quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A ARTE E AS DITADURAS

Fui voando a São Paulo e tive de voltar mais depressa ainda. Mas deu tempo de, entre outras coisas, ver a exposição “VIRADA RUSSA”, no CENTRO CULTURAL DO BANCO DO BRASIL.
Mostra trabalhos de pintores, escultores, arquitetos, estilistas, russos que pregavam novas formas. Começam no fim do século XIX e vão até o início dos anos 30.
Aderiram em massa a revolução bolchevique, que os aceitou. Porém... E sempre têm os poréns para atrapalhar a vida. Veio o stalinismo e com ele as idéias de unicidade. O Realismo Socialista se impõe como única forma de arte aceitável. Estes artistas passam a ser hostilizados, marginalizados, alguns são proibidos de exercer a sua atividade artística, outros foram presos e acabaram mortos. Tanto que o ano de 1938 é pródigo em mortos. Eram os tempos do Terror Stalinista. Mas continuaram a morrer nos outros anos. Alguns aderiram à linha oficial, mas só conseguiram postergar o encontro com A Velha Senhora.
Já na Alemanha, o problema era o artista ser judeu, ou pertencente a qualquer outro grupo “inferior”; homossexuais, por exemplo. Também aqui se procurou uma “arte concreta”, mas se o cara fosse um abstracionista, ariano puro, a arte dele era tolerada, mas apenas isto. Tolerada. Se fez uma exposição “da arte degenerada”, que foi fechada em seguida, pois foi um sucesso total.
Hoje eu me pergunto? Porque os ditadores perseguiram estes artistas?
Entendo que perseguissem um “artista concreto”, pois ele manda uma mensagem facilmente inteligível contra o ditador, ou o regime. O Encouraçado Potenkin, ou o Triunfo da Vontade, deveriam ser proibidos em regimes ditatoriais a quem eles contrariavam. Mas, estas telas abstratas?
Por outro lado, toda e qualquer manifestação de racismo é um absurdo. Mas, mesmo que o admitamos, não aceitar aquela obra de arte me parece uma estupidez. Venha de onde vier. Motivada pelo que for.
Por isto é que não gosto de ditaduras, pela sua burrice. E aqueles que pensam em “ditaduras provisórias”, “como mal menor”, “como necessária”, naquele contexto e por aí afora, além de burros são ingênuos.

domingo, 25 de outubro de 2009

SOBRE DITADURAS E SUAS "OBRAS BOAS"

Ana, não te respondi antes porque acho que o LFV é comprometido. Porque em vários artigos ele, ao escrever sobre Cuba, por exemplo, se recusa a condenar a revolução no que diz respeito a prisões ilegais, casos já comprovados de tortura, os milhares de cubanos que fugiram enfrentando as águas nada amigáveis do Caribe. Se o faz, o faz de uma maneira muito tímida, alegando por outro lado que melhorou a saúde, a educação, etc.
Ora, pode-se fazer isto a respeito de qualquer regime, por mais demoníaco que ele seja.
Pode-se dizer que Hitler matou milhões de pessoas, mas construiu uma formidável rede de estradas, que enfrentou a crise de 29 com mais sucesso que qualquer outro países, etc...
Ou que Stalin, "só 5 milhões de pessoas mortas por razões políticas, não 20, como me disse uma vez uma representante de um dos PC's, num programa do Lauro Quadros", "matar uma pessoa é crime, matar milhões de pessoas é estatística", fez a URSS crescer economicamente, tornou-a uma potência militar de primeira linha, deu as bases para que se terminasse com o analfabetismo, etc...
Pode -se aplicar esta tese até para a Gloriosa. Melhorou as comunicações, aumentou as exportações de bens com valor agregado, etc... Tu achas que seria válido este tipo de argumentação? Um abração
Carrion, o que polemiza

