quarta-feira, 5 de maio de 2010

FALEMOS UM POUCO DE SEXO

Capítulo II


As coisas foram mudando aos poucos. Algumas audazes começaram a surgir. Mas eram ainda poucas. Exceções. A diferença de idade também ajudava, pois as mulheres das novas gerações não tinham contato com a maior parte da nossa geração machística.
Depois casei, me aquietei. Ouvia falar disto e daquilo, mas eram apenas comentários. Nenhuma mulher me peitava para algo mais explicitamente sexual.
Até que um dia... Fui buscar meu filho, com 14 anos à época. Jogava futebol e na arquibancada havia um grupo de meninas da mesma faixa etária. E elas torciam, faziam comentários bem desabridos. De repente um dos guris dá uma furada. Elas o apupam. Ele reage levando a mão ao saco. Uma delas responde, seguida em coro pelas outras. –Não tem nada aí e se tiver não funciona!
Naquele dia me dei conta de que as coisas haviam mudado para valer.
Pensei. –Pobre destes guris! E passei a me preparar para lidar com isto no consultório.

terça-feira, 4 de maio de 2010

FALEMOS UM POUCO DE SEXO

Este trecho será publicado em partes porque nada é tão chato como ler longos trechos na Internet.




Ta bom! Falemos um pouco de sexo. Total, hedonismo sem sexo é o mesmo que praia sem água.

Estou impressionado com a quantidade de homens que estão na defensiva, diria até, com medo, das mulheres que tomam a iniciativa. Parece que o medo de falhar, de não dar conta do recado se tornou imenso; incomensurável.

A Mulher não é mais para eles um objeto de deleite. É um algoz pronto a tripudia-lo assim que falhar, não corresponder aos seus desejos, que são infinitos e irrealizáveis.

Fico pensando nos bons tempos d’antanho quando se podia chegar em qualquer mulher e dizer que se queria beija-la, ou até mesmo transar com ela; e ficava tudo bem para a gente, machões que éramos, pois ela tinha obrigação de dizer não!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os amigos

Estive este fim de semana em Livramento. Fazia um bom tempo que eu não ia a Livramento lato senso. Me limitava a ir ao free shop, dava uma passadinha no cemitério, encontrava um ou outro amigo, por acaso e se finito. Sou hoje um bicho do mato, infelizmente. Mas desta vez, graças a Gislaine, e ao Aguirre, que me desentocaram, tive a oportunidade de rever os amigos.
Que coisa boa!
Nestas horas parece que o tempo não tinha passado. O Aguirre continuava sendo o cara afetivo, inteligente, de bom humor, que deixa a gente à vontade. A Sandra continua com aquele olhar que o Chico Buarque colocou nos versos “parece sempre portar um mistério” é discreta, mas quando fala tem o que dizer. A Carmita continua aquela mulher forte, determinada, que sempre foi, desde os 12 anos de idade. O Miguel é aquele gênio que não parece ser gênio. O Valdir eu o conheço desde os seis anos de idade, é incrível, mas eu não consigo descrevê-lo, talvez porque, não parecendo, é a personalidade mais ricamente facetada de todos nós. A Gislaine é um trator de para fazer e criar coisas para o mundo, se quiser é vereadora, deputada, que ganha de rebenque em pé. A Maira é a quieta, afetiva e efetiva. E tantos outros que não vou citar, não por outro motivo que não tornar esta lista interminaaaavel e maçante.
Exceções: A Maria Beltrão, o Rolim (Pirata, meu eterno presidente do Comercial dos Áureos Tempos), a Leda Guerra, amigos dos meus pais, amigos meus, pais dos meus amigos. E novamente interrompo a lista para não me tornar enfadonho.
Mas que coisa boa foi ter estado com todos vocês. Vocês todos, e os que não citei, tornaram esta ida UMA IDA A LIVRAMENTO, e não uma viagem de compras.
Claro, o Gelon não estava, aliás, acho que existe uma maldição aí, nunca conseguimos nos encontrar. O pessoal do Hotel Jandaia conseguiu dar uma acolhida de lar. O que ajudou a tornar esta viagem mais emocional. Poderia continuar por muito tempo a citar nomes e situações, mas o meu paciente chegou.
Mas todos vocês podem ter certeza, conseguiram criar momentos que ficam guardados “no lado esquerdo do peito”. Ou, como diz o meu amigo Patinho, “que seria da vida se não fossem os amigos”.
Um abração e um beijo em todos vocês.
Carlos Eduardo Carrion Vidal de Oliveira, o Quadrado.

A Tragédia de Medéia É Possível

Quando alguém me diz que acha inacreditável e me pede que eu explique porque um pai, aqui em Porto Alegre, matou os três filhos e depois se suicidou; para vingar-se da mulher que queria separar-se dele e que teria uma vida no Inferno, depois disto, respondo.
Porque ele estava louco e a loucura tem uma lógica diferente da dita sanidade. Aliás, meu amigo Paulo Burd já me havia alertado de que na tragédia de Eurípides – Medeia, a personagem Medeia mata os filhos para vingar-se do esposo Jasão que a havia traído. Mas ela teve que carregar esta responsabilidade (Na antiguidade grega o conceito culpa não existia, existia era o conceito de ser responsável. O conceito culpa vem dos textos bíblicos.) pelo resto da sua vida.
No caso presente, o assassino se exime desta culpa suicidando-se. Duvido que o fizesse por culpa, ou remorso.
O que me chama a atenção é que, tanto Medéia, como este homem, eram loucos, mas plenamente conscientes do que estavam fazendo.
Por isto me irrita quando, na maior parte das vezes, se trata na justiça, na nossa justiça, um louco, um tarado, como um não responsável ou quase não responsável, por ser louco.

Na justiça americana se avalia se o sujeito é louco, mas também se ele é, ou não, consciente de seus atos. O mesmo se aplica no caso de menores. Felizmente parece que lentamente estamos mudando os nossos conceitos.
Pois, quando alguém descobre uma brecha, pode se estar certo, é por ali que os ratos vão se enfiar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

AINDA SOBRE IMPOSTOS E SAÚDE

Todo mundo parece que está de acordo que saúde em primeiro lugar. Mas na prática, é assim?
Fui convidado para dar uma palestra em Livramento. Aproveitei para dar uma chegada em Rivera. E lá entrei numa farmácia, para especular, e por que sou um hipocondríaco light. Saí doente.
Gostaria de saber por que um produto que aqui no Brasil custa de R$18,00 até R$24,00, o comprimido; lá custa R$30,00 a caixa com 20 comprimidos, sendo que a resposta clínica, me contaram, é equivalente.
Ou uma injeção, que aqui chega custar R$400,00, lá custa R$58,00. Fiscalizada pelo governo.
E por aí vai...
Não estou falando de remédios do Paraguay, ou da Bolívia. Falo de um produto Uruguayo.
Alguém me explica? E, se me explicar, pode dizer por que não fazemos aqui o mesmo processo, de vez que: “SAÚDE EM PRIMEIRO LUGAR”.

