domingo, 16 de novembro de 2008

O AMANTE É SEMPRE MELHOR VII -

Encerremos esta série. Sem muitos detalhes. Sem sentimentalismos, moralismos e outros ismos politicamente corretos.

No outro dia, que foi um dia muito semelhante a todos os outros dias, a mulher foi procurada para transar com o marido, ao redor das 22:30, quando ela assistia um filme na televisão. Antes disto o esposo havia chegado em casa, tomado um banho, assistido ao Jornal Nacional, ido para o computador para por alguns assuntos em dia, depois começara a assistir a um jogo de futebol, quando ela pediu para por no filme que estava assistindo quando ele a procurou para transar.

Num outro dia o amante escapou do trabalho, alugou um quarto em um bom hotel, comprou umas rosas vermelhas e as despetalou por todo o quarto, comprou um champagne e dois cálices, providenciou um CD de música romântica para o aparelho do quarto.

Agora vos pergunto:
Com quem esta mulher se soltou mais na cama?
Com quem esta mulher se sentiu mais mulher?
Com quem se excitou mais?

Este marido poderia fazer tudo que o amante fez, por que não o fez?
Se o amante é também casado porque não faz isto para a sua esposa?
Mas que o mulherio também não fique muito confortável, porque as perguntas também podem ser feitas para elas, com as devidas variações.
O que tem de se deixar claro é que a rotina, a mesmice, num casamento, depende dos dois, mesmo que se possa atribuir a um uma participação maior.
Portanto, se a gente não aprende a ser um esposoamante, esposamante se está pedindo que “O OUTRO”, ou “A OUTRA”, tenha um lugar assegurado na SUA VIDA.
FIM

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

PONTO E CONTRAPONTO

Uma coisa que aprendi é que o direito do contraditório, ou, pura e simplesmente, a visão do outro lado a respeito de um determinado fato é fundamental para que se tenha uma noção um pouco mais completa a respeito de um acontecimento.
Mas, freqüentemente, é difícil encontrar uma literatura que nos de a outra visão.
Foi assim para eu conseguir saber como os paraguaios viram “La Gran Guerra del Plata”.
Apesar de se dizer que “a História é contada pelos vencedores”, não encontrei na Feira do Livro nenhum livro que falasse da Guerra Civil Espanhola cujo autor fosse pró franquista. O que me faz pensar que os partidários de Franco não sabiam escrever, o que eu acho difícil de acreditar, ou as nossas editoras não tem coragem de edita-los, por não serem politicamente corretos e, talvez, não terem culhões para enfrentar as críticas dos intelectuais, que sempre têm de ser de esquerda, pois, como se sabe, no Brasil não existem intelectuais de direita. Parece que o último foi o Nelson Rodrigues... Depois só vieram reacionários e idiotas. Ou, talvez, só reacionários idiotas.

O AMANTE É SEMPRE MELHOR VI

21 hs. O marido em frente à TV, com uma velha bermuda e uma camiseta de física de malhinha amarela, está escarrapachado no sofá. Como está cansado se limita a diálogos simples, que ele fez isto, que ele fez aquilo, se ela fez isto ou aquilo, que ela deve providenciar aqueloutro. Novo comentário sobre o peso dela e que tá faltando um pouco de exercício no corpicho. Embora esteja também acima do peso e tenha uma barriga redonda e saliente.

21 hs. O amante senta e escreve um bilhete para um hotmail que a mulher criou para poder receber as suas mensagens. Pega alguns livros, Vinícius, Mario Quintana, versos do Chico Buarque, e por aí vai, para se inspirar e encontrar umas frases para usar. Procura ficar entre o poético e o erótico. Dar um recado sutil, mas claro para ela. -Estou louco de tesão e com vontade de fazer de TUDO um pouco na cama quando estiver contigo.


continua

terça-feira, 11 de novembro de 2008

O AMANTE É SEMPRE MELHOR V

As 18 horas o marido sai do trabalho e vai tomar um chopp com os colegas.

O amante dá um jeito e sai mais cedo do serviço (pediu para um colega dar cobertura, “é por conta de uma causa nobre”), vai até a garagem da mulher, espera-a na porta do elevador, quando ela chega diz que não agüentou e tinha que vê-la. Sobe com ela e no caminho já lhe dá um amasso. Que amanhã vão ter de se encontrar. Lamenta que ela não possa hoje. Por ele até daria um jeitinho... Faz um ar de pesaroso ao se separar dela.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

3 horas da tarde. O marido liga para a mulher e pede que ao voltar do trabalho ela pegue na lavanderia o seu terno, que ficou pronto. Total o desvio do caminho dela é menor.
3 horas da tarde. O amante liga para a mulher para dizer que não agüenta mais de vontade de vê-la que vai desmarcar clientes, que ela dê um jeito, porque ele já reservou uma big duma suíte para as 5 da tarde.
continua

domingo, 9 de novembro de 2008

OBSERVAÇÕES DO DIA A DIA

Tenho horror a fazer força física, com exceção daquela para a atividade sexual, como sou de Livramento é bom deixar isto bem claro.
Por conta disto sempre fugi de ginástica & assemelhados.
Infelizmente chega um momento da vida em que não se tem opção. Ou se faz ginástica ou a casa cai. Não é bem a casa. Cai tudo. Mas tuuuudo mesmo. Sem papo.
Aí que tenho de ir numa academia. Como um amigo meu que tinha horror a ter de dirigir. Sempre tinha um baita de um carrão. Só no meio do luxo e do conforto fazia o que não gostava de fazer. Eu também sou assim. Para fazer ginástica tenho de fazer numa academia chiquésima. Se não, seria insuportável.
No meio do luxo, do conforto, cercado das frescuras da mundanidade até que eu consigo fazer os meus exercícios.
Bom, mas todo este discurso é só para trazer algumas observações.


Sexta-feira de tarde, a academia cheia, todo mundo naquela do eu sou feliz e vou fazer uma festa, dos carros, 7 em cada 10 são cinzas ou prateados.
No domingo de manhã passo na frente da Igreja São Manoel na hora da missa. De cada 10 carros 7 são pretos.
O que será que esta diferença espelha?

Pessoas dizendo que são isto, ou aquilo. Cada vez que alguém se auto-elogia, ou se apresenta como o ......... . Tenho a impressão que fala isto só para esconder o oposto que vive dentro dele. Então temos os espertos, os bons de negócio, os caras que tem mulher sobrando, os bons de cama, os macho barbaridade, os que dizem a verdade na lata, ou as mulheres poderosíssimas.

Uma mulher dos sessenta toda sedutora encurralando um homem também dos 60. Se vê que ele não quer nada com ela, mas tem medo de recuar e passar por cagão. E fica ali. Recuando, lentamente, com as mãos na frente à guisa de proteção, olhando de uma maneira ansiosa como se esperasse a chegada da cavalaria americana que iria salva-lo da morte nas mãos dos bárbaros apaches (só quem viu os politicamente incorretos filmes de cowboys da década de 50/60 pode entender isto perfeitamente). A que situações os resquícios do nosso machismo nos leva frente a maior liberação das mulheres.

A maior parte das mulheres levanta pesos maiores do que eu. Correm mais do que eu. Malham mais do que eu. Mesmo as da minha faixa etária. Acho que do ponto de vista físico não tô com nada.


Numa academia, com poucas exceções todo mundo parece ser feliz, poderoso, comoeuestoubem, e, principalmente, só com meia dúzia de neurônios funcionando. Deve ser para não sentir a chatura que é fazer exercício e não desviar energia para outra coisa que não sejam os músculos.
Ou pode ser só a minha visão, que tenho horror de fazer exercícios físicos. Desde pequenininho, lá em Livramento.

