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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

AMOR, PAIXÃO, TESÃO

Este artigo foi escrito para o Dúvidas Entre Lençóis - Donna - ClicRBS. Está aqui apenas porque gosto que as pessoas possam dar palpites para me ajudar a modificá-lo, se for preciso.

Estes três elementos; sensações, sentimentos, ou seja lá o nome que quisermos dar, estão, ou estiveram, presentes na vida de todos nós.
Por questão de convenção, para facilitar o entendimento da vida, tentando simplificar tudo, se decidiu que eles deveriam estar sempre juntos e voltados para uma única pessoa. E isto, de fato, ocorre com muita frequencia.
Os problemas começam, quando a coisa ocorre de modo diferente.
Joana ama João, mas não tem tesão por ele.
Pior ainda. Joana ama João, não tem tesão por ele, mas tem tesão por José.
E esta pessoa é absolutamente normal, embora ela, e possivelmente quem saiba da história, ache que ela está doente, ou com problemas, por estar assim.
Isto pelo fato da sociedade estar estruturada em cima de comportamentos padrões; quem é diferente destes padrões passa a ser visto como alguém que tem problemas.
A coisa fica mais complicada ainda porque não se sabe ainda como funciona o Amor, o Tesão e a Paixão. Não existe nenhuma explicação clara de porque se ama Fulana e não a Beltrana. Porque Cicrana nos dá um baita de um tesão e a Sicrana não. Porque Sicrana é apaixonado pelo Mengano e não pelo Fulano.
Como diz um amigo meu. – Para eu entender vão ter primeiro que me mostrar uma foto do tal de Amor!
O Mini Dicionário Luft nos define Amor como “afeição profunda”. Eu acrescentaria que é o sentimento terno e afetuoso que temos por uma pessoa.
O mesmo dicionário nos define Paixão como “sentimento imenso de amor”. Eu discordo, chamo de sentimento intenso que se tem por uma pessoa idealizada que não corresponde a pessoa real.
E Tesão é definido como “manifestação do desejo sexual”. Eu acrescentaria – sensações de desejos sexuais em relação à outra, ou outras, pessoas.
Em minha opinião, se são coisas diferentes, geradas de maneiras diferentes, originadas por mecanismos psicológicos diferentes, possivelmente frutos de regiões anatômicas diferentes, o curioso é que se tenham os três voltados para uma mesma pessoa. E o paradoxal é que quando não estão voltados para a mesma pessoa há uma tendência a se achar que algo está errado.
Mas se você ama o seu marido (ou esposa), mas tem tesão pelo (a) ..... não se preocupe, você é normal. Mas se estiver apaixonada(o) por .... Fulana(o), cuidado, é maravilhoso, mas é perigoso, pois é loucura...
Carrion
Outubro de 2009

domingo, 14 de setembro de 2008

Respondendo a INTERNAUTAS

QUERIDOS INTERNAUTAS.
O tamanho do pênis não é a coisa mais importante numa relação sexual, a menos que seja um micro pênis (menos que 8 cm), ou um tão grande que toque no fundo de saco vaginal. Se fosse, duas lésbicas não teriam prazer uma com a outra e, principalmente, todas, digo todas bissexuais que conheci me disseram que NA CAMA, PROPRIAMENTE DITA, TÊM MAIS PRAZER COM A MULHER DO QUE COM O HOMEM. Para elas o valor da relação com os homens está em outro campo.
Pensem que darão muito mais prazer a esta mulher se a levarem a um lugar bacana, fizerem uma massagem com óleo corporal, acariciarem-na em todo o corpo, lamberem, chuparem, usarem dedos e mãos até a exaustão, mantiverem o bom humor, fizerem-na rir, derem-lhe uma champanhota, ou uma tequilla, ou uma marguerita (esta é fatal) e, só então, usar esta maravilha, esta máquina de prazer, o insuperável, o magnífico, o esplendido, esta vara, porque não dizer, tronco mágico do prazer, que você imagina que fará com todas as mulheres jamais se esqueçam de vocês!
Não é à-toa que existe o adágio – “Amor de pica, amor que fica”. O que se esquecem de esclarecer, ou não querem ver esclarecido, é que é que a pica (e o dono dela) é quem ficou com um amor inesquecível.

QUERIDAS INERNAUTAS.
Você estar com um IMC abaixo de 20 servirá apenas para seduzir costureiros, estilistas, homens que não são chegados em mulheres, mas que gostam daquelas que servem de “escada” para eles aparecerem.
Gastar horrores em roupa íntima só serve para aumentar a sua autoconfiança, ou para lhe dar prazer. Para a maior parte dos homens uma roupa de baixo bonita, e simplesmente bonita, é mais do que suficiente.
Você pode dizer que o ama e que ele também a ama. Mas se ele está naquela de que precisa de um tempo para pensar. Que está vivendo uma crise. Que não quer se precipitar. Que tem medo de fazer você sofrer. Que está se separando, mas precisa dar um tempo para a esposa se preparar. Ou tem que pensar bem por causa dos filhos. Caia na real. É enrolação pura e simples. Principalmente se ele aparecer, der uma bimbadinha e desaparecer por um tempo sem dar satisfações.
E aí sim. Se quiser agradar um homem elogie o pinto dele. Qualquer tipo de elogio. Que é duro, que é o seu tamanho, que ninguém maneja um pinto como ele e por aí vai. O cara vai voltar para você nem que seja só para ouvir estes elogios.

