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domingo, 29 de novembro de 2009

O VIBRADOR

Outro dia li uma reportagem em que se fazia uma enquete sobre o uso do vibrador. Uma ampla maioria das mulheres confirmava o que eu já sabia pela minha experiência clínica.
O uso do vibrador durante as relações sexuais aumenta em muito o prazer que as mulheres sentem, além de aumentar a quantidade de orgasmos que estas mulheres obtém.
Para muitos homens isto é ótimo. Tem prazer em ver, sentir, o prazer que a mulher está sentindo.
Infelizmente existe ainda uma importante parcela de homens que se sente enciumada pelo papel que o vibrador desempenha. Acham que só eles deveriam dar prazer para a mulher. Ou sentem-se ameaçados pelo vibrador. Ele seria uma prova de sua incompetência como machos.
Pobres tolos. Não se dão conta que ninguém na cama deveria se deveria preocupar com competições, de qualquer tipo. Que quanto mais prazer se conseguir ali melhor. E que cada um consiga o prazer que for possível e que cada um dê o prazer que seja capaz de dar.

domingo, 11 de janeiro de 2009

DÚVIDAS SOBRE O PRAZER

Todo mundo diz que quer ser feliz. Melhor, quase todo mundo. Tem um bando de masoquistas que, sob a alegação de que graças ao sofrimento se consegue o Nirvana, ou algo que se lhe equivalha, curtem formas de sofrimento que os levarão ao prazer e a felicidades eternas. Se estiverem certos eu terei quebrado a cara por não acreditar nisto.
A minha tese é que sem prazer não se consegue ser feliz. Embora tendo-se prazer não significa necessariamente que se está feliz.
Comer dá prazer. Mas engorda
Dormir dá prazer. Mas além de trazer depressão, pode ser muito improdutivo.

Beber dá prazer. Mas engorda, embriaga, e pode causar danos definitivos.
Fumo, drogas, dão prazer, mas custam caro ao longo da vida.
E por aí vamos.
Por isto fico me perguntando: Por que as pessoas economizam tanto em vida sexual, principalmente quando tem alguém que amam.
Se estão cansadas não transam.
Se estão ansiosas não transam.
Se estão preocupadas não transam.
Se estão chateadas não transam.
Se estão ....... não transam.
Ou seja, a vida já não está boa e impedem um prazer que teriam a mão. Um prazer que ajudaria a mitigar o sofrimento, o desconforto, que traria alguma luz a escuridão da depressão, da fossa, de um vazio existencial.
Não consigo entender. E, à medida que vou ficando um observador mais experiente, mais enxergo isto ao meu redor.
Existem amigos meus que são exceção. Percebo que eles vivem melhor.
Quem sabe alguém faz esta experiência e depois me conta. Mas lembrem-se. Sexo só por sexo é como comer um bombom. É muito bom. Mas o prazer acaba em seguida. Nesta hora, piegas, ou não, têm que ser sexo com amor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Προς υπεράσπιση του masturbation

As religiões baseadas na Bíblia a abominam.
Os moralistas também.
Os hipócritas mais ainda.
Os pagãos não pensavam assim. Não só a praticavam como a cultuavam como algo mágico, necessário para o equilíbrio entre a mente e o corpo. Cultuavam-na por julgarem-na Divina.
Como sempre achei que os gregos sabiam das coisas boas da vida, acabei escolhendo a filosofia de vida deles como mais adequada a esta minha curta existência terrena.
O fato é que, passados os tempos das trevas, a masturbação vem sendo retirada das fimbrias do Inferno e trazida para a Luz.
Verifica-se hoje que homens que se masturbam tem menos probabilidade em ter câncer de
próstata.
Que homens que se masturbam têm mais equilíbrio emocional do que aqueles que não, adoecendo menos.
Que homens que se masturbam conseguem ter mais tempo de vida sexual do que os que não se masturbam.
Que homens que se masturbam relatam ter uma vida sexual mais satisfatória, por terem mais relações sexuais e por estas serem mais prazerosas. Ao aprenderem a se tocar sabem se utilizar disto para ensinar suas parceiras a faze-lo de modo mais adequado.
Mulheres que se masturbam conseguem ter orgasmos com mais facilidade e mais intensos. Aprenderam o caminho da roça e podem ensina-lo.
Mulheres que se masturbam conseguem com maior freqüência serem poli-orgásmicas.
Mulheres que se masturbam conseguem se realizar sexualmente com maior constância do que as que não o fazem.
Mulheres que se masturbam tem mais facilidade para fantasiar, o que as ajuda quando transam.
As Mulheres que se masturbam também tem mais auto-estima.
-Tão parados aí?!!! Fazendo o quê?!!! A Vida é breve, a morte é certa e vão ficar parados aí esperando o quê?!!!
Hay que aprovechar la vida nenês y nenas; pibas y pibes... Pongan las manos a laburar, botijas, no sean piticomes!!!