O AMANTE É SEMPRE MELHOR III

Ao meio dia a mulher liga para o marido. Quem sabe eles não se encontram num hotel que tem a meio caminho entre o trabalho dela e o dele? Podiam almoçar juntos e quem sabe...
O marido responde que está cheio de serviço, pra que gastar um monte de dinheiro se podem usufruir os mesmos prazeres em casa, onde têm um quarto com tudo que dá conforto. Que até tem um pouco de vontade, mas não são mais adolescentes. Que ela pare de ler estas revistas que ficam falando em como melhorar a sua relação.

Ao meio dia o amante liga para a mulher e diz para ela que está louco de vontade de ir almoçar com ela. Que só não faz isto para não se esporem, que até pensou em convida-la para ir a um motel, hotel, pois não se agüenta mais de vontade de estar com ela, mas não quer fazer nada apressado. Ela é um banquete com Veuve Clicquot, uvas rose e torradinhas com caviar.


continua

sábado, 8 de novembro de 2008

O AMANTE É SEMPRE MELHOR II

As 10 da manhã o marido liga para a mulher para dizer que não vai pegar as crianças, que ela os pegue ou peça para alguém pegá-los.

As 10 da manhã o amante liga para a mulher dizendo que está louco de saudades dela, que não vê a hora de pegá-la, dar-lhe uns apertões, uns beijos, que chupar os seus seios conseguem leva-lo ao paraíso.


continua

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O AMANTE É SEMPRE MELHOR I

Prólogo
Poderia ser A AMANTE É SEMPRE MELHOR, mas escolhi escrever no masculino pois sou de Livramento e portanto um porco chauvinista.



O marido acorda as 7 da manhã, faz uma barulheira no quarto, reclama que a mulher demora demais no banheiro, comenta que está na hora dela começar a fazer um regimezinho e uns exercícios pois tem umas gordurinhas sobrando.
Na mesa do café da manhã, lê o jornal e responde em monossílabos, pois os comentários da mulher perturbam a sua leitura. Quando fala é para comentar fatos do dia a dia, ou para discutir coisas da casa.
Um beijinho formal e se toca para o trabalho.

O amante acorda as 7 horas da manhã, faz uns exercícios para manter o corpo em forma e para que a musculatura dê uma delineada, toma um banho caprichado, faz a barba, se perfuma, vai para um café da manhã leve, light, dietético, politicamente correto.
Pega o celular e manda um torpedo eróticopoéticopornográficocarinhoso.
Continua

O(A) AMANTE É SEMPRE MELHOR, ou o que os maridos (esposas) deveriam saber e fazer

Desculpem este escriba, mas com a troca do computador, presente da minha advogada, amiga e escritora Ingrid, andei às voltas com adaptações, configurações, técnicos para a minha estultice computatória e acabei não escrevendo aqui no ritmo que gostaria.
Mas logo, logo, começo com esta nova série.
PS - Este aviso é só para ter uma novidade no Blog.

sábado, 1 de novembro de 2008

MENTIRAS QUE AS MULHERES NOS DIZEM E ADORAMOS OUVIR

Eu e um grupo de guris dos anos 50's estávamos a conversar sobre estas futilidades da vida que por parecerem fúteis escondem verdades às vezes importantes, básicas dos seres humanos, masculinos, pelo menos.
No caso alguém disse algo, aquilo descambou para um assunto e lá estávamos como cientistas, ou monges bizantinos, a falar de coisas que as mulheres nos disseram “lá” e que nos agradou profundamente.
Depois, às risadas, reconhecemos que nos estavam mentindo, na maior parte das vezes, mas que isto não deixava de nos dar muito prazer.
Eis algumas destas frases magistrais, maravilhosas, que aconselhamos a cada mulher que ler este artigo a repetir para seu marido, amante, namorado, caso, ou o que seja, para que ele seja um homem mais feliz, mais autoconfiante, para que, para ele, você seja um ser inesquecível.
Eis algumas destas frases.
NUNCA FIZ ISTO ANTES!
NUNCA SENTI ISTO ANTES!
NUNCA UM HOMEM ME FEZ SENTIR ISTO ANTES!
NUNCA TIVE TANTO PRAZER ASSIM ANTES!
O TEU PAU É O MELHOR PAU QUE EU JÁ CONHECI!
O TEU PAU É O MAIOR PAU QUE EU JÁ CONHECI!
(Obviamente se o portador for no mínimo medianamente dotado.)
O TEU PAU É DO TAMANHO CERTO PARA MIM! (Ou sua variante ELE SE ENCAIXA PERFEITAMENTE EM MIM, PARECE QUE FOI FEITO PARA MIM!)
O fato é que todos nós adoramos ouvir isto. Mesmo muitas vezes sabendo que era mentira.
(PS. No grupo dois homens haviam tido um relacionamento com a mesma mulher. Alguém provocou e eles acabaram confessando que haviam ouvido dela a mesma coisa. O gozado foi a discussão que se seguiu entre eles sobre quem havia sido o primeiro a ouvir...)

Quando a Propaganda Só Ajuda no Curto Prazo

Vendo a propaganda de varias faculdades fico pensando em como se põe fora dinheiro com propaganda inútil.
As faculdade proliferaram como cogumelos depois da chuva. Os alunos entram, se desiludem, ou não podem pagar, se retiram, ficam inadimplentes e a faculdade começa a ir mal. Aí, mais propaganda.
Mas, me pergunto eu: O que faz uma faculdade ser desejada não é ela ter o melhor conteúdo, pelo melhor custo possível?
Para isto precisa ter bons professores, bons laboratórios. Isto requer dinheiro. Mas se dinheiro existe para propaganda. Para promoções do tipo "Faça tal curso e ganhe tal outro de graça", ou sem taxa de matrícula, ou de inscrição, ou ..., não seria mais lógico por este dinheiro onde o retorno a médio e longo prazo é mais garantido?
Escolham bons professores, paguem bem estes professores e vamos ver ser esta faculdade vai ter falta de alunos. E quando falo em bons professores não estou falando em títulos, ou antiguidade. Estou falando em pessoas que entram numa sala de aula e mostram que sabem ensinar. Contratos experimentais, ou algo pelo estilo, e vamos ver como é o cara, a veras. É bom, fica. Não é bom, vai!!!
Se não, vão continuar vendendo fachadas e queixando-se da inadimplência.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

XIXI

Pois andei indo a Livramento para o casamento do filho de um grande amigo meu.
É lógico, pelo menos a mim se me parece, demos uma chegada no free shop. Não estávamos pretendendo comprar nada, principalmente agora que o câmbio deu uma disparada.
Realmente as coisas ficaram mais caras, embora algumas, como bebidas, perfumes, cosméticos ainda valham a pena. Mas os preços afugentaram muita gente. Tinha gente comprando, mas as lojas estavam longe de estarem lotadas. O mesmo se pode dizer dos hotéis e restaurantes.
No entanto o atendimento em alguns lugares, como na Siñeriz, por exemplo, não era exemplar. Parece que as atendentes ficaram viciadas por um tempo em que não importava com atendiam que venderiam tudo que tinham na loja sem esforço. Com isto atendem com uma certa displicência, dá para dizer, má vontade, totalmente inadequados para quem vai precisar vender, e vender bem, para poder sobreviver.
Mas nestas digressões me perdi do meu mote principal.
Na maior parte das lojas não tem banheiros para os clientes.
Ou seja, se a pessoa estiver se borrando tem de sair por aí a procura de um lugar para se aliviar. Uma casa como a Siñeriz, que ocupa todo um quarteirão, não tem um lugar para uma pessoa fazer um xixizinho honesto. Alegam, que existe um decreto. Só que deve ser um decreto só para algumas lojas, pois outras tinham banheiros. E se de fato existe este decreto, convenhamos, é muy burro.
Aliás, nos nossos chiquetérrimos shoppings acontece o mesmo. Todos têm banheiros, mas tem-se que caminhar um monte e em alguns, a menos que se seja um “diseable”, têm-se que subir escadas (Os homens).
Ou seja, todo mundo faz xixi. Mas parece que deve ser feio fazer, pois só se faz depois de um esforço bem grande e, no caso das mulheres, em Rivera, depois de uma certa humilhação.

