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terça-feira, 9 de novembro de 2010

FALAR DOS OUTROS É FÁCIL

Vocês já imaginaram a Place de la Concorde, ou La Plaza de Mayo, ou Trafalgar Square, cheias de camelôs, que com suas barracas impedissem que se enxergasse o conjunto arquitetônico que as cercam?
Claro, proporções à parte, é o que se pode observar na Praça Internacional em Livramento. Uma praça de características suis generis, como poucas no mundo, está tomada pelos camelôs. Entendo que a Fronteira é pobre e que as pessoas precisam sobreviver. Mas será que a prefeitura de Livramento e a Intendência de Rivera não tinham capacidade de equacionar este problema?
Depois se fala que somos um povo sem História e sem Cultura. Mas o que ocorre aqui foi feito à vista de todos. Das autoridades ao simples cidadão. Poucos devem haver protestado e menos ainda os que devem haver tentado tomar alguma atitude. Depois falam de Ciudad del Leste...

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Os amigos

Estive este fim de semana em Livramento. Fazia um bom tempo que eu não ia a Livramento lato senso. Me limitava a ir ao free shop, dava uma passadinha no cemitério, encontrava um ou outro amigo, por acaso e se finito. Sou hoje um bicho do mato, infelizmente. Mas desta vez, graças a Gislaine, e ao Aguirre, que me desentocaram, tive a oportunidade de rever os amigos.
Que coisa boa!
Nestas horas parece que o tempo não tinha passado. O Aguirre continuava sendo o cara afetivo, inteligente, de bom humor, que deixa a gente à vontade. A Sandra continua com aquele olhar que o Chico Buarque colocou nos versos “parece sempre portar um mistério” é discreta, mas quando fala tem o que dizer. A Carmita continua aquela mulher forte, determinada, que sempre foi, desde os 12 anos de idade. O Miguel é aquele gênio que não parece ser gênio. O Valdir eu o conheço desde os seis anos de idade, é incrível, mas eu não consigo descrevê-lo, talvez porque, não parecendo, é a personalidade mais ricamente facetada de todos nós. A Gislaine é um trator de para fazer e criar coisas para o mundo, se quiser é vereadora, deputada, que ganha de rebenque em pé. A Maira é a quieta, afetiva e efetiva. E tantos outros que não vou citar, não por outro motivo que não tornar esta lista interminaaaavel e maçante.
Exceções: A Maria Beltrão, o Rolim (Pirata, meu eterno presidente do Comercial dos Áureos Tempos), a Leda Guerra, amigos dos meus pais, amigos meus, pais dos meus amigos. E novamente interrompo a lista para não me tornar enfadonho.
Mas que coisa boa foi ter estado com todos vocês. Vocês todos, e os que não citei, tornaram esta ida UMA IDA A LIVRAMENTO, e não uma viagem de compras.
Claro, o Gelon não estava, aliás, acho que existe uma maldição aí, nunca conseguimos nos encontrar. O pessoal do Hotel Jandaia conseguiu dar uma acolhida de lar. O que ajudou a tornar esta viagem mais emocional. Poderia continuar por muito tempo a citar nomes e situações, mas o meu paciente chegou.
Mas todos vocês podem ter certeza, conseguiram criar momentos que ficam guardados “no lado esquerdo do peito”. Ou, como diz o meu amigo Patinho, “que seria da vida se não fossem os amigos”.
Um abração e um beijo em todos vocês.
Carlos Eduardo Carrion Vidal de Oliveira, o Quadrado.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

