sexta-feira, 28 de setembro de 2012


Estou lendo um livro chamado Luxúria e Pudor. 
Ele relata as formas de relacionamentos sexuais que ocorreram no Brasil desde o Descobrimento, até os dias de hoje. Todos baseados em documentos do Santo Ofício, de autoridades e relatos de viajantes. A partir de 1800, também baseado em jornais, revistas, livretos, eventuais pesquisas.
É impressionante.
O papel de submissa que as mulheres eram obrigadas a ter chega a ser chocante. Aviltante.
Quando se vê filmes, ou novelas de época, com suas heroínas, é bom que se saiba que elas não representam nem um por cento do que era a vida feminina.
E para quem pensa que isto era um problema de negras, cafuzas, mulatas, homossexuais, está redondamente enganado. Uma moça branca, “de família boa”, só saia de casa as primeiras horas da manhã, acompanhada, para ir a missa. O resto do dia passava encerrada em casa, como num serralho.
Os casos de estupro, violência, incesto, por iniciativa do homem, se multiplicavam como ervas daninhas. Mas ai da mulher “que saísse dos trilhos”. Um marido traído podia matá-la e ficar absolutamente impune, não sendo, em inúmeros casos, sequer processado e sem que a família da mulher cogitasse em vingá-la, o que seria absolutamente impensável no caso de um filho varão. Agora, ele ter amantes, até dentro da própria casa, do próprio quarto do casal, era aceito como compreensível.
E imaginar que ainda falta muito para as mulheres alcançarem uma paridade de direitos com os homens é o que acaba chocando mais ainda.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

FORMULA DA LONGEVIDADE - Valerá a pena?


Então tá.  Deixa  eu ver. 
Se eu começar a caminhar todos os dias.
Comer carne vermelha, umas 150 gramas, no máximo 2 vezes por semana.
Comer muitas fibras.
Comer tomate para prevenir o câncer de próstata, o brócolis para prevenir ..., etc.
Comer muito verde.
Evitar enlatados e embutidos.
Não comer nenhum dos venenos brancos (arroz branco, açúcar branco e pão branco).
Evitar ao máximo as gorduras, ficando só com filetes de azeite de oliva, prensado a frio.
Dormir no mínimo 8 horas de sono a noite e uma cochilada depois do almoço.
Transar de camisinha, usar papel filme para fazer sexo oral, sexo anal nem pensar.  Vida sexual só com uma pessoa ao longo da vida.
Andar sempre com filtro solar e, se possível, de chapéu, ou boné.
Tirar regularmente férias de 30 dias.
Usar só tecidos naturais.
Não tomar refrigerantes, ou suco de frutas mais adocicadas.
Não beber destilados.  E, segundo alguns, nada que contenha álcool (em vez de vinho tinto, suco de uva que contenha flavonoides).
Outras substâncias, nem pensar.
Eu vou viver 150 anos?  Vou ter prazer na vida?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Eu e a Bienal

A primeira vez que eu entrei em um museu de arte moderna foi no MAM, no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1963. Picasso e Salvador Dali não eram, para mim, arte moderna. Confesso que não entendi os quadros. Com exceção de um, de um japonês, no qual uma mancha vermelha era cercada por outras cores quentes. Não sei o que entendi. Mas gostei. Desde então frequentei a varias exposições de arte moderna. Gostava de uma coisa aqui, outra ali. Não entendia uma acolá e por aí ia. Agora, quando entro em exposições como a Bienal, entro com cuidado. Tento me despir de preconceitos e tento ver, ou sentir, o que se apresenta aos meus olhos. Toda a forma de Novo tende a ser criticada a priori, vide a Sagração da Primavera, ou a Semana de Arte Moderna de São Paulo, ou os próprios impressionistas, cuja exposição em São Paulo, agora, é maravilhosa. Mas tem obras que superam a minha capacidade de entendimento, ou de deleite hedonístico. Explicativo disto foi uma situação que uma amiga minha viveu. Ela observava uma instalação. Reparou que no chão da instalação, num canto, havia uma sujeira. Aparece uma senhora vestida de faxineira e se põe a limpar a dita sujeira. Dúvida da minha amiga, e digo que também minha: A mulher e sua limpeza faziam parte da instalação?

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Finalmente algo de novo na TV

Gente! Assisti pela TV aberta a um programa sensacional. Um misto de filme noir, documentário, tragédia, comédia, ficção científica, programa de chanchada, musical, e outros estilos. Chama-se Horário Eleitoral. Não entendi o título, mas deve ser uma destas coisas que o pessoal põe para chamar a atenção. O enredo é todo fracionado, um quebra cabeça, talvez depois de ouvir vários episódios (parece ser um seriado) a gente consiga entender. Tem gente feliz, gente indignada, pessoas falando da sua vida, uns dizendo que está péssima, mas vai melhorar, outros dizem que está ótima e vai ficar melhor ainda melhor. Fora o fato de que, velhinhos, mães e crianças parecem muito felizes. Mas acho que vale a pena, total a dramaturgia das nossas novelas anda meio fraca e é bom ver caras novas na TV.

SOBRE CORAÇÃO E VIAGENS DE AVIÃO

Mando estas perguntas para os meus amigos e competentes colegas médicos, e se o faço aqui pelo Face é por que eu julgo o assunto de interesse público. Fui viajar para São Paulo e levei a minha coleirinha de ar para maior comodidade, até por que agora não existem mais travesseirinhos no avião. Por conta de ficar mais cômodo, sempre encho pela metade. Notei após uns vinte minutos de voo que ela estava absolutamente cheia. Entendo que isto ocorre por que, embora a cabina seja pressurizada, a pressão dentro dela é inferior a que se tinha a nível do solo. Também sei que a renovação do ar dentro da cabine dos passageiros é feita de tempos em tempos. Pergunto-me e pergunto-vos, o nível de oxigênio, obviamente mais baixo por conta da menor pressão e troca mais lenta do ar, não pode criar problemas para quem já tem problemas cardíacos de tipo isquêmico? Ou pulmonares de hipo ventilação? Ou de hipertensão instável?