XIXI

Pois andei indo a Livramento para o casamento do filho de um grande amigo meu.
É lógico, pelo menos a mim se me parece, demos uma chegada no free shop. Não estávamos pretendendo comprar nada, principalmente agora que o câmbio deu uma disparada.
Realmente as coisas ficaram mais caras, embora algumas, como bebidas, perfumes, cosméticos ainda valham a pena. Mas os preços afugentaram muita gente. Tinha gente comprando, mas as lojas estavam longe de estarem lotadas. O mesmo se pode dizer dos hotéis e restaurantes.
No entanto o atendimento em alguns lugares, como na Siñeriz, por exemplo, não era exemplar. Parece que as atendentes ficaram viciadas por um tempo em que não importava com atendiam que venderiam tudo que tinham na loja sem esforço. Com isto atendem com uma certa displicência, dá para dizer, má vontade, totalmente inadequados para quem vai precisar vender, e vender bem, para poder sobreviver.
Mas nestas digressões me perdi do meu mote principal.
Na maior parte das lojas não tem banheiros para os clientes.
Ou seja, se a pessoa estiver se borrando tem de sair por aí a procura de um lugar para se aliviar. Uma casa como a Siñeriz, que ocupa todo um quarteirão, não tem um lugar para uma pessoa fazer um xixizinho honesto. Alegam, que existe um decreto. Só que deve ser um decreto só para algumas lojas, pois outras tinham banheiros. E se de fato existe este decreto, convenhamos, é muy burro.
Aliás, nos nossos chiquetérrimos shoppings acontece o mesmo. Todos têm banheiros, mas tem-se que caminhar um monte e em alguns, a menos que se seja um “diseable”, têm-se que subir escadas (Os homens).
Ou seja, todo mundo faz xixi. Mas parece que deve ser feio fazer, pois só se faz depois de um esforço bem grande e, no caso das mulheres, em Rivera, depois de uma certa humilhação.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A MORTE INÚTIL

Toda a atenção está voltada para a morte da menina Eloá. Todo mundo às voltas com por quês.
Eu me preocupo com a morte do menino/moço IGOR.
Sua única responsabilidade na sua morte era estar onde estava. E isto é inevitável para todos nós.
A morte da Eloá talvez leve a polícia a treinar mais, a estar mais preparada para situações como a que levou ao óbito da garota, até porque casos como o dela se repetirão.
No caso da morte do Igor duvido que algo seja feito de prático. Fulano vai explicar isto. Beltrano aquilo. Cicrano vai se eximir de responsabilidade por... e tudo vai continuar como d’antes no quartel de Abrantes.

DOR DE DENTE

Quero aqui homenagear aqueles que mesmo com dor conseguem ser criativos.
Esta semana fiquei envolvido com uma dor de dente. Nos momentos em que, por me haver entupido de analgésicos e antiinflamatórios, não senti dor, bolei uma série de artigos que mais cedo, ou tarde, vocês lerão por aqui. Nos momentos com dor, só os raciocínios lógicos e matemáticos funcionavam e, assim mesmo, de forma emperrada.
Criar com dor, pelo menos para mim, é missão impossível. Admiro quem consegue.
PS. Exceção às dores do espírito.

domingo, 19 de outubro de 2008

MORTE

Desculpem se volto a abordar um tema de morte e violência, mas desta vez foi o assunto que entrou pela minha porta adentro.
Esta noite um menino, amigo do meu filho, foi baleado e morto em uma festa em que meu filho não foi por um destes acasos da vida.
Além da tragédia, do drama dos pais, do choque dos amigos do rapaz e dos seus pais se soma uma outra tragédia.
As coisas vão continuar assim. Sua morte além de estúpida, cruel, brutal, terá sido em vão. Pois nada irá mudar.
Nos primeiros dias a revolta, talvez uma passeata, o pedido e a promessa de providências, agitem um pouco o cenário em que vivemos, depois, gradativamente, como um lago que teve sua superfície agitada por uma pedra, tudo voltará à mesma pasmaceira.
Parece que ainda não atingimos o fundo do poço. Mais e mais acontecimentos se farão necessários até que uma massa crítica da população, talvez com pedras nas mãos, faça uma mudança de fato ocorrer. Mudanças de direito, de teoria, de projetos, já as tivemos até dizer chega. Os resultados são pífios, ouso dizer contraproducente.
Falta a Mudança. Mas, para esta, faltam CULHÕES.
Até para quem vos escreve estas linhas...

AMOR Y MORTE

No caso do seqüestro e morte em Santo André o rapaz alega que o fez por amor.
Que ele diga isto, que seu advogado alegue isto, até passa. Que a mídia, ou nós aceitemos isto, como se verdade fosse, é que me parece ser um despautério, uma estultice, uma calinada, uma pachecada a toda prova.
Amor não é justificativa para a morte, a dor, o sofrimento, do ser amado.
A necessidade de sentir poder, de controlar, de querer submeter, isto sim justifica o ocorrido.
Alguém não cumprir com os nossos desígnios demonstra a nossa fragilidade frente aos objetivos do outro. A nossa impotência. A nossa inépcia. Ou seja, nos damos conta dos chinelões que somos no que diz respeito à alma, os desejos, os pensamentos, as fantasias do outro que, por ser importante para nós, não admitimos que possa ter vida própria.
Admitir que ele tenha vida própria é ter de admitir que ele pode deixar-nos quando bem entender, deixando-nos as voltas com o vazio que, por não ser por nós controlável, se torna insuportável, intolerável.
E aí, por narcisismo, por auto-idolatria, pensando em recuperar um poder que nunca tivemos, podemos então matar, torturar.
O resto são balelas poéticas, teóricas ou interesseiras, com o intento de dar um cunho nobre para uma ação desprezível e vil.

A DIFICULDADE EM TER PRAZER

Sempre desconfiei da dificuldade dos seres humanos em terem prazer, pela série de obstáculos que a grande maioria das pessoas criam para gozarem do erotismo e do sexo.
Um amigo meu já me dizia.
–Carrion, não te ilude, 70% das pessoas vive mediocremente, independentemente da sua condição sócio-cultural-econômica!
E aquilo que eu observava a respeito da vida sexual vi claramente agora com a tal Lei Seca.
Os bares e restaurantes esvaziaram-se. E, vejam bem, já antes do crack das bolsas de valores.
Não vão a restaurantes para comer, conviver com amigos. Vão para beber com amigos, ou com a comida.
Estes, e aquelas, sem a bebida não têm tanta graça, a ponto de justificar-se uma saída.
Ou seja. As pessoas, se não podem beber, não conseguem se divertir.
Gostaria de saber se o movimento dos motéis também foi alterado. Ou seja, se vale a pena o investimento da despesa do motel se não se puder beber, condição sine qua non para um sujeito se divertir e ter prazer.
Sei que o álcool é um lubrificante social, que ele ajuda a desinibir, mas confesso que não sabia que ele era tão importante assim para um número tão grande de pessoas encontrarem a diversão e o prazer.

