Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preconceito. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de novembro de 2010

INTOLERÂNCIA E PRECONCEITO

Peguei no facebook da minha amiga Carla Zeglio.
Líder religioso do Mackenzie ataca lei contra homofobia e causa polêmica - vida - Estadao.com.br
www.estadao.com.br
Em manifesto publicado no site da universidade e retirado minutos depois, chanceler diz que projeto de lei 'interfere na liberdade' de orientação religiosa.
Têm pessoas que me lembram o deputado Justo Veríssimo do Chico Anísio. Têm horror a homossexuais, a negros, a pobres, a quem pensa diferente delas, a judeus, a muçulmanos, a velhos, a gordos, a ecologistas, e por aí vai. Pegam a Biblia, tem várias versões, encontram uma frase qualquer, retiram-na do contexto geral e põe na boca de Deus. E ai de quem as contrarie...
Durante a campanha eleitoral, disse a uma pobre coitada que me mandou uma propaganda da Dilma que eu votaria na Dilma se ela me explicasse porque o partido da Dilma sempre havia obstaculizado, de uma maneira, ou outra, a investigação do caso Celso Daniel; a punição dos membros do Mensalão; a razão pela qual o caso Erenice nunca fora percebido por quem estava ao lado. Além de me mandar um email irritadíssimo com a minha posição "sectária", me bloqueou no seu MSN, coisa que eu nem sabia que tinha. Imaginem pessoas como estas com poder na mão?
Uma amiga, que votou na Dilma me perguntou se me referia a pessoas como ela. Claro que não. Entendo que pessoas possam votar em quem bem entenderem. Mas, se vierem pedir o meu voto, que sejam capazes de ter argumentos e discuti-los, e não vir impor dogmas. Alias, não sei por que a minha amiga resolveu vestir uma carapuça que não lhe pertence.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Histórias da Vida

Ontem dois amigos me contaram uma história que ambos haviam sido testemunhas oculares e auditivas.
Um deles havia ido para a praia com três amigas mulheres. (Anos 70)
À noite, duas haviam ido dormir e ele ficou na sala conversando com a terceira.
Conversa daqui, conversa dali, acabaram deitando numa rede.
Mais conversê daqui, mais conversê dali e acabaram nús.
Toca aqui, toca ali, e ficaram prontos.
Na hora que ele aponta "o mastro" para a entrada da "gruta" ela diz: -Sou virgem.
Todas as culpas do mundo emergem, nele e nela, e acabam deixando para depois.
No outro dia ele volta para Porto Alegre, pois tinha plantão.
Dois dias depois a encontra. Toda contentinha.
-Sabe de uma coisa?! Não sou mais virgem. Depois que tu veio embora, encontrei o Kibon e disse para ele. Quero perder a minha virgindade! Tu me ajudas! E transei com ele! Agora sou livre.
Moral da história. Nunca se deixe influenciar pela culpa.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TAPINHAS NA BUNDA

Camila, 31 anos, casada, Porto Alegre. Dr. Carrion me ajude a tirar uma dúvida. Há uns seis anos atrás eu estava transando com um ficante quando ele me deu uns tapinhas na bunda. Na hora fiquei assustada. Mas depois ele continuou carinhoso e me dei conta que havia gostado. De início fiquei muito envergonhada. Pensei: “Será que eu sou masoquista?” Só sei que a partir de então sempre dou um jeito de dizer que uns tapinhas de leve, na bunda, me dão prazer.
Mas sempre fico pensando: -Será que eu sou normal?


Tranqüila Camila. Uns tapinhas de leve ajudam a liberar o que se chama “adrenalina”, e esta, na dose certa, sempre ajuda no prazer. Se o teu parceiro não se incomoda, podes usar este recurso sem problema nenhum.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PUBLICO-A POR QUE A ACHO MUITO IMPORTANTE

