito ter câncer, vários trabalhos especulam que ela teria um papel protetor anticarcinogênico.

Por isto, acho arriscada a tomada de posições definitivas, em Medicina.

A grande maioria dos trabalhos científicos, para não dizer a imensa maioria, trata dos malefícios da maconha. Até por que se sabe que ela, usada da maneira usual, faz mal. Ponto.

Mas acho que não se pode desprezar, a priori, aqueles trabalhos que indicam um possível benefício do uso da maconha em algumas circunstâncias, sob orientação precisa e direta de profissionais, competentes e honestos. É evidente que estes trabalhos não terão a densidade e nem preencherão todos os requisitos metodológicos daqueles trabalhos que mostram os malefícios da maconha.

Começam por não serem politicamente corretos, o que diminui em muito o seu espaço no meio científico. Os centros que fazem as grandes pesquisas são ligados às universidades públicas, ou privadas (Que tem um nome a zelar...), ou que tem os grandes laboratórios a financiar. E uma pesquisa exige muito dinheiro. Algumas são absolutamente inviáveis sem um grande financiador. As leis, com suas proibições, manietam, e muito, a liberdade do pesquisador. Vide a Ciência e a Inquisição.

Por isto, gostaria de dizer, por minha conta e risco, que continuo contra o uso e comercialização de maneira indiscriminada da maconha, mas, por favor, não pensemos na Canabis como quem pensa num Brasil x Argentina. Que possamos examinar se ela, em determinadas situações, pode, ou não, ser útil.

Total, não se descobriu que veneno de cobra, bem utilizado, pode salvar a vida de um enfartante?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A minha leitora...

...(hay que cultivar-las) Jamile.
É a Medéia, que teve filho com Jasão, e para vingar-se por ele te-la abandonado, serviu-lhe os filhos como refeição.
Sobre a postagem Pequenas Questões.
Mas aproveitando o momento. E o tio Lula que me veio de novo com o papo de não se meter no assunto dos outros países, no que diz respeito a morte por apedrejamento da adúltera lá no Irã.
Mas que grande pandego está me saindo este rapaz! E a sua turma.
Foi o mesmo com o dissidente cubano que morreu de greve de fome. Ou com os boxeadores cubanos que foram devolvidos porque queriam voltar e que um deles conseguiu fugir novamente e contou na França que no Brasil foram praticamente coagidos a voltar (sem vírgulas ou pontos, à la Saramago) a Cuba. Sempre tudo feito no sentido de respeitar os outros países, a tal não intervenção. Só que quando houve o quiproquó em Honduras não tiveram o menor problema em se meter. Vá se entender a políticas destas tais de "altas esferas". Nestas horas me dou conta que que sou piquititinho mesmo
.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Só para responder a Ana...

... que teve a gentileza de fazer um comentário sobre o não sexo num fim de semana cinzento.
Quando se está só, parece que é uma coisa que aconteceu de repente, sem motivo. Aconteceu e pronto. Quase um capricho de um deus maligno e sádico. Tipo um terremoto antes dos geólogos. Já passei fins de semana sozinho. Me dou conta, hoje, que foi por minha responsabilidade. Nada me impedia de pegar o telefone, ligar para um monte de pessoas, que também estavam sozinhas. Talvez algumas topariam sair comigo e outras, de bom grado, quereriam dar uma transadinha.
Temos que nós dar conta que os responsáveis pela nossa inércia somos nós mesmos.

domingo, 25 de julho de 2010

FILOSOFIA BARATA NUM DOMINGO CINZENTO

Quase todo mundo vai me dizer amanhã que o domingo, com este tempo, foi um dia chato.
Todo mundo diz que gosta de sexo e que sexo é muito bom.
Pergunto-me: Por que tão poucos passam transando toda a tarde de um domingo cinzento?