sábado, 18 de outubro de 2008

MORTE & SEXO – Uma outra morte anunciada


Não tinha ainda 16 anos. Saúde perfeita. Namoradinha (Mãos nos peitos e, de vez em quando, nas coxas, no máximo). Jogão da final do Brasileirão, entre o Colorado dos Pampas versus o Cruzeiro de Belo Horizonte.
Na hora do cruzamento, aos últimos raios do sol no Gigante do Beira Rio, o cabeceio fulminante do Figueroa. Gol! Gooool! É campeão! É campeão!!
Sentiu algo no coração. Algo estranho no coração.
-Deve ser a emoção.
Até porque uma hora depois a sensação desaparecera completamente.
Uns quinze anos depois estava para inaugurar a sua primeira loja. Os preparativos iam de vento em popa e, pelo ineditismo do empreendimento, estava recebendo uma boa atenção da mídia.
Voltou para casa passado da meia noite. A mulher e a filha dormiam a sono solto. Foi tomar um banho e no banho teve vontade de se masturbar. Não pensou duas vezes e tocou-lhe uma maricota, com a direita e com a canhota. Ao final, pernas frouxas, sentiu novamente aquela sensação estranha no peito, como se o coração tivesse saído do ritmo. Saiu do banho e se acordou quase uma hora depois caído no chão, com a testa doendo porque batera em algum lugar.
Foi quieto para cama, para não alarmar ninguém. Mas com a sensação incomoda a acompanha-lo. No outro dia, apesar de não estar sentindo nada, marcou hora no cardiologista.
Este não encontrou nada. Apenas recomendou que praticasse alguma forma de exercício, pois andava muito sedentário.
Mais uns 15 anos e novo episódio. Não relacionada a nada aparentemente. Não tão dramático, não caiu ao chão, durou menos tempo.
Nova ida ao cardiologista, um outro, que nada revelou. Apenas a recomendação de que fizesse exercício e desse uma moderada na alimentação, pois estava um pouco gordinho.
Seis anos depois; fazia exercícios com alguma regularidade, estava bem de peso. Saiu com uma gata da empresa uns vinte anos menos que ele. Tomou um Viagra e foi para a batalha.
Três na corrida! Na corrida meus senhores! Desempenho elogiadíssimo!
Voltou para casa carregado em triunfo pelos seus Egos.
Não acordou no dia seguinte.
A autópsia mostrou um problema cardíaco.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

RELAÇÕES INSÍPIDAS II

Você pode ir a uma churrascaria, comer um monte de carne, tomar um monte de cevas, fora as batatinhas, as mandioquinhas, as polentinhas e outras coisinhas cheias de calorias.
Imagino que isto deve seduzir tanto a mulher que você convidou para acompanha-lo que ela é capaz de se jogar em cima de você e come-lo em pleno restaurante.
Ou você pode leva-la para o restaurante tipo o da Carol Heckmann, O LUGAR, lá em Gramado.
Os pratos podem ser estes que vocês estão vendo nas fotos.
O preço não é maior do que o você pagaria numa boa churrascaria.
Acho que você seduziria muito mais a sua mulher. Ela seria muito mais fêmea para você. Total, você pensou em algo diferente, distinto para ela. Ela também vai querer ser distinta para você.
Mas não, é melhor ir à churrascaria Potranca da Vovó, que fica perto de casa, boa e barata. É verdade que não servem picanha e nem filé, que o ambiente é mal decorado, mas total, você só foi lá pra comer. Além disto o garçom já o conhece de cor e salteado, sabe das suas manhas e vontades, até lhe consegue uns restos de carne para o cachorro. E pela metade do preço.
E depois você vem me reclamar que ir para a cama com a muié véia é sempre a mesma coisa...

NOTA RÁPIDA

Frente ao furibundo ataque do ator Pedro Cardoso, a respeito do nu, que teria virado quase que uma imposição aos artistas, fiquei pensando o seguinte:
Estaria ele falando em causa própria? Pois se o nu passa a ser exigido e mais ainda condição sine qua non, ele estaria ralado, pois com aquele físico só poderia aparecer em pornochanchadas.
Estaria ele se pondo no papel de summus magistratum, decidindo o que é nu artístico e o que não é?
Pensa ele ser o inquisidor mor, que pode decidir o que podemos ou não ver, de vez que é ele que decide como devem ser os figurinos na medida que, que eu saiba, nenhum ator é obrigado a tirar a roupa. Ou topa, ou não topa. Leis do mercado.
Imagina-se ele o Grande Irmão que irá decidir o que é e o que não é arte?
Cardoso, please, fica no papel de Agostinho, na Grande Família que lá tu tá bem paca, cara! (Sentiram a atualidade da expressão, gurizada dos “enta”?)

NOTA RÁPIDA II

Pois não é que continua a peleia entre os tradicionalistas, ditos machões (via Oscar Gress, presidente do MTG – Movimento Tradicionalista Gaúcho) e os gays, dito, tradicionalistas.
Frescura dos ditos machões. Sempre houve na história da humanidade e, por extensão, na história do Rio Grande do Sul, “gays macho pra caralho, gays bichinha, gays isto, gays aquilo”. Vão querer me contar agora que não havia nas estâncias, nas cargas farroupilhas e em outras ocasiões, dita gloriosas, situações em que homossexuais assumiram o papel que lhes cabia, peão, cavalariano, soldado, independentemente de sua identidade sexual?
Ser gay, ser careca, ser longilíneo, ser isto, ou aquilo é uma característica física humana. O resto é discriminação pura e simples.
Tenho a impressão que, quanto mais o homossexualismo de um sujeito está para aparecer, mais ele tem de alardear o seu heterossexualismo, como se fosse uma arma para se defender do que ele deseja e teme.

NOTA RÁPIDA III

E o seu Aldo Rabelo, todo defensor do idioma pátrio, aceitou de bico calado a nova reforma da ortografia que tem a finalidade de unificar o modo de escrever em Portugal, Brasil e demais países que falam o que se convencionou ser a Última Flor do Lácio.
A língua é uma das formas com que um grupo de pessoas se identifica. De uma penada se cria uma identificação burocrática entre povos que não tem praticamente nada a ver conosco, a não ser num passado bem remoto.
Pobres crianças deste país. Que tem de conviver com regras que lhes fogem a lógica. S tem som de s, e também de z. Que é o som que faz o ç, ou o c. O C, o K, o Q, freqüentemente se entreveram. E por aí vai.
Agora novas mudanças. Caem acentos, modifica-se isto e aquilo.
Não vão me dizer ke voses não entenderiam mais fasilmente se tudo fose eskrito foneticamente?
Mas prá ke fasilitar se é mais fasil complicar? Até porke isto vai dar emprego pra muita jente.
PS. O meu disionário de testo kualifikou este trexo de muito fásil de ler.

RELAÇÕES INSÍPIDAS

Uma das queixas mais comuns que eu vejo os homens manifestarem é de que com o casamento se instala uma rotina sexual monótona.
Que não dá para ter grandes tesões pela mesma mulher depois de algum tempo (Aqui cada um põe o tempo que quiser, uns nos falam em meses, outros em um ou dois anos.).
As mulheres, embora menos queixosas, pelo menos aos meus ouvidos, também lamentam que o Fulano já não é mais gentil, que não mais namora, etc. e tal.
Porém, e eu acho os poréns umas das coisas mais interessantes da existência, se esta mulher arranjar um amante, será uma Messalina com ele. D’autre fois se este homem arranjar uma amante volta a ser um Don Juan.
Portanto o potencial Messalina/Don Juan permaneceu vivo dentro dos dois. Por que guardaram-nos tão ciosamente?
Acredito que a resposta está na palavra PREGUIÇA.
Por isto que o meu amigo Patinho (que é um conselheiro deste escriba) sempre me diz.
“- O (A) Amante é sempre melhor”.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

MORTE & SEXO, um programinha light

Dr. X, 40 anos, médico, recém separado.
Dr. Y, 48 anos, médico, separado há uns 8 anos, boêmio.
Z, 42 anos, separada, advogada, dona de uma loja.
W, 31 anos, solteira, ex-modelo, trabalha com moda.