DA RELEVÂNCIA DAS COISAS, DAS PESSOAS E DAS SITUAÇÕES

Estávamos em um restaurante da praça, se é que dá para dizer assim, principal de Praga. Era entrada da noite de um dia de tempo esplêndido, a temperatura não permitia reparos, o local estava cheia de gente, turistas em sua maioria. Nós nos embasbacávamos com o ambiente, pois era cercado de prédios históricos e não históricos, mas todos eles com, no mínimo, cem anos de existência.
Havíamos pedido o tradicional goulash e uma cerveja (Para os que não me conhecem, e a Débora; não bebemos cerveja quase
nunca, mas tem situações que abrimos exceções, e esta foi uma, da qual não nos arrependemos.) e conversávamos.
Quando o garçom veio nos servir perguntamos algumas coisas sobre a vida de Praga. De como era na época do Comunismo e agora (Era um pouco mais jovem que eu, portanto não deu para perguntar como fora na época do Nazismo).
Quando ele saiu, a Débora comentou.
–Será que uma pessoa como ele se dá conta da importância que vai ter nas pessoas que ele serve?
Talvez tenhamos sido apenas um casal a mais que ele serviu. Para nós, ele foi um personagem importante de um momento maravilhoso. Inesquecível.
Já há algum tempo, quando atendo uma pessoa, vinha me dando conta disto. Posso estar fazendo parte importante da vida desta pessoa. Por isto, devo ter o máximo cuidado e dedicação para não estragar este momento! Que pode ser único, transcendental para ela.

sábado, 24 de outubro de 2009

MEUS PARABÉNS

Minha mulher teve o curso que ela montou no SENAC aprovado pelo MEC com a nota máxima. Senti orgulho dela.

NOTAS BREVES


SOBRE A MODA E O FUTEBOL

Um fato que a Débora me contou.
Um conferencista falava sobre Moda. Relatou que uma das dificuldades que as
pessoas que trabalham com moda têm é que as tratam como alguém que trabalha com o supérfluo. Aí ele fez uma pergunta que para mim é chave.
Ocupam-se espaços enormes nos jornais, nas revistas, nos rádios, nas TVs, na Internet, com futebol. Ninguém, ou muito menos gente do que no caso da moda, diz que isto é supérfluo. Será por conta do machismo que ainda impera na nossa sociedade? Total moda é coisa de mulher e futebol é coisa de macho!
Posso pegar outros temas, mas aí deixaria de ser uma nota breve.

ASFALTO

Quando se anda numa cidade européia, ou nos EUA, o asfalto é liso. No Brasil, poucos meses depois de colocado ele já mostra os primeiros buracos, cede aqui, cede ali, remendos aqui e acolá por conta de uma coisa ou outra. Minha dúvida. Não sabemos fazer uma rua asfaltada? O asfalto que usamos é de qualidade inferior? Não sabemos prever o tráfego e com isto sub dimensionamos qualquer coisa que faz com que em seguida o asfalto ceda ou rache?

SOBRE A (IN)SEGURANÇA

Quando se sai do Brasil, pode ser para a Argentina, para o Uruguai, para não dizer obviamente, para a Europa e a grande maioria das cidades americana, se observa que se tem mais segurança nas ruas. Será por que eles têm mais policiais nas ruas. Se for assim, porque não copiamos isto? Será porque as leis deles são menos condescendentes, se o forem,
porque não as copiamos? Será porque os trâmites burocráticos/policiais/judiciais são mais expeditos? Se assim é, porque não se faz isto aqui? Porque lá se faz cumprirem as leis? Neste caso é só cumpri-las aqui.
Total, com mais segurança se trabalha melhor, se gasta menos tempo e dinheiro, individualmente falando, com a autoproteção, as escolas não são depredadas, consequentemente os alunos encontram melhores condições para estudar e por aí vai.
Mas eu acho mesmo é que eu devo tomar o meu HALDOL porque já devo estar delirando.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esta é a igreja de São Pelegrino em Caxias do Sul, e esta imagem do Cristo Morto é do Aldo Locatelli (Perdão pelos reflexos no vidro, mas não tinha uma lente para luz polarizada.). Esta última faz parte da Via Crucis, toda ela pintada por ele. Uma obra de arte maravilhosa que em qualquer lugar do mundo seria uma atração. E que se pagaria para ve-la. Aqui foi de graça. A igreja estava vazia. Pergunto a vocês que estão lendo. Quantos já a viram? Quantos sabiam da existência dela? É estranho este nosso país...