IMPOSTOS

Realmente, imposto é algo que tem de ser imposto. E só pode ser imposto porque o outro é mais forte, ou porque nós nos resignamos e ficamos de quatro.
Outro dia numa reportagem, não sei se no Fantástico, ou no Jornal Nacional, mostrava que uma lavadora que saia para o consumidor em torno de 1000,00 reais, custava em verdade 400,00 reais, o resto, 600,00 reais era de imposto.
Porque os nossos comerciantes não adotam o sistema de, ao colocar os preços, discriminarem: Tanto do preço do produto, aí incluído o seu lucro, que não precisam discriminar, total não vou querer que eles joguem contra eles mesmos, e tanto do que estamos pagando de imposto. Talvez com isto nos sentíssemos mais donos do governo e nos tornássemos mais atuantes. Total, todos os governos dizem que são um governo do povo. Nada mais justo que eu saiba o que eu estou pagando para mim através dos impostos. Mas acho que estou pregando no deserto, ou para o Nada.

domingo, 18 de abril de 2010

Este fim de semana fui a uma palestra sobre moda, organizada pela minha mulher, Débora Elman, que é coordenadora do Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda e o de pós graduação em Especialização em Moda, Criatividade e Inovação.
Trouxe para falar a Carol Garcia que é uma entendida em moda, mas com profundos conhecimentos na área da antropologia e economia.
Fiquei impressionado com alguns dados. O quanto a Moda mexe na economia, 5% do PIB brasileiro, por exemplo. Já imaginaram quantos milhões, ou bilhões isto significa? Ou na criação de empregos, que vai desde a plantação dos vegetais que vão criar os fios, comercialização, transporte, construção civil de lojas, propaganda, vendas, design, etc. e tal. Quantas pessoas são empregadas? Milhões. E depois vem alguém nos dizer que moda é assunto supérfluo...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Contradições Humanas

Estive este fim de semana em um Congresso de Medicina em Passo Fundo. Tratamento nota dez. Conversei com vários médicos. Aí eu fico comparando a vida deles com a minha que moro em uma cidade grande (grande em relação a Passo Fundo). Se eles gastam 20 minutos de carro o dia inteiro, eu gasto este tempo só para ir para casa. Com o preço do m2 daqui se compra dois ou três lá. A questão da insegurança é muito maior aqui, embora, é lógico, lá também existam problemas. Sempre argumentamos que aqui tem mais teatros, cinemas, espetáculos, livrarias, etc. Mas, em geral, chegamos tão cansados ao final do expediente que queremos ficar em casa. Nos fins de semana, muitos vão ... para um sítio, para um apartamento na serra, ou no litoral, enfim no interior. Mas se falam para nós, que devemos ir para o interior para levar uma vida mais tranqüila, a nossa resposta é sempre um sonoro NÃO!!!
Vá a gente se entender...

domingo, 4 de abril de 2010

UMA DÚVIDA QUE NÃO QUER CALAR

Com a morte de 30, 40, ou mais pessoas em cada atentado no Iraque.



Com dezenas de mortes no trânsito em cada fim de semana e centenas nos feriadões, aqui no Brasil.



Com Israelitas, Palestinos, Árabes em geral, brigando constantemente, e entre si (Hamas x Fatah; xiitas x sunitas).



Fora outros conflitos. E isto é uma continuação de muitos outros episódios ao longo dos séculos.



Fico a me perguntar. Seremos uma espécie viável?!!!!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

NÓS E OS NARDONI

Mesmo quem não se grudou nos noticiários sabia que havia um julgamento em curso e que se tratava do caso de um pai e uma madrasta que supostamente haviam matado uma menina, filha do primeiro, enteada da segunda.
As provas contra o casal eram contundentes. A condenação era esperada e era quase uma convicção nacional.
Quando foi lida a sentença, as pessoas em frente ao Fórum torciam como se torce por um time de futebol. Quando a condenação foi confirmada houve uma comemoração como se um gol fosse cometido.
Por que isto?
Ouso pensar que ao lado de várias probabilidades se alinha esta.
Se comemorava como nós, não Nardonis, somos sadios. Nós que tantas vezes tivemos vontade de dar um peteleco, uma palmada, um pontapé na bunda, um croque na cabeça, talvez até uma esganada numa criança arteira, ou gritona, ou chorona, ou... , conseguimos nos conter e não nos transformarmos em um Casal Nardoni.
Nós não fazemos aquilo!
Estarei tão errado em pensar assim?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Uma propaganda bem feita

Que o uso da camisinha é necessário, não tenho dúvidas.
Que isto tem de ser divulgado também não tenho dúvidas.
Esta propaganda me parece muito bem feita.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Mais uma complementação para o Calígula



Meu caro Sean, mas para os meus outros leitores também.
Não acho que as cenas das orgias, ou de violência gratuita, ou do circo de horrores do Tibério, estejam fora de contexto. Pelo contrário. Este era o contexto. A sua brutalidade não permite intelectualizações. Elas são o Id, na sua total falta de sutilezas. Sutilezas não descreveriam o que foi o reinado do Calígula.

domingo, 21 de março de 2010

Meu caro Sean.
Vou dar a resposta, a ti, aqui no blog mesmo.
O comentário do Sean, queridos leitores, vocês podem ler integralmente no “comentários”.
Vi o filme na época da ditadura também. Também tive a mesma impressão que tu. Só que na época havia também um sentimento de vitória em ve-l0, por conta da diminuição da censura, assim até gostei um pouco.
Agora, que vejo o filme longe daquelas conjuntura, posso ver outros aspectos.
As cenas das orgias, da forma que foram apresentadas, me parecem absolutamente necessárias. Primeiro porque não mostram sexo. Mostram depravação, desrespeito, poder e submissão, a
perda de parâmetros. Não têm uma filosofia, uma ideologia, pelo menos lato senso, em que se apoiar. Mostra o ser humano despido do seu verniz social, governado apenas pelos seus instintos. Cenas de sexo, propriamente dito, só nas cenas iniciais dele, Calígula, com a irmã.
O filme foi produzido pelo dono da Hustler (Não era do grupo Play Boy, que era muito mais light.), que foi a revista que mostrou cenas sexuais em toda a sua nudez e crueza. Aliás ele foi processado e ganhou o processo (Da Hustler).
Tem um filme baseado neste episódio.
Existe uma cena neste filme que acho emblemática da hipocrisia humana e da rudeza da não hipocrisia. Pedem para ele jurar sobre a Bíblia que vai dizer a verdade, só a verdade, etc. e tal. Ele responde que não deve fazer isto, pois não acreditava em Deus e muito menos no conteúdo da Bíblia. Por conta disto, não se sentiria obrigado a dizer a verdade. O juiz aceitou a sua argumentação.
Portanto, tirando um, ou outro, momento, o filme não mostra sexo, e sim o desvario humano em torno do sexo, como também da ambição, da inveja, da prepotência, etc. Enfim estes “defeitos de caráter” que a gente vê nos outros, mas dos quais, felizmente, cada um de nós se imagina estar livre.
Acho que vale a pena rever o filme tantos anos depois e ver se a visão, a opinião, da gente mudou ou permanece nos anos 80.
Um abração.

sábado, 20 de março de 2010

FILMES

Assisti Fita Branca e tive certeza que ganharia o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Depois assisti ao argentino O Segredo dos Seus Olhos. Minha convicção ficou abalada.
Fiquei deslumbrado com o espetáculo coreográfico de Avatar. Mas depois de ver Guerra ao Terror achei este último mais profundo, humano e, principalmente, capaz de tocar em camadas mais íntimas do ser humano, sem idealismos e sonhos.
Finalmente revi O Ovo da Serpente e Calígula. Aquele, junto com a Fita Branca, dá uma prévia de como uma hecatombe se forma. (Também isto aparece, na literatura, em Guerra e Paz do Tolstoi.).
Já, em Calígula, vi o que a maturidade e as experiências da vida fazem para que se tenha uma outra visão da vida. Onde eu mais jovem, moralistas & afins, viam só depravação, sexo ensandecido, vi a loucura em sua mágica extensão. É impossível entender o reinado de Calígula se não compreendermos o que é a Loucura, com a sua necessidade de Poder, de Sadomasoquismo, da obrigação de uma Ordem, louca, mas ainda ordem.
Não se pode fazer um filme sobre Hitler sem o Holocausto. Não dá para fazer um filme sobre Stalin sem os seus “gulags”. Ou sobre Mao sem os seus trinta milhões de mortos, de fome, por
conta dos planos qüinqüenais. E por aí vamos. Calígula é um filme corajoso, adiante de seu tempo. Para alguns, talvez não passe de uma sucessão de orgias. Para mim, é toda aquela luta que os indivíduos travam para subir e terem uma falsa sensação de poder. Tudo foi sendo tolerado. Apenas quando avança nas propriedades físicas dos romanos é que estes efetivamente se revoltam e acabam assassinando-o. Ter sempre foi confundido com Poder. Isto é ilusório. Mas vá a gente tentar convencer os outros disto. E, às vezes, até a gente mesmo.

domingo, 14 de março de 2010

Sobre a Moda, Beleza, Sexualidade e Hedonismo

Por favor, estou divulgando este curso não porque ele tenha sido montado pela minha mulher, a Débora, mas porque, durante a montagem, que outros colaboraram, fui vendo que ele é muito bom. Como Sexualidade e Hedonismo tem muito a ver com moda, apresentação, achei que vale a pena divulgá-lo neste espaço, para ajudar algumas pessoas, ou pelo menos uma, que seja, a se munir dos elementos necessários para mudar a sua vida e a dos outros.
Vai a reportagem completa. Se gostar, multiplique esta informação.

