Fim de semana chegando, para alguns é sinônimo de descanso. Para outros de muita comida, bebida e balada. Para outros para fazer um programa diferente. Ao mesmo tempo, todo mundo disco sexo, vida sexual, é uma coisa importante. Então, expliquem-me senhores e senhoras, porque normalmente, com exceção de poucos, ninguém pensa em sexo em primeiro lugar? Arrumar um horário adequado. Descansar. Alimentar-se e beber de modo conveniente, para poder ter um desempenho razoável e poder aproveitar mais, maximizando o prazer. Não! Sexo é importante. Mas fica para o final da fila. Que nem a Educação. É importante. Todos dizem. Mas deixam-na para o final da fila. O salário dos professores que o diga. Ou a saúde. O cara gasta uma grana num carro. Cuja depreciação no primeiro ano é 20%. Mas, pagar uma consulta médica particular, para ser atendido por um profissional mais experiente, com mais calma, never! Vamos pelo convenio que paga R$27,00 pela consulta. Ah! A Segurança. Quanto ganha um PM, ou um inspetor de polícia para por a cara frente a marginália? E por aí vai. Afinal, Sexo, Saúde, Educação, Segurança, são, ou não importantes? Você não vai mudar o mundo. Mas pode mudar o seu fim de semana. Julguem pelas atitudes, não pelo discurso.
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
FIM DE SEMANA CHEGANDO
Fim de semana chegando, para alguns é sinônimo de descanso. Para outros de muita comida, bebida e balada. Para outros para fazer um programa diferente. Ao mesmo tempo, todo mundo disco sexo, vida sexual, é uma coisa importante. Então, expliquem-me senhores e senhoras, porque normalmente, com exceção de poucos, ninguém pensa em sexo em primeiro lugar? Arrumar um horário adequado. Descansar. Alimentar-se e beber de modo conveniente, para poder ter um desempenho razoável e poder aproveitar mais, maximizando o prazer. Não! Sexo é importante. Mas fica para o final da fila. Que nem a Educação. É importante. Todos dizem. Mas deixam-na para o final da fila. O salário dos professores que o diga. Ou a saúde. O cara gasta uma grana num carro. Cuja depreciação no primeiro ano é 20%. Mas, pagar uma consulta médica particular, para ser atendido por um profissional mais experiente, com mais calma, never! Vamos pelo convenio que paga R$27,00 pela consulta. Ah! A Segurança. Quanto ganha um PM, ou um inspetor de polícia para por a cara frente a marginália? E por aí vai. Afinal, Sexo, Saúde, Educação, Segurança, são, ou não importantes? Você não vai mudar o mundo. Mas pode mudar o seu fim de semana. Julguem pelas atitudes, não pelo discurso.
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sábado, 4 de dezembro de 2010
A BOMBA SEXUAL - The Sex Bomb
Caríssimos. Mil perdões pelos dias em que não publiquei nada. Ass. O EDITOR, responsável técnico.
Vou contar como me contaram.
João é o proprietário de uma indústria de porte médio, o que quer dizer que ganha muitíssimo mais do que a maioria de nós pobres mortais e que tem sobre seu comando dezenas, talvez uma, ou duas centenas de pessoas. Casado com Maria Rita.
Joana é funcionária da empresa de João, bem gostosinha, trabalha no setor administrativo e é casada com Luiz Paulo.
Como Joana falta muito e é meio preguiçozinha, João a demite.
Fula da vida, Joana liga para Maria Rita, desanca João e culmina dizendo que a havia demitido porque ela não queria dar mais para ele.
Maria Rita, enche-se de brios e resolve se vingar (Nota: Nestas horas eu sempre digo que não é bom se “percipitar”). Dá para o Fulano e sai voando contar para João.
João, pego de surpresa, faz um escândalo, pede divórcio.
Como moram numa cidade pequena todo mundo fica sabendo do ocorrido e dos seus detalhes.
João é o proprietário de uma indústria de porte médio, o que quer dizer que ganha muitíssimo mais do que a maioria de nós pobres mortais e que tem sobre seu comando dezenas, talvez uma, ou duas centenas de pessoas. Casado com Maria Rita.
Joana é funcionária da empresa de João, bem gostosinha, trabalha no setor administrativo e é casada com Luiz Paulo.
Como Joana falta muito e é meio preguiçozinha, João a demite.
Fula da vida, Joana liga para Maria Rita, desanca João e culmina dizendo que a havia demitido porque ela não queria dar mais para ele.
Maria Rita, enche-se de brios e resolve se vingar (Nota: Nestas horas eu sempre digo que não é bom se “percipitar”). Dá para o Fulano e sai voando contar para João.
João, pego de surpresa, faz um escândalo, pede divórcio.
Como moram numa cidade pequena todo mundo fica sabendo do ocorrido e dos seus detalhes.
Inclusive Luiz Paulo, que, em vez de simplesmente se separar de Joana, aplica-lhe uma camaçada de pau que a deixa toda coberta de hematomas.
Resultado, sem que houvesse ocorrido “a conjunção carnal”, João vai perder uma grana preta com a separação e ficar com a fama de corno. Maria Rita também perde uma grana preta, passa a ter um pepino para administrar, além de ficar com a aura de a pobre coitada que foi passada prá traz. Joana perdeu o marido e, na cidade pequena, ficou com a fama de não ser confiável, além, é lógico, dos hematomas. Luiz Paulo perdeu Joana, que não era o que ele queria, também ficou com fama de corno, violento e machão (Mas com medo da família de Joana que quer bater o brim dele.). por conta de haver dado uma surra “na sem vergonha da mulher dele”.
Êta bombinha forte esta!
Resultado, sem que houvesse ocorrido “a conjunção carnal”, João vai perder uma grana preta com a separação e ficar com a fama de corno. Maria Rita também perde uma grana preta, passa a ter um pepino para administrar, além de ficar com a aura de a pobre coitada que foi passada prá traz. Joana perdeu o marido e, na cidade pequena, ficou com a fama de não ser confiável, além, é lógico, dos hematomas. Luiz Paulo perdeu Joana, que não era o que ele queria, também ficou com fama de corno, violento e machão (Mas com medo da família de Joana que quer bater o brim dele.). por conta de haver dado uma surra “na sem vergonha da mulher dele”.
Êta bombinha forte esta!
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domingo, 21 de novembro de 2010
SEXO AOS SESSENTA - Sex at Sixty
Esta coluna sempre preocupada em auxiliar ao próximo, talvez seja um caminho para chegar ao reino dos céus, vem aqui dar uma aulinha de graça.
Uma queixa da turma do “depois dos cinqüenta” é que o bixo véio não se assanha por qualquer coisa e aí o índio véio se acovarda em tomar uma iniciativa, vá-la que o cara se percipite e dê vexame.
Ignóbil bobagem.
Existe de fato uma inversão. Em áureos tempos, talvez nem tão áureos
assim, o “tipo” se assanhava por qualquer porquera o mangolão ia atrás. Depois, varia muito de homem para homem, a regra se inverte. O cara TEM de ir atrás, procurar fazer coisas que lhe dão prazer para que o velho índio de guerra se aprume e comece a gritar: E eu!? E eu!?
Ou seja, o homem precisa de mais estímulos para ver o instrumento funcionar.
Para os que não se acovardam por qualquer cosa, isto até acaba sendo uma vantagem. Ao perderem a pressa se tornam mais carinhosos, românticos, envolventes. Por isto, quando uma mulher mais jovem se envolve com um homem mais velho, costuma ter uma boa recordação do ocorrido (merchandising barato). A exceção daqueles que, por medo de falhar, de perder o levantamento da coisa, aceleram o processo. Aí a emenda sai pior que o soneto.
