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sábado, 4 de dezembro de 2010

A BOMBA SEXUAL - The Sex Bomb

Caríssimos. Mil perdões pelos dias em que não publiquei nada. Ass. O EDITOR, responsável técnico.
Vou contar como me contaram.
João é o proprietário de uma indústria de porte médio, o que quer dizer que ganha muitíssimo mais do que a maioria de nós pobres mortais e que tem sobre seu comando dezenas, talvez uma, ou duas centenas de pessoas. Casado com Maria Rita.
Joana é funcionária da empresa de João, bem gostosinha, trabalha no setor administrativo e é casada com Luiz Paulo.
Como Joana falta muito e é meio preguiçozinha, João a demite.
Fula da vida, Joana liga para Maria Rita, desanca João e culmina dizendo que a havia demitido porque ela não queria dar mais para ele.
Maria Rita, enche-se de brios e resolve se vingar (Nota: Nestas horas eu sempre digo que não é bom se “percipitar”). Dá para o Fulano e sai voando contar para João.
João, pego de surpresa, faz um escândalo, pede divórcio.
Como moram numa cidade pequena todo mundo fica sabendo do ocorrido e dos seus detalhes.
Inclusive Luiz Paulo, que, em vez de simplesmente se separar de Joana, aplica-lhe uma camaçada de pau que a deixa toda coberta de hematomas.
Resultado, sem que houvesse ocorrido “a conjunção carnal”, João vai perder uma grana preta com a separação e ficar com a fama de corno. Maria Rita também perde uma grana preta, passa a ter um pepino para administrar, além de ficar com a aura de a pobre coitada que foi passada prá traz. Joana perdeu o marido e, na cidade pequena, ficou com a fama de não ser confiável, além, é lógico, dos hematomas. Luiz Paulo perdeu Joana, que não era o que ele queria, também ficou com fama de corno, violento e machão (Mas com medo da família de Joana que quer bater o brim dele.). por conta de haver dado uma surra “na sem vergonha da mulher dele”.
Êta bombinha forte esta!








terça-feira, 6 de maio de 2008

O PÚBLICO E O PRIVADO

O caso Ronaldo Fenômeno põe estes conceitos novamente em confronto.
Num primeiro momento todos parecem concordar.
Todo Homem (ou Mulher) Público tem direito a sua vida Privada.
-Certo?
-Não! A Prática nos diz que não.
E entre o que diz a Teoria e a Prática, a Prática, mais pragmática, mais verdadeira, mais concreta, acaba sempre tendo razão.
Aliás, um presidente, ou senador, norte-americano, de meados do século passado já dizia:
-Se um Homem se diz ser um Homem Público, ele é Público. Ele não consegue mais ser Privado. Tudo que ele fizer, e for por outro, ou outros, visto, público se tornará.
-Então ele não terá direito a uma Vida Privada?
-Direito ele terá, mas não conseguirá, na prática, com freqüência, exercer este direito.
-Mas um momento! Todo mundo tem direito a sua privacidade.
-Balelas! A Prática nos mostra que não é assim. E, com exceção de Idealistas, de Utopistas, de Teóricos, todo mundo sabe que é a Prática quem determina como o mundo deve ser. Pode não ser o ideal. Pode não ser ético. Pode não ser o que a Moral e os Bons Costumes dizem que deve ser. Mas é assim que acaba sendo.
Os que não se adaptam a esta realidade acabam por sofrer as conseqüências, por mais razões teóricas que tenham.
Não vou discutir a sexualidade do Ronaldo Fenômeno. Não vou discutir o indiscutível direito que ele tem de ter a vida sexual que entenda como adequada para ele. Só vou ter de avisá-lo:
-Tu és um Homem Público. Não te tiro o direito de fazeres o que bem entenderes de tua vida. Mas não posso tirar o direito, de quem quer que seja, de comentar sobre as tuas atitudes.
Posso pensar:
-Por que um sujeito com a grana que tu tens, foi escolher um travesti de aparência tão chinfrim?
-Por que dizer “eu não sabia que era um travesti?”, quando qualquer um não ingênuo é capaz de sentir-se afrontado, por perceber que estão menosprezando a sua inteligência, ao imaginar que alguém fica um tempo ao lado um travesti sem se dar conta que é um travesti, quando este alguém já saiu tantas vezes com mulheres, daquelas que despertam inveja em um querubim?
Mas só se pode fazer estas perguntas porque tu és um Homem Público. Se fosses um Chinelão Qualquer, ninguém, ou quase ninguém, teria sabido do ocorrido.
E nisto está a Glória e a Tragédia de ser Um Homem Público, ou um Chinelão Qualquer.