Porto Alegre, 12/03/2010Design de Moda é nova opção de curso superior no Senac-RS
Os amantes da moda acabam de ganhar uma nova opção de qualificação profissional. A partir desse ano, a Faculdade de Tecnologia
Senac-RS passa a oferecer o Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda, autorizado com nota máxima (conceito 5) pelo Ministério da Educação. O vestibular acontece no dia 28 de março, às 14h, na faculdade, localizada na rua Coronel Genuíno, 130. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas até o dia 26 de março, através do portal www.senacrs.com.br/vestibular. As aulas têm início no dia 5 de abril, com encontros no turno da tarde.
Com a nova opção, o
Senac-RS proporciona uma educação continuada completa. A coordenadora do curso Tecnologia em Design de Moda, Débora Elman, salienta que a instituição já foi pioneira no Estado ao oferecer cursos na área de moda, tanto em nível técnico quanto especialização. “Agora, além da pós-graduação Moda, Criatividade e Inovação, também disponibilizamos um curso superior focado em moda”, explica. Débora ressalta que o grande diferencial da qualificação está no método de ensino: “nosso principal objetivo é estimular a criatividade dos estudantes. Por isso, acreditamos na importância das oficinas de confecção e as incluímos em todos os semestres. Os estudantes terão uma ótima experiência tátil, por meio do trabalho com vários tipos de materiais.”
A graduação apresenta uma metodologia de ensino que integra todas as etapas de um negócio. Os estudantes entram em contato com o mundo e suas tendências, num processo de aprendizado dinâmico, atualizado e alinhado às exigências do mercado. Pensando nisso, a Faculdade de Tecnologia
Senac-RS oferece aos novos estudantes laboratórios específicos e atualizados. Com duração de cinco semestres, o curso forma profissionais capazes de entender e interagir com as diferentes variáveis do mercado, privilegiando a qualidade e buscando sempre a diferenciação pela inovação. Com essa formação é possível elaborar e gerenciar projetos para a indústria de confecção do vestuário, considerando fatores estéticos, simbólicos, ergonômicos e produtivos.
No total são 40 vagas disponíveis. O vestibular consiste em uma prova única de redação e a confirmação da inscrição é realizada por meio da doação de três quilos de alimentos não perecíveis. O resultado do processo seletivo será divulgado na segunda-feira (29/03) e as matrículas serão realizadas nos dias 30 e 31 de março. Mais informações pelo telefone (51) 3022-1044.
Atenção, este post está sendo publicado sem custos para quem quer que seja, com exceção do tempo que tirou deste escriba e do tempo que você levou para le-lo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

OBSERVAÇÕES DO DIA A DIA. OU, COMO A VIDA É FRÁGIL E IMPREVISÍVEL

A morte do Eliseu Santos. Eliseu foi meu colega de turma. Era um sujeito simpático que eu nunca levei muito a sério. Mais tarde vi que estava enganado. Um dia, durante uma reunião da ATM 73, com sua voz meio fanhosa ele declarou: Vou ser ainda prefeito de Porto Alegre. Pois não é que foi? Ou seja, seus talentos estavam invisíveis para nós.
De repente morre, assassinado. Fala-se muito em assalto, mas me dou o direito de achar que não. Mas o que mais me tocou é que era um sujeito que, por suas características humanas, eu não esperava que fosse ser um dia assassinado.


Tiroteio e morte no Parque Farroupilha, no meio da tarde de um domingo cheio de luz e vida. Não teve a poesia e a aura de amor que cercava a história do “Domingo no Parque”. Foi apenas um ato a mais da bestialidade dos nossos tempos. Até quando isto vai durar? Porque ninguém quer tomar uma atitude para valer? E quando digo ninguém, digo ninguém mesmo. Eu incluído. No meu caso por pura preguiça e pelo sentimento de que não vou conseguir e, portanto não vale a pena. Me dou conta que parte desta justificativa é apenas uma desculpa a mais, num mundo rico em desculpas.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aprovação no Vestibular do Meu Filhão

Meus queridos amigos.
É com imensa satisfação que comunico a vocês que o meu filhote, PEDRO HENRIQUE PESCA VIDAL DE OLIVEIRA, foi aprovado no vestibular da UFRGS, em Engenharia de Produção.
Ass. Papai orgulhoso.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TAPINHAS NA BUNDA

Camila, 31 anos, casada, Porto Alegre. Dr. Carrion me ajude a tirar uma dúvida. Há uns seis anos atrás eu estava transando com um ficante quando ele me deu uns tapinhas na bunda. Na hora fiquei assustada. Mas depois ele continuou carinhoso e me dei conta que havia gostado. De início fiquei muito envergonhada. Pensei: “Será que eu sou masoquista?” Só sei que a partir de então sempre dou um jeito de dizer que uns tapinhas de leve, na bunda, me dão prazer.
Mas sempre fico pensando: -Será que eu sou normal?


Tranqüila Camila. Uns tapinhas de leve ajudam a liberar o que se chama “adrenalina”, e esta, na dose certa, sempre ajuda no prazer. Se o teu parceiro não se incomoda, podes usar este recurso sem problema nenhum.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

FORMAS DE PRAZER

Esta está sendo publicada no Dúvidas, na Zero Hora, mas como os públicos não são os mesmos, achei interessante colocá-la aqui também. Total, é uma forma de prazer como qualquer outra, basta nos despirmos de preconceitos.

P. , 32 anos , POA - Dr. Gostaria de ouvir a sua opinião. Estou no meu segundo casamento, tendo um filho em cada um deles. Tive uma vida sexual bem boa, tanto quando era solteira, como nos dois casamentos. Uma coisa que reparei é que os homens adoram sexo anal. E que a maior parte deles, depois de ficarem mais íntimos, gostavam que eu lhes fizesse carícias na região anal, ou lhes penetrasse com os dedos. Alguns chegavam a ter verdadeiros orgasmos. Os meus maridos também. Descobri que eu também tinha muito prazer em colocar o dedo dentro do anus deles e massagear-lhes a próstata. Me dava, e dá, uma baita duma sensação de poder, sentir o cara inteiramente na minha mão. O problema é que às vezes o meu dedo volta sujinho. Sei que isto é natural, mas me incomoda, fazendo que eu perca muito do meu tesão. Pergunto ao senhor. O que é que dá para fazer, para não tirar este prazer deles, e não perder o meu.
P., acho que o melhor que podes fazer é o seguinte: Compra em uma farmácia umas dedeiras (Na verdade nem sei para que elas servem, quem sabe até são fabricadas para permitir a penetração anal com os dedos, sem se sujar.), coloca-as nos dedos que vais usar para a penetração, usa um lubrificante e te diverte. Quando tirar o dedo, nem olha; tira a dedeira e continua com a farra. É o que me ocorre para tentar te ajudar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Meu amigo Paulo Burd me mandou este artigo.

Artigo que defende poligamia para mulheres causa polêmica no mundo islâmico
da BBC Brasil

Um artigo da jornalista saudita Nadine al-Bedair, em que defende o direito da mulher muçulmana de ter até quatro maridos, vem causando polêmica no Egito e no mundo árabe.

O meu ponto de vista é - Posso até concordarem em gênero e número com ela, mas é de uma inadequação a toda a prova. O mesmo que um trotskista escrever contra o Stalin em 38 na URSS, ou um judeu propor algo contra o governo nazista em 41 em plena Alemanha. Mas enfim, a humanidade progride graças a estas pessoas que tem os culhões como eu não os tenho.