Local, primeiro uma conhecida churrascaria, depois apartamento de W, finalmente uma rua qualquer.

Y resolve tirar X de casa. Sabia do seu acabrunhamento com a separação, as dificuldades que está sentindo para se adaptar à nova vida, as ambivalências de X frente à separação e a esposa.
A Y Por outro lado lhe agrada a idéia de ter um parceiro para sair.
X topa, embora relutante. É convencido pelo argumento de que vão fazer um programinha light, apenas um reconhecimento de terreno.
Na churrascaria sentam-se em uma mesa situada junto a um ponto de passagem. Uns chopes, polentinhas fininhas, bem fritinhas. Pra distrair o espírito e o corpo.
Passam Z e W. Iam comer alguma coisa e dar também uma olhada no “monde”.
Z conhecia Y, de maneira que da uma paradinha para cumprimentar, um “ola que tal”. Fazem-se
as necessárias apresentações.
Y convida para sentarem juntos. O que é aceito. Aproveita para explicar a situação de X, que saíram para ele tomar um ar, prum programinha light...
W, que não tem nada para fazer depois e quer se divertir um pouquinho pede uma champagne.
E champagne para cá, champagne para lá, fica todo mundo mais leve.
Perto das 22hs, Z diz que tem de ir embora para fechar a loja no shopping. Não vai poder voltar porque tem de fazer uma série de coisas na loja.
Não sei se foi Y, ou W, que propõe saírem dali, pois já estão no local há um bom tempo e quer mudar de ambiente.

W propõe que se vá para a casa dela, pois dia de semana qualquer lugar que venham a ir vai estar a meia boca.
X vai como gato amarrado para banho, mas vai.
O apartamento de W é bonitinho, derrubou um quarto para aumentar a sala, que é bem decorada.
Ela entra, acende umas velas, porque “gosta do colorido da luz, do ar místico que o fogo cria” e põe um som dance e começa a dançar. À medida que dança se excita e vai tirando algumas peças de roupa. Pega um e outro para dançar com ela. Y vai, mas já tentando um certo agarramento, coisa que ela não recusa, mas dá um jeito de dar uma postergada. X se comporta como quem está encurralado. É a dolorosa imagem do desengonzamento.

W pega um baseadinho para ficar mais sensitiva. X e Y agradecem, mas recusam.
W se solta ainda mais.
Nesta hora está só de calcinha e sutiã. Não falta muito e está só de calcinha.
Pega os dois, e os obriga a ficarem junto dela enquanto dança. Alias não tem de fazer muita força para que Y faça isto. Já X...
Mais excitada ainda diz que quer ouvir uns palavrões, que ela é uma vadia, uma puta. Pede que lhe dêem uns tapas na bunda e
no rosto.
O resto podem imaginar...
Dois dias depois X volta para a esposa.
Questionado por conhecidos, conta a experiência e acresce:
-Se um programinha light é assim, imaginem o que viria depois!!!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Por que Eles desaparecem sem deixar vestígios?

Li a reportagem na Zero Hora no caderno de domingo, e hoje no ClicRBS.
Como adoro uma polêmica e me meter no assunto dos outros, não iria perder uma ocasião como esta em que o cavalo se me passa encilhado na frente.
Tenho a minha tese.
Homem nem sempre sabe o que quer. O Índio Veio sai pra noite pra dá uma bisoiada, dá de cara com uma Fulana que lhe agrada, sai com ela e depois como não queria mais nada, adeus tia Chica, até porque ele não leu o livro de boas maneiras da Célia Ribeiro.
O Cara até sabe mais o menos o que ele quer. Sai com a Percanta, ela não é bem isto que ele queria e de novo: No já se vamo, já se fumo, e não dá mais notícias. Também não leu a Célia Ribeiro.
O Tipo sai, quer dar umazinha, encontra uma que acha que dando umazinha vai conseguir fisga-lo, dá esta umazinha, ele ficou satisfeito, vai embora e nem saludos. Também não leu a Célia
Ribeiro.
O Indivíduo até sabe o que quer (aqui nem interessa muito o que ele quer), só que a saída foi uma droga (a expressão correta até que é outra, mas esta é uma página de respeito e não tô aqui pra dizerem que eu tô ensinando palavrão pra gurizada), e ele, frente aos olhinhos de cachorrinho pidão dela, se afrouxou e, não sabendo como dizer que não quer mais vê-la, nem pintada de dourado, prefere a fuga, o arrancar-se, o azular, o mandar sebo nas canelas. Como também não leu o livro da Célia Ribeiro, fica quieto como porco no milho.
Enfim. Porque os Homens somem, desaparecem, escafedem-se, escapolem-se, evadem-se, desacampam-se?
Tudo porque não leram o livro de boas maneiras da Célia Ribeiro e não querem se incomodar e, ou, magoar a moça, a donzela, a rapariga, a mina.
Portanto minhas lindas representantes do sexo feminino, quando forem sair com um mancebo, dêem-lhe um exemplar do livro da Célia Ribeiro, de preferência marcado na página, que suponho que ele deva ter, COMO DIZER QUE NÃO SE QUER MAIS SAIR COM ALGUÉM.
E também não dá para esquecer: Quando o amor é pouco, ele logo acaba, e duas pessoas ficarem juntas, sem amor, é muito complicado.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O DEBATE

Ontem me predispus a ver o debate entre os candidatos a prefeitura de Porto Alegre.
Após uns 20 minutos desisti.
Em primeiro lugar porque debate, propriamente dito não há.
Fulano pergunta para Cicrano tal coisa. Cicrano responde o que quer. Beltrano contrapõe o que quer e Cicrano encerra com o que quiser. Resultado o assunto foi apenas tangenciado, se o foi.
Cicrano faz uma pergunta para Mengano, a respeito da administração de Fulano. Ai resposta, réplica e tréplica são a respeito da administração do Fulano, que não pode falar. Ou seja, os dois me dizem que a administração do Fulano não é boa, mas não discutem entre eles as suas diferenças a respeito de suas propostas.
Fulano diz a que prefeitura estava em tal estado quando assumiu. Mengano me responde que estava em ótimas condições quando seu partido a entregou. Como ninguém fala nos números e de onde eles saíram, fico sem saber quem tem razão. Pois colocar créditos a receber, como se fosse um dinheiro de verdade em caixa, para mim é algo quase sórdido para enganar incautos.
Debate tem de ter idéias, emoções, “sangue”. O que eu vejo nestes debates é algo estéril, asséptico, cheio de regras, que impedem que determinados detalhes aflorem e com eles a revelação de algo, para mim, importante.
Enfim, debate na TV hoje me mostra mais que os candidatos escondem verdades. O que me mostram é sempre etéreo, vago, utópico e idealístico. E disto eu tenho medo.
Foto ClicRBS

UTILIDADE PÚBLICA

Blog é KULTUR, blog é também educativo.
Vai pois aqui uma dica.
Um dos trabalhos vencedores do Prêmio IgNóbil deste ano é o seguinte:
EconomiaGeoffrey Miller, Joshua Tyber e Brent Jordan por estudarem que strippers ganham mais dinheiro quando estão no pico do período fértil.
Estes trabalhos, para quem não sabem, são feitos com metodologia científica.
A minha sugestão é que, quando uma mulher estiver a fim de qualquer coisa que envolva homem, deve aproveitar este período do seu ciclo.
Depois dizem que não se aproveita nada neste Espaço Cultural...

