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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A minha leitora...

...(hay que cultivar-las) Jamile.
É a Medéia, que teve filho com Jasão, e para vingar-se por ele te-la abandonado, serviu-lhe os filhos como refeição.
Sobre a postagem Pequenas Questões.
Mas aproveitando o momento. E o tio Lula que me veio de novo com o papo de não se meter no assunto dos outros países, no que diz respeito a morte por apedrejamento da adúltera lá no Irã.
Mas que grande pandego está me saindo este rapaz! E a sua turma.
Foi o mesmo com o dissidente cubano que morreu de greve de fome. Ou com os boxeadores cubanos que foram devolvidos porque queriam voltar e que um deles conseguiu fugir novamente e contou na França que no Brasil foram praticamente coagidos a voltar (sem vírgulas ou pontos, à la Saramago) a Cuba. Sempre tudo feito no sentido de respeitar os outros países, a tal não intervenção. Só que quando houve o quiproquó em Honduras não tiveram o menor problema em se meter. Vá se entender a políticas destas tais de "altas esferas". Nestas horas me dou conta que que sou piquititinho mesmo
.

domingo, 16 de novembro de 2008

O AMANTE É SEMPRE MELHOR VII -

Encerremos esta série. Sem muitos detalhes. Sem sentimentalismos, moralismos e outros ismos politicamente corretos.

No outro dia, que foi um dia muito semelhante a todos os outros dias, a mulher foi procurada para transar com o marido, ao redor das 22:30, quando ela assistia um filme na televisão. Antes disto o esposo havia chegado em casa, tomado um banho, assistido ao Jornal Nacional, ido para o computador para por alguns assuntos em dia, depois começara a assistir a um jogo de futebol, quando ela pediu para por no filme que estava assistindo quando ele a procurou para transar.

Num outro dia o amante escapou do trabalho, alugou um quarto em um bom hotel, comprou umas rosas vermelhas e as despetalou por todo o quarto, comprou um champagne e dois cálices, providenciou um CD de música romântica para o aparelho do quarto.

Agora vos pergunto:
Com quem esta mulher se soltou mais na cama?
Com quem esta mulher se sentiu mais mulher?
Com quem se excitou mais?

Este marido poderia fazer tudo que o amante fez, por que não o fez?
Se o amante é também casado porque não faz isto para a sua esposa?
Mas que o mulherio também não fique muito confortável, porque as perguntas também podem ser feitas para elas, com as devidas variações.
O que tem de se deixar claro é que a rotina, a mesmice, num casamento, depende dos dois, mesmo que se possa atribuir a um uma participação maior.
Portanto, se a gente não aprende a ser um esposoamante, esposamante se está pedindo que “O OUTRO”, ou “A OUTRA”, tenha um lugar assegurado na SUA VIDA.
FIM

sábado, 8 de novembro de 2008

O AMANTE É SEMPRE MELHOR II

As 10 da manhã o marido liga para a mulher para dizer que não vai pegar as crianças, que ela os pegue ou peça para alguém pegá-los.

As 10 da manhã o amante liga para a mulher dizendo que está louco de saudades dela, que não vê a hora de pegá-la, dar-lhe uns apertões, uns beijos, que chupar os seus seios conseguem leva-lo ao paraíso.


continua

quinta-feira, 3 de abril de 2008

SOBRE GARANHÕES, OVELHAS E CABRAS

Pués um destes tipos faceros da capital casou com uma moça prendada de boa família lá das Santanas do Livramento.
Tipo muy finório, cheio de bossa, dos que tomam cachaça e arrotam Buchanna’s, não tardou em se envolver com uma mulherzinha aqui, outra ali.
A principio no meio dos matos, depois nas macegas, facilitava um pouco e já estaria fazendo das suas no meio do pastiçal.
Alguns conhecidos, outros nem tanto, chegaram a lhe avisar.
–Te cuida lôco, que tu tá deixando muita porteira aberta.
Mas o vivente nem bola dava. Mais empinado que cavalo de estátua, respondia:
-Não tem perigo. Se ela ver, vai fazer de conta que não viu.
-Olha que ela também te põe um par de guampas!
-OVELHA NÃO É PRÁ MATO!
Frase lapidar que o liquidou de um pialo só, conforme vocês vão saber.
Pois mal sabia ele que ela não era do tipo ovelha. Era cabrita. E quem conhece as manhas destes animalitos sabe muy bien que cabra come no pasto, no mato, nos montes. É um bicho terríble estas tais de cabras. Se deixá elas com fome comem o que têm pela frente.
E a conterrânea tava sabendo. Nas primeras até que olhou pro lado, pois não tava a fim de se incomodá. Mas quando a côsa passô dos limites, não teve dúvida. Era tiro aqui, punhalada ali.
Pra deleite da indiada que dava um jeito de ficá de prontidão pra vê se pegava uma berba. Alguns mais língua solta até contam que sobrou pra eles.
Mas o prazer maior da chiruzada era ouvi-lo dizer.
-NÃO TÉM PROBLEMA. OVELHA NÃO É PRA MATO!
A galera delirava, tremulava de emoção, de deleite estrebuchava, entrava em orgasmo, vibrava. Pois não tem côsa melhor pra home do que ver fanfarrões, metidos a garanhão, gabolas, faroleiros, sendo chifrados.