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

UNS VÃO PARA A HISTÓRIA, OUTROS PARA A LATA DE LIXO DA HISTÓRIA

Neste episódio em que o Grêmio enfrentou o Flamengo e que, se vencesse, tornaria o Internacional, ou o São Paulo, ou o Palmeiras, campeão, me dei conta de uma coisa.
As pessoas estavam às voltas com o dilema. Vencer o Flamengo e dar o título para o arqui-rival?
Em nenhum momento um jogador do Grêmio parece haver pensado. “Eu vou dar o meu sangue e vou calar o Maracanã. Eu vou ser um novo Odublio Varela.”
“EU VOU FAZER HISTÓRIA! Foda-se se o Inter, ou quem quer que seja, for campeão. Azar se os dirigentes não gostarem. Que a torcida fique furiosa. Volto de ônibus daqui a dez, quinze dias, quando os ânimos esfriarem! EU VOU FAZER HISTÓRIA!
E com sangue, suor e lagrimas, mobilizaria o time todo, faria um novo
maracanasso, como a seleção uruguaia fez em 1950.
Mas quem sou eu para imaginar que estes pobres meninos fossem ter uma visão histórica, uma visão de estadista. Se os nossos homens públicos não têm esta visão, e deveriam tê-la, de onde foi que tirei eu esta tresloucada idéia, de que estes rapazes, cuja grande maioria irá acabar na vala comum da História, pudessem tê-la?
Dou-me conta que faltam Homens capazes de fazer História neste país. Com seu suicídio Getúlio saiu da Vida para entrar na História. Um dia antes estava quase soterrado pelo “mar de lama” que o Lacerda corneteava. No outro, era o herói máxime da defesa do povo desasistido.
Por isto é que homens como o Getúlio são inesquecíveis e a grande maioria dos nossos governantes será sepultada pelo pó do esquecimento.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

PUBLICO-A POR QUE A ACHO MUITO IMPORTANTE

Dúvida: Dr.Tenho um filho de 22 anos, faz pouco tempo descobri que ele é homossexual, conversamos e ele me falou que há 6 meses teve uma crise quando descobriu que estava apaixonado por um amigo que é gay. Bom para mim este golpe foi fatal, pois ele já teve namoradas, sempre foi muito vaidoso, mas sempre foi "normal". ESTOU SOFRENDO MUITO, pois tenho certeza que o pai e a família não o aceitarão. Qual o melhor caminho?
Enviado em 15/11/2009 às 12h37
por mãe desesperada, 49 - Gaurama (RS)
Mãe Desesperada - O homossexualismo é uma condição humana como tantas outras. Não é doença, não é crime e não é proposital. O sujeito já nasce homossexual, provavelmente por conta da genética, mas por conta das pressões sociais segura os seus impulsos. Mas um dia eles acabam prevalecendo e a condição homossexual se revela. Agora, pensa bem, se este momento foi difícil para ti, imagina para ele que está pressionado a ser quem ele não é só para agradar os outros. Não é a toa que tantos homossexuais vão viver longe da família, ou se suicidam. Imagino que não seja isto o que tu, e a tua família desejam. Portanto deixem de ser machistas e preconceituosos e o aceitem, como a gente tem de aceitar a cor dos olhos, ou o tipo de cabelo de um filho porque ninguém é culpado por características humanas que herdamos. Se fosse uma questão de “opção”, como dizem os desinformados, quem optaria pelo caminho mais difícil?
Copiado do Dúvida Entre Lençois, do CLIC RBS

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

MULHERES DEPOIS DOS 40

Balzac criou a figura da balzaquiana, aquela mulher acima dos trintas que, segundo ele, eram as que valiam a pena.
Estou convencido que, com as mudanças da vida, as que valem a pena são aquelas com mais de
40.
Explico.
Já cumpriram com os papéis impostos. Ou seja. Já casaram, já tiveram filhos, já encaminharam estes filhos, já adquiriram autoconfiança a respeito de si e de sua sexualidade, já conseguiram uma relativa independência econômica.
Ou seja, podem ser donas delas mesmas. Podem exercer o ser “EU MESMA”.
Pena que a maior parte dos homens ainda não está preparado para elas. É melhor uma ninfetinha, inexperiente e dependente del gran macho que todo sabe y todo puede, que não vai questioná-lo.
Pena que a maior parte das mulheres ainda não se deu conta disto.
Mas em todo o caso quero patentear a minha idéia.
O quente agora é uma mulher CARRIONICA, ou seja, uma que já passou dos quarenta.
E tenho dito!

PARA QUE ISTO?

Só por curiosidade digitei Brazil, no site do New York Times. Existe apenas uma citação. Diz respeito a fraude dos vistos. A notícia anterior era do dia 2 de novembro. Isto me dá a sensação de que não somos muito importantes para eles. Digitei Argentina e o resultado foi mais pobre ainda. Uruguay e a última notícia era do resultado da eleição, noticia de várias semanas atrás. Taquei então Venezuela. Duas notícias, a respeito dos bancos que foram nacionalizados. Antes delas um vazio.
Ou seja, América Latina e nada é quase a mesma coisa para eles.
Aí abro o Estadão e uma das manchetes era a compra de três bilhões de dólares em armamentos
da Rússia pela Venezuela. Mísseis Igla-S (“milhares segundo Chaves), 82 tanques T-72, 24 caças-bombardeiros Sukhoi-30, helicópteros e fuzis AK-103.
O fato do jornal da “matriz” não noticiar me dá a idéia de que isto, para eles, não tem a menor importância. Os aviões são em menor número do que os que um porta-aviões carrega, devem ser obsoletos; já devem ter um sistema antimissil que neutraliza o Igla-S e os 82 T-72 devem ser neutralizados num piscar de olhos.
Portanto, tudo me leva a crer que todas estas compras de armamento são só para poder fazer pressão nos vizinhos. Colombia e Brasil, mais precisamente. Mas sem provocar muito os “gringos”.
Minhas dúvidas são:
O que o Brasil vai fazer?
Existirão outros elementos que este escriba ignora?
Aguardo sugestões.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Estávamos eu e a Débora na av. Carlos Gomes em Porto Alegre quando eu comentei que me dava conta que nossa cidade lembrava aqueles casos em que a arteriosclerose vai tomando conta do sujeito e ele continua comendo os seus pastéis, doces, carne gorda, tudo isto regado a muito chopp. Não toma medidas efetivas para interromper o processo. O mesmo vejo ocorrer com o nosso trânsito. As medidas são paliativas e tardias.
Ai a Debora disse algo que me parece fundamental.
Não se pensa em termos de 20, 30 anos. Quando muito para um mandato. Sendo que não se leva adiante, em muitos casos, o que o prefeito anterior criara, pois jamais se deve dar colher de chá para os adversários.
A sociedade civil não se mobiliza, engenheiros, administradores, médicos e outros não apresentam planos concretos para longo prazo. Em geral a justificativa é a mesma. “Não adianta, os políticos só pensam neles mesmos, se não der voto, se contrariar interesses imediatísticos, qualquer plano vai pras cucuias. Prá que perder tempo?”
Continua-se a pensar que Porto Alegre tem 400.000 habitantes e tem todo o tempo do mundo para tomar alguma providência.
E aí vamos nós.
Uns são míopes.
Outros interesseiros.
Outros desistem.
Outros, como eu, se limitam a protestos isolados.
E la nave va... A caminho do atoleiro. Junto com a vaca que foi pro brejo.