Nós e os Outros, ou L'enfer sont les autres

O atentado fora violento.
Destroços para tudo quanto era lado. Fumaça. Cheiros de todos os tipos. Manchas que não deixavam dúvidas de que alguém, ou “alguéns” fora destroçado.
-Fia das putas! Mas eles ainda vão pagar bem caro.
-Eles quem, H....?
-Eles, os R... .
-E quem vai faze-los pagar?
-Nós, os D... .
-Pensei que tu fosses contra os F... ?
-E sou, mas nós e os F... nos juntamos aos F por odiar os R... .
-Mas quem são os D... ?
-Eu e os E...”
-Ué, mas tu sempre me disseste que odiava os E...?
-É verdade, mas eu e a minha família embora odiemos os N... , odiamos mais ainda os E... .
-Mas tu não gostas da tua família.
-Não gosto mesmo! Eu e os meus irmãos odiamos a parentada toda. Mas odiamos os N... .
-Mas tu tens horror aos teus irmãos. Diz que eles são tudo uns cafajestes.
-É vero, mas odiamos os nossos primos.
-Quer dizer, no fundo tu odeias todo mundo!
-Não, eu até simpatizo contigo, desde que tu não fales em política, religião, futebol, ...

domingo, 18 de julho de 2010

FAZER O QUÊ?

Estava lá eu outro dia a ler, ou vendo televisão, quando apareceu a notícia do que os pais não podem mais fazer para reprimir (tentar educar) as crianças. Ao lado de coisas óbvias, espancar, dar pontapés, etc. , vinha a proibição da palmada e , entendi eu, colocar a criança de castigo.
Aí eu me pergunto: Frente a um filho intransigentemente rebelde, que se nega terminantemente a voltar para casa, tomar banho, jantar e fazer os temas; os pais devem fazer o quê?
Conversar, argumentar, etc. Tudo muito bonito, tudo muito politicamente correto.
Mas aí eu me defronto com duas dúvidas:
E se o filho continuar intransigente?
E se os pais não tiverem grandes capacidades de diálogo?
Fazer o quê?
PS – Tem um livro chamado “Vamos falar de Kevin”. Dêem uma olhada e respondam para vocês mesmos, o que os pais podem fazer com um filho como aquele? Cada vez mais me convenço que fazer uma lei é uma barbada. O difícil é fazer uma lei que possa ser aplicada com os recursos que se tem. Longe do caminha da utopia, da idealização.

domingo, 11 de julho de 2010

PEQUENAS QUESTÕES

Sobre o caso Bruno

Nos deixa estupefatos, horrorizados, surpresos, o ocorrido. Mas temos que entender que este tipo de crime, de tempos em tempos, vai ocorrer.
Começa na mitologia grega, quando uma das personagens míticas, cujo nome agora não me ocorre e estou com preguiça de procurar, para vingar-se do amante que a abandonou, mata os próprios filhos com ele, e os serve para o amante durante um jantar. Na ficção isto se repete na “Festa do Bode” do Vargas Llosa. Ou seja, estas idéias terríveis perpassam na mente das multidões, ou de um individuo dito “normal”.
Aqui em Porto Alegre houve, por exemplo, “O Crime da Rua do Arvoredo”, no qual um açougueiro, em conluio com a mulher, matou uma série de pessoas e os transformou em lingüiça; que foi vendida para a alta classe média. Ou seja, estes crimes dependem da loucura, que sempre existiu e deverá continuar existindo.
O que é insuportável são estes crimes do quotidiano que não são tratados de modo adequado. Repetem-se ad nauseam sem que se modifique o modo de encara-los, ou trata-los.
Um delegado de polícia me contou que tem pessoas que eles prendem e acabam tendo de liberar por uma falha jurídica qualquer, ou não tem vagas nas cadeias, ou contam com benevolência do promotor, ou do juiz.
“Total, cadeia não recupera ninguém.”
O diabo é que a sensação de impunidade dá uma idéia para o indivíduo, ou aos que lhe são semelhantes, de que ele pode continuar fazendo aquilo.
A mesma opinião, com poucas modificações, me foi dada por um promotor. Ou seja, enquanto não houver um movimento da massa, do povo, das multidões, para mudar isto, e esta dificilmente se mexe de modo decisivo, tudo deverá continuar como antes no quartel de Abrantes.
Ernst JüngerA Guerra Como Experiência Interior

Este livro do Ernst Jünger foi escrito com as tripas, tal a crueza, frieza e despreocupação com o politicamente correto. É uma pessoa que esteve lá. Não é um acadêmico, não é um teórico. É um sujeito que sentiu a dor, viu a podridão dos cadáveres, viu homens morrerem de todas as formas possíveis.
Para quem quer ler um livro de alguém que não tem medo de dizer o que pensa, esta é a minha sugestão. Se alguém quer ler o livro de alguém que descreve a guerra como provavelmente foi, sugiro um outro livro dele; “Tempestades de Aço”. Supimpa!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Como eu sou chato, não vou parar