Portanto, vai aqui a mensagem, talvez redentora, para aqueles que se lembram de quando os Beatles surgiram. Não se preocupem com o estado do “animal” antes. Ele vai acompanhar vocês nos finalmentes. Cuidem, isto sim, dos mientras tanto.
Uma queixa da turma do “depois dos cinqüenta” é que o bixo véio não se assanha por qualquer coisa e aí o índio véio se acovarda em tomar uma iniciativa, vá-la que o cara se percipite e dê vexame.
Ignóbil bobagem.
Existe de fato uma inversão. Em áureos tempos, talvez nem tão áureos
assim, o “tipo” se assanhava por qualquer porquera o mangolão ia atrás. Depois, varia muito de homem para homem, a regra se inverte. O cara TEM de ir atrás, procurar fazer coisas que lhe dão prazer para que o velho índio de guerra se aprume e comece a gritar: E eu!? E eu!?Ou seja, o homem precisa de mais estímulos para ver o instrumento funcionar.
Para os que não se acovardam por qualquer cosa, isto até acaba sendo uma vantagem. Ao perderem a pressa se tornam mais carinhosos, românticos, envolventes. Por isto, quando uma mulher mais jovem se envolve com um homem mais velho, costuma ter uma boa recordação do ocorrido (merchandising barato). A exceção daqueles que, por medo de falhar, de perder o levantamento da coisa, aceleram o processo. Aí a emenda sai pior que o soneto.
Portanto, vai aqui a mensagem, talvez redentora, para aqueles que se lembram de quando os Beatles surgiram. Não se preocupem com o estado do “animal” antes. Ele vai acompanhar vocês nos finalmentes. Cuidem, isto sim, dos mientras tanto.
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domingo, 14 de novembro de 2010
SEXO AOS SESSENTA
Quando eu era guri, o sexo para os homens, acima dos sessenta anos, resumia-se, em sua grande maioria, ao sexo oral. Oral de Discurso. Ou seja, contavam no Clube Comercial as aventuras e façanhas que haviam realizado. Alguns mais ousados davam um tom de que a coisa pertencia a contemporaneidade. Mas acabavam, em geral, pelas costas, ridicularizados. Se os tratava como pobres fanfarrões.Não deixava de haver uma boa dose de verdade nisto. Aqueles sessentões, em sua imensa
maioria, haviam fumado um monte, bebido todas, se alimentado mal e eram, em sua imensa maioria, sedentários de escol. Suas barrigas eram um atestado para estas palavras minhas.Hoje as coisas mudaram. As mulheres se liberaram, o fumo deixou de ser obrigatório e, embora ainda se beba muito, a idéia do alcoolismo é levado em conta como doença; fazer exercícios virou rotina para muitos, pesadelo para outros tantos, como eu, mas ninguém contesta a utilidade e necessidade.
Resultado, os sessentões estão transando como nunca antes na História da Humanidade (nada como um plagiozinho adaptado). Para completar o quadro e para alegria destes indivíduos, entre os quais, a contragosto, me incluo, existem os eretógenos. Viagra, Cialis, Levitra, Helleva, os quais fazem a alegria da garotada, garantindo que “ele”, pelo menos, tenha um desempenho jovem, jóia, maneiro. Nem que seja com ele deitadinho de costas, a mulher vindo por cima, e ela encarregada da movimentação física. Ele fica encarregado dos gemidos, palavras de incentivo, elogios. Pode não ser o ideal, mas, pelo menos, funciona.
Aí vem um problema. O preço dos remédios neste paraíso tropical que chamamos Brasil.
Um comprimido de Viagra custa em torno de R$11,00.
Um comprimido de Cialis custa em torno de R$31,00.
Um comprimido de Levitra em torno de R$30,00.
Um comprimido de Helleva R$12,00.
Mientras tanto, em el país de los hermanos, my querida segunda pátria, el Uruguay,
Um comprimido de Plenovit, ou Vimax, que equivalem ao Viagra, com teste clínico, pelo menos de conhecidos e pacientes meus, custa aproximadamente R$1,50.
Um comprimido de Talis, que é o equivalente de Cialis custa em torno de R$5,00.Estou falando de comprimidos que vem do Uruguay, ou da Argentina, que são países confiáveis, ou tão confiáveis como o nosso, em termos de qualidade da medicação.
Porque temos de ter uma legislação fiscal e de propriedade industrial tão desfavorável ao usuário?
E não fiquemos só nestas medicações. As estatinas, custam por aqui pelo menos 3 a 5 vezes mais do que lá. POR QUÊ? E, principalmente, por que nunca ninguém tomou uma providência efetiva para mudar este quadro?
Os sessentões eróticos, satíricos, bon vivants, luxurientos, penhoradamente agradecerão.
Total, poder dizer, ainda que nos chamem de machistas y otras cositas más – “Tchê lôco, di três onte!” – NÃO TEM PREÇO!
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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
SEXO, VIAGEM E FEIJOADA
Todo mundo acha normal que, de tempos em tempos, a gente faça uma viagem e vá para um lugar diferente.
Paris, por exemplo.
Por que se faz isto? Para, simplesmente, se ver outras coisas, vivenciar novas situações. Depois se volta para a terra da gente e aquilo fica dentro de nós, como uma bela e gostosa experiência sensorial.
O mesmo a respeito da comida. Pode-se comer um feijãozinho honesto. Ou acrescentar um charquezinho e uma linguicinha. Ou se pode, ocasionalmente, comer uma baita de uma feijoada. Só que ninguém vai comer uma feijoada completa todos os dias.
Com sexo é a mesma coisa. Pode-se, e se deve, fazer de vez em quando uma extravagância. Para acrescentar algo ao cardápio da vida. Para encher o baú das recordações. Para poder um dia, quem sabe, dizer: Confieso que vivi.
Paris, por exemplo.
Por que se faz isto? Para, simplesmente, se ver outras coisas, vivenciar novas situações. Depois se volta para a terra da gente e aquilo fica dentro de nós, como uma bela e gostosa experiência sensorial.
O mesmo a respeito da comida. Pode-se comer um feijãozinho honesto. Ou acrescentar um charquezinho e uma linguicinha. Ou se pode, ocasionalmente, comer uma baita de uma feijoada. Só que ninguém vai comer uma feijoada completa todos os dias.
Com sexo é a mesma coisa. Pode-se, e se deve, fazer de vez em quando uma extravagância. Para acrescentar algo ao cardápio da vida. Para encher o baú das recordações. Para poder um dia, quem sabe, dizer: Confieso que vivi.
sábado, 30 de outubro de 2010
UM CAUSO DE SEXO E NATUREZA
Conto o causo como me foi contado. Não tirei vírgula e não coloquei ponto.
A coisa teria acontecido lá pros lado de Bagé.
Num motel de campanha (Pra quem não sabe, campanha é o modo como a gente se refere a lugares para fora da cidade, mais longe que arrabaldes.), estabelecimento simples, mas de acordo com as circunstâncias, um fazendeiro bem conhecido entra com a mulher de um outro fazendeiro bem conhecido.
A coisa teria acontecido lá pros lado de Bagé.
Num motel de campanha (Pra quem não sabe, campanha é o modo como a gente se refere a lugares para fora da cidade, mais longe que arrabaldes.), estabelecimento simples, mas de acordo com as circunstâncias, um fazendeiro bem conhecido entra com a mulher de um outro fazendeiro bem conhecido. Aqui o autor faz uma pequena pausa. Poderia ser dito ao contrário, pra não me acusarem de machista. Uma mulher, casada com um fazendeiro bem conhecido, entra com um outro fazendeiro, casado com uma mulher bem conhecida. Neste momento, quem me conta o causo baixa o tom de voz; fala em tom conspiratório, como fazem os homens da fronteira quando fazem uma fofoca. Aliás, a grande maioria adora uma fofoca, mas sempre diz que não faz e tem horror de fofoca e de quem faz.