Dúvida: Dr.Tenho um filho de 22 anos, faz pouco tempo descobri que ele é homossexual, conversamos e ele me falou que há 6 meses teve uma crise quando descobriu que estava apaixonado por um amigo que é gay. Bom para mim este golpe foi fatal, pois ele já teve namoradas, sempre foi muito vaidoso, mas sempre foi "normal". ESTOU SOFRENDO MUITO, pois tenho certeza que o pai e a família não o aceitarão. Qual o melhor caminho?
Enviado em 15/11/2009 às 12h37
por mãe desesperada, 49 - Gaurama (RS)
Mãe Desesperada - O homossexualismo é uma condição humana como tantas outras. Não é doença, não é crime e não é proposital. O sujeito já nasce homossexual, provavelmente por conta da genética, mas por conta das pressões sociais segura os seus impulsos. Mas um dia eles acabam prevalecendo e a condição homossexual se revela. Agora, pensa bem, se este momento foi difícil para ti, imagina para ele que está pressionado a ser quem ele não é só para agradar os outros. Não é a toa que tantos homossexuais vão viver longe da família, ou se suicidam. Imagino que não seja isto o que tu, e a tua família desejam. Portanto deixem de ser machistas e preconceituosos e o aceitem, como a gente tem de aceitar a cor dos olhos, ou o tipo de cabelo de um filho porque ninguém é culpado por características humanas que herdamos. Se fosse uma questão de “opção”, como dizem os desinformados, quem optaria pelo caminho mais difícil?
Copiado do Dúvida Entre Lençois, do CLIC RBS

terça-feira, 13 de novembro de 2007

INTELIGÊNCIA E RACISMO

Meu caro amigo

Recebi o teu e-mail a respeito da pesquisa que dizia que, após diversas testagens, alguns pesquisadores haviam chegado à conclusão de que os negros seriam, em média, menos inteligentes do que os brancos.
Também vieram comentários de outros cientistas. Uns acusando a pesquisa, e os pesquisadores, de racistas. Outros alegando que estes nada mais haviam feito que pesquisar e divulgar os resultados encontrados.
Perguntavas-me também o que eu achava.
Confesso que me senti no que se chama uma saia justa.
O tema é muito explosivo, sensível. Os riscos de uma má interpretação são muito grandes. Teme-se que os resultados sejam utilizados de uma maneira equivocada e nociva. Mas, se a gente não diz o que pensa, duvido que se consiga ir muito longe em termos de pesquisas psico-antropológicas.
Portanto vou me arriscar.
Acho que nós somos genotipicamente e fenotipicamente distintos. Às vezes bem desiguais. Portanto, porque não aceitar a idéia de sermos também diferentes em termos de funcionamento psíco-intelectual?
Só que, e aqui faço questão de sublinhar, diferente não quer dizer inferior ou superior.
Estas testagens foram, que eu saiba, criadas por homens intelectuais, brancos, de nível sócio-econômico alto, para medirem o que estes homens consideram como inteligência, dentro dos padrões do que eles julgam que inteligência seja. E, certamente, temos conceitos diferentes sobre o que é inteligência.
Portanto, me parece que, nestes testes, por tais fatores, os indivíduos com as características do grupo que criou estes testes, se mostrem mais inteligentes do que os que apresentam outras características.
Mas isto estará longe de dizer que aquele grupamento humano é melhor que o outro. Apenas saberemos que, naquele campo específico, ele, em média, poderá ser considerado como melhor. Mas, e nos outros campos?
O problema do nazismo, ou de racismos em geral, é que eles visam qualificar um grupo, desqualificando os outros, de uma maneira ampla e irrestrita.
Isto, além de burrice, é crime.
Espero que tenha me feito entender.
Um abração
Carrion

