Mostrando postagens com marcador gostar de sexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gostar de sexo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de maio de 2010

FALEMOS UM POUCO DE SEXO

Capítulo II


As coisas foram mudando aos poucos. Algumas audazes começaram a surgir. Mas eram ainda poucas. Exceções. A diferença de idade também ajudava, pois as mulheres das novas gerações não tinham contato com a maior parte da nossa geração machística.
Depois casei, me aquietei. Ouvia falar disto e daquilo, mas eram apenas comentários. Nenhuma mulher me peitava para algo mais explicitamente sexual.
Até que um dia... Fui buscar meu filho, com 14 anos à época. Jogava futebol e na arquibancada havia um grupo de meninas da mesma faixa etária. E elas torciam, faziam comentários bem desabridos. De repente um dos guris dá uma furada. Elas o apupam. Ele reage levando a mão ao saco. Uma delas responde, seguida em coro pelas outras. –Não tem nada aí e se tiver não funciona!
Naquele dia me dei conta de que as coisas haviam mudado para valer.
Pensei. –Pobre destes guris! E passei a me preparar para lidar com isto no consultório.

terça-feira, 4 de maio de 2010

FALEMOS UM POUCO DE SEXO

Este trecho será publicado em partes porque nada é tão chato como ler longos trechos na Internet.




Ta bom! Falemos um pouco de sexo. Total, hedonismo sem sexo é o mesmo que praia sem água.

Estou impressionado com a quantidade de homens que estão na defensiva, diria até, com medo, das mulheres que tomam a iniciativa. Parece que o medo de falhar, de não dar conta do recado se tornou imenso; incomensurável.

A Mulher não é mais para eles um objeto de deleite. É um algoz pronto a tripudia-lo assim que falhar, não corresponder aos seus desejos, que são infinitos e irrealizáveis.

Fico pensando nos bons tempos d’antanho quando se podia chegar em qualquer mulher e dizer que se queria beija-la, ou até mesmo transar com ela; e ficava tudo bem para a gente, machões que éramos, pois ela tinha obrigação de dizer não!

domingo, 11 de janeiro de 2009

DÚVIDAS SOBRE O PRAZER

Todo mundo diz que quer ser feliz. Melhor, quase todo mundo. Tem um bando de masoquistas que, sob a alegação de que graças ao sofrimento se consegue o Nirvana, ou algo que se lhe equivalha, curtem formas de sofrimento que os levarão ao prazer e a felicidades eternas. Se estiverem certos eu terei quebrado a cara por não acreditar nisto.
A minha tese é que sem prazer não se consegue ser feliz. Embora tendo-se prazer não significa necessariamente que se está feliz.
Comer dá prazer. Mas engorda
Dormir dá prazer. Mas além de trazer depressão, pode ser muito improdutivo.

Beber dá prazer. Mas engorda, embriaga, e pode causar danos definitivos.
Fumo, drogas, dão prazer, mas custam caro ao longo da vida.
E por aí vamos.
Por isto fico me perguntando: Por que as pessoas economizam tanto em vida sexual, principalmente quando tem alguém que amam.
Se estão cansadas não transam.
Se estão ansiosas não transam.
Se estão preocupadas não transam.
Se estão chateadas não transam.
Se estão ....... não transam.
Ou seja, a vida já não está boa e impedem um prazer que teriam a mão. Um prazer que ajudaria a mitigar o sofrimento, o desconforto, que traria alguma luz a escuridão da depressão, da fossa, de um vazio existencial.
Não consigo entender. E, à medida que vou ficando um observador mais experiente, mais enxergo isto ao meu redor.
Existem amigos meus que são exceção. Percebo que eles vivem melhor.
Quem sabe alguém faz esta experiência e depois me conta. Mas lembrem-se. Sexo só por sexo é como comer um bombom. É muito bom. Mas o prazer acaba em seguida. Nesta hora, piegas, ou não, têm que ser sexo com amor.

terça-feira, 22 de julho de 2008

O HEDONISMO IV

Praticamente todo mundo me diz gostar de sexo.
Mas acaba se vendo que as pessoas fazem muito menos sexo do que elas dizem que gostariam.
Acho que é porque elas não gostam tanto assim de sexo.
Mas sentem-se na obrigação de dizer que gostam.
Fazem o que com esta ambivalência?
Enchem-se de obrigações e regras para terem uma vida sexual.
Não pode isso, não pode aquilo, tem de ser assim, não pode ser assado, e por aí vai.
São tantos os pré-requisitos para que o sexo ocorra que este só ocorre ocasionalmente.
Têm de ser em noite de lua cheia, com tempo de sobra, com uma loira casada maravilhosa, que seja uma devassa na cama, mas que não tenha transado com muitos homens antes, num lugar muito bacana, mas que não seja caro, que a minha mulher não saiba, que o marido dela só desconfie, que ela não fique muito romântica, mas que também não seja meio durona, que tenha um bom papo em cima das coisas que eu considero relevante, que não faça reivindicações, que ache que tudo que eu faça seja sensacional. Que não seja mais poderosa que eu, mas que também não seja uma chinelona, e por aí vai...
Ah! Acrescente-se a isto o fato da “muié veia” estar gorda, não fazer a posição do periquito ralado, ficar querendo isto e aquilo, reclamando que eu não a levo nunca para um motel, e assim por diante...
Digam-me, quantas vezes, por ano, este cara conseguiria transar?