Bueno, antes que me perca em mais desvios, continuemos o relato.
Entra o casal, vai pro quarto, e começa a historia dos entretantos, até que, quando chegam na hora dos finalmentes, tiram um travesseiro do lugar e, surpresa!, debaixo dele aparece uma cobra cruzeiro (Urutu- Bothrops alternatus - Como podem ver esta é uma coluna educativa.), que, de inopino, dá um bote e pica a mulher.
O gauchão, muy machão, num já te pego, já te largo, botou a primeira roupa que encontrou e se mandou do quarto apavorado.
A guisa de cortesia, ao passar pelo porteiro avisou: -Tô deixando a mulher lá que foi picada por uma cobra. E se mandou...
Conclusão – Não se fazem mais machões como se dizia que existia antigamente.PS. A mulher passou mal, mas acabou sendo salva. O caso foi abafado.
Bueno, antes que me perca em mais desvios, continuemos o relato.

Entra o casal, vai pro quarto, e começa a historia dos entretantos, até que, quando chegam na hora dos finalmentes, tiram um travesseiro do lugar e, surpresa!, debaixo dele aparece uma cobra cruzeiro (Urutu- Bothrops alternatus - Como podem ver esta é uma coluna educativa.), que, de inopino, dá um bote e pica a mulher.
O gauchão, muy machão, num já te pego, já te largo, botou a primeira roupa que encontrou e se mandou do quarto apavorado.
A guisa de cortesia, ao passar pelo porteiro avisou: -Tô deixando a mulher lá que foi picada por uma cobra. E se mandou...
Conclusão – Não se fazem mais machões como se dizia que existia antigamente.PS. A mulher passou mal, mas acabou sendo salva. O caso foi abafado.
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Sexo e Casamento
Não sou de postar artigos copiados de outros, ou de outros lugares. Sempre prefiro a originalidade, por mais boba que ela seja. Mas esta notícia do Sexologia Notícias eu achei muito interessante de repassar a vocês.
- Relacionamento duradouro reduz desejo sexual feminino
Sáb, 02 de Outubro de 2010 06:37 entretenimento.r7
Uma pesquisa alemã, publicada na revista científica Human Nature, revelou aquilo que muitos casais já sabiam. A maioria das mulheres tem diminuição do desejo sexual após anos em uma relação estável.
Cerca de 60% das mulheres entrevistadas afirmaram que queriam sexo frequentemente no início do relacionamento. No entanto, depois de quatro anos de união, esse índice caiu para menos de 50% e, depois de 20 anos, para apenas 20%.
A libido permanece inalterada para 60% a 80% dos homens, independentemente do tempo de relacionamento. Foram entrevistados 530 homens e mulheres.
Por outro lado, 90% das entrevistadas disseram considerar o carinho um fator importante no relacionamento, mesmo depois de anos de relacionamento. Ao contrário dos homens – apenas 25% disseram esperar carinho das esposas depois de dez anos de casados.
Para o psicólogo Dietrich Klusmann, principal autor do estudo, essa diferença pode estar relacionada à evolução humana. “As mulheres evoluíram para ter uma alta dose de desejo sexual no início de um relacionamento, com o objetivo de formar um vínculo com o parceiro. Uma vez consolidado esse vínculo, seu apetite sexual decai”.
Segundo Ângelo Monesi, psicoterapeuta especializado em terapia sexual e membro do Instituto Paulista de Sexualidade, é normal que a libido da mulher caia com o passar dos anos. “As mulheres se interessam mais por sexo no início porque coincide com a fase da paixão, que dura no máximo três anos”. Depois disso, o relacionamento vira amor ou amizade.
“Vejo casos assim todos os dias no meu consultório. A fantasia da mulher mais elaborada, ela precisa ser conquistada constantemente, ser assediada, elogiada. Se o parceiro não colabora, ela se desinteressa”.
É o que acontece em muitos casamentos, quando marido e mulher tornam-se apenas amigos. Por isso, cabe ao casal investir diariamente na relação para não deixar o amor esfriar.
- Relacionamento duradouro reduz desejo sexual feminino
Sáb, 02 de Outubro de 2010 06:37 entretenimento.r7
Uma pesquisa alemã, publicada na revista científica Human Nature, revelou aquilo que muitos casais já sabiam. A maioria das mulheres tem diminuição do desejo sexual após anos em uma relação estável.
Cerca de 60% das mulheres entrevistadas afirmaram que queriam sexo frequentemente no início do relacionamento. No entanto, depois de quatro anos de união, esse índice caiu para menos de 50% e, depois de 20 anos, para apenas 20%.
A libido permanece inalterada para 60% a 80% dos homens, independentemente do tempo de relacionamento. Foram entrevistados 530 homens e mulheres.
Por outro lado, 90% das entrevistadas disseram considerar o carinho um fator importante no relacionamento, mesmo depois de anos de relacionamento. Ao contrário dos homens – apenas 25% disseram esperar carinho das esposas depois de dez anos de casados.
Para o psicólogo Dietrich Klusmann, principal autor do estudo, essa diferença pode estar relacionada à evolução humana. “As mulheres evoluíram para ter uma alta dose de desejo sexual no início de um relacionamento, com o objetivo de formar um vínculo com o parceiro. Uma vez consolidado esse vínculo, seu apetite sexual decai”.
Segundo Ângelo Monesi, psicoterapeuta especializado em terapia sexual e membro do Instituto Paulista de Sexualidade, é normal que a libido da mulher caia com o passar dos anos. “As mulheres se interessam mais por sexo no início porque coincide com a fase da paixão, que dura no máximo três anos”. Depois disso, o relacionamento vira amor ou amizade.
“Vejo casos assim todos os dias no meu consultório. A fantasia da mulher mais elaborada, ela precisa ser conquistada constantemente, ser assediada, elogiada. Se o parceiro não colabora, ela se desinteressa”.
É o que acontece em muitos casamentos, quando marido e mulher tornam-se apenas amigos. Por isso, cabe ao casal investir diariamente na relação para não deixar o amor esfriar.
domingo, 29 de novembro de 2009
O VIBRADOR
Outro dia li uma reportagem em que se fazia uma enquete sobre o uso do vibrador. Uma ampla maioria das mulheres confirmava o que eu já sabia pela minha experiência clínica.
O uso do vibrador durante as relações sexuais aumenta em muito o prazer que as mulheres sentem, além de aumentar a quantidade de orgasmos que estas mulheres obtém.
Para muitos homens isto é ótimo. Tem prazer em ver, sentir, o prazer que a mulher está sentindo.
Infelizmente existe ainda uma importante parcela de homens que se sente enciumada pelo papel que o vibrador desempenha. Acham que só eles deveriam dar prazer para a mulher. Ou sentem-se ameaçados pelo vibrador. Ele seria uma prova de sua incompetência como machos.
Pobres tolos. Não se dão conta que ninguém na cama deveria se deveria preocupar com competições, de qualquer tipo. Que quanto mais prazer se conseguir ali melhor. E que cada um consiga o prazer que for possível e que cada um dê o prazer que seja capaz de dar.
O uso do vibrador durante as relações sexuais aumenta em muito o prazer que as mulheres sentem, além de aumentar a quantidade de orgasmos que estas mulheres obtém.
Para muitos homens isto é ótimo. Tem prazer em ver, sentir, o prazer que a mulher está sentindo.Infelizmente existe ainda uma importante parcela de homens que se sente enciumada pelo papel que o vibrador desempenha. Acham que só eles deveriam dar prazer para a mulher. Ou sentem-se ameaçados pelo vibrador. Ele seria uma prova de sua incompetência como machos.
Pobres tolos. Não se dão conta que ninguém na cama deveria se deveria preocupar com competições, de qualquer tipo. Que quanto mais prazer se conseguir ali melhor. E que cada um consiga o prazer que for possível e que cada um dê o prazer que seja capaz de dar.