Sobre Fantasias Sexuais

Dr. Carrion, várias vezes quando transo com meu marido me imagino em outro lugar e muitas vezes com outra pessoa! Nunca o traí, nem tenho vontade, mas me ocorrem fantasias com outros homens de vez em quando, algumas na hora da cama? Isto é uma traição? Isto indica que o meu casamento está mal, ou que corre algum risco?
Vanessa – Florianópolis
Fica tranqüila Vanessa. As fantasias são só isto, fantasias, um tempero para a vida, um exercício da alma, uma maneira de colorir a existência.
Um casamento não está mal por se manter a mente ativa e aberta. Está mal quando se sofre, quando se têm frustrações desnecessárias. Algumas pessoas realizam o que fantasiaram. Mas não por que fantasiaram. Apenas porque sentiram necessidade de fazer o que acabaram fazendo.
Um escritor, para ser um bom escritor tem de fantasiar. Isso não significa, e aliás não deve, aplicar as suas fantasias na maior parte das vezes. Se não fosse assim a Agatha Christie seria uma assassina, uma serial killer. No entanto era uma velhinha coquete que tomava chá das 5. O que ela fez foi se permitir fantasiar, imaginar, crimes e coloca-los no papel. O mesmo ocorre com as fantasias sexuais. Pode-se só tê-las. Pode-se tê-las e falar delas, escrever sobre elas. Ou pode-se pô-las em prática. Mas pessoas que não fantasiam também traem, também aprontam. A diferença é que talvez elas me digam depois. “Quando eu vi eu já tinha feito.” “Não sei como foi que aquilo me aconteceu.” Ou seja, não pensar não impediu-as de fazer.
Vanessa, pode fantasiar à vontade!

domingo, 11 de outubro de 2009

Minha cara. Convenhamos que o LFV é um cara comprometido. Será que ele gostaria de estar do outro lado do muro, com alguém controlando o que ele escreve? Ou a teoria na prática é outra? Por falar em componentes da propaganda, não conheço aquelas pessoas que fizeram a propaganda do PCB, por isto me abstenho de comentar. Mas devo lembrar que Hitler, Goebbels, Fidel (Que por sinal matou mais gente do que Fulgêncio Batista, ou a nossa Ditadura de triste memória), Lenin, também eram pessoas que impressionavam quando faziam auto propaganda. Principalmente antes de tomarem o poder.
Achei todo o comentário sobre o Bisol, muito coerente, aliás conheci-o pessoalmente quando foi juiz, e muito bom juiz, em Livramento.
Mas voltando ao assunto que eu trouxe. Mas isto não muda o que se vê. Se vê um sistema iníquo no Brasil. É claro que vale a pena trocá-lo. Mas não por um sistema que já foi testado, que também se mostrou iníquo. Suas iniquidades não são as mesmas. As coisas nunca são iguais. Mas trocar um sistema ruim por outro ruim, qual é a vantagem? Se não, todos aqueles povos da Europa e da Asia não teriam trocado de regime assim que puderam e, mais ainda, não parecem nadinha de nada arrependidos.
Os suecos, depois de décadas de governo socialista, e não autocrático, cansaram. O que não quer dizer que tenham abandonado idéias sociais. Mas acharam que o "ismo" é algo que sempre atrapalha. A começar pelo fanatismo, que divide o mundo entre certos e errados, que tudo que vem do outro lado não presta, que acredita só em preto, ou branco. O fanático é aquele que acha que não existem outras soluções que não aquelas que ele prega.
Em 09/10/2009 18:19, Ana Maria Molina Silva <> escreveu:
Espero que não me leves a mal mas é minha opinião. Abçs
"A VELHA MÁXIMA CONTINUA VALENDO, A OPÇÃO É ENTRE SOCIALISMO E BARBÁRIE. SOCIALISMO NINGUÉM SABE O QUE É MAS BARBÁRIE E SÓ OLHAR AO REDOR." Luis Fernando Veríssimo
Não assisti a propaganda mas imagino que tenha sido excelente até pelo nível dos componentes.
De minha parte prefiro divulgar o que segue: A entrega do Mérito Farroupilha para José Paulo Bisol, quarta-feira à noite, na Assembléia Legislativa, além de uma homenagem e de um desagravo a um homem honrado, foi também uma denúncia do espírito mesquinho, medíocre e canalha que tomou de assalto amplos setores da vida política e cultural do Rio Grande do Sul.(segue).....