PS 1 – O título em grego quer dizer Em Defesa da Masturbação
PS 2 – Hoje estou poliglótico.

domingo, 14 de setembro de 2008

Respondendo a INTERNAUTAS

QUERIDOS INTERNAUTAS.
O tamanho do pênis não é a coisa mais importante numa relação sexual, a menos que seja um micro pênis (menos que 8 cm), ou um tão grande que toque no fundo de saco vaginal. Se fosse, duas lésbicas não teriam prazer uma com a outra e, principalmente, todas, digo todas bissexuais que conheci me disseram que NA CAMA, PROPRIAMENTE DITA, TÊM MAIS PRAZER COM A MULHER DO QUE COM O HOMEM. Para elas o valor da relação com os homens está em outro campo.
Pensem que darão muito mais prazer a esta mulher se a levarem a um lugar bacana, fizerem uma massagem com óleo corporal, acariciarem-na em todo o corpo, lamberem, chuparem, usarem dedos e mãos até a exaustão, mantiverem o bom humor, fizerem-na rir, derem-lhe uma champanhota, ou uma tequilla, ou uma marguerita (esta é fatal) e, só então, usar esta maravilha, esta máquina de prazer, o insuperável, o magnífico, o esplendido, esta vara, porque não dizer, tronco mágico do prazer, que você imagina que fará com todas as mulheres jamais se esqueçam de vocês!
Não é à-toa que existe o adágio – “Amor de pica, amor que fica”. O que se esquecem de esclarecer, ou não querem ver esclarecido, é que é que a pica (e o dono dela) é quem ficou com um amor inesquecível.

QUERIDAS INERNAUTAS.
Você estar com um IMC abaixo de 20 servirá apenas para seduzir costureiros, estilistas, homens que não são chegados em mulheres, mas que gostam daquelas que servem de “escada” para eles aparecerem.
Gastar horrores em roupa íntima só serve para aumentar a sua autoconfiança, ou para lhe dar prazer. Para a maior parte dos homens uma roupa de baixo bonita, e simplesmente bonita, é mais do que suficiente.
Você pode dizer que o ama e que ele também a ama. Mas se ele está naquela de que precisa de um tempo para pensar. Que está vivendo uma crise. Que não quer se precipitar. Que tem medo de fazer você sofrer. Que está se separando, mas precisa dar um tempo para a esposa se preparar. Ou tem que pensar bem por causa dos filhos. Caia na real. É enrolação pura e simples. Principalmente se ele aparecer, der uma bimbadinha e desaparecer por um tempo sem dar satisfações.
E aí sim. Se quiser agradar um homem elogie o pinto dele. Qualquer tipo de elogio. Que é duro, que é o seu tamanho, que ninguém maneja um pinto como ele e por aí vai. O cara vai voltar para você nem que seja só para ouvir estes elogios.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

POR QUE NÃO QUEREM QUE NÓS TRANSEMOS

Toda religião que se preza, pelo menos das hodiernas, ou põe restrições à vida sexual ou tenta regulamentá-la.
Se existir alguma exceção é só para ratificar a idéia de que não existe regra sem exceção.
Alguém já parou para pensar no por que?
Eu acho que é porque nesta hora podemos criar um outro ser, como soem dizer que Deus fez e é capaz de fazer.
Eu acho que, porque nesta hora, principalmente na hora do orgasmo, nós nos sentimos únicos, imortais, infinitos, nada mais tendo importância, nem Deus, nem Religiões, nem regras.
Como diria o inefável, trágico, inesquecível, gorila de smoking, o político lúcido da realidade eleitoral paraense, Jarbas Passarinho.
-Às favas todos os escrúpulos!!
-Vamos transar e gozar!