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
UMA QUESTÃO QUE ACHO IMPORTANTE RESPONDER
Dúvida: Prezado senhor, suas respostas muitas vezes são lamentáveis, totalmente vazias de significado e inadequadas. Lamentável ter respostas tão grosseiras publicadas nesse site. Acho que seria importante rever as orientações que são publicadas, pois parece que a intenção do site não é fazer gozação ou chacota dos relatos de vida que são expostos.
Enviado em 20/10/2009 às 15h16
por Clarice, - Florianópolis (SC)
Minha senhora Clarice de Florianópolis. Sua carta não me surpreende. Quem escreve sobre erotismo e sexualidade sabe disto. Sempre vão existir os que gostam do que se escreve e os que odeiam. C’est la vie!!! Em um mundo em que a subjetividade impera, os pontos de vista são os mais variados.
Uma imagem como a deste vaso pode ser interpretada das mais variadas
maneiras. Uma brincadeira, uma brincadeira grosseira, uma obra de arte, um objeto que deveria ser jogado no lixo, um documento antropológico de uma cultura extinta, e por aí vamos.
O mesmo deve ocorrer com as minhas respostas. Suscitarão idéias e sensações diferentes em quem lê o “Dúvidas...”.
Teu próprio comentário será visto de maneiras bem distintas...
O único risco que se corre é quando se acha que a opinião da gente é a única “certa”, quando ela é “certa” apenas para nós mesmos e para alguns.
maneiras. Uma brincadeira, uma brincadeira grosseira, uma obra de arte, um objeto que deveria ser jogado no lixo, um documento antropológico de uma cultura extinta, e por aí vamos.O mesmo deve ocorrer com as minhas respostas. Suscitarão idéias e sensações diferentes em quem lê o “Dúvidas...”.
Teu próprio comentário será visto de maneiras bem distintas...
O único risco que se corre é quando se acha que a opinião da gente é a única “certa”, quando ela é “certa” apenas para nós mesmos e para alguns.
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domingo, 11 de janeiro de 2009
DÚVIDAS SOBRE O PRAZER
Todo mundo diz que quer ser feliz. Melhor, quase todo mundo. Tem um
bando de masoquistas que, sob a alegação de que graças ao sofrimento se consegue o Nirvana, ou algo que se lhe equivalha, curtem formas de sofrimento que os levarão ao prazer e a felicidades eternas. Se estiverem certos eu terei quebrado a cara por não acreditar nisto.
A minha tese é que sem prazer não se consegue ser feliz. Embora tendo-se prazer não significa necessariamente que se está feliz.
Comer dá prazer. Mas engorda
Dormir dá prazer. Mas além de trazer depressão, pode ser muito improdutivo.
Beber dá prazer. Mas engorda, embriaga, e pode causar danos definitivos.
Fumo, drogas, dão prazer, mas custam caro ao longo da vida.
E por aí vamos.
Por isto fico me perguntando: Por que as pessoas economizam tanto em vida sexual, principalmente quando tem alguém que amam.
Se estão cansadas não transam.
Se estão ansiosas não transam.
Se estão preocupadas não transam.
Se estão chateadas não transam.
Se estão ....... não transam.
Ou seja, a vida já não está boa e impedem um prazer que teriam a mão. Um prazer que ajudaria a mitigar o sofrimento, o desconforto, que traria alguma luz a escuridão da depressão, da fossa, de um vazio existencial.
Não consigo entender. E, à medida que vou ficando um observador mais experiente, mais enxergo isto ao meu redor.
Existem amigos meus que são exceção. Percebo que eles vivem melhor.
Quem sabe alguém faz esta experiência e depois me conta. Mas lembrem-se. Sexo só por sexo é como comer um bombom. É muito bom. Mas o prazer acaba em seguida. Nesta hora, piegas, ou não, têm que ser sexo com amor.
bando de masoquistas que, sob a alegação de que graças ao sofrimento se consegue o Nirvana, ou algo que se lhe equivalha, curtem formas de sofrimento que os levarão ao prazer e a felicidades eternas. Se estiverem certos eu terei quebrado a cara por não acreditar nisto.A minha tese é que sem prazer não se consegue ser feliz. Embora tendo-se prazer não significa necessariamente que se está feliz.
Comer dá prazer. Mas engorda
Dormir dá prazer. Mas além de trazer depressão, pode ser muito improdutivo.
Beber dá prazer. Mas engorda, embriaga, e pode causar danos definitivos.
Fumo, drogas, dão prazer, mas custam caro ao longo da vida.
E por aí vamos.
Por isto fico me perguntando: Por que as pessoas economizam tanto em vida sexual, principalmente quando tem alguém que amam.
Se estão cansadas não transam.

Se estão ansiosas não transam.
Se estão preocupadas não transam.
Se estão chateadas não transam.
Se estão ....... não transam.
Ou seja, a vida já não está boa e impedem um prazer que teriam a mão. Um prazer que ajudaria a mitigar o sofrimento, o desconforto, que traria alguma luz a escuridão da depressão, da fossa, de um vazio existencial.
Não consigo entender. E, à medida que vou ficando um observador mais experiente, mais enxergo isto ao meu redor.
Existem amigos meus que são exceção. Percebo que eles vivem melhor.
Quem sabe alguém faz esta experiência e depois me conta. Mas lembrem-se. Sexo só por sexo é como comer um bombom. É muito bom. Mas o prazer acaba em seguida. Nesta hora, piegas, ou não, têm que ser sexo com amor.
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sábado, 27 de setembro de 2008
Morte & Sexo III - A EMPATAFODA
Conto como me foi contado.Eu deveria ter uns 4 ou 5 anos. Ela teria alguma coisa a mais, uns 6 anos. Estava na casa da minha tia e ela era a filha da empregada. Brincávamos juntos. Um dia ela me mostrou sua perereca e pediu para ver o meu pinto. Não entendi bem o por que, mas mostrei. Ela encostou a sua perereca no meu pinto. Era muito bão!!!
Brincamos algumas vezes mais. Um dia uma tia solteirona nos pegou. Lembro que saiu com a menina carregada por um braço e eu tratado como uma vítima do cruel destino. Ouvi a mãe da menina batendo nela. A mim me diziam que aquilo era muito feio. Devo ter feito cara de quem concordava, já aprendera esta tática, mas por dentro não via hora de repetir a façanha.
Terminou a brincadeira. Ficou a lembrança.
Ficou a lição.
Certas coisas a gente tem de fazer escondido.
Tem sempre um (a) chato (a) que se mete e mela tudo.
Este (a) chato (a) é sempre alguém recalcado e frustrado.
Tem sempre alguém que não agüenta ver os outros se divertindo e procura estragar.
Mas ninguém consegue borrar a recordação do que é bom!
Mas ninguém consegue borrar a recordação do que é bom!
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domingo, 13 de abril de 2008
CASAMENTOS
Não pretendo que este blog se transforme num manual virtual de auto-ajuda, ou num pastiche de conselhos.Mas, de quando vez, o escriba se rende as pressões dele mesmo e resolve dar uns palpites.
Antes de tudo quero deixar algo bem definido. Nenhum palpite, conselho, serve para todo mundo. Mais ainda, quando serve para alguém, ainda precisa que sejam dados alguns ajustes.
É comum eu ouvir pessoas dizendo peremptoriamente. “Depois de uns quatro anos termina o Amor.” “A Vida Sexual vira quase que um episódio fisiológico.” Eu quase concordaria com eles não fossem as brilhantes exceções que eu vejo repetirem-se sistematicamente.De tanto olhar, estudar, bisbilhotar, casais bem, ou mal, sucedidos, deu para eu chegar a algumas conclusões.