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

SEXO & MORTE - A QUEDA

Sabia que não devia.
Já tivera moto, dirigia bem, até tomara alguns buléus sem conseqüências maiores. Mas fazia anos que não subia em uma.
Principalmente aquela máquina de 850 cc, com turbo, corpo esguio e leve, negra, uma máquina de mórbida sensualidade. Uma fera.
Como nos desenhos animados sentia o seu anjinho da guarda dizendo: -Não vai.

E o diabinho: -Deixa de ser cagão. Vai devagar. Aproveita. Só se vive uma vez.
Os amigos, ao incentivarem, fizeram-no decidir-se.
Ligou o motor que ronronou como um grande felino, passou a mão pelos comandos com um prazer quase erótico e saiu.
O ar no rosto, a sensação incrível de mobilidade, a impressão de ser o dono da potência do mundo, começou a sentir-se onipotente.
Se, a princípio, cauteloso, até com medo, logo logo passou a sentir uma audácia infantil, insensata, desatinada, irresponsável, ir tomando conta de si. Mas foda-se! Era bom demais...
Saiu da estrada vicinal e entrou no asfalto.
1ª, 2ª, 3ª, 8500 giros, 125 km/h, “não existem limites!”.
Na primeira curva, uma pequena camada de areia dourava o asfalto negro.
“Me fodi!”
A última lembrança era de árvores, eucaliptos?, vindo em sua direção.
Pouco depois alguém chegava no sítio onde estavam os amigos.
-Era daqui um cara que saiu numa moto preta? Ele bateu ali perto do armazém do seu Gumercindo e morreu.

domingo, 28 de setembro de 2008


Conversava outro dia com uma amiga minha a respeito de vida sexual.
A poligamia, oficialmente, não tem mais lugar nos dia de hoje. Extra oficialmente ela corre solta.
Homens e mulheres morrem de medo de tomarem “uma bola nas costas”. Se bem que meu amigo Patinho afirma que “mochinho (gado sem guampa) ninguém morre”!
Fazer o quê então?

Um dos caminhos seria a resignação. Goze a vida enquanto você não sabe.
Outro caminho seria o bancar o detetive, o agente da contra-espionagem, sempre pronto a evitar que o “bandido (a)” ataque. Mas este método falha lamentável e sistematicamente. É a velha história, água de morro abaixo, fogo
de morro acima, quando um (a) quer ninguém segura.
Fazer o que então?
Minha tese é que se a relação está boa, as possibilidades de uma aventura extraconjugal, ou uma traição (não são a mesma coisa), são menores, mas não há garantia nenhuma, principalmente se o casal é jovem.
Outro fator que concorre para afastar as possibilidades é que os dois estejam quantitativamente e qualitativamente satisfeitos com o nível de atividade sexual que mantém.
Mas, do mesmo modo, isto é apenas um fator atenuante de risco.

A criatividade, a busca de novidades ajuda, e muito, para que tentações fora casamento sejam atenuadas.
Motéis, saídas para dançar, streapteases, fotos, filmes, acessórios, tudo isto auxilia.
Diz um aforismo que devemos trair nossas mulheres mil vezes, com elas mesmas. O inverso parece que também é verdadeiro.
Mas para isto temos que lançarmos mão de um mecanismo que é muito pouco utilizado. O usar a fantasia um do outro e viverem esta fantasia.

Com isto as variações se tornam infinitas.
Não existe praticamente nenhum motivo para se sair da relação para procurar uma aventura se ela está à sua mão, com muito mais engenhosidade, segurança, ineditismo.
Mas este método tem uma limitação muito séria.
Ela exige que ambos sejam muito maduros. Conscientes de que uma fantasia é só uma fantasia. Que uma Agatha Christie pôde matar dezenas de pessoas nas suas fabulações, que transcreveu em livros e lhe renderam muito, mas muito dinheiro, ao mesmo tempo em que continuava sendo uma sensata senhora que tomava o chá das cinco.
É preciso saber que fantasias nos ajudam a viver melhor, a suportar o insuportável, SÓ NÃO SERVEM PARA OS PARANÓICOS.
Portanto, meu amigo, minha amiga, se vocês são paranóicos, ou um de vocês o é, não tentem este recurso.
Mas os que não o forem aproveitem a vida.

sábado, 27 de setembro de 2008

NÃO ENTENDO

Um colunista (Paulo Santana) pergunta a uma candidata (Manuela) se ela achava que ser bonita lhe ajudaria na eleição. Ela dá uma resposta furibunda. Que a pergunta era machista, etc. e tal.
Eu fico a me perguntar. Porque as pessoas querem exclusividade de qualidades? Houvesse ele perguntado se ela poderia receber votos só por ser bonita eu até entenderia.
Yo soy yo y mis circunstâncias.
Sou bom médico porque estudo, me aperfeiçôo, porque procuro saber mais, mas não me importo se alguém também me procurar por ser simpático, querido, afetivo, de bom senso, culto, ter estes olhos verdes que mamãe me deu e por aí afora.
Uma vez uma senhora me escolheu por conta de meu nome. CARLOS EDUARDO CARRION VIDAL DE OLIVEIRA. Um sujeito com um nome destes, me disse ela, tem de ser um bom médico.
Tudo bem, o critério dela é discutível. Mas e daí? Deixarei eu de ser um bom médico por ter um nome bonito e pomposo?
Manuela, deixa de ser infantil, preconceituosa, puritana! Tava indo bem até agora. Agora deu uma daquelas artistas que dizem, “não quero ser lembrada apenas por ter um rosto bonito”. Depois de uma frase destas vai ser lembrada, se o for, apenas por ter um rosto bonito. Se não, não precisaria dizer esta frase (A artista, Manuela, a artista supra citada!).

Giácomo Casanova passou parte da vida lutando para ser lembrado não só como um libertino, conquistador de corações. Queria ter os seus méritos outros reconhecidos. E eles o foram, mas que fazer se foram justamente os seus escândalos sexuais que mostraram toda a sua genialidade? Sim, porque não é qualquer chinelão que consegue fazer o que ele fez no campo da conquista feminina e do sexo. Porque não valorizar este dom que Deus lhe deu. Porque a Manuela não pode aproveitar a beleza e a simpatia que a Providência lhe dotou?
Quem sabe daqui uns dias faz um botox, ou uns enchimentos mal feitos, e aí fica bem feia. Não vais mais receber estas perguntas. Só que vais ter de responder a outras.
-A Sra. não acha que vai receber uns votos por ter ficado tão feia?

Morte & Sexo III - A EMPATAFODA

Conto como me foi contado.
Eu deveria ter uns 4 ou 5 anos. Ela teria alguma coisa a mais, uns 6 anos. Estava na casa da minha tia e ela era a filha da empregada. Brincávamos juntos. Um dia ela me mostrou sua perereca e pediu para ver o meu pinto. Não entendi bem o por que, mas mostrei. Ela encostou a sua perereca no meu pinto. Era muito bão!!!
Brincamos algumas vezes mais. Um dia uma tia solteirona nos pegou. Lembro que saiu com a menina carregada por um braço e eu tratado como uma vítima do cruel destino. Ouvi a mãe da menina batendo nela. A mim me diziam que aquilo era muito feio. Devo ter feito cara de quem concordava, já aprendera esta tática, mas por dentro não via hora de repetir a façanha.
Terminou a brincadeira. Ficou a lembrança.
Ficou a lição.
Certas coisas a gente tem de fazer escondido.
Tem sempre um (a) chato (a) que se mete e mela tudo.
Este (a) chato (a) é sempre alguém recalcado e frustrado.
Tem sempre alguém que não agüenta ver os outros se divertindo e procura estragar.
Mas ninguém consegue borrar a recordação do que é bom!