Os Freuds da vida que expliquem. Mas que é assim, assim é!

domingo, 30 de março de 2008

O PARANÓICO , LEMBRANÇAS SEXUAIS DA MINHA MACONDO

Tinha uma canção infantil que dizia.
Um elefante incomoda muita gente...
Dois elefantes incomodam muito mais...
Três elefantes incomodam muita gente...
Quatro elefantes incomodam muito mais...
e por aí ia.
Acho que um paranóico incomoda muita gente, dois paranóicos incomodam muito mais ...
Isto porque os paranóicos sempre têm razão! Não toda, é lógico, mas eles partem de um núcleo de verdade e, a partir deste, constroem um castelo imaginário.
Numa das Macondos da minha vida, existia um paranóico. O cara até que era legal. Mas sempre desconfiava que havia uma mutreta, uma sacanagem, um problema em tudo que se propunha para ele. Mas era num grau que não incomodava muito, bem suportável, diríamos até pitoresco.
O problema é que a paranóia vai piorando com os anos.

No caso dele, o coup de main ocorreu quando ele casou.
E. não tinha nada de especial. Principalmente na beleza. Em termos de caráter deveria ter seu caso encaminhado para o Sumo Pontífice para ser canonizada ainda em vida, pois, agüentar o nosso paranóico não deveria ser fácil.
Não desconfiava dela. Mas sempre achava que alguém estava dando em cima dela. Sempre tinha alguém querendo come-la.
Ocorre que, neste período, chega em Macondo um novo gerente de banco. Trinta e poucos anos, bem apessoado, simpático, dotado de um físico bem cuidado. Era casado, tinha dois filhos e, por força de ofício, tratava todo mundo bem. As pessoas precisavam dele, mas ele precisava das pessoas, até por conta da concorrência.
Buenas, não demorou muito e o Paranóico começou a desconfiar que o gerente estava dando em cima de sua mulher. Qualquer gesto, qualquer olhar, já era interpretado como uma tentativa de sedução.
Passou a gravitar em torno de dois pólos, o gerente, ou a sua mulher. A vida passou-lhe a ser insuportável. E, como bom paranóico que era, via as evidências crescerem dia a dia.
A sorte é que não era um sujeito violento. Podia ficar no gritaredo mas disto não passava.
Só que um dia não agüentando mais resolveu tomar providências, só que pela via legal.
Foi na Delegacia de Polícia e relatou o caso, imagino eu, ao Delegado. Eram tantas as provas, as descrições, que o Delegado lhe sugeriu que procurasse um advogado para a tomada de medidas cabíveis.
Ocorre que há pouco tempo havia se instalado na região um novo advogado. Formado há pouco, estava louco de vontade de fazer carreira, nome, mostrar que era um sujeito atualizado e, é lógico, ganhar uns pilas.
Nosso hôme foi lá, contou o causo, e o advogado propôs várias ações. Numa delas iriam pegar o pecador.
Claro que numa cidade do interior a notícia se espalhou como fogo na gasolina. Em dois toques todo mundo sabia de um detalhe a mais. Cada vez mais escabroso, bizarro, inédito. Todas as perversões possíveis e imagináveis eram imaginadas e contadas como realidade.
O conversê chegou aos ouvidos da esposa do gerente. Mulher de pêlo nas ventas, não se fez de rogada, deu pro primeiro bonitinho e limpinho que lhe apareceu pela frente. Que também era casado. A esposa deste, Macondense de fina cepa, descobriu o que ocorrera mas não deu, ou, se o fez, o fez de maneira discreta e sigilosa. Mas levou o assunto a todas as rodas possíveis. Com todas as sordidezes possíveis.
Levadas a instâncias mais elevadas e ponderadas, os loqueteios do Paranóico foram desvendados.
Mas o resultado final foi, no mínimo, trágico.
O Paranóico ficou conhecido como Paranóico.
O Gerente não se livrou mais da fama de Corno.
A mulher do gerente passou a ver usado o apodo, Fulana de Tal, a que deu para o Sr. X.
O Sr. X teve de conviver com a glória e a tragédia. Glória de comedor. Tragédia de ter um pau pequeno e trepar mal, conforme as santas palavras de sua esposa, testemunha que todos, para o próprio deleite, diziam ser inquestionável.
A esposa do sr. X passou a ser a pobre mulher que tinha de manter o casamento por conta das aparências, porque ruim com ele, pior sem ele; porque, que se há de fazer?, homem é tudo igual!
O Jovem Causídico ficou com a fama de morto de fome que tinha de pegar qualquer coisa que passasse na frente.
O Delegado passou a ter fama de ingênuo e a receber conselhos de que deveria tomar mais cuidado ao ouvir certos depoimentos.
E a mulher do Paranóico? Esta continuou onde sempre esteve. Nas sombras do limbo, sendo apenas um nada que o Paranóico cobria com as qualidades, ou defeitos, que bem entendesse.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