Quousque tandem abutere Catilina patientia nostra ?
Mais uma vez a arbitragem falhou e possivelmente mudou um resultado. Se aquele gol da Holanda é anulado, por impedimento, quando estava tudo empatado, é bem possível que o resultado final fosse diferente.
Porque esta teimosia em não usar recursos que estão disponíveis.
Poderiam ser usados só em pênaltis, expulsões, gols e, principalmente, lances polêmicos decisivos.
Qual a razão de insistir com um mundo que já se sabe deixou de funcionar?

domingo, 4 de julho de 2010

Um pouco de psicologismo, ainda que barato

Confesso que fui surpreendido pelo nível de abatimento, desesperança, que tomou conta da seleção do Melhor Futebol do Mundo, quando do primeiro gol da Holanda (Quando aquele gol só dizia que estava tudo empatado).
Da não retirada do Felipe Melo, quando eu, um leigo, já sabia que ele seria expulso; e não posso ser acusado de profeta do fato acontecido, porque cantei isto antes de acontecer, tenho testemunhas. Aliás, a minha frase foi: “Este cara vai ser expulso. Não sei quando. Mas vai.” Pouco depois ele era expulso.
Com o desamparo que tomou conta de todos quando veio o segundo gol da Holanda (Quando havia tempo de sobra para uma reação).
Nestas horas fico pensando nos milhões que estes meninos ganham. Nos milhões que são gastos para pô-los em campo. Com os milhões que eles movimentam (Propaganda, Turismo, Marketing, Merchandising, etc.).
E não há um preparo psicológico adequado!
Alguns psicólogos, psiquiatras, analistas, dos bons, fariam toda a diferença! Preparando esta gurizada para percalços que fazem parte de qualquer jogo, ou competição.
Quando vão tratar esta área de alma com a importância que ela merece? Numa situação destas, um “terapeuta da alma” é tão importante quanto um preparador físico, ou um técnico para delinear uma estratégia. Pombas!!!Esperemos que os encarregados pela seleção de 2014 abram os olhos para isto.

E VIVA A SELEÇÃO!

Pois me vi torcendo pela seleção; logo eu que tão distante estava do ludopédio (Como teríamos de escrever para contentar aquele deputado comunista que queria tirar os estrangeirismos da nossa linguagem.).
Acontece que descobri, achei, enxerguei, atinei, percebi, a importância da Seleção Nacional como elemento de União Nacional neste momento de tantos esfacelamentos.
Sempre me pareceu um milagre que este nosso país permanecesse uno, enquanto a América Espanhola se esfacelava toda.
Não que não tenham faltado tentativas de retalha-lo, de forma disfarçada, para atender as necessidades locais, ou dos poderosos locais. Claro, todos eles alegaram as mais nobres razões. Aliás, nem queriam a secessão, mas...
Serviam de elemento de União Nacional, a Igreja Católica, A Língua e o Exército.
Ora, a Igreja vem perdendo fiéis a torto e a direita, frente a novas formas de espiritualidade.
O Exército, depois do fracasso da Redentora, perdeu a sua força de elemento unificador nacional.
A nossa língua se fragmenta em dialetos que o “gauchês do Alegrete” está tão longe do como se fala nos confins do Ceará, como o dito Português do Brasil, frente ao de Cabo Verde. São meramente parecidos, mas numa fala rápida às vezes não se entende rápido.
Resta o quê, para verdadeiramente nos unir.
A Rede Globo (Odeiem-na, ou assistam-na.).
O Real (Total os pilas sempre foram fator de identificação, até por que o Real, com exceção de nos países limítrofes, é um ilustre desconhecido. Perguntem pela cotação dele nas casas de cambio no exterior e vejam se alguém sabe dizer).
E a Seleção Verde Amarela. A Seleção Canarinha. A Seleção que representa o Melhor Futebol do Mundo (sic).
Portanto não estranhem eu me interessar por ela. Ela, agora, junto com a Globo e o Real, é o Brasil.

AMIGOS VOLTEI!