O DESFILE

Assisti ao desfile do Alexandre Herchcovitch , no Donna Fashion.
Confesso que me senti como se deve haver sentido um espectador da estréia da Sagração da Primavera do Stravinsky.
Ao lado da sensação de não entender o que estava vendo, uma vontade enorme de tratar aquilo como besteira se faz presente. Mas, simultaneamente, alguma coisa me dizia por dentro: “Cuidado, pode ter arte, transcendência, no que acabastes de ver.”
“Não cai na tentação de rejeitar de primeira. Podes fazer o mesmo que aqueles que vaiaram a Sagração da Primavera, atendendo aos seus impulsos mais primevos e depois acabaram entendendo tudo de arte que ela e a música decacofônica carregavam em seu bojo.”
Mas declaro que até agora não entendi bem o que eu vi.
Por outro lado vi reforçada a minha tese de que os grandes estilistas tentam sempre esconder a mulher nos seus desfiles, para que ela não desvie a atenção da roupa que é o principal naquela ocasião. O look facial mórbido exibido pelas modelos me pareceu perfeito para isto.
Mas foi uma experiência magnífica.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

ATENÇÃO – Todos estes contos da série Morte & Sexo são ficcionais, que qualquer semelhança com pessoas vivas, ou mortas, ou fatos, é uma mera coincidência, além de ser pretensão de quem se julga tão importante que merece um conto.
Também não existe nada de autobiográfico.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Morte & Sexo II - LOS PRIMORDIOS

Pues parecia que aquele dia a sorte lhe tinha sorrido.
Indivíduo com pouca prática, experiência quase nenhuma, ter aquela potranca querendera ao seu lado, na pequena danceteria daquela cidadezinha do interior, parecia milagre. Obrigado oh! Senhor!
Situemos os fatos. Corriam os anos sessenta, a cidade não tinha 30.000 habitantes, a casa noturna lotava com 50 pessoas, um garçom e um barman davam conta do recado perfeitamente, se bebia, coca cola, coca com cachaça (samba), com rum (cuba-libre), whisky Scot's Bar, quando muito um Druhris e ficamos por aí. O som vinha de uma eletrola que, para os padrões da época, era “das boas”. O som corria por conta da MPB, rock’s, algumas coisas dos Beatles e assemelhados, jovem guarda.
De ilícito, só um ou outro lança perfume Universitário “importado” dos hermanos, que os vendiam como desodorizador de ambientes. Nunca en mi puta vida supe de alguién que lo hubiece usado como desodorizador de ambiente, me disse o importador, o conhecido cidadão Bira Boleta, que em paz descanse.
Maconha era algo degradante, coisa de maconheiro, ou seja, um marginal no mau sentido, um desclassificado social. Havia as anfetaminas, Pervitin, Dexedrina, Dexamyl – o que deixava os caras dex-animados no dia seguinte, mas estas ficavam reservadas para ocasiões mais nobres, não para uma noite de meio de semana, de inverno, no Luna Oscura.
Bueno, mas vamo ao que interessa que o tempo dos vivente pra fica lendo esta bobagera toda não é muy grande.
No dançar já havia começado aquela coisa do já te pego já te largo, mão aqui, mão acolá, se bem que ninguém se animava a meter, no meio do salão, a mão na grande área e mais ainda na pequena área. O medo de que se apitasse um pênalti era grande.
Lá pelas tantas a moça pede para ir embora e o gentil mancebo se oferece para leva-la até em casa. Esta era uma mensagem críptica que dizia, “vamos incrementar esta coisa toda”. Y vamos a patitas, pois, para cúmulo dos cúmulos, aquele dia o pretendente a fauno estava sem carro.
Observação, naquelas priscas eras, um carro era muito mais que um carro. Era também um motel, um apê, um cafofo, um abatedouro.

A sorte é que nas cidadezinhas todas as distâncias são pequenas. E neste caminho se aproveitava para trilhar varias sendas que poderiam levar ao prazer.
Não que se fizesse muita coisa, pois como já disse, mas repito aos desmemoriados, a experiência da ninfa e do sátiro era tiquitita, tiquitita.
Chegam a casa onde a moça se hospedava. Era a casa de seus tios. Moravam no segundo andar de um prédio de dois apartamentos, um em cada andar.
Fechada a porta de entrada do prédio, o silêncio da noite dava a tranqüilidade de que a qualquer ruído poderiam se recompor para um disfarce mínimo.
Aí o atraque foi para valer. Mas a pressa, o alvoroço, a estripulia, os falsos pudores que tinham que ser mantidos, as ignorâncias que deveriam ser mascaradas, começaram a cobrar o seu preço.
De pé e de frente não achavam uma posição adequada. Vira daqui, mexe dali e nada, era difícil o encaixe. Depois de um bom tempo de resfôlegos desistiram.
Não chegou a ser frustrante porque algum prazer tiraram e o próprio gosto de aventura e desafio ajudou muito.
Só mais tarde descobriram como teria sido fácil se ela houvesse tirado totalmente a calcinha, virado de costas e se inclinado um pouco. Mas, isto só aprenderam com o tempo, depois de noites como aquela.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Morte & Sexo I - DER TOD

Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufragoDançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
(Chico Buarque – Construção)





Acordou cedo, queria chegar antes do meio dia. Assim teria tempo para almoçar com calma e dar uma sesteadinha, total, ninguém é de ferro. Esta idéia servia para compensar o desprazer de acordar cedo. Sempre odiara acordar cedo. Os papos de que “a manhã é a melhor parte do dia”, nunca o infectaram. Para ele manhã boa era aquela em que dormia o sono dos justos e dos inocentes. Mas hoje, por uma causa justa, tinha de acordar cedo e deixar os seus princípios de lado.
Vestiu-se com cuidado, procurando roupas que o deixassem cômodo, principalmente em termos de temperatura. Tinha horror de passar calor ou frio.
Não ia fazer a barba e nem tomar banho. Preferia faze-los à noite. Não entendia estas pessoas que tomavam banho cedo, para exibirem a sua limpeza aos outros se recolhendo a intimidade à noite, mais sujos.
Preferia o banho da noite. Ficava limpo para ele e para quem fosse compartilhar sua intimidade.
Aproveitou o silêncio da casa para tomar o café com calma.
Quando se sentou foi tomado pelo sentimento que sempre o visitava antes de qualquer viagem.
A noção de que algo podia acontecer que o levasse desta vida. Idéia que, se bem não o agradasse, também não a temia como algo terrível, insuportável.
Nestas horas reagia sempre da mesma maneira. Tornava o que estava fazendo mais solene, mais calculado. Fazia-o com pompa e circunstância, diferenciando-o de um café da manhã comum.
Já experimentara isto ao vestir-se, ao tomar banho, ao entrar no carro, no avião. O lugar e o momento não tinham muita importância. O que valia era poder dar a solenidade que esta ação merecia. Sempre, nesta hora lembrava-se do comandante Mouchotte que, no dia em que foi derrubado pelos alemães vestira, em vez do tradicional traje de vôo, um pulôver de fina lã branca e ao ser questionado por um subordinado, do porque daquilo respondeu, “se eu morrer hoje quero estar bonito”. Sempre fazia isto sozinho. Não podia depender dos outros para um momento tão transcendental.
Terminada a liturgia do café, juntou a maleta de mão, a pasta com os documentos e foi para o carro. Como se fosse um fluido aquela sensação escapou de modo gradativo.
Ligou o carro, deixou-o aquecer um pouco, por via das dúvidas, colocou o cinto de segurança, pôs um CD de música clássica e saiu.
As ruas vazias, ainda úmidas pelo sereno da noite, davam-lhe uma sensação de liberdade, limpeza, de poder. O rei do mundo vazio. O poder de se governar sem outros motoristas e pedestres a colocar-lhe regras.
Entrou na estrada, aumentou a velocidade, acomodou-se de uma maneira mais relaxada e, ao mesmo tempo em que o olhar fixava-se na estrada, a mente devaneava pelos imensos prados que sua imaginação ia criando.
A suavidade da suspensão na estrada bem conservada, os acordes de um noturno de Chopin, o silêncio propiciado pela aerodinâmica do carro e pelos vidros fechados, concorriam para uma sensação de irrealidade gostosa.
A estrada neste meio tempo, enveredava pelas encostas de uma serra, tornando-se sinuosa. Alguns barrancos e as árvores altas junto ao acostamento ajudavam a trazer a surpresa do inesperado.
Este veio numa curva fechada à esquerda. Viu só o vulto amarelo de um caminhão que se precipitou contra ele.
O estrondo do impacto, o clarão das explosões de abertura dos air bags, uma dor intensa que cessou...
Não me perguntem agora o que aconteceu depois. Não se sabe ainda o que acontece depois.
Vêem-se destroços, o corpo torcido numa daquelas posições bizarras que os mortos apresentam, mas, o principal, a alma, o espírito, a essência do ser, ninguém sabe, ninguém viu para onde foi..
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sábado, 20 de setembro de 2008