sexta-feira, 14 de março de 2008

FANTASIAS SEXUAIS – O Pintão

Fantasia comum, banal, quase universal, que praticamente todos os adolescentes têm e, à medida que vão amadurecendo, vai diminuindo; mas, mesmo assim, continua em números muito significativos é a de ter um pau enooooooooorme, grandâãããão, grossãããããão. Calculo algo entre 30 a 70% o número de homens que se agarram a esta fantasia. Neste campo não acredito em pesquisas, pois no campo sexual homem mente muito.
Esta fantasia é acompanhada da idéia de que um pau deste tamanhã fará a mulher pedir para ele parar, porque sentirá dor, dando a ele a sensação de ser poderoso, como um homem de Neanderthal se sentiria ao sair para caçar, ou guerrear, com um tacape enorme, ou de que, com este baita phalus, fará com que qualquer fêmea tenha prazer com ele.

Quase um “seu prazer garantido, ou seu dinheiro de volta”.
O pior, é que é um dos enganos mais grotesco que já vi.

Freqüentemente me mandam pela Internet um daqueles clips em que um sujeito com um pênis deeeeeeste tamanho (Em geral um afro-decendente –viram como ando politicamente correto?) traça uma loira, que normalmente é gostosa, com cara de meio burrinha, ou puta e que goza até tocando num liquidificador.
Vendo estas obras de arte cheguei a algumas constatações.
Constatação número 1 – O cara nunca consegue utilizar todo o tamanho do pênis, se o fizesse, tocaria no fundo da vagina, o que dá uma sensação dolorosa na mulher.
Constatação número 2 – Mesmo sendo um clip, a mulher não consegue fingir que está tendo prazer, coisa que elas conseguem fazer com a maior facilidade na transa com um homem de dote comum..
Só para dar uns dados para vocês.
No RGS, numa pesquisa realizada pelo médico Cláudio Telöken, se não me falha a memória, a média absoluta era de 14,1 cm (Vergonhosamente perdemos para os mineiros por 1 ou 2 mm :-)) ), mas pênis com tamanhos entre 11 e 16 cm eram considerados normais. É considerado que tamanhos s como 8 cm ou 20 cm, não causam maiores transtornos para a vida sexual de ambos parceiros na maior parte das vezes. Abaixo da primeira medida, e acima da segunda, o tamanho já pode causar problemas na hora do bem bão.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Parto Vaginal ou Cesárea - Explicação número VI