Sobre o Comunismo - complemento

Perguntei para o motorista de táxi.
-Mas, e prá ti, como é a diferença entre a época do comunismo e agora (Isto tudo num inglês mais inteligível pela boa vontade do que pelo domínio da língua da Pérfida Albion.)?
-Pra mim em termos econômicos não mudou muito. Eu já era motorista e ganhava mais ou menos o que ganho hoje. Mas o que mudou é que eu tinha que levar a vida que eles queriam que eu levasse. Pois eu não podia comprar o que eu podia comprar, porque não havia o que comprar. Eu não podia morar onde quisesse, e sim onde eles me permitiam. Eu não podia ir onde queria, pois se precisava de autorização para ir ao exterior e esta não era concedida. Pelo menos para mim não me concederam. E nunca me explicaram o por quê. Vivia como um passaro na gaiola. De básico não faltava nada. Comida, teto, roupas básicas, estudo básico, mas em troca vivia na jaula. Hoje a minha filha está estudando em Paris, não precisei pedir autorização para ninguém e fico feliz de que ela tenha perspectivas de vida que eu não podia ter.
O dia em que o pessoal dos PC’s puder me explicar do por que tem de ser assim vou ficar bem satisfeitinho.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SOBRE O COMUNISMO

Ontem assisti a propaganda do PC do B. Tudo muito lindo, tudo muito bonito, as propostas muito legais. Só fiquei a me perguntar? Porque em lugar nenhum se conseguiu instalar e manter um regime comunista sem se usar da violência e da coerção. Das KGD's, NKVD's, STASI's, "Milicias Bolivarianas"? Se esta forma de arranjo social é tão bom, porque as pessoas logo que podem fogem, mesmo a custa de suas vidas, como se viu na época do Muro de Berlim, ou ainda hoje, na travessia do Caribe para fugir do ParaisosocialistadoFidelCastro? Porque o inverso praticamente não ocorreu, e ainda hoje não ocorre? Aliás, se as pessoas quiserem ir, podem ir. Por que, hein?
O Muro de Berlin é soturno, grave, opressivo. Foi-se, e até mesmo a maioria dos que o criaram e o ajudaram a manter-se, guardas, fiscais, etc. deram graças a Deus.
Será que o pessoal do PC do B acha possível fazer um Brasil do qual um grande número não quererá fugir, ou mudar?
Perguntei a um motorista e a um garçom em Praga, pessoas dos seus 50 anos, quais eram as diferenças do tempo do Comunismo para agora. Ambos me disseram praticamente a mesma coisa.
"Naquele tempo tudo era mais amarrado, a gente não tinha perspectivas. Nos sentiamos como animais enjaulados. Os tratadores nos davam comida, nos cuidavam, nos educavam para o que eles queriam que fossemos educados, mas não podiamos sair da jaula."
E agora, como é que vocês vem a coisa?
"Olha, 60 % está satisfeito. Para 20% não faz diferença. 20% tem saudades daquele tempo."
Fez um silêncio e acrescentou.
"Mas estes eram da NOMENKLATURA e perderam os privilégios..."

AMOR, PAIXÃO, TESÃO

Este artigo foi escrito para o Dúvidas Entre Lençóis - Donna - ClicRBS. Está aqui apenas porque gosto que as pessoas possam dar palpites para me ajudar a modificá-lo, se for preciso.