Em primeiro lugar. O que salva um Casamento é paradoxalmente o não se casar. Não digo não assinar uns papéis, ou não usar aliança, ou não viver na mesma casa. Digo
não fazer aquela vida rotineira de casal. É preciso que se continue a Namorar. Ir a barzinhos, ao cinema, um motel, um fim de semana num lugar romântico ou bonito. “Ah! Mas isto dá trabalho. Sai caro. Precisamos comprar um carro maior, um apartamento maior, uma televisão maior!” “Então que não se compre! E pague-se o preço!” Se bem que se surgir uma amante, ou um amante, dá-se um jeito de fazer o que não se estava fazendo.Logo, logo, as rezingas, as barrigas, o vestir-se de maneira negligente, vão jogando pás de cal no amor e no tesão.
Quando se chega ao “paizinho”, “mãezinha”, “nega véia”, a Rotina, como um câncer, já se estabeleceu.
Outra coisa que termina com esta instituição é a Monogamia. O comer, todos os dias, o mesmo prato, torna, o que antes era prazeroso, no drama de Prometeu. Mas eu posso trair a minha mulher, e ela mim, dezenas de vezes; COM ELA MESMA.

Porque eu posso estar hoje com a Bela e Pulcra, amanhã com Messalina, depois com uma Princesa Romântica do século XIX, uma Intelectual, ou quiçás uma Loira Burra e, porque não, uma Putinha?
Um Casamento depende, entre outras coisas, de dois fatores que estão totalmente fora do controle de todos os seres humanos. Do Amor e do Tesão. É possível matá-los, criá-los não. Vamos pois cuidar do que podemos cuidar. O Fazer, o Criar.
Talvez assim permaneçamos casados até o além de nossas vidas, a depender do Imponderável.
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quinta-feira, 10 de abril de 2008
MAIS UMA HISTORIETA SEXUAL
Que el mundo es ancho y ajeno, todo mundo sabe, mas que a gente se encontra a toda a hora na esquina também.
Outro dia conversava com um amigo de tempos mais recentes e ele, sem saber que eu era de Livramento, médico e que escrevia sobre coisas sexuais, me contou a seguinte história que, mal sabia ele, era sobre uma pessoa que eu conhecia, já que era de Santana, também freqüentava o Alaska, e morava no prédio onde ficava o bar.
Como é um homem de respeito, sério e público, pediu peloamordedeus que eu não citasse o seu nome. Com o que concordei, não gosto de ver pessoas que quero bem em maus lençóis, mas procurei não mudar nada no que me foi relatado.
Mas vamos a história:
Anos 70, esquina da Osvaldo Aranha com a Sarmento Leite. Aqueles bares ali - Estudantil, Alaska -, a gente bebia doses industriais de cerveja, cachaça (e ainda acrescentava doses generosas de THC). Um dos beberrões morava num daqueles edifícios, dividia o apto com um estudante de medicina.
A gente levava umas amigas para tratamento preventivo contra o câncer (diziam que virgindade dava câncer...). Eram dois quartos:num deles a gente fazia o revezamento. O outro era o do tal estudante de medicina. E aí que vem o bom da história. Ele tinha uma namorada que urrava quando trepava. Ele não deixava por menos. Daí, nós, os loucos, sabíamos quando o casal ia para o apto. Dávamos um tempo e subíamos. Pé-ante-pé a gente entrava, sentava na sala em silêncio, garrafa de vinho, cerveja ou cachaça (ou ainda
um daqueles cigarros artesanais) passando de mão em mão, ficávamos ouvindo os gemidos. Não era para bater punheta nem nada, era só pelo "ouvir" a trepada. A mina gemia, ele gemia, a mina urrava, ele urrava, a mina gritava "vou gozar!", ele acompanhava "eu também!"
Carrion, a gente era feliz e sabia. A gente era doida e sabia.
Aliás, este colega era partícipe de uma outra história tragicômica.
Um dia transava com uma menina quando esta teve um orgasmo cataclísmico, tsunâmico, apopléctico. Ele, como todo machão, entrou em delírio. Era el gran macho! Mas, como felicidade de pobre dura pouco, deu-se conta que não era um orgasmo. Era uma crise epilética...
Outro dia conversava com um amigo de tempos mais recentes e ele, sem saber que eu era de Livramento, médico e que escrevia sobre coisas sexuais, me contou a seguinte história que, mal sabia ele, era sobre uma pessoa que eu conhecia, já que era de Santana, também freqüentava o Alaska, e morava no prédio onde ficava o bar.
Como é um homem de respeito, sério e público, pediu peloamordedeus que eu não citasse o seu nome. Com o que concordei, não gosto de ver pessoas que quero bem em maus lençóis, mas procurei não mudar nada no que me foi relatado.
Mas vamos a história:
Anos 70, esquina da Osvaldo Aranha com a Sarmento Leite. Aqueles bares ali - Estudantil, Alaska -, a gente bebia doses industriais de cerveja, cachaça (e ainda acrescentava doses generosas de THC). Um dos beberrões morava num daqueles edifícios, dividia o apto com um estudante de medicina.
A gente levava umas amigas para tratamento preventivo contra o câncer (diziam que virgindade dava câncer...). Eram dois quartos:num deles a gente fazia o revezamento. O outro era o do tal estudante de medicina. E aí que vem o bom da história. Ele tinha uma namorada que urrava quando trepava. Ele não deixava por menos. Daí, nós, os loucos, sabíamos quando o casal ia para o apto. Dávamos um tempo e subíamos. Pé-ante-pé a gente entrava, sentava na sala em silêncio, garrafa de vinho, cerveja ou cachaça (ou ainda
um daqueles cigarros artesanais) passando de mão em mão, ficávamos ouvindo os gemidos. Não era para bater punheta nem nada, era só pelo "ouvir" a trepada. A mina gemia, ele gemia, a mina urrava, ele urrava, a mina gritava "vou gozar!", ele acompanhava "eu também!"Carrion, a gente era feliz e sabia. A gente era doida e sabia.
Aliás, este colega era partícipe de uma outra história tragicômica.

Um dia transava com uma menina quando esta teve um orgasmo cataclísmico, tsunâmico, apopléctico. Ele, como todo machão, entrou em delírio. Era el gran macho! Mas, como felicidade de pobre dura pouco, deu-se conta que não era um orgasmo. Era uma crise epilética...
sábado, 29 de março de 2008
MEU ANIVERSÁRIO E A REVOLUÇÃO
Faço aniversário dia 29 de março. Com isto consigo me lembrar de coisas relacionadas com esta data.
Na minha família sempre houve políticos. Meu pai era prócer do PTB, do antigo, do original. Portanto era um homem de esquerda, pelo menos filosoficamente e ideologicamente. Para outras coisas ele era um fidalgo, um aristocrata, um homem do Iluminismo.
Portanto, discussões sobre eleições, partidos, pontos de vistas, sempre fizeram parte do meu dia a dia.
Em janeiro de 64, a bordo de um SIMCA CHAMBORD, três andorinhas
(Quem viveu naquela época sabe do que estou falando.), fizemos uma viagem que, hoje me dou conta, foi colossal.
Saímos de Livramento e fomos, Porto Alegre, Lages, Curitiba, São Paulo, Santos, cidades históricas de Minas, Belo Horizonte, Muriaé, duas ou três cidadezinhas à beira da estrada até Vitória da Conquista, Salvador, interior da Bahia e Pernambuco, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Rio/Bahia, Volta Redonda, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e, por ironia do destino, no entroncamento Livramento/Rosário/D.Pedrito, a trinta km de Livramento, o carro enguiçou. Mas chegamos.
Na época, a perspectiva da eleição marcada para 65 empolgava. Em tudo que era
morro, muro, pouco se usava outdoors e painéis, estavam escrito o JK 65 e o CL 65. Ou seja, Juscelino e Carlos Lacerda. O Construtor, o Homem do Progresso, versus o Corvo, o Homem que matou o Getúlio.