NEGOCIATA É UM BOM NEGÓCIO PARA O QUAL NÃO FOMOS CONVIDADO - Barão de Itararé - Humorista brasileiro

Frente a série de vídeos mostrando “otoridades” embolsando o seu em bolsos, cuecas, meias, não houve quem não ficasse indignado. Alguns tanto, que uma outra máxima do Barão, “ou nos locupletamos todos, ou restaure-se a moralidade” tem de ser lembrada.
Desconfio que muitos dos indignados, talvez os mais indignados, sejam aqueles que se sentem excluídos desta “boca”.
Não estamos no país do “é dando que se recebe”?
Do “achado não é roubado”?
Do “levar vantagem, certo?”
Dos DVD’s piratas, dos espertos que usam o acostamento para driblar engarrafamentos, dos que, depois de passarem em um concurso público e do período probatório, fazem com que se tenham recordes de atestados médicos (Comparem com os empregados da iniciativa privada similar.)
São tantos os expedientes que poucos escapam, se é que alguém escapa.
É verdade que sempre se ouve como explicação que a irregularidade feita é ínfima se comparada com a que os outros fazem.
Mas com isto, de grão em grão, construímos um Everest.
Por isto, confesso, sou um pessimista, quanto ao nosso futuro com tantos desvios de conduta e de verbas.

sábado, 5 de dezembro de 2009

SOBRE NÚS E TRANSAS

As vezes me fazem perguntas que acho muito interessantes. Como este meu blog também tem a pretensão de ser de utilidade pública, resolvi por a pergunta e a resposta para vocês.

Dr. Carrion. O meu namorado quer fazer umas fotografias minhas nuas e nos filmar transando. Confesso que a idéia me atrai. Mas tenho medo. A gente sempre ouve histórias de fotos e filmes que acabam na internet. O que o senhor acha disto?
Leila, 20 anos, Porto Alegre

Em princípio me agrada a idéia de guardar uma lembrança de como já fui. Não é à-toa que a gente tira fotografias de datas comemorativas, ou de viagens. Mas...
Uma foto é um documento. No caso dos nus um documento da nossa intimidade. O filme mais ainda. Portanto, tem-se que ter alguns cuidados prévios.
Há quanto tempo conheces o teu namorado? Sim, porque precisas conhece-lo, principalmente no básico.
Ele é um cara vingativo (Mesmo tendo razão?)? Rancoroso? Um daqueles que fazem o que lhe dá na telha sem medir bem as conseqüências? Ele costuma falar sobre o que já fez com outras namoradas, ou mulheres, expondo-as? Acha “bárbaro” aprontadas deste tipo que amigos tenham feito? Se a resposta for SIM, para qualquer um destes itens, acho bom não tirares as fotos e, muito menos, fazer o filme.
Se a resposta for não, tens um bom nível de segurança para documentares uma fase que imagino bonita da tua vida, ou para se excitarem.
A foto acima me foi enviada por e-mail (spam). É um exemplo do que falo.

domingo, 29 de novembro de 2009

CUIDANDO DO PINTO

Várias vezes já disse que “o homem é o seu pinto”.
Claro, sei que existem exceções, blá-bla-blá, que “eu não sou assim”, ou “para mim não é bem assim”.
Mas tudo bem. Não vou polemizar a respeito disto. Que cada um se imagine como bem entender. O que não impedirá um sorrisinho sardônico da minha parte.
Mas, para estes que acham que seu pinto é a coisa mais importante, vão aqui algumas dicas.
Mas também aviso que não sou daqueles que acham que o cara tem de transar de escafrando para ficar com o pinto em segurança.
Não fumem. Ou o cara fuma, ou o cara f.... . E aquele que me diz, depois dos 35/40 anos, que fuma e f.... , me faz pensar que estou frente a um fenômeno, ou, o que é mais provável, de um baita de um mentiroso.
Mantenham “o animal” limpo. Nada mais desagradável para uma mulher do que dar de cara com um pinto sujo. Por mais que o sujeito pense que seu pinto é a sétima maravilha do mundo, acho difícil que muita gente vá compartilhar este ponto de vista.
Usem camisinha quando forem transar com uma parceira nova. Por mais linda, angelical e limpinha que ela seja. Você não sabe com quem ela já saiu antes. No filme Bela da Tarde, com a Catherine Deneuve, esta tinha uma predileção por tipos sórdidos. E ela era linda, limpinha e angelical. A Arte imita a Vida, não se esqueçam. Também não se fiem com o discurso de pureza e cuidados que as mulheres contam terem tido toda vida. No início de um relacionamento, a respeito da sua vida sexual passada as mulheres mentem. Depois que o relacionamento fica mais firme, que existe mais mutua confiança, a verdade começa a surgir à conta gotas.
Mantenha-o em funcionamento, se não em relações, pelo menos na masturbação. O pênis é um órgão muscular peculiar, e músculos necessitam ser exercitados.
Em caso de corrimento, ou mau cheiro, ardência, dor, não deixem de consultar um urologista.
Total o pênis é um só, não tem reposto.

O VIBRADOR

Outro dia li uma reportagem em que se fazia uma enquete sobre o uso do vibrador. Uma ampla maioria das mulheres confirmava o que eu já sabia pela minha experiência clínica.
O uso do vibrador durante as relações sexuais aumenta em muito o prazer que as mulheres sentem, além de aumentar a quantidade de orgasmos que estas mulheres obtém.
Para muitos homens isto é ótimo. Tem prazer em ver, sentir, o prazer que a mulher está sentindo.
Infelizmente existe ainda uma importante parcela de homens que se sente enciumada pelo papel que o vibrador desempenha. Acham que só eles deveriam dar prazer para a mulher. Ou sentem-se ameaçados pelo vibrador. Ele seria uma prova de sua incompetência como machos.
Pobres tolos. Não se dão conta que ninguém na cama deveria se deveria preocupar com competições, de qualquer tipo. Que quanto mais prazer se conseguir ali melhor. E que cada um consiga o prazer que for possível e que cada um dê o prazer que seja capaz de dar.

Homens com camisetas de time de futebol e mulheres que confundem roupa confortável com roupa velha e esquisita.

Este fim de semana dei uma chegada num dos nossos parques e depois num shopping. Me chamou a atenção o descaso com que casais que estão a mais tempo junto se vestem. Não digo que tenham que estar up to date. Mas algum cuidado com a aparência pessoal é sempre é bom ter um pouco.
Deixemos claro. Não existe fórmula que garanta amor e tesão eterno. Mas certamente existem meios para que não se escute com tanta freqüência as frases. “Sabe como é que é, depois de alguns anos de casado não há tesão que agüente.” Ou “não tem como, a gente acaba sendo amigos que fazem sexo de vez em quando, o romantismo acaba”.
Mas uma coisa que pode ser feita é cuidar da aparência, para ter algo de bom para oferecer ao outro.
Homem com camiseta do time, calçãozão, ou bermuda, e chinela de dedo não tem como ser sensual, atrativo. A não ser que seja um destes “tops”, que não é o caso da maioria de nós.
Mulher com uma roupa velha, toda largona, sem combinar cores, não tem como despertar desejos e fantasias sexuais.Portanto, quem não quiser ser surpreendido pelos ricardões, ou maricotas da vida, que cuide no modo como se mostra para quem é importante. E é bom que treine com o público em geral.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O SINCERICÍDIO

Minha mulher me trouxe esta palavra. Gostei. Fomos criados com a idéia de dizer a verdade. Ser sempre verdadeiro. Ser sempre sincero.
Mas o que acontece quando se é tão verdadeiro, sincero, assim?

“Puxa, como tu engordastes?” Sincerão, verdadeiro. Um baita dum grosso.
“Olha, tas com câncer, vais morrer, este troço vai dar uma dor insuportável e falta de ar. Ainda por cima a legislação não permite eutanásia.” Muito verdadeiro, muito sincero.
Saio com aquela gata maravilhosa, muito do desejada, na hora H eu reparo no cabelo dela e digo. “Olha, vou ser sincero contigo, não me leva a mal, mas este corte de cabelo teu te faz parecer uma perdiz.” Quem me conta o que vai acontecer a seguir?
Enfim, a meu ver o sincericídio existe.

domingo, 22 de novembro de 2009

O MINISTRO E O TERRORISTA

Estava pensando se deveria, ou não, escrever sobre este assunto, quando me veio a mente a história de um daqueles cardeais ingleses que perdeu a cabeça por descontentar o rei. Ele dizia (desculpem a má tradução) mais ou menos isto. “Sir podeis dispor dos meus cargos, dos meus bens, da minha vida, mas não posso vos dar a minha alma”. Não pretendo ser tão importante, ou tão trágico como ele. Mas resolvi escrever porque o assunto me incomoda.