Estes três elementos; sensações, sentimentos, ou seja lá o nome que quisermos dar, estão, ou estiveram, presentes na vida de todos nós.
Por questão de convenção, para facilitar o entendimento da vida, tentando simplificar tudo, se decidiu que eles deveriam estar sempre juntos e voltados para uma única pessoa. E isto, de fato, ocorre com muita frequencia.
Os problemas começam, quando a coisa ocorre de modo diferente.
Joana ama João, mas não tem tesão por ele.
Pior ainda. Joana ama João, não tem tesão por ele, mas tem tesão por José.
E esta pessoa é absolutamente normal, embora ela, e possivelmente quem saiba da história, ache que ela está doente, ou com problemas, por estar assim.
Isto pelo fato da sociedade estar estruturada em cima de comportamentos padrões; quem é diferente destes padrões passa a ser visto como alguém que tem problemas.
A coisa fica mais complicada ainda porque não se sabe ainda como funciona o Amor, o Tesão e a Paixão. Não existe nenhuma explicação clara de porque se ama Fulana e não a Beltrana. Porque Cicrana nos dá um baita de um tesão e a Sicrana não. Porque Sicrana é apaixonado pelo Mengano e não pelo Fulano.
Como diz um amigo meu. – Para eu entender vão ter primeiro que me mostrar uma foto do tal de Amor!
O Mini Dicionário Luft nos define Amor como “afeição profunda”. Eu acrescentaria que é o sentimento terno e afetuoso que temos por uma pessoa.
O mesmo dicionário nos define Paixão como “sentimento imenso de amor”. Eu discordo, chamo de sentimento intenso que se tem por uma pessoa idealizada que não corresponde a pessoa real.
E Tesão é definido como “manifestação do desejo sexual”. Eu acrescentaria – sensações de desejos sexuais em relação à outra, ou outras, pessoas.
Em minha opinião, se são coisas diferentes, geradas de maneiras diferentes, originadas por mecanismos psicológicos diferentes, possivelmente frutos de regiões anatômicas diferentes, o curioso é que se tenham os três voltados para uma mesma pessoa. E o paradoxal é que quando não estão voltados para a mesma pessoa há uma tendência a se achar que algo está errado.
Mas se você ama o seu marido (ou esposa), mas tem tesão pelo (a) ..... não se preocupe, você é normal. Mas se estiver apaixonada(o) por .... Fulana(o), cuidado, é maravilhoso, mas é perigoso, pois é loucura...
Carrion
Outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Do Metrô

Praga é uma cidade bem menor que Porto Alegre. A República Tcheca não é o que se pode chamar um país rico. No entanto tem uma rede de metrô que pode ser visualizada neste mapa, pelas linhas coloridas. Além disto um sem número de linhas de ônibus, bondes, fazem com que o carro seja algo dispensável, até porque o estacionamento é difícil e caro. Aliás, a taxa que se paga (um tipo de IPVA) para poder entrar no Centro não é barata. Resultado, não se vê congestionamentos em horário nenhum e nem ônibus, bondes ou metros congestionados. Ou seja, seus políticos e administradores pensaram a longo prazo, a corrupção deve ser menor e a máquina estatal deve ser bem menor e mais efetiva. Resultado, mais investimentos em infra-estrutura.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Praga vista do Castelo



Esta é a visão que se tem de Praga, quando se está no Castelo dos reis da Boêmia. Aqui dá para entender o que é urbanismo e o que é um progresso não predatório. Conservou-se o histórico, a cidade pode expandir-se; se tem uma cidade com indústrias, comércio e turismo. Fico pensando na nossa pobre Porto Alegre. Desfigurada, alterada, congestionada, com seu passado sendo pisoteado a todo o momento. Fica, para nós, o "mais lindo pôr do sol do mundo", que como eu vi uma senhora uma vez comentar a um jovem que disse isto. -Acho que tu tens de viajar mais e ver mais pores de sol.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A VIAGEM