Depois de um longo e tenebroso inverno de ausência a este blog, tenho o prazer de comunicar-vos que voltei.
Sim, exultai, tocai as trombetas do regozijo, porque eu voltei, retornei, ressuscitei a esta página, refocilo a vocês, reocupo este espaço, volto a este Jordão, reapareço!Agora acompanhado do Dicionário Analógico da Língua Portuguesa, de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo.

domingo, 23 de maio de 2010

Filosofando sobre o Banal

Todos os fins de semanas ouvimos, ou vemos pessoas reclamando de que o juiz de futebol deu pênalti, quando todos na TV vimos que não foi pênalti. Ou gol. Ou jogada para expulsão. Aí eu me pergunto: Por que não se usam todos estes recursos eletrônicos, que temos a disposição, para evitar estes erros crassos? Por que o ser humano tem tanto medo de mudar?


Um jantar entre amigos e alguém fala em tom categórico que moda é assunto supérfluo, fútil. Minha mulher que usa faca na bota respondeu na lata. - E o futebol, que ocupa páginas e mais páginas de jornal, de minutos, ou horas, na TV ou rádio, não é ele algo também fútil? Silêncio.
Fico pensando, porque esta intolerância com as diferenças? Seja de gostos, de pontos de vistas, de “raça”, de religião, e por aí vai.

Por um lado a popularidade do Lula se mantém em alta. Por outro os que não gostam dele se esganiçam na Internet, ou em alguns órgãos da imprensa. Fico pensando, por que as pessoas, principalmente na Internet continuam na mesma linha de ataque que, já se sabe, é inócua. Pois fazem um discurso que só atinge os mesmos que pensam do mesmo modo. Está faltando criatividade para abordar o assunto que atinja quem não pensa da mesma maneira. Do jeito que está parece um clube fechado que quer mudar o mundo, mas é incapaz de tentar entender como os outros vêem o mundo, e portanto como dizer algo que sensibilize este mesmo mundo a pensar diferente. Me desculpem pelo acúmulo de "mundo", mas pela pressa não pude procurar uma sinonímia adequada, ou pensar em formas variadas de expressão.

O Woody Allen para mim é um gênio. Não é o maior gênio, porque não existe “o maior gênio”. Sempre se pode ser brilhante em algum campo e medíocre em outros. Ou, como tal brilhantês me incomoda, ou não entendo, o outro deixa de ser visto por mim como sabe-tudo. Deste último filme dele, Tudo Pode dar Certo, ou algo pelo estilo, só tive comentários do tipo. Maravilhoso! Ou. Não consigo gostar do Woody Allen e dos filmes dele! Ou seja, ou se é branco ou preto. Tons de cinza não existem. Eu gostei, e muito do filme. Encara as diversidades como algo natural e saudável. Parece que não é todo mundo que gosta desta tal de diversidade. Deixa tudo muito complicado. Ou talvez tenham medo que a diversidade os atinja e eles sejam obrigados a se desdizer. E isto é muito complicado. É preferível, para a maioria, ser turrão do que aceitar que se errou e que é necessário reformular algo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Neville Chamberlain ou J. Carter?


Frente a esta intervenção do presidente Lula tentando acertar um acordo com o Irã fico a me perguntar, frente “ao sucesso aparente”.
Será ele um Chamberlain que, depois do pacto de Munique, desceu em Londres anunciando o sucesso de sua missão?
Um ano depois Hitler invadia a Polônia e a Inglaterra entrava em guerra com a Alemanha.
Ou será um Carter que conseguiu colocar Anwar Sadat e Menachen Begin frente a frente, os dois ex-terroristas, e conseguiu um tratado de paz que dura até hoje?
Minha dúvida é por que o presidente do Irã me parece estar mais para Adolfito (que praticamente rompeu com todos os tratados que assinou) do que para alguém capaz de respeitar os pactos que assina.El tiempo lo dirá...