domingo, 4 de novembro de 2007

DIÁLOGOS FRAGMENTADOS


Uma das coisas que sempre me fascinou foram fragmentos de diálogos que eu escutava aqui e ali.
“Aí eu disse: Mas que absurdo!”
E lá vou eu a pensar no que teria acontecido antes do absurdo. O que é que era o absurdo. O que a pessoa fez a partir do tal absurdo.
São várias as histórias possíveis.
As primeiras versões imaginadas são sobre sexo, dinheiro, traições. Mas estas me parecem demasiado óbvias. Por isto me pego, freqüentemente, imaginando situações bizarras.
Mas outro dia teve um destes diálogos que me fez pensar em como os tempos mudaram desde a minha adolescência.
Pacatamente estava eu à fila de pagamento do supermercado, quando ouvi uma moiçola dos seus 16/18 anos, dizer ao que me pareceu ser seu namorado.
“Imagina o meu pânico, eu não tinha tomado a pílula naquele dia, me acordo ao lado de um cara que eu não conheço. Fui voando na minha ginecologista que até achou graça. Só por eu não ter tomado a pílula aquele dia era muito difícil de eu estar grávida. Quando eu contei então para ela, que provavelmente só tinha usado a porta de trás. Ela se riu ainda mais.”
Aí chegou, para meu desgosto, a hora de eu ter de me preocupar com as minhas compras e, a contragosto, tive de me afastar um pouco mais e deixar de prestar a atenção.
Deu para ver que os dois estavam rindo das peripécias erótico sexuais da ninfeta.
Fiquei a matutar sobre os meus tempos de adolescência, lá por meados dos anos 60, em Livramento, quando se tinham dúvidas em beijar na boca uma guria que já houvesse beijado outro cara na boca. "Tá lôco beijar homem por tabela!!!"
Fiquei a pensar. Quantas oportunidades de aproveitar a vida, sentir prazer, ser feliz, foram perdidas por conta de preconceitos!?
Enquanto vinha para casa um outro pensamento me assaltou. Quantas coisas boas eu estaria, ainda, perdendo da vida por preconceitos, por conta de morais que, provavelmente, ao ler escritas, eu rejeitaria?

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

HISTÓRIAS SEXUAIS DE SANT’ANNA DO LIVRAMENTO V,

Atenção - No caso uma história machista, preconceituosa, de certa forma escatológica. Mas que pode este pobre escriba fazer se a História é muitas vezes assim?
Corria o ano de 1968.
Um grupo de brasileiros lutava para livrar o Brasil dos comunistas comedores de criancinhas vivas; e aumentar os seus pilinhas, que ninguém era de ferro.
Outro grupo lutava para derrubar os gorilas, sanguinários e entreguistas; e pegar a sua porçãozinha de poder, porque pra santo ninguém servia.
Já outro grupo, numa cidadezita lindeira com o Uruguay, procurava a fórmula alquímica de pegar a mulherada que, naquela época, e naquelas paragens, ainda era muy arisca para estas coisas de sexo.
Num momento surge o boato, de procedência não conhecida, mas os boatos são assim mesmos, se não boatos não seriam, e põe em polvorosa a indiada todo.
Dizem, e isto tinha de ser dito a boca pequena, para ter mais valor e magia, que comer o cu de uma negra, em uma noite de lua cheia, ao ar livre, era tiro dado e bugio deitado. Não tinha mais mulher que negasse o estribo para o guasca veio.
Notícia de tal jaez não tinha como não criar um frisson, e, logo logo, um monte de cientistas locais procurava verificar a veracidade de tão meritória informação.
Saíram a pesquisar in loco, até encontrarem o dia da lua cheia, a afro descendente e os fundos necessários para tão fundamental comprovação.
Três ou quatro felizardos descobriram os meios e fizeram a experiência. Passou-se um mês sem que se observasse resultado algum.
Na nova lua cheia os mesmos, e mais alguns abnegados pesquisadores repetiram a experiência.
Desta vez o resultado não se fez esperar, mas não era o esperado.
Em uma semana se tinha um bando de gente com chato (Pthirus púbis), ou com sarna (Acarus scabiei)(Um pouco de nomes científicos e latim para dar uma certa seriedade a este tipo de crônica).
Com isto, mais um prêmio Nobel da Antropologia, ou do Comportamento Humano, foi perdido por Livramento.
E as gurias de Livramento continuaram fazendo doce, até o ano da redenção, que foi quando, quase simultaneamente, os ecos de Woodstock, de Maio de 68, do Sexo, Drogas e Rock’nroll, e, Aleluia, Aleluia Irmãos, a PÍLULA DEU AS CARAS PARA FICAR.
A vida melhorou um monte, a não ser para aqueles que acham que a vida tinha de ser encarada seriamente. (Até hoje eles estão se perguntando o que eles fizeram com bons anos de vida; a não ser terem histórias para contar, desde que encontrem quem as queiram escutar.)