Nós éramos juscelinistas de carteirinha.
A briga ideológica era furiosa. De um lado uma direita que ameaçava com o risco dos-comunistas-comedores-de-criancinhas. Com o Paredón, pois Castro tomara o poder há pouco tempo e neste breve período de tempo mandara fuzilar mais gente do que o Fulgêncio Batista durante a sua ditadura. Os milhares de cubano que começaram a fugir para Miami serviam para assustar todas as Direitas possíveis. Uma piada da época dizia que os tubarões do Caribe nunca estiveram tão gordos por conta dos banquetes que faziam. De outro, uma Esquerda que gritava contra as injustiças sociais, com a necessidade de grandes mudanças sociais que eles fariam. Que nem hoje, só que na época eu acreditava nos esquerdistas. Os da Direita eu não acreditava há um bom tempo. Via-os como egoístas, reacionários, os beneficiários das grandes falcatruas da época.
Naquele ano eu fazia 15 anos.
Não fizemos uma grande festa. Apenas primos e tios. Um primo me emprestou um casaco e eu o usei com gravata. Acho que foi a primeira vez na vida que usei este tipo de vestuário. Talvez fosse um sinal de que eu estaria entrando em uma nova época. Mal sabia eu que o Brasil também.
Ainda estávamos empolgados com o “sucesso” do Comício da Central do Brasil, onde o Jango anunciara as reformas de base que pareciam abrir uma nova fase nas relações sociais do Brasil.
Prestes anunciava aos quatro ventos que, se a Direita ousasse por a cabeça para fora, seria para ser decapitada. Brizola, Miguel Arraes, Francisco Julião, quais Chavez e Evos Morales, nos diziam que o futuro era um só. Ver a grande vitória do Socialismo e ir ao enterro do Capitalismo.
E eu acreditava... E eu acreditava neles...
Dia 31, ao cair da tarde, eu chegava em casa após haver ido comprar pão, de carro. Velhos tempos aqueles em que a vida era simples e que um guri de 15 anos dirigir não era visto como problema, pelo menos nas cidades do interior. Meu pai estava na frente de casa. Não lembro o que eu disse para ele. Mas ele respondeu. –Parece que as coisas estão feias lá em cima. O dia 1, em Livramento, teve aquela calma que antecede os temporais. No dia depois a procela desencadeou de vez. Depois de dois, ou três dias, para meu desgosto de guri, não havia mais resistência prática e tudo voltou ao normal, por normal entenda-se volta às aulas. Na época da Legalidade tivéramos quase 15 dias de férias, o que eu achara uma maravilha.
Castelo Branco tomava posse. Os nossos heróis haviam sido absolutamente incompetentes em
prever e resistir ao golpe. Rivera se encheu de exilados políticos. Estes copiavam a sociedade capitalista. Havia os ricos e os pobres. E os ricos não ajudavam os pobres. Igualzinho ao que a direita reacionária fazia. E eles se reuniam nos bares e planejavam contra revoluções que nunca se concretizaram. . Todos eles diziam que, quando voltassem, não só a Direita iria pagar por tudo que fizera com eles, como também iriam se recompensar pelo que estavam sofrendo. Foi neste momento que colocaram a última pá de cal nas minhas crenças na esquerda
A Direita não pagou, a não ser, talvez, um, ou outro, bode expiatório. Mas nós, classe média e trabalhadores em geral, é que pagamos, e continuamos pagando pelas mazelas que eles passaram.
Esta foi a minha entrada no mundo dos adultos. Só faltava o SEXO, mas este veio logo depois, e acho que ajudou a compensar tudo o mais.
Na minha família sempre houve políticos. Meu pai era prócer do PTB, do antigo, do original. Portanto era um homem de esquerda, pelo menos filosoficamente e ideologicamente. Para outras coisas ele era um fidalgo, um aristocrata, um homem do Iluminismo.
Portanto, discussões sobre eleições, partidos, pontos de vistas, sempre fizeram parte do meu dia a dia.
Em janeiro de 64, a bordo de um SIMCA CHAMBORD, três andorinhas
(Quem viveu naquela época sabe do que estou falando.), fizemos uma viagem que, hoje me dou conta, foi colossal.Saímos de Livramento e fomos, Porto Alegre, Lages, Curitiba, São Paulo, Santos, cidades históricas de Minas, Belo Horizonte, Muriaé, duas ou três cidadezinhas à beira da estrada até Vitória da Conquista, Salvador, interior da Bahia e Pernambuco, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Rio/Bahia, Volta Redonda, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e, por ironia do destino, no entroncamento Livramento/Rosário/D.Pedrito, a trinta km de Livramento, o carro enguiçou. Mas chegamos.
Na época, a perspectiva da eleição marcada para 65 empolgava. Em tudo que era
morro, muro, pouco se usava outdoors e painéis, estavam escrito o JK 65 e o CL 65. Ou seja, Juscelino e Carlos Lacerda. O Construtor, o Homem do Progresso, versus o Corvo, o Homem que matou o Getúlio.Nós éramos juscelinistas de carteirinha.
A briga ideológica era furiosa. De um lado uma direita que ameaçava com o risco dos-comunistas-comedores-de-criancinhas. Com o Paredón, pois Castro tomara o poder há pouco tempo e neste breve período de tempo mandara fuzilar mais gente do que o Fulgêncio Batista durante a sua ditadura. Os milhares de cubano que começaram a fugir para Miami serviam para assustar todas as Direitas possíveis. Uma piada da época dizia que os tubarões do Caribe nunca estiveram tão gordos por conta dos banquetes que faziam. De outro, uma Esquerda que gritava contra as injustiças sociais, com a necessidade de grandes mudanças sociais que eles fariam. Que nem hoje, só que na época eu acreditava nos esquerdistas. Os da Direita eu não acreditava há um bom tempo. Via-os como egoístas, reacionários, os beneficiários das grandes falcatruas da época.
Naquele ano eu fazia 15 anos.
Não fizemos uma grande festa. Apenas primos e tios. Um primo me emprestou um casaco e eu o usei com gravata. Acho que foi a primeira vez na vida que usei este tipo de vestuário. Talvez fosse um sinal de que eu estaria entrando em uma nova época. Mal sabia eu que o Brasil também.

Ainda estávamos empolgados com o “sucesso” do Comício da Central do Brasil, onde o Jango anunciara as reformas de base que pareciam abrir uma nova fase nas relações sociais do Brasil.
Prestes anunciava aos quatro ventos que, se a Direita ousasse por a cabeça para fora, seria para ser decapitada. Brizola, Miguel Arraes, Francisco Julião, quais Chavez e Evos Morales, nos diziam que o futuro era um só. Ver a grande vitória do Socialismo e ir ao enterro do Capitalismo.
E eu acreditava... E eu acreditava neles...
Dia 31, ao cair da tarde, eu chegava em casa após haver ido comprar pão, de carro. Velhos tempos aqueles em que a vida era simples e que um guri de 15 anos dirigir não era visto como problema, pelo menos nas cidades do interior. Meu pai estava na frente de casa. Não lembro o que eu disse para ele. Mas ele respondeu. –Parece que as coisas estão feias lá em cima. O dia 1, em Livramento, teve aquela calma que antecede os temporais. No dia depois a procela desencadeou de vez. Depois de dois, ou três dias, para meu desgosto de guri, não havia mais resistência prática e tudo voltou ao normal, por normal entenda-se volta às aulas. Na época da Legalidade tivéramos quase 15 dias de férias, o que eu achara uma maravilha.
