segunda-feira, 9 de junho de 2008

TRADIÇÕES GAÚCHAS

Se há uma frase que me deixa invocado é quando alguém, de preferência no rádio, fala que isto “não está de acordo com as nossas tradições políticas”. Agora, com este rolo Busatto, Feijó, Ieda, vários ficaram a vociferar este chavão.
Fico a me perguntar.
-Mas que tradições são estas?
Julio de Castilhos criou a “ditadura constitucional” (expressão da minha lavra).
Na Revolução de 1893/95, fomos os reis da degola, do massacre dos adversários.
Borges de Medeiros foi governador ad perpetuam, através de eleições fraudadas, só caindo por conta de uma revolução.
Getúlio, o ditador do povo, o inovador, o bom, só o foi para quem estava do seu lado (cartórios no Rio de Janeiro, por exemplo). Prestes (com quem nunca simpatizei), Graciliano Ramos (Memórias do Cárcere, se não leram, vale a pena ler), que o digam.
Na gloriosa, salvadora, redentora, Revolução de 64 os nossos militares e civis estiveram sempre no pelotão de frente.
Enfim, de que tradições políticas me falais Cara Pálida?

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