Por conta de uma série de circunstâncias alheia a minha vontade fazia um bom tempo que eu não viajava ao exterior.
De repente, e põe de repente nisto, uma série de conjunturas me colocaram em um avião da KLM a caminho “das Oropias”.
E lá fomos, eu e a Debora, a caminho de Praga, ou Praha.
Por quê Praga. Porque Praga foi a única cidade importante da Europa que foi poupada dos bombardeios, cercos, tomadas heróicas da Segunda Guerra Mundial.
O estagnatismo do comunismo impediu que ela fosse arrebatada pelo “progresso” desenfreado e especulativo do capitalismo selvagem, que tem transformado as nossas, e muitas outras cidades, em hiléias de concreto, aço e vidro. Na entrada do Centro Histórico, a Torre da Pólvora, e edifícios do século XIX. À direita, um dos prédios grandiosos da Realidade Socialista (Sede de um banco).
Em verdade existem duas Pragas. A que nós visitamos, com castelos, catedrais, prédios do século XVII, XVIII, XIX e XX. Este último representado por uns poucos prédios, sem graça nenhuma, verdadeiros caixotes de cimento, com portas e janelas imitando o estilo “socialista da construção”. Felizmente eram muito poucos. Acabavam servindo para realçar a beleza e a pitorescicidade dos prédios vizinhos.
Mas existe uma Praga “moderna”, com arranha-céus, congestionamentos, mas esta nós não fomos. Fica ao redor da Praga que visitamos. Debruça-se sobre as colinas ao redor da Velha Cidade, como se a observasse, talvez até protegendo-a.
Os tchecos são secos. Não são mal-educados, não são grossos, são apenas secos. Te auxiliam, te atendem bem, mas não são de papo.
Assim que deixamos o hotel, que ficava junto ao centro histórico, providenciamos no passe dos transportes. Compramos um “passaporte”, que valia por três dias e dava direito a andar de metrô, ônibus, bonde e trens urbanos, sem limites. Ou seja algo que há muito tempo já era para existir na nossa Porto Alegre. Existem passaportes de 25 minutos, de 75 minutos, de 3 horas, de um dia, de três dias, de 5 dias, de 7 dias, de 15 dias e de um mês. Ou seja, cada um compra na medida das suas necessidades.
O lado simples da Cidade Velha
Pegamos um bonde e fomos rumo ao desconhecido. Descobrimos que ele nos afastava do Centro Histórico, e andava por ruas que faziam se ter a impressão de estar nos anos 20, ou 30 do século passado. Como era um sábado, as ruas estavam vazias daquele lado e em dois toques, “já estava visto”. Descemos e tomamos outro bonde em direção ao Centro Histórico.
(Segue)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

OS MEUS AMIGOS

Os meus amigos.

Outro dia eu conversava sobre um amigo, já falecido, quando me dei conta de que eu nunca havia dito para ele, enquanto viviam, como ele havia sido importante para mim e como eu o havia querido bem.
Não querendo repetir o erro, e não que eu esteja pensando em morrer, pelo menos por agora, e nem que eu os esteja vendo com um pé na cova, gostaria hoje de homenagear alguns amigos muito queridos.
Não vou me referir aos meus amigos de infância, que estes, mesmo que os ventos os tenham levados para os mais variados rincões, sempre tem um lugar garantido no coração da gente.
Estou me referindo aos amigos que adquiri, e que provaram serem meus amigos, não nos obas-oba da vida, que nesta hora tudo é fácil. Foram aqueles que me socorreram de uma maneira, ou outra, num momento de dificuldade real.
Por isto, hoje eu quero dizer para o José Hilário Brandão e a Liara Zago (Advogados competentes, mas, acima de tudo, amigos), ao Renato Viera, (o querido “Patinho”, excelente amigo e brilhante cirurgião plástico), e ao Carlos Teodósio da Ros, (médico-urologista-colega, cuja competência dispensa comentários) que eu quero muito vocês e que sou muito grato a vocês por tudo que me ajudaram.
Que fique este registro enquanto estamos todos vivos e bem, para que eu deguste o prazer de dizer e para que eles possam degustar o prazer de ouvir isto.
PS. Só peço que os meus outros amigos não fiquem com ciúmes, mas hoje, a homenagem, merecida, é destes.