sábado, 8 de maio de 2010

FALEMOS UM POUCO DE SEXO - Capítulo Final

O que eu aprendi, de básico, e passo para vocês foi:
· Tem-se que desaprender as regras machísticas. A não ser para lidar com mulheres “às antigas”, que ainda as há.
· Tem-se que aprender que nós temos o direito a não estarmos com vontade. De se estar sem tesão.
· Que não somos videntes, adivinhos ou algo pelo estilo, para sabermos tudo que uma mulher pode querer da gente.
· Que uma mulher nunca é igual a outra. Portanto, mesmo que eu já tenha saído com cem mulheres, continuo um ignorante no que diz respeito a que está na minha frente. Será que na hora H ela quer uns tapas na bunda ou carinhos pelo corpo? Que eu a chame de meu amor. Minha princesa? Ou minha Puta? Portanto, se, nesta primeira vez, eu errar é apenas porque eu sou humano. Repetir o que não funcionou é sinal apenas de estupidez ou egoísmo, que é praticamente a mesma coisa.
· Que eu não posso me basear no que eu gosto. Que uma mulher é tão parecida com um homem como um liquidificador e uma batedeira.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

FALEMOS UM POUCO DE SEXO

Capítulo II


As coisas foram mudando aos poucos. Algumas audazes começaram a surgir. Mas eram ainda poucas. Exceções. A diferença de idade também ajudava, pois as mulheres das novas gerações não tinham contato com a maior parte da nossa geração machística.
Depois casei, me aquietei. Ouvia falar disto e daquilo, mas eram apenas comentários. Nenhuma mulher me peitava para algo mais explicitamente sexual.
Até que um dia... Fui buscar meu filho, com 14 anos à época. Jogava futebol e na arquibancada havia um grupo de meninas da mesma faixa etária. E elas torciam, faziam comentários bem desabridos. De repente um dos guris dá uma furada. Elas o apupam. Ele reage levando a mão ao saco. Uma delas responde, seguida em coro pelas outras. –Não tem nada aí e se tiver não funciona!
Naquele dia me dei conta de que as coisas haviam mudado para valer.
Pensei. –Pobre destes guris! E passei a me preparar para lidar com isto no consultório.

terça-feira, 4 de maio de 2010

FALEMOS UM POUCO DE SEXO

Este trecho será publicado em partes porque nada é tão chato como ler longos trechos na Internet.




Ta bom! Falemos um pouco de sexo. Total, hedonismo sem sexo é o mesmo que praia sem água.

Estou impressionado com a quantidade de homens que estão na defensiva, diria até, com medo, das mulheres que tomam a iniciativa. Parece que o medo de falhar, de não dar conta do recado se tornou imenso; incomensurável.

A Mulher não é mais para eles um objeto de deleite. É um algoz pronto a tripudia-lo assim que falhar, não corresponder aos seus desejos, que são infinitos e irrealizáveis.

Fico pensando nos bons tempos d’antanho quando se podia chegar em qualquer mulher e dizer que se queria beija-la, ou até mesmo transar com ela; e ficava tudo bem para a gente, machões que éramos, pois ela tinha obrigação de dizer não!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os amigos

Estive este fim de semana em Livramento. Fazia um bom tempo que eu não ia a Livramento lato senso. Me limitava a ir ao free shop, dava uma passadinha no cemitério, encontrava um ou outro amigo, por acaso e se finito. Sou hoje um bicho do mato, infelizmente. Mas desta vez, graças a Gislaine, e ao Aguirre, que me desentocaram, tive a oportunidade de rever os amigos.
Que coisa boa!
Nestas horas parece que o tempo não tinha passado. O Aguirre continuava sendo o cara afetivo, inteligente, de bom humor, que deixa a gente à vontade. A Sandra continua com aquele olhar que o Chico Buarque colocou nos versos “parece sempre portar um mistério” é discreta, mas quando fala tem o que dizer. A Carmita continua aquela mulher forte, determinada, que sempre foi, desde os 12 anos de idade. O Miguel é aquele gênio que não parece ser gênio. O Valdir eu o conheço desde os seis anos de idade, é incrível, mas eu não consigo descrevê-lo, talvez porque, não parecendo, é a personalidade mais ricamente facetada de todos nós. A Gislaine é um trator de para fazer e criar coisas para o mundo, se quiser é vereadora, deputada, que ganha de rebenque em pé. A Maira é a quieta, afetiva e efetiva. E tantos outros que não vou citar, não por outro motivo que não tornar esta lista interminaaaavel e maçante.
Exceções: A Maria Beltrão, o Rolim (Pirata, meu eterno presidente do Comercial dos Áureos Tempos), a Leda Guerra, amigos dos meus pais, amigos meus, pais dos meus amigos. E novamente interrompo a lista para não me tornar enfadonho.
Mas que coisa boa foi ter estado com todos vocês. Vocês todos, e os que não citei, tornaram esta ida UMA IDA A LIVRAMENTO, e não uma viagem de compras.
Claro, o Gelon não estava, aliás, acho que existe uma maldição aí, nunca conseguimos nos encontrar. O pessoal do Hotel Jandaia conseguiu dar uma acolhida de lar. O que ajudou a tornar esta viagem mais emocional. Poderia continuar por muito tempo a citar nomes e situações, mas o meu paciente chegou.
Mas todos vocês podem ter certeza, conseguiram criar momentos que ficam guardados “no lado esquerdo do peito”. Ou, como diz o meu amigo Patinho, “que seria da vida se não fossem os amigos”.
Um abração e um beijo em todos vocês.
Carlos Eduardo Carrion Vidal de Oliveira, o Quadrado.