FANTASIAS SEXUAIS

Inauguro hoje uma nova série.
Não tem data para sair, nem prazo para concluir.
É constituída de fantasias sexuais que eu fui recolhendo ao longo da minha vida. Bota no mínimo 50 anos de colheita.
A maior parte delas são masculinas, por conta de em sendo eu homem, homens acabavam tendo mais facilidade em me contar os seus devaneios sexuais do que as mulheres.
Procurei não selecionar, nem catalogar, nem colocar em qualquer tipo de ordem. Será na base do “senta na frente do computador e o que a memória mandar escreve”.
Não pretendo ser um cientista, um moralista, um explicador. Apenas alguém disposto a relator o que me foi contado.
Quem me acompanha, quer por e-mail, quer pelo blog, talvez tenha uma sensação de déjà vu; mas que se há de fazer, quem ouviu, pensou, lembrou, escreveu sempre foi a mesma pessoa. Eu.

Uma das primeiras que eu lembro era de um colega no Colégio Estadual em Livramento. Circa 63/64(opa, opa). Sua fantasia era casar com uma mulher bem feia, bem escroncha, que ninguém quisesse transar. Aí ele ficaria tranquilito no más, transando com a mulher de todo o mundo sem medo de que alguém fizesse o mesmo com ele.

domingo, 21 de outubro de 2007

HISTÓRIAS SEXUAIS de SANT'ANNA DO LIVRAMENTO IV

Naevius Sutorius Macro foi uma espécie de Jose Dirceu (do governo Lula), no final do governo de Tibério.
Acertadamente julgou que Calígula seria o sucessor. Para garantir o seu lugar junto ao futuro imperador, passou a lhe puxar o saco. Mais ainda, induziu que sua esposa e Calígula se tornassem amantes.
Dizem que teria dito à esposa, “sejas a mais selvagem e devassa amante do mundo” (Quem souber a frase em latim, por favor, não se acanhe, mande-ma.).
Com isto, gozou dos favores de Calígula por mais algum tempo. Depois, como soia acontecer com quem ficava perto do Imperador, perdeu a cabeça, juntamente com a mulher.
Pois Sant’Anna do Livramento também teve um caso semelhante.
Um personagem, cujo nome e profissão nem ouso mencionar, querendo crescer na vida, usou do mesmo ardil.
Como Livramento não tinha um imperador, e sim vários reizinhos, puxou o saco de um monte de gente e fez da mulher amante de vários.
Fazendeiros, gerentes de banco (Que na época, no interior, tinham muita força econômica.), pessoas influentes, grandes negociantes, eram os escolhidos para ele fazer negócios, serem seu fiador, avalista, e outros quejandos da vida.
Só que ele aprendera com a História.
Lá pelas tantas, guaiacas cheias de dobrões de ouro, se dando conta que, mais cedo, ou tarde, seria desmascarado, como tortuga de algibe esperou o golpe do balde.
Este veio sob a forma d’um tipo se apaixonou pela mulher. Ele, então, vendeu tudo que podia vender, passou adiante os compromissos que podia passar e picou a mula.
Deixou um monte de gente com o freio, mas sem o cavalo, na mão. A mulher perdeu todo o charme de ser um caso e foi ele viver a vida lá sabe donde.
Ou seja História é Cultura e Livramento tinha muita gente culta.