Uma mulher, classe média, profissional liberal, empresária, uma locomotiva social, terá, em média, dois a três filhos. Supondo-se que tenha o primeiro filho aos 25 anos, tendo um filho a cada 3 anos. Ou seja, o segundo aos 28 anos e o terceiro aos 31 anos.
Suponhamos que no primeiro ano pós-gravidez ela tenha uma relação sexual por semana. São 50 relações. No segundo ano três por semana. São 150 relações, por ano. Nova gravidez 50/relações ano. E assim até os 33 anos. Depois disso passa a ter 2,5 relações por semana, ou seja, 125 relações por ano. Após os 40 anos ela tem 2 relações por semana, ou seja 100 relações por ano. Depois dos 50 anos, para facilitar a minha vida e eu poder parar de fazer cálculos, ela parou de ter relações sexuais. Neste intermezzo (meio tempo - Perdão deputado Aldo!) teve ao redor de 2850 relações sexuais.
O que isto tem a ver, com o tema que discutimos?
Tem a ver com prazer, gratificação.
Embora muitos sexólogos e obstetras digam, baseados em pesquisas por eles conduzidas, e quanto maior o “n” destas pesquisas, mais longe eles ficaram do entrevistador e do entrevistado, que o prazer não é alterado por um parto vaginal, não é o que eu ouço de homens e mulheres que conversei ao longo de muitos anos, pacientes, amigos, amigas, conhecidos e conhecidas e pessoas que eu conheci muito mais que um residente, doutorando, ou estudante de Psicologia consegue numa entrevista de pesquisa sobre sexualidade, ou qualidade de vida. Principalmente os homens.
Muitos(as) referem que houve um relaxamento da musculatura vaginal e que isto altera um pouco a sensação de prazer. Não substancialmente, para a imensa maioria, mas altera. O mesmo me disseram alguns médicos que fazem ecografia transvaginal. Percebem a vagina um pouco mais larga e a musculatura da mesma menos contrátil.
Nada que justifique uma cirurgia de períneo. Ou que leve a um divorcio (Este só em situações excepcionais e, assim mesmo, por componentes neuróticos importantes, no qual a elasticidade vaginal é mais um elemento de justificativa do que qualquer outra coisa.). Mas este alargamento, este relaxamento muscular, embora pequeno passa a ser mais um elemento a diminuir a qualidade do prazer.
É evidente que toda a regra têm exceção. Existem mulheres e homens que não sentem diferença nenhuma. Mas que existe um grupo muito, mas muito significativo que sente a diferença, disto não tenho dúvidas.
Ora direis; se a diferença é tão pequena, por que preocuparmo-nos? Porque, para alguns seres humanos, certas diferenças são muito importantes. As diferenças entre um vinho e outro. Entre um perfume e outro. Entre a pressão da parede vaginal de uma mulher para outra... Para alguns é como a diferença entre uma jóia e uma bijuteria.
Então, porque estou a dizer tudo isto?
Valerá a pena, por conta do ponto de vista de um médico, por aspectos físico/clínicos (As diferenças psicológicas são tão subjetivas, tão variáveis que só podem ser avaliadas caso a caso.), por diferenças estatísticas tão pequenas, arriscar sacrificar a qualidade do prazer de 2850 vezes?

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

CESÁRIA OU PARTO VAGINAL - Explicação número II

Dizem que a mortalidade e a morbidade (problemas) são maiores entre as pacientes que se submeteram à cesárea. Nos poucos trabalhos que li estas diferenças são mínimas. Tão mínimas que me pergunto se não existirá aí um viés metodológico? Até porque os trabalhos não especificam os detalhes do atendimento. Números gerais podem ser extremamente enganadores. Principalmente no que diz respeito a classes sociais, preparo emocional pré-parto, tipo de atendimento paramédico das instituições.
Trabalhos científicos muitas vezes ajudam a criar regras que, se ideais na teoria, podem não o ser na prática, ou são inaplicáveis.
Um exemplo da área não obstétrica.
Num hospital universitário, uma mãe estava acompanhando a filha que saia de um coma pós-traumático. Para entrar no quarto, chegar na criança, era todo um ritual de assepsia e um protocolo de procedimentos muito rigorosos. Pois lá pelo terceiro dia a mãe, furiosa, chama a Enfermeira Chefe. Acabara de matar uma baratona. No meio da discussão, mais pra bate-boca entre as duas, uma outra barata desfila airosamente sobre uma das brancas paredes... Fim da discussão.
No item morbidade não vi números significativos a diferenciar uma da outra. Em compensação, não vi em tais trabalhos referências a sensação de prazer, de segurança, de satisfação, de gratificação, ou regojizo, ou seja, elementos da área emocional, subjetivos prazerosos. A avaliação parece não levar em conta estes fatores. Agora, ponto inflamado lá está. 1% a mais nas cesariadas, num dos trabalhos que li.
Fiquei impressionado com a pouca quantidade de trabalhos acadêmicos (não só na Medicina) que levam as palavras prazer, satisfação, gozo, etc., no seu título. Parece até que pesquisar, estudar, algo neste campo é até demeritório. E muitos dos trabalhos sobre prazer e felicidade nos remetem ao Dr. Freud, que, como todos nós sabemos, morreu em 1939.
Ou seja, quem dá aulas em ambiente acadêmico parece, digo, parece, não estou lá para ver, que valoriza muito mais o sofrimento, os problemas, do que os prazeres. Pelo menos em tese.
Daí ensinarem mais sobre os problemas, evitação de problemas do que como satisfazer mais o paciente de uma maneira mais global, mesmo que seja à custa de 1% a mais de pontos inflamados.
Sugiro darem uma olhada nos comentários dos post's anteriores.