Senhor Ministro
Escrevo este porque a estas alturas da vida me considero meio burrinho e ingênuo. Com isto não entendo a profundidade de gestos como o seu.
O senhor se opõe que ele pague por suas atitudes, dando asilo, ao terrorista italiano.
Este senhor, que ao seu ver merece perdão, tirou a vida de quatro pessoas.
Foi julgado e condenado na Itália por conta disto.
A Itália, que eu saiba, é um estado democrático e o poder judiciário é autônomo e, pelo que sei, corrija-me se estou errado, respeitável.
Portanto, a mensagem que me fica é a seguinte:
Um sujeito tem uma idéia política qualquer. Por conta dela se dá o direito de tentar impô-la; nem que seja matando outras pessoas. Num estado democrático e de direito.
Portanto, se uma besta qualquer, um monstro qualquer, um idiota qualquer, aqui no Brasil, que imagino seja um Estado de Direito e Democrático, resolver impor as suas idéias, promovendo atentados, matando pessoas, se evadindo para não ser julgado e condenado, merece um asilo político, do Uruguai, por exemplo, e, portanto, não pagar pelo que fez?
O senhor, como ministro do Estado do Brasil, acharia isto correto, adequado, justo?
Principalmente porque este débil mental invocaria a vossa postura no caso do italiano em sua defesa.
Por isto, senhor Ministro, gostaria de saber se o que é válido para o italiano seria válido para um brasileiro? Que poderia querer derrubar o governo Lula, ou impedir a sua candidatura aqui no Rio Grande do Sul, pelo terror.
Fico também pensando nos quatro mortos. Eles não vêem mais o sol, não vêem mais as pessoas que amaram um dia, hoje são uma massa informe a apodrecer. Chato para eles, não é senhor Ministro?
Carlos Eduardo Carrion, novembro 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

UMA QUESTÃO QUE ACHO IMPORTANTE RESPONDER


Dúvida: Prezado senhor, suas respostas muitas vezes são lamentáveis, totalmente vazias de significado e inadequadas. Lamentável ter respostas tão grosseiras publicadas nesse site. Acho que seria importante rever as orientações que são publicadas, pois parece que a intenção do site não é fazer gozação ou chacota dos relatos de vida que são expostos.
Enviado em 20/10/2009 às 15h16
por Clarice, - Florianópolis (SC)



Minha senhora Clarice de Florianópolis. Sua carta não me surpreende. Quem escreve sobre erotismo e sexualidade sabe disto. Sempre vão existir os que gostam do que se escreve e os que odeiam. C’est la vie!!! Em um mundo em que a subjetividade impera, os pontos de vista são os mais variados.
Uma imagem como a deste vaso pode ser interpretada das mais variadas maneiras. Uma brincadeira, uma brincadeira grosseira, uma obra de arte, um objeto que deveria ser jogado no lixo, um documento antropológico de uma cultura extinta, e por aí vamos.
O mesmo deve ocorrer com as minhas respostas. Suscitarão idéias e sensações diferentes em quem lê o “Dúvidas...”.
Teu próprio comentário será visto de maneiras bem distintas...
O único risco que se corre é quando se acha que a opinião da gente é a única “certa”, quando ela é “certa” apenas para nós mesmos e para alguns.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

COINCIDÊNCIAS ENTRE A ARTE E A VIDA

Pois tínhamos eu e a Débora ido a São Paulo atendendo ao convite de um amigo que queria que falasse sobre “O Sexo em Tempos de Descompromisso”.
Aproveitamos então para pôr em dia com a Agenda Cultural. E fomos a exposições, amostras, museus, e a uma peça de teatro, “RESTOS”, com o Antônio Fagundes. Um monólogo que um sujeito tem no velório da esposa.
Guardei uma frase. “Eu tinha de tirá-la do hospital e deixa-la morrer em casa. A morte é um acontecimento único, é justo que ela aconteça no local adequado”.
Passou-me batida uma outra frase, “que a notícia do câncer o tinha pegado totalmente despreparado, pois viviam um momento maravilhoso”.
Pois não é que, depois do teatro, fomos a um barzinho, beliscar alguma coisa e conversar um pouco. Falávamos de como estávamos vivendo um momento bom da vida. Que éramos felizes. Nesta hora o celular tocou.
Era a nossa síndica. Nos avisava que rompera um cano e o apartamento estava todo inundado. E, naquele momento, o clima idílico se desfaz.
Como são frágeis as coisas humanas.
Como diz a letra do Orfeu de Carnaval.
A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve, mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar...
O grande consolo é que a gente capaz de recriá-la até o fim do nosso tempo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A ARTE E AS DITADURAS

Fui voando a São Paulo e tive de voltar mais depressa ainda. Mas deu tempo de, entre outras coisas, ver a exposição “VIRADA RUSSA”, no CENTRO CULTURAL DO BANCO DO BRASIL.
Mostra trabalhos de pintores, escultores, arquitetos, estilistas, russos que pregavam novas formas. Começam no fim do século XIX e vão até o início dos anos 30.
Aderiram em massa a revolução bolchevique, que os aceitou. Porém... E sempre têm os poréns para atrapalhar a vida. Veio o stalinismo e com ele as idéias de unicidade. O Realismo Socialista se impõe como única forma de arte aceitável. Estes artistas passam a ser hostilizados, marginalizados, alguns são proibidos de exercer a sua atividade artística, outros foram presos e acabaram mortos. Tanto que o ano de 1938 é pródigo em mortos. Eram os tempos do Terror Stalinista. Mas continuaram a morrer nos outros anos. Alguns aderiram à linha oficial, mas só conseguiram postergar o encontro com A Velha Senhora.
Já na Alemanha, o problema era o artista ser judeu, ou pertencente a qualquer outro grupo “inferior”; homossexuais, por exemplo. Também aqui se procurou uma “arte concreta”, mas se o cara fosse um abstracionista, ariano puro, a arte dele era tolerada, mas apenas isto. Tolerada. Se fez uma exposição “da arte degenerada”, que foi fechada em seguida, pois foi um sucesso total.
Hoje eu me pergunto? Porque os ditadores perseguiram estes artistas?
Entendo que perseguissem um “artista concreto”, pois ele manda uma mensagem facilmente inteligível contra o ditador, ou o regime. O Encouraçado Potenkin, ou o Triunfo da Vontade, deveriam ser proibidos em regimes ditatoriais a quem eles contrariavam. Mas, estas telas abstratas?
Por outro lado, toda e qualquer manifestação de racismo é um absurdo. Mas, mesmo que o admitamos, não aceitar aquela obra de arte me parece uma estupidez. Venha de onde vier. Motivada pelo que for.
Por isto é que não gosto de ditaduras, pela sua burrice. E aqueles que pensam em “ditaduras provisórias”, “como mal menor”, “como necessária”, naquele contexto e por aí afora, além de burros são ingênuos.

domingo, 25 de outubro de 2009

SOBRE DITADURAS E SUAS "OBRAS BOAS"