HISTÓRIAS SEXUAIS DE SANT’ANNA DO LIVRAMENTO V,

Atenção - No caso uma história machista, preconceituosa, de certa forma escatológica. Mas que pode este pobre escriba fazer se a História é muitas vezes assim?
Corria o ano de 1968.
Um grupo de brasileiros lutava para livrar o Brasil dos comunistas comedores de criancinhas vivas; e aumentar os seus pilinhas, que ninguém era de ferro.
Outro grupo lutava para derrubar os gorilas, sanguinários e entreguistas; e pegar a sua porçãozinha de poder, porque pra santo ninguém servia.
Já outro grupo, numa cidadezita lindeira com o Uruguay, procurava a fórmula alquímica de pegar a mulherada que, naquela época, e naquelas paragens, ainda era muy arisca para estas coisas de sexo.
Num momento surge o boato, de procedência não conhecida, mas os boatos são assim mesmos, se não boatos não seriam, e põe em polvorosa a indiada todo.
Dizem, e isto tinha de ser dito a boca pequena, para ter mais valor e magia, que comer o cu de uma negra, em uma noite de lua cheia, ao ar livre, era tiro dado e bugio deitado. Não tinha mais mulher que negasse o estribo para o guasca veio.
Notícia de tal jaez não tinha como não criar um frisson, e, logo logo, um monte de cientistas locais procurava verificar a veracidade de tão meritória informação.
Saíram a pesquisar in loco, até encontrarem o dia da lua cheia, a afro descendente e os fundos necessários para tão fundamental comprovação.
Três ou quatro felizardos descobriram os meios e fizeram a experiência. Passou-se um mês sem que se observasse resultado algum.
Na nova lua cheia os mesmos, e mais alguns abnegados pesquisadores repetiram a experiência.
Desta vez o resultado não se fez esperar, mas não era o esperado.
Em uma semana se tinha um bando de gente com chato (Pthirus púbis), ou com sarna (Acarus scabiei)(Um pouco de nomes científicos e latim para dar uma certa seriedade a este tipo de crônica).
Com isto, mais um prêmio Nobel da Antropologia, ou do Comportamento Humano, foi perdido por Livramento.
E as gurias de Livramento continuaram fazendo doce, até o ano da redenção, que foi quando, quase simultaneamente, os ecos de Woodstock, de Maio de 68, do Sexo, Drogas e Rock’nroll, e, Aleluia, Aleluia Irmãos, a PÍLULA DEU AS CARAS PARA FICAR.
A vida melhorou um monte, a não ser para aqueles que acham que a vida tinha de ser encarada seriamente. (Até hoje eles estão se perguntando o que eles fizeram com bons anos de vida; a não ser terem histórias para contar, desde que encontrem quem as queiram escutar.)

domingo, 21 de outubro de 2007

HISTÓRIAS SEXUAIS de SANT'ANNA DO LIVRAMENTO IV

Naevius Sutorius Macro foi uma espécie de Jose Dirceu (do governo Lula), no final do governo de Tibério.
Acertadamente julgou que Calígula seria o sucessor. Para garantir o seu lugar junto ao futuro imperador, passou a lhe puxar o saco. Mais ainda, induziu que sua esposa e Calígula se tornassem amantes.
Dizem que teria dito à esposa, “sejas a mais selvagem e devassa amante do mundo” (Quem souber a frase em latim, por favor, não se acanhe, mande-ma.).
Com isto, gozou dos favores de Calígula por mais algum tempo. Depois, como soia acontecer com quem ficava perto do Imperador, perdeu a cabeça, juntamente com a mulher.
Pois Sant’Anna do Livramento também teve um caso semelhante.
Um personagem, cujo nome e profissão nem ouso mencionar, querendo crescer na vida, usou do mesmo ardil.
Como Livramento não tinha um imperador, e sim vários reizinhos, puxou o saco de um monte de gente e fez da mulher amante de vários.
Fazendeiros, gerentes de banco (Que na época, no interior, tinham muita força econômica.), pessoas influentes, grandes negociantes, eram os escolhidos para ele fazer negócios, serem seu fiador, avalista, e outros quejandos da vida.
Só que ele aprendera com a História.
Lá pelas tantas, guaiacas cheias de dobrões de ouro, se dando conta que, mais cedo, ou tarde, seria desmascarado, como tortuga de algibe esperou o golpe do balde.
Este veio sob a forma d’um tipo se apaixonou pela mulher. Ele, então, vendeu tudo que podia vender, passou adiante os compromissos que podia passar e picou a mula.
Deixou um monte de gente com o freio, mas sem o cavalo, na mão. A mulher perdeu todo o charme de ser um caso e foi ele viver a vida lá sabe donde.
Ou seja História é Cultura e Livramento tinha muita gente culta.