A Tragédia de Medéia É Possível

Quando alguém me diz que acha inacreditável e me pede que eu explique porque um pai, aqui em Porto Alegre, matou os três filhos e depois se suicidou; para vingar-se da mulher que queria separar-se dele e que teria uma vida no Inferno, depois disto, respondo.
Porque ele estava louco e a loucura tem uma lógica diferente da dita sanidade. Aliás, meu amigo Paulo Burd já me havia alertado de que na tragédia de Eurípides – Medeia, a personagem Medeia mata os filhos para vingar-se do esposo Jasão que a havia traído. Mas ela teve que carregar esta responsabilidade (Na antiguidade grega o conceito culpa não existia, existia era o conceito de ser responsável. O conceito culpa vem dos textos bíblicos.) pelo resto da sua vida.
No caso presente, o assassino se exime desta culpa suicidando-se. Duvido que o fizesse por culpa, ou remorso.
O que me chama a atenção é que, tanto Medéia, como este homem, eram loucos, mas plenamente conscientes do que estavam fazendo.
Por isto me irrita quando, na maior parte das vezes, se trata na justiça, na nossa justiça, um louco, um tarado, como um não responsável ou quase não responsável, por ser louco.

Na justiça americana se avalia se o sujeito é louco, mas também se ele é, ou não, consciente de seus atos. O mesmo se aplica no caso de menores. Felizmente parece que lentamente estamos mudando os nossos conceitos.
Pois, quando alguém descobre uma brecha, pode se estar certo, é por ali que os ratos vão se enfiar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

AINDA SOBRE IMPOSTOS E SAÚDE

Todo mundo parece que está de acordo que saúde em primeiro lugar. Mas na prática, é assim?
Fui convidado para dar uma palestra em Livramento. Aproveitei para dar uma chegada em Rivera. E lá entrei numa farmácia, para especular, e por que sou um hipocondríaco light. Saí doente.
Gostaria de saber por que um produto que aqui no Brasil custa de R$18,00 até R$24,00, o comprimido; lá custa R$30,00 a caixa com 20 comprimidos, sendo que a resposta clínica, me contaram, é equivalente.
Ou uma injeção, que aqui chega custar R$400,00, lá custa R$58,00. Fiscalizada pelo governo.
E por aí vai...
Não estou falando de remédios do Paraguay, ou da Bolívia. Falo de um produto Uruguayo.
Alguém me explica? E, se me explicar, pode dizer por que não fazemos aqui o mesmo processo, de vez que: “SAÚDE EM PRIMEIRO LUGAR”.

IMPOSTOS

Realmente, imposto é algo que tem de ser imposto. E só pode ser imposto porque o outro é mais forte, ou porque nós nos resignamos e ficamos de quatro.
Outro dia numa reportagem, não sei se no Fantástico, ou no Jornal Nacional, mostrava que uma lavadora que saia para o consumidor em torno de 1000,00 reais, custava em verdade 400,00 reais, o resto, 600,00 reais era de imposto.
Porque os nossos comerciantes não adotam o sistema de, ao colocar os preços, discriminarem: Tanto do preço do produto, aí incluído o seu lucro, que não precisam discriminar, total não vou querer que eles joguem contra eles mesmos, e tanto do que estamos pagando de imposto. Talvez com isto nos sentíssemos mais donos do governo e nos tornássemos mais atuantes. Total, todos os governos dizem que são um governo do povo. Nada mais justo que eu saiba o que eu estou pagando para mim através dos impostos. Mas acho que estou pregando no deserto, ou para o Nada.