Ana, não te respondi antes porque acho que o LFV é comprometido. Porque em vários artigos ele, ao escrever sobre Cuba, por exemplo, se recusa a condenar a revolução no que diz respeito a prisões ilegais, casos já comprovados de tortura, os milhares de cubanos que fugiram enfrentando as águas nada amigáveis do Caribe. Se o faz, o faz de uma maneira muito tímida, alegando por outro lado que melhorou a saúde, a educação, etc.
Ora, pode-se fazer isto a respeito de qualquer regime, por mais demoníaco que ele seja.
Pode-se dizer que Hitler matou milhões de pessoas, mas construiu uma formidável rede de estradas, que enfrentou a crise de 29 com mais sucesso que qualquer outro países, etc...
Ou que Stalin, "só 5 milhões de pessoas mortas por razões políticas, não 20, como me disse uma vez uma representante de um dos PC's, num programa do Lauro Quadros", "matar uma pessoa é crime, matar milhões de pessoas é estatística", fez a URSS crescer economicamente, tornou-a uma potência militar de primeira linha, deu as bases para que se terminasse com o analfabetismo, etc...
Pode -se aplicar esta tese até para a Gloriosa. Melhorou as comunicações, aumentou as exportações de bens com valor agregado, etc... Tu achas que seria válido este tipo de argumentação? Um abração
Carrion, o que polemiza

DA RELEVÂNCIA DAS COISAS, DAS PESSOAS E DAS SITUAÇÕES

Estávamos em um restaurante da praça, se é que dá para dizer assim, principal de Praga. Era entrada da noite de um dia de tempo esplêndido, a temperatura não permitia reparos, o local estava cheia de gente, turistas em sua maioria. Nós nos embasbacávamos com o ambiente, pois era cercado de prédios históricos e não históricos, mas todos eles com, no mínimo, cem anos de existência.
Havíamos pedido o tradicional goulash e uma cerveja (Para os que não me conhecem, e a Débora; não bebemos cerveja quase
nunca, mas tem situações que abrimos exceções, e esta foi uma, da qual não nos arrependemos.) e conversávamos.
Quando o garçom veio nos servir perguntamos algumas coisas sobre a vida de Praga. De como era na época do Comunismo e agora (Era um pouco mais jovem que eu, portanto não deu para perguntar como fora na época do Nazismo).
Quando ele saiu, a Débora comentou.
–Será que uma pessoa como ele se dá conta da importância que vai ter nas pessoas que ele serve?
Talvez tenhamos sido apenas um casal a mais que ele serviu. Para nós, ele foi um personagem importante de um momento maravilhoso. Inesquecível.
Já há algum tempo, quando atendo uma pessoa, vinha me dando conta disto. Posso estar fazendo parte importante da vida desta pessoa. Por isto, devo ter o máximo cuidado e dedicação para não estragar este momento! Que pode ser único, transcendental para ela.

sábado, 24 de outubro de 2009

MEUS PARABÉNS

Minha mulher teve o curso que ela montou no SENAC aprovado pelo MEC com a nota máxima. Senti orgulho dela.

NOTAS BREVES


SOBRE A MODA E O FUTEBOL

Um fato que a Débora me contou.
Um conferencista falava sobre Moda. Relatou que uma das dificuldades que as
pessoas que trabalham com moda têm é que as tratam como alguém que trabalha com o supérfluo. Aí ele fez uma pergunta que para mim é chave.
Ocupam-se espaços enormes nos jornais, nas revistas, nos rádios, nas TVs, na Internet, com futebol. Ninguém, ou muito menos gente do que no caso da moda, diz que isto é supérfluo. Será por conta do machismo que ainda impera na nossa sociedade? Total moda é coisa de mulher e futebol é coisa de macho!
Posso pegar outros temas, mas aí deixaria de ser uma nota breve.

ASFALTO

Quando se anda numa cidade européia, ou nos EUA, o asfalto é liso. No Brasil, poucos meses depois de colocado ele já mostra os primeiros buracos, cede aqui, cede ali, remendos aqui e acolá por conta de uma coisa ou outra. Minha dúvida. Não sabemos fazer uma rua asfaltada? O asfalto que usamos é de qualidade inferior? Não sabemos prever o tráfego e com isto sub dimensionamos qualquer coisa que faz com que em seguida o asfalto ceda ou rache?

SOBRE A (IN)SEGURANÇA

Quando se sai do Brasil, pode ser para a Argentina, para o Uruguai, para não dizer obviamente, para a Europa e a grande maioria das cidades americana, se observa que se tem mais segurança nas ruas. Será por que eles têm mais policiais nas ruas. Se for assim, porque não copiamos isto? Será porque as leis deles são menos condescendentes, se o forem,
porque não as copiamos? Será porque os trâmites burocráticos/policiais/judiciais são mais expeditos? Se assim é, porque não se faz isto aqui? Porque lá se faz cumprirem as leis? Neste caso é só cumpri-las aqui.
Total, com mais segurança se trabalha melhor, se gasta menos tempo e dinheiro, individualmente falando, com a autoproteção, as escolas não são depredadas, consequentemente os alunos encontram melhores condições para estudar e por aí vai.
Mas eu acho mesmo é que eu devo tomar o meu HALDOL porque já devo estar delirando.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Esta é a igreja de São Pelegrino em Caxias do Sul, e esta imagem do Cristo Morto é do Aldo Locatelli (Perdão pelos reflexos no vidro, mas não tinha uma lente para luz polarizada.). Esta última faz parte da Via Crucis, toda ela pintada por ele. Uma obra de arte maravilhosa que em qualquer lugar do mundo seria uma atração. E que se pagaria para ve-la. Aqui foi de graça. A igreja estava vazia. Pergunto a vocês que estão lendo. Quantos já a viram? Quantos sabiam da existência dela? É estranho este nosso país...

Sobre Fantasias Sexuais

Dr. Carrion, várias vezes quando transo com meu marido me imagino em outro lugar e muitas vezes com outra pessoa! Nunca o traí, nem tenho vontade, mas me ocorrem fantasias com outros homens de vez em quando, algumas na hora da cama? Isto é uma traição? Isto indica que o meu casamento está mal, ou que corre algum risco?
Vanessa – Florianópolis
Fica tranqüila Vanessa. As fantasias são só isto, fantasias, um tempero para a vida, um exercício da alma, uma maneira de colorir a existência.
Um casamento não está mal por se manter a mente ativa e aberta. Está mal quando se sofre, quando se têm frustrações desnecessárias. Algumas pessoas realizam o que fantasiaram. Mas não por que fantasiaram. Apenas porque sentiram necessidade de fazer o que acabaram fazendo.
Um escritor, para ser um bom escritor tem de fantasiar. Isso não significa, e aliás não deve, aplicar as suas fantasias na maior parte das vezes. Se não fosse assim a Agatha Christie seria uma assassina, uma serial killer. No entanto era uma velhinha coquete que tomava chá das 5. O que ela fez foi se permitir fantasiar, imaginar, crimes e coloca-los no papel. O mesmo ocorre com as fantasias sexuais. Pode-se só tê-las. Pode-se tê-las e falar delas, escrever sobre elas. Ou pode-se pô-las em prática. Mas pessoas que não fantasiam também traem, também aprontam. A diferença é que talvez elas me digam depois. “Quando eu vi eu já tinha feito.” “Não sei como foi que aquilo me aconteceu.” Ou seja, não pensar não impediu-as de fazer.
Vanessa, pode fantasiar à vontade!