Carlos Eduardo Carrion
Porto Alegre, 02 de setembro de 2009
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sobre a Verdade Nua e Crua

Esta pergunta e sua resposta são do "Vida Feminina", do clic RBS. Mas achei que devia publicá-la aqui também.


Dúvida: Dr. Carrion, andei lendo seu blog e não pude deixar de notar uma coisa: Você não é muito chegado na "verdade" não? Você pressupõe que as pessoas prefiram viver uma vida de ilusão ao invés de saber a verdade nua e crua. O que você acha do meu comentário e porque você insiste às vezes em sugerir para as os quesitantes para que escondam o que fizeram? Onde foi parar a honestidade e o caráter? Particularmente, não concordo com suas respostas neste tema, que considero extremamente egoístas. Mas sempre acompanho seu blog em outros temas que considero excepcional. Enviado em 06/04/2009 às 19h41por Gustavo, 29 - Rio de Janeiro (RJ)
Meu caro Gustavo. Lembras-te de um quadro do Luis Fernando Guimarães, o “Super Sincero”? Ele mostrava muito bem os efeitos da verdade nua e crua.
Um homem e uma mulher, ao longo de um casamento de, digamos, 10 anos, conviverão lado a lado 3652 dias, 87600 horas, 5.256.000 minutos. Como eles são humanos, imagino que cometerão ao longo deste tempo alguns deslizes. Se todos eles fossem confessados pergunto-te: Esta união agüentaria tantas verdades incomodativas? Querendo, ou não, uma mentirinha agindo como lubrificante social ajudará a manter a relação.
Não defendo a mentira dolosa, criminosa, que visa lesar, prejudicar o outro.
Por outro lado, já imaginou eu como médico, você como cliente, com tosse, enfraquecido, alguma dor e eu lhe dizendo a verdade absoluta. “Meu amigo, o senhor é portador de um câncer de pulmão inoperável, intratável, deve ter uns três meses de vida pela frente com muito sofrimento e vai morrer com dor, muita falta de ar e botando sangue pela boca”.

Ou depois de uma boa transa a mulher dizer. Sabes Fulano, foi muito bom, mas o sexo oral com o Beltrano continua insuperável"
Não seria encantadora esta resposta, verdadeira, nua e crua? Ou seria preferível uma destas meias verdades, com umas mentiras de permeio que a gente diz nestas horas.
É isto que eu penso sobre verdades absolutas em qualquer campo do subjetivo, ou seja, do amor, ou do tesão.