Castelo Branco tomava posse. Os nossos heróis haviam sido absolutamente incompetentes em
prever e resistir ao golpe. Rivera se encheu de exilados políticos. Estes copiavam a sociedade capitalista. Havia os ricos e os pobres. E os ricos não ajudavam os pobres. Igualzinho ao que a direita reacionária fazia. E eles se reuniam nos bares e planejavam contra revoluções que nunca se concretizaram. . Todos eles diziam que, quando voltassem, não só a Direita iria pagar por tudo que fizera com eles, como também iriam se recompensar pelo que estavam sofrendo. Foi neste momento que colocaram a última pá de cal nas minhas crenças na esquerdaA Direita não pagou, a não ser, talvez, um, ou outro, bode expiatório. Mas nós, classe média e trabalhadores em geral, é que pagamos, e continuamos pagando pelas mazelas que eles passaram.
Esta foi a minha entrada no mundo dos adultos. Só faltava o SEXO, mas este veio logo depois, e acho que ajudou a compensar tudo o mais.
sábado, 5 de janeiro de 2008
SEXO NO VERÃO E NA PRAIA I

(Publicado no http://ohedonista.blogspot.com e no http://www.zagora.com.br .)
Chega época de praia e todo mundo fica animadinho e excitado, sexualmente falando. Seja pelos hormônios que conseguem dar uma florescida nesta época, seja pela maior exposição dos corpos, ou até mesmo pela sensação de que se é obrigado a fazer sexo e ser feliz.
Vamos pois a algumas considerações para chegarmos a um desideratum final mais proveitoso, neste item, nestes tempus caniculari.
Para isto:
Livrem-se, para o bem de vocês, desta idéia de que se tem, obrigatoriamente, de gostar e, portanto, fazer sexo.
Façam-no, e abundantemente, se este for o vosso desejo inequívoco.
Se o seu desejo não coincidir com o dele/dela, ou aprendam a conviver com a diferença, ou procurem alguém mais adequado ao seu modus vivendi, faciendi et operandi. Mas não se violentem, não forcem a barra.
Se o seu médico sugeriu, aconselhou, deu um nihil obstat ao uso de um Viagra, Cialis, use-os, ou proponha que seu parceiro também o faça, para maior deleite, prazer ou segurança.
Mas lembrem-se:
O pinto pode ter a rigidez dos 18 anos, mas o seu corpo, e a resistência física não.

Há um retardo ejaculatório importante para uma série de homens. Isto pode parecer, em princípio, maravilhoso. Mas já vi muita mulher se queixando de que o cara fica ali, e dele que te dele, e nada dos finalmentes. Resultado, ele sai dali orgulhoso, satisfeitão, pronto para ir pro Barranco para contar a façanha pros amigos.
O que ele não se dá conta é que ela fica ressabiada, pensando se vale à pena sair uma segunda vez, principalmente se está saindo com ele mais na base do “se pintar algo de bom, pintou”. Também não se dá conta que ela pode falar pras amigas que ele não consegue chegar nos finalmentes, que ele só dá atenção pro pinto dele - que ele acha uma maravilha - mas que não sabe acariciar, tocar, ver a mulher como um todo, que, se era para sair com um cara que só sabe ficar fazendo isto, melhor teria sido sair com um garotão, a menos que precise de um coroa pra pagar a Moët Chandon.
Segue na próxima edição... (Márcia, não adianta protestar, sou do tempo do folhetim.)
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sábado, 17 de novembro de 2007
SEXO E CRIATIVIDADE

Vocês já repararam que foi nos momentos de liberdade sexual, até dá para dizer de maior libertinagem sexual, que a criatividade humana foi maior?
Pelo menos visto do ponto de vista ocidental.
Os gregos, tanto do período clássico, como do helenístico, foram extremamente criativos.
Os romanos, ao tempo do Império (Na república bem menos.), idem, idem.
A Idade Média, com o monopólio da Igreja, e dos que a serviam, ou dela se serviam, foi a Era das Trevas, onde, de tempos em tempos, em lugares esparsos, e com a brevidade do luzir de uma fagulha, alguém, aproveitando uma brecha qualquer na censura, conseguia criar algo de novo.
No período renascentista, quando até os papas eram devassos, houve todo um florescimento das artes e ciências. Quem ficou para trás? Justamente aqueles países que mantiveram os costumes manietados por regras. Mesmo assim, alguns conseguiam, por conta das brechas, criar algo.
A nobreza, a alta burguesia, foi uma das responsáveis por muitas destas brechas, graças a seus privilégios, que lhes permitiam algumas excentricidades, das quais, os espíritos criativos que a acompanhavam, tiravam a sua casquinha. Não só na Arte, mas também na Ciência.
Na era Moderna e na Contemporânea, as ditaduras que muitas vezes serviram, no primeiro momento (Oh! Heresia que aqui estou a dizer!) para por ordem no galinheiro, no momento seguinte já lá estavam a estancar a criatividade. E uma das coisas mais reprimidas foram as manifestações sexuais. Acho que a criatividade só não foi mais reprimida, por que alguns, de “los grandes en el poder”, se permitiam umas libertinagens e esta trazia no seu entorno um hálito de criatividade.
Estou convencido de que SEXO É CULTURA, e cultura é a força motriz da criatividade, da engenhosidade, da luta pelo ir adiante. Pode-se até caminhar temporariamente por trilhas suspeitas, mas, no final, sempre se desemboca em algo de bom.
Mesmo na Ciência tenho medo dos homens sisudos, “sérios”. Normalmente eles não levam a nada e, muitas vezes, ao retrocesso.
At last, para criar é preciso pensar, para pensar é preciso se permitir pensar e poder trocar pensamentos. Isto não é possível quando se tem de, a toda hora, estar se cuidando para que algo não escape. A começar pelos impulsos e desejos sexuais.
Pelo menos visto do ponto de vista ocidental.
Os gregos, tanto do período clássico, como do helenístico, foram extremamente criativos.
Os romanos, ao tempo do Império (Na república bem menos.), idem, idem.
A Idade Média, com o monopólio da Igreja, e dos que a serviam, ou dela se serviam, foi a Era das Trevas, onde, de tempos em tempos, em lugares esparsos, e com a brevidade do luzir de uma fagulha, alguém, aproveitando uma brecha qualquer na censura, conseguia criar algo de novo.
No período renascentista, quando até os papas eram devassos, houve todo um florescimento das artes e ciências. Quem ficou para trás? Justamente aqueles países que mantiveram os costumes manietados por regras. Mesmo assim, alguns conseguiam, por conta das brechas, criar algo.
A nobreza, a alta burguesia, foi uma das responsáveis por muitas destas brechas, graças a seus privilégios, que lhes permitiam algumas excentricidades, das quais, os espíritos criativos que a acompanhavam, tiravam a sua casquinha. Não só na Arte, mas também na Ciência.
Na era Moderna e na Contemporânea, as ditaduras que muitas vezes serviram, no primeiro momento (Oh! Heresia que aqui estou a dizer!) para por ordem no galinheiro, no momento seguinte já lá estavam a estancar a criatividade. E uma das coisas mais reprimidas foram as manifestações sexuais. Acho que a criatividade só não foi mais reprimida, por que alguns, de “los grandes en el poder”, se permitiam umas libertinagens e esta trazia no seu entorno um hálito de criatividade.

Estou convencido de que SEXO É CULTURA, e cultura é a força motriz da criatividade, da engenhosidade, da luta pelo ir adiante. Pode-se até caminhar temporariamente por trilhas suspeitas, mas, no final, sempre se desemboca em algo de bom.
Mesmo na Ciência tenho medo dos homens sisudos, “sérios”. Normalmente eles não levam a nada e, muitas vezes, ao retrocesso.
At last, para criar é preciso pensar, para pensar é preciso se permitir pensar e poder trocar pensamentos. Isto não é possível quando se tem de, a toda hora, estar se cuidando para que algo não escape. A começar pelos impulsos e desejos sexuais.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
HISTÓRIAS SEXUAIS DE SANT’ANNA DO LIVRAMENTO V,
Atenção - No caso uma história machista, preconceituosa, de certa forma escatológica. Mas que pode este pobre escriba fazer se a História é muitas vezes assim?
