terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O PRAZER TEM DE SER CRIADO - capítulo V

Portos se divertia fazendo tudo aquilo que uma mente bandalha e lúbrica é capaz de criar, contando para isto com o auxílio da maîtresse experiente.
D’Artagnan transou uma vez, aliás parece que fez o dever de casa pela metade, com a letra feia e de uma maneira meio ininteligível para quem viu.
Algum tempo depois, não fosse o ar de cansaço satisfeito que pairava no ar, a pouca, ou nenhuma, roupa dos participantes, e se pensaria em um almoço de fim de semana.
Neste momento Aramis viu pelas janelas, que já não mais estavam com as cortinas fechadas, o
Cisne Branco se aproximando (Para quem não sabe o Cisne Branco é um barco de turismo que faz passeios pelo delta do Jacuí, que se diga de passagem é muito bonito, se bem que pouco explorado.). Teve então uma explosão de criatividade. Um daqueles momentos em que se pode dizer que alguém foi atingido pela marca da genialidade.
Mandou as gurias, irem para a sacada, semidespidas, ou despidas mesmo, pôs o som a mil, e que
elas dançassem de costas para o rio. A plebe ignara que estava no barco começou toda ela a se atropelar sobre a amurada de estibordo do navio. As meninas, longe de se inibirem, dançaram mais devassamente. Quando faltavam uns 100 metros para o navio passar bem em frente à sacada Aramis baixou o som e mandou as sapecas entrarem e fechou as janelas. Foi o anticlímax. O povo começou a se dispersar. Mal o navio passou pela frente e Aramis, como um mestre sala da cupidez, soltou o som e fez as artistas retornarem ao palco. Desnecessário dizer que no navio um caos se formou, com todo mundo se atropelando para encontrar o melhor ângulo. Dizem que o navio adernou de maneira significativa.

Segue num próximo capítulo.

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