domingo, 27 de abril de 2008

DIFERENÇAS DE RITMO

Um problema que freqüentemente vejo no consultório e é de solução complicada, quando chega a ser possível, é o das diferenças de sexuais de ritmo, ou variabilidade, ou ambas.
João transava, antes de conhecer Maria, umas quatro vezes por semana. E ficava querendo mais. Muitos de seus encontros eram só para sexo e, muitas vezes, com mulheres que só conheceria uma vez.
Nos dois namoros que teve, Maria transava uma vez a cada dez dias, se tanto. Com o que se sentia satisfeita.
Quando transava, João sempre tentava dar duas, três, quatro vezes.
Maria ficava numa só. Mas, para ela, era muito importante o antes. Namoro, arretos, preliminares e a transada em si. Tudo bem degustado. No seu timing.
Mas um dia João e Maria se conheceram. Seja por estar escrito nas estrelas, seja por que o Destino assim o desejava, se apaixonaram.
E, no início, tudo foi festa.
Transadas freqüentes, elaboradas, demoradas e os dois achando tudo ótimo.
João porque estava amando e tudo que vinha da amada lhe parecia maravilhoso. E porque estava aprendendo um novo jeito de transar.
Maria porque estava amando e tudo que vinha do amado lhe parecia maravilhoso. E porque transando ficava mais perto dele, recebia carinhos mais intensos, ouvia declarações de amor mais candentes.
Mas, como soe ocorrer com os que não tem criatividade, com os que costumam pensar que o seu jeito é o certo, aquela rotina começou a cansar.
João começou a fatigar-se de ter de fazer os jogos de sedução, enlevo, romance para acabar tendo uma boa transa. Começou a não fazer todos aqueles rituais, que tem de ser mutantes e variáveis.
Maria, com a perda das sensações de novidade na cama, voltou-se para as outras novidades da vida. Os atos sexuais, propriamente ditos, viraram rotina. Mais tarde uma rotina penosa. Finalmente algo tão sensacional como terminar de jantar, depois de um dia fatigante e ter de lavar e secar a louça, além de por em ordem a cozinha e fazer a mesa para o café da manhã.
João e Maria passaram a ter atritos, brigas, a acusarem-se mutuamente disto e daquilo.
Finalmente veio um período de paz. Mas era a calmaria que antecede as tempestades. Algo só aparente. Os que têm sensibilidade percebem as forças da natureza incubando a tormenta.
João descobriu primeiro as garotas de programa. Depois uma colega de trabalho que o achava o máximo, que o queria para si com exclusividade. Que dava direto. Ponto!
Maria percebeu um vizinho que a olhava com olho comprido. Que puxou conversa. Que a ouviu. Que lhe falou como ela era maravilhosa. Um dia aconteceu. E foi aquela loucura.
Não sei quem desmontou o jogo.
Mas João foi viver com a colega.
Maria foi viver com o vizinho.
Infelizmente cinco anos depois a história se repetiu. Para os dois.
João e Maria não sabiam escolher. Ainda acreditavam que o Amor tudo pode. Esqueciam-se que nós não mandamos no Amor.
João e Maria não sabiam se adaptar neste campo. O das diferenças. Pois aqui não adianta o bom senso, o meio termo, o cada um cede um pouco. Nenhum pode mudar tão radicalmente o seu Eu.
Neste campo reina absoluta a capacidade, ou não, de se adaptar. Da capacidade de ser criativo. Do como manter o seu Eu íntegro em um ambiente hostil.
As psicoterapias ajudam muito neste campo. Mas se a pessoa não se dispuser a sair do seu castelo de certezas e regras, será dinheiro posto fora.
PS – Nesta história, onde se lê João pode-se ler Maria e vice-versa.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

SENSUALIDADE

Definições do Houaiss
1 qualidade ou caráter de sensual
2 inclinação pelos prazeres dos sentidos; voluptuosidade
3 propensão exagerada para os prazeres do sexo; lubricidade, volúpia, lascívia, luxúria, sensualismo


Fico pensando nestas horas se aquele slogan da LIFE – “Uma imagem vale por mil palavras”, não é absolutamente verdadeiro.Olhem para esta mulher do Di Cavalcanti e digam-me se ela não define, a perfeição, o que é sensualidade?
Imagem de quadro do Di Cavalcanti, via Bolsa de Arte, pelo Renato Rosa.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

A 5ª COLUNA DENTRO DE NÓS

Durante a Guerra Civil Espanhola foi consagrada uma expressão. A 5ª Coluna. É que as forças nacionalistas de Franco cercavam Madrid com 4 colunas. Ele dizia que com estas colunas e mais uma outra, que ele chamava de 5ª Coluna, que seria formada pelos resistentes de Madrid, ele tomaria esta cidade.

Para os derrotados, socialistas, comunistas, anarquistas e republicanos, a expressão 5ª Coluna virou sinônimo de traição, traidores.

Por analogia costumo dizer que todo homem de mais de 50 anos tem uma 5ª Coluna dentro de si. Ele se encarrega de se desmoralizar, de se achar incompetente, ou que vai ser tomado como.

É lógico que com estes pensamentos este sujeito estará a um passo da brochada ou de um desempenho pífio.

Tinha um que dizia que bastava ele entrar num motel com uma mulher bonita e gostosa e olhar no espelho para que ele brochasse. Pelo que ele via dele mesmo.

A traição no caso é criada pelo descaso que ele faz de suas qualidades. Ele esquece é que se ela está com ele ali, no motel, é porque enxerga qualidades nele. Qualidades que ele tem e que não valoriza, apenas porque não estão nos parâmetros dele de qualidade.

Estou falando de homens, mas poderia estar falando de mulheres também. Mas sempre falando do mesmo problema. Pessoas que valorizam alguns aspectos, que julgam fundamentais, esquecendo que outras qualidades podem ser muito valorizadas, essenciais mesmo para uma outra pessoa.
Portanto lembre-se. Se alguém o(a) escolheu não questione a escolha. Apenas sinta-se um privilegiado(a) por haver sido escolhido(a).