Corria o ano de 1968.
Um grupo de brasileiros lutava para livrar o Brasil dos comunistas comedores de criancinhas vivas; e aumentar os seus pilinhas, que ninguém era de ferro.
Outro grupo lutava para derrubar os gorilas, sanguinários e entreguistas; e pegar a sua porçãozinha de poder, porque pra santo ninguém servia.
Já outro grupo, numa cidadezita lindeira com o Uruguay, procurava a fórmula alquímica de pegar a mulherada que, naquela época, e naquelas paragens, ainda era muy arisca para estas coisas de sexo.
Num momento surge o boato, de procedência não conhecida, mas os boatos são assim mesmos, se não boatos não seriam, e põe em polvorosa a indiada todo.
Dizem, e isto tinha de ser dito a boca pequena, para ter mais valor e magia, que comer o cu de uma negra, em uma noite de lua cheia, ao ar livre, era tiro dado e bugio deitado. Não tinha mais mulher que negasse o estribo para o guasca veio.
Notícia de tal jaez não tinha como não criar um frisson, e, logo logo, um monte de cientistas locais procurava verificar a veracidade de tão meritória informação.
Saíram a pesquisar in loco, até encontrarem o dia da lua cheia, a afro descendente e os fundos necessários para tão fundamental comprovação.
Três ou quatro felizardos descobriram os meios e fizeram a experiência. Passou-se um mês sem que se observasse resultado algum.
Na nova lua cheia os mesmos, e mais alguns abnegados pesquisadores repetiram a experiência.
Desta vez o resultado não se fez esperar, mas não era o esperado.
Em uma semana se tinha um bando de gente com chato (Pthirus púbis), ou com sarna (Acarus scabiei)(Um pouco de nomes científicos e latim para dar uma certa seriedade a este tipo de crônica).
Com isto, mais um prêmio Nobel da Antropologia, ou do Comportamento Humano, foi perdido por Livramento.
E as gurias de Livramento continuaram fazendo doce, até o ano da redenção, que foi quando, quase simultaneamente, os ecos de Woodstock, de Maio de 68, do Sexo, Drogas e Rock’nroll, e, Aleluia, Aleluia Irmãos, a PÍLULA DEU AS CARAS PARA FICAR.
A vida melhorou um monte, a não ser para aqueles que acham que a vida tinha de ser encarada seriamente. (Até hoje eles estão se perguntando o que eles fizeram com bons anos de vida; a não ser terem histórias para contar, desde que encontrem quem as queiram escutar.)
Um grupo de brasileiros lutava para livrar o Brasil dos comunistas comedores de criancinhas vivas; e aumentar os seus pilinhas, que ninguém era de ferro.
Outro grupo lutava para derrubar os gorilas, sanguinários e entreguistas; e pegar a sua porçãozinha de poder, porque pra santo ninguém servia.
Já outro grupo, numa cidadezita lindeira com o Uruguay, procurava a fórmula alquímica de pegar a mulherada que, naquela época, e naquelas paragens, ainda era muy arisca para estas coisas de sexo.
Num momento surge o boato, de procedência não conhecida, mas os boatos são assim mesmos, se não boatos não seriam, e põe em polvorosa a indiada todo.
Dizem, e isto tinha de ser dito a boca pequena, para ter mais valor e magia, que comer o cu de uma negra, em uma noite de lua cheia, ao ar livre, era tiro dado e bugio deitado. Não tinha mais mulher que negasse o estribo para o guasca veio.
Notícia de tal jaez não tinha como não criar um frisson, e, logo logo, um monte de cientistas locais procurava verificar a veracidade de tão meritória informação.
Saíram a pesquisar in loco, até encontrarem o dia da lua cheia, a afro descendente e os fundos necessários para tão fundamental comprovação.
Três ou quatro felizardos descobriram os meios e fizeram a experiência. Passou-se um mês sem que se observasse resultado algum.
Na nova lua cheia os mesmos, e mais alguns abnegados pesquisadores repetiram a experiência.
Desta vez o resultado não se fez esperar, mas não era o esperado.
Em uma semana se tinha um bando de gente com chato (Pthirus púbis), ou com sarna (Acarus scabiei)(Um pouco de nomes científicos e latim para dar uma certa seriedade a este tipo de crônica).
Com isto, mais um prêmio Nobel da Antropologia, ou do Comportamento Humano, foi perdido por Livramento.
E as gurias de Livramento continuaram fazendo doce, até o ano da redenção, que foi quando, quase simultaneamente, os ecos de Woodstock, de Maio de 68, do Sexo, Drogas e Rock’nroll, e, Aleluia, Aleluia Irmãos, a PÍLULA DEU AS CARAS PARA FICAR.
A vida melhorou um monte, a não ser para aqueles que acham que a vida tinha de ser encarada seriamente. (Até hoje eles estão se perguntando o que eles fizeram com bons anos de vida; a não ser terem histórias para contar, desde que encontrem quem as queiram escutar.)
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sábado, 6 de outubro de 2007
MENTIRAS MASCULINAS NO DIA A DIA
Buenas.
Depois de ler o George Orwell que com seus livros me ensinou mais sobre a mentira
do que os tratados de psiquiatria; que, aliás, também muitas vezes mentem, se enganam, não levaram em conta outros fatores, selecionaram a amostra de modo inadequada, e outros sudários; resolvi escrever um pouco sobre a mentira. As mentiras masculinas mais explicitamente.
Em primeiro lugar, os homens mentem, e mentem bastante, e mentem dizendo que não mentiram. Ou, o que é pior, pensando que não mentiram.
Segundo, acusamos as mulheres e as crianças (de qualquer sexo) de mentirem. Estou convencido que não mentem mais que nós, se é que não mentem menos.
Terceiro, somos mais verdadeiros em alguns pontos, mas mais mentirosos em outros. Muito mais mentirosos.
Quarto, como a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer (Mário Quintana), ou precisamos mentir para o bem - a mentira piedosa (Igreja Católica, se não me falta a memória.) - , ou, finalmente, toda a mentira tem uma fração de verdade, ou pelo menos uma premissa de, e nós só acrescentamos alguns dados para tornar esta verdade mais verossímil, ou divertida, ou impactante, mentimos.
Vamos então aos itens favoritos das mentiras masculinas:
Depois de ler o George Orwell que com seus livros me ensinou mais sobre a mentira
do que os tratados de psiquiatria; que, aliás, também muitas vezes mentem, se enganam, não levaram em conta outros fatores, selecionaram a amostra de modo inadequada, e outros sudários; resolvi escrever um pouco sobre a mentira. As mentiras masculinas mais explicitamente.Em primeiro lugar, os homens mentem, e mentem bastante, e mentem dizendo que não mentiram. Ou, o que é pior, pensando que não mentiram.
Segundo, acusamos as mulheres e as crianças (de qualquer sexo) de mentirem. Estou convencido que não mentem mais que nós, se é que não mentem menos.
Terceiro, somos mais verdadeiros em alguns pontos, mas mais mentirosos em outros. Muito mais mentirosos.
Quarto, como a mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer (Mário Quintana), ou precisamos mentir para o bem - a mentira piedosa (Igreja Católica, se não me falta a memória.) - , ou, finalmente, toda a mentira tem uma fração de verdade, ou pelo menos uma premissa de, e nós só acrescentamos alguns dados para tornar esta verdade mais verossímil, ou divertida, ou impactante, mentimos.
Vamos então aos itens favoritos das mentiras masculinas:
A) Situações de conflito, brigas, arranca rabos. O sujeito sempre descreve como bateu, gritou, se impôs, arrasou o outro(a) com seus argumentos.

(Segue num próximo capítulo)
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