domingo, 11 de outubro de 2009

Minha cara. Convenhamos que o LFV é um cara comprometido. Será que ele gostaria de estar do outro lado do muro, com alguém controlando o que ele escreve? Ou a teoria na prática é outra? Por falar em componentes da propaganda, não conheço aquelas pessoas que fizeram a propaganda do PCB, por isto me abstenho de comentar. Mas devo lembrar que Hitler, Goebbels, Fidel (Que por sinal matou mais gente do que Fulgêncio Batista, ou a nossa Ditadura de triste memória), Lenin, também eram pessoas que impressionavam quando faziam auto propaganda. Principalmente antes de tomarem o poder.
Achei todo o comentário sobre o Bisol, muito coerente, aliás conheci-o pessoalmente quando foi juiz, e muito bom juiz, em Livramento.
Mas voltando ao assunto que eu trouxe. Mas isto não muda o que se vê. Se vê um sistema iníquo no Brasil. É claro que vale a pena trocá-lo. Mas não por um sistema que já foi testado, que também se mostrou iníquo. Suas iniquidades não são as mesmas. As coisas nunca são iguais. Mas trocar um sistema ruim por outro ruim, qual é a vantagem? Se não, todos aqueles povos da Europa e da Asia não teriam trocado de regime assim que puderam e, mais ainda, não parecem nadinha de nada arrependidos.
Os suecos, depois de décadas de governo socialista, e não autocrático, cansaram. O que não quer dizer que tenham abandonado idéias sociais. Mas acharam que o "ismo" é algo que sempre atrapalha. A começar pelo fanatismo, que divide o mundo entre certos e errados, que tudo que vem do outro lado não presta, que acredita só em preto, ou branco. O fanático é aquele que acha que não existem outras soluções que não aquelas que ele prega.
Em 09/10/2009 18:19, Ana Maria Molina Silva <> escreveu:
Espero que não me leves a mal mas é minha opinião. Abçs
"A VELHA MÁXIMA CONTINUA VALENDO, A OPÇÃO É ENTRE SOCIALISMO E BARBÁRIE. SOCIALISMO NINGUÉM SABE O QUE É MAS BARBÁRIE E SÓ OLHAR AO REDOR." Luis Fernando Veríssimo
Não assisti a propaganda mas imagino que tenha sido excelente até pelo nível dos componentes.
De minha parte prefiro divulgar o que segue: A entrega do Mérito Farroupilha para José Paulo Bisol, quarta-feira à noite, na Assembléia Legislativa, além de uma homenagem e de um desagravo a um homem honrado, foi também uma denúncia do espírito mesquinho, medíocre e canalha que tomou de assalto amplos setores da vida política e cultural do Rio Grande do Sul.(segue).....

Sobre o Comunismo - complemento

Perguntei para o motorista de táxi.
-Mas, e prá ti, como é a diferença entre a época do comunismo e agora (Isto tudo num inglês mais inteligível pela boa vontade do que pelo domínio da língua da Pérfida Albion.)?
-Pra mim em termos econômicos não mudou muito. Eu já era motorista e ganhava mais ou menos o que ganho hoje. Mas o que mudou é que eu tinha que levar a vida que eles queriam que eu levasse. Pois eu não podia comprar o que eu podia comprar, porque não havia o que comprar. Eu não podia morar onde quisesse, e sim onde eles me permitiam. Eu não podia ir onde queria, pois se precisava de autorização para ir ao exterior e esta não era concedida. Pelo menos para mim não me concederam. E nunca me explicaram o por quê. Vivia como um passaro na gaiola. De básico não faltava nada. Comida, teto, roupas básicas, estudo básico, mas em troca vivia na jaula. Hoje a minha filha está estudando em Paris, não precisei pedir autorização para ninguém e fico feliz de que ela tenha perspectivas de vida que eu não podia ter.
O dia em que o pessoal dos PC’s puder me explicar do por que tem de ser assim vou ficar bem satisfeitinho.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SOBRE O COMUNISMO

Ontem assisti a propaganda do PC do B. Tudo muito lindo, tudo muito bonito, as propostas muito legais. Só fiquei a me perguntar? Porque em lugar nenhum se conseguiu instalar e manter um regime comunista sem se usar da violência e da coerção. Das KGD's, NKVD's, STASI's, "Milicias Bolivarianas"? Se esta forma de arranjo social é tão bom, porque as pessoas logo que podem fogem, mesmo a custa de suas vidas, como se viu na época do Muro de Berlim, ou ainda hoje, na travessia do Caribe para fugir do ParaisosocialistadoFidelCastro? Porque o inverso praticamente não ocorreu, e ainda hoje não ocorre? Aliás, se as pessoas quiserem ir, podem ir. Por que, hein?
O Muro de Berlin é soturno, grave, opressivo. Foi-se, e até mesmo a maioria dos que o criaram e o ajudaram a manter-se, guardas, fiscais, etc. deram graças a Deus.
Será que o pessoal do PC do B acha possível fazer um Brasil do qual um grande número não quererá fugir, ou mudar?
Perguntei a um motorista e a um garçom em Praga, pessoas dos seus 50 anos, quais eram as diferenças do tempo do Comunismo para agora. Ambos me disseram praticamente a mesma coisa.
"Naquele tempo tudo era mais amarrado, a gente não tinha perspectivas. Nos sentiamos como animais enjaulados. Os tratadores nos davam comida, nos cuidavam, nos educavam para o que eles queriam que fossemos educados, mas não podiamos sair da jaula."
E agora, como é que vocês vem a coisa?
"Olha, 60 % está satisfeito. Para 20% não faz diferença. 20% tem saudades daquele tempo."
Fez um silêncio e acrescentou.
"Mas estes eram da NOMENKLATURA e perderam os privilégios..."

AMOR, PAIXÃO, TESÃO

Este artigo foi escrito para o Dúvidas Entre Lençóis - Donna - ClicRBS. Está aqui apenas porque gosto que as pessoas possam dar palpites para me ajudar a modificá-lo, se for preciso.

Estes três elementos; sensações, sentimentos, ou seja lá o nome que quisermos dar, estão, ou estiveram, presentes na vida de todos nós.
Por questão de convenção, para facilitar o entendimento da vida, tentando simplificar tudo, se decidiu que eles deveriam estar sempre juntos e voltados para uma única pessoa. E isto, de fato, ocorre com muita frequencia.
Os problemas começam, quando a coisa ocorre de modo diferente.
Joana ama João, mas não tem tesão por ele.
Pior ainda. Joana ama João, não tem tesão por ele, mas tem tesão por José.
E esta pessoa é absolutamente normal, embora ela, e possivelmente quem saiba da história, ache que ela está doente, ou com problemas, por estar assim.
Isto pelo fato da sociedade estar estruturada em cima de comportamentos padrões; quem é diferente destes padrões passa a ser visto como alguém que tem problemas.
A coisa fica mais complicada ainda porque não se sabe ainda como funciona o Amor, o Tesão e a Paixão. Não existe nenhuma explicação clara de porque se ama Fulana e não a Beltrana. Porque Cicrana nos dá um baita de um tesão e a Sicrana não. Porque Sicrana é apaixonado pelo Mengano e não pelo Fulano.
Como diz um amigo meu. – Para eu entender vão ter primeiro que me mostrar uma foto do tal de Amor!
O Mini Dicionário Luft nos define Amor como “afeição profunda”. Eu acrescentaria que é o sentimento terno e afetuoso que temos por uma pessoa.
O mesmo dicionário nos define Paixão como “sentimento imenso de amor”. Eu discordo, chamo de sentimento intenso que se tem por uma pessoa idealizada que não corresponde a pessoa real.
E Tesão é definido como “manifestação do desejo sexual”. Eu acrescentaria – sensações de desejos sexuais em relação à outra, ou outras, pessoas.
Em minha opinião, se são coisas diferentes, geradas de maneiras diferentes, originadas por mecanismos psicológicos diferentes, possivelmente frutos de regiões anatômicas diferentes, o curioso é que se tenham os três voltados para uma mesma pessoa. E o paradoxal é que quando não estão voltados para a mesma pessoa há uma tendência a se achar que algo está errado.
Mas se você ama o seu marido (ou esposa), mas tem tesão pelo (a) ..... não se preocupe, você é normal. Mas se estiver apaixonada(o) por .... Fulana(o), cuidado, é maravilhoso, mas é perigoso, pois é loucura...
Carrion
Outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Do Metrô

Praga é uma cidade bem menor que Porto Alegre. A República Tcheca não é o que se pode chamar um país rico. No entanto tem uma rede de metrô que pode ser visualizada neste mapa, pelas linhas coloridas. Além disto um sem número de linhas de ônibus, bondes, fazem com que o carro seja algo dispensável, até porque o estacionamento é difícil e caro. Aliás, a taxa que se paga (um tipo de IPVA) para poder entrar no Centro não é barata. Resultado, não se vê congestionamentos em horário nenhum e nem ônibus, bondes ou metros congestionados. Ou seja, seus políticos e administradores pensaram a longo prazo, a corrupção deve ser menor e a máquina estatal deve ser bem menor e mais efetiva. Resultado, mais investimentos em infra-estrutura.