domingo, 5 de julho de 2009

O VIBRADOR - Incrementando a Vida Sexual

Quando a minha amiga me perguntou sobre o que eu achava dela comprar um vibrador, para dar uma incrementada na sua vida sexual com o marido, me surpreendi com a rapidez, precisão e até com a aparente inquestionabilidade da resposta, principalmente em assuntos que eu costumo dar uma boa avaliada antes de dizer alguma coisa.
- Eu acho ótimo!
Expliquei para ela o porquê e agora o explico para vocês.
Hoje, a vida sexual tem um espaço extremamente importante na vida das pessoas. Como criador de uma intimidade, como elemento lúdico, de
prazer, como manifestação de afeto.
Ora, o vibrador ajuda ao incrementar o prazer da mulher; e ao prazer do homem, de ver a mulher que ele ama, se relaciona, sentido muito prazer, tendo a sua capacidade multi-orgásmica expandida, ou a sua
capacidade em ter prazer e orgasmo aumentada.
Isto porque os vibradores são construídos para vibrarem em uma freqüência que, em contato com o clitóris, grandes e pequenos lábios, fazem com que a grande maioria das mulheres tenha muita sensação de prazer.
Devo dizer que ao contrário do que a maioria dos homens pensa, o vibrador não é para introduzido na vagina e no ânus para que a mulher tenha prazer. Aliás, o percentual de mulheres que gostam de ser penetradas por um vibrador é relativamente pequeno. Os homens é que costumam ter muito prazer em penetrar as mulheres com vibradores. Talvez porque imaginem que isto dá muito prazer a elas. Ou porque o vibrador funcionaria como uma projeção do seu pênis, pois o risco de perder esta ereção não existe.
Se bem que um casal me contou, rindo, que no meio de uma transada o vibrador deles parou. –
Foi uma brochada eletrônica!
Mas o vibrador não é algo que possa ser apresentado para qualquer homem. É necessário que ele já seja uma pessoa madura, autoconfiante, não egoísta. Infelizmente alguns homens ficam assustados com o prazer que a mulher está tendo quando usam o vibrador. Não se dão conta que o vibrador faz parte da transa com ele, como a bebida, a música, o décor, a banheira de hidromassagem y otras cositas más.
Outros homens ficam com inveja do prazer que a mulher está tendo e acabam, por isto, hostilizando o uso do vibrador, fazendo freqüentemente uso da ironia, ou do menosprezo, quando
não da calúnia ou difamação.
Portanto, se você é mulher, gosta do prazer sexual, não se sente uma pessoa preconceituosa e está casada com um homem maduro (neste caso, maduro não tem nada a ver com idade), pode ir comprar um vibrador que é quase “seu prazer garantido ou seu dinheiro de volta”.
PS – O vibrador também pode ser usado para a masturbação. Mas aí o contexto é outro.

sábado, 4 de julho de 2009

Lendo os noticiários não deixo de pensar nos incríveis progressos da Medicina.
Só pode ser por conta dos avanços cirúrgicos que os meus amigos petistas, e seus aliados, estão vivos depois de terem engolido, protegido e até vivado o Sarney.
Sir Ney, como dizia o Millôr, numa época em que o José Ribamar era intragável para os meus citados amigos, que não aceitavam os que o engoliam por conta da aliança para derrotar o Maluf, candidato a presidente da república e, logo após, em nome da salvação da Volta da Democracia, por conta da morte do Tancredo Neves.
Como criticavam, com que ênfase, o Pragmatismo Responsável...
O “É dando que se recebe”!
E como condenavam, censuravam, os que haviam dito isto, agido assim.
Só que...
Parece que Deus, ou o Diabo, resolveu que se deve pagar ainda nesta vida pelo que se aqui se fez.
Não é que Sir Ney é chamado de amigo, de necessário, de aliado imprescindível para a governabilidade desta Terra Brasilis?
Acho que era o Collor que citava, não sei quem, que “O Tempo é o Senhor da Razão”.
Que ironia a mais esta.
Ter de concordar até com o Collor e seus adágios!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sobre Mortos e Cemitérios

Andei esta semana às voltas com cemitérios, túmulos de família. Apenas para constatar que, inobstante pompas, ouros, etc. , a morte é sempre uma coisa triste, solitária e pobre.
Por mais importante que alguém tenha sido na vida da gente, quando ela morre é como se nos afastássemos dela, como quando eu pegava o ônibus em Livramento e vinha para Porto Alegre, embora neste exemplo eu sempre pudesse voltar.
Do morto, a menos que neurotize, ou enlouqueça, não mais ficaremos próximos.
E a memória, me dirão alguns? Esta é sempre enganadora e costuma se esvair. Lentamente, mas se esvai.
Quantos se lembram da 3ª transada? Ela se foi no Tempo. Ou me engano?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sou um admirador dos que têm espírito.
Um amigo meu mandou um torpedo que dizia o seguinte.

O Inter é que nem o Michel Jackson. Está morto, mas vendeu todos os ingressos.

Pois não é que no mesmo dia recebeu outro que dizia.

O Grêmio é como o Elvis Presley. Já morreu, mas tem um monte de gente que acredita que está vivo!

Admiro estas pessoas que têm esta capacidade criativa.