Sexo & Morte

Meu amigo Helinho Viégas, que me fez a sacanagem de partir prematuramente deste mundo, era um destes sujeitos que sabia dizer uma frase de efeito.
Um dia estava a ver um filme VHS quando alguém lhe perguntou.
–O que é que tu estás vendo?
- O que interessa. Sexo, violência e morte!

E fim de papo.
Baseado em sua síntese pretendo escrever um pouco sobre mortes e transadas.
Total esta dupla acaba sendo praticamente a razão de nossas vidas. Aproveitar o sexo, ou fugir dele. Fugir da morte, ou viver em função dela.
Portanto me aguardem. Não esperem peças literárias profundas, filosofadas transcendentais. Apenas fatos.
Mas atenção, não é autobiográfico, até porque ainda não morri e nem matei.

CONFESSO que gostei

Ontem fui assistir Mamma Mia, um musical, com a Meryl Streep e música do ABBA (Word não muda um dos B’s ao contrário). Gostei.
É escapista, alienante, devaniante, etc. e tal. Mas gostei justamente por conta disto. Tem momentos que a gente precisa justamente de filmes que nos afastem por algum tempo da realidade.
Nunca se fez tantos musicais como depois da depressão de 29 ou durante a guerra. Alias foram eles que impediram que milhares se deprimissem a ponto de se suicidar. Foi bom para eles existirem estas ilhas utópicas para descansar.
Não via musicais desde os anos 50 e 60 lá na minha Macondo. Alias, naquela época eu os detestava. Queria filmes de ação.
Hoje me canso de tanto efeito especial, de mocinhos invencíveis, heróis que desdenham da dor e do sofrimento, que matam inimigos como quem mata baratas à noite na cozinha.
Na saída vi um vetusto senhor dizendo a sua senhôra (tem de ser com acento mesmo), “não gosto de ver a estas bobajadas”.
Ele deve ser um destes tipos que acha que a vida deve ser sempre séria. Que tudo deve ser transcendental. Que tudo tem de ter uma lógica e uma moral. Enfim. Ele deve ser um chato.
Por sinal, têm pessoas de quem tenho gostado de me afastar.
Dos sérios, por serem chatos.

Dos idealistas, por que não se contentam em ser idealistas, põe os outros no seu idealismo e, em 90% dos casos, elas acabam machucadas.
Os que são pela verdade. Porque a verdade é como eles acham que é a verdade. São uns prepotentes.
Os que são pelo certo. Variante do anterior, mas mais despóticos ainda.
Prefiro poder me permitir ser um, em momentos adequados, alienado, frívolo, meio bobão.PS. Mussolini proibia fotos em que aparecesse rindo ou se divertindo. Ele era um homem sério...

domingo, 14 de setembro de 2008

Respondendo a INTERNAUTAS

QUERIDOS INTERNAUTAS.
O tamanho do pênis não é a coisa mais importante numa relação sexual, a menos que seja um micro pênis (menos que 8 cm), ou um tão grande que toque no fundo de saco vaginal. Se fosse, duas lésbicas não teriam prazer uma com a outra e, principalmente, todas, digo todas bissexuais que conheci me disseram que NA CAMA, PROPRIAMENTE DITA, TÊM MAIS PRAZER COM A MULHER DO QUE COM O HOMEM. Para elas o valor da relação com os homens está em outro campo.
Pensem que darão muito mais prazer a esta mulher se a levarem a um lugar bacana, fizerem uma massagem com óleo corporal, acariciarem-na em todo o corpo, lamberem, chuparem, usarem dedos e mãos até a exaustão, mantiverem o bom humor, fizerem-na rir, derem-lhe uma champanhota, ou uma tequilla, ou uma marguerita (esta é fatal) e, só então, usar esta maravilha, esta máquina de prazer, o insuperável, o magnífico, o esplendido, esta vara, porque não dizer, tronco mágico do prazer, que você imagina que fará com todas as mulheres jamais se esqueçam de vocês!
Não é à-toa que existe o adágio – “Amor de pica, amor que fica”. O que se esquecem de esclarecer, ou não querem ver esclarecido, é que é que a pica (e o dono dela) é quem ficou com um amor inesquecível.

QUERIDAS INERNAUTAS.
Você estar com um IMC abaixo de 20 servirá apenas para seduzir costureiros, estilistas, homens que não são chegados em mulheres, mas que gostam daquelas que servem de “escada” para eles aparecerem.
Gastar horrores em roupa íntima só serve para aumentar a sua autoconfiança, ou para lhe dar prazer. Para a maior parte dos homens uma roupa de baixo bonita, e simplesmente bonita, é mais do que suficiente.
Você pode dizer que o ama e que ele também a ama. Mas se ele está naquela de que precisa de um tempo para pensar. Que está vivendo uma crise. Que não quer se precipitar. Que tem medo de fazer você sofrer. Que está se separando, mas precisa dar um tempo para a esposa se preparar. Ou tem que pensar bem por causa dos filhos. Caia na real. É enrolação pura e simples. Principalmente se ele aparecer, der uma bimbadinha e desaparecer por um tempo sem dar satisfações.
E aí sim. Se quiser agradar um homem elogie o pinto dele. Qualquer tipo de elogio. Que é duro, que é o seu tamanho, que ninguém maneja um pinto como ele e por aí vai. O cara vai voltar para você nem que seja só para ouvir estes elogios.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

IBAMA & correlatos

Fomos almoçar um destes fins de semana no Colina Verde, um restaurante típico alemão, nas cercanias de Nova Petrópolis. Recomendo. Uma comida maravilhosa, um preço razoável, um lugar espetacular.
Mas, e sempre tem um mas...
Olhando o morro que fica em frente, fiquei a me perguntar: Alguém desmatou o morro em frente. Para que? Não sei. A ingrimidade do terreno o torna totalmente inapropriado para a agricultura. Mesmo que se conseguisse uma safra, na safra seguinte não existiria mais terra para ser lavrada. Mas a estultice do proprietário ainda pode ser explicada pela ganância.
Mas e o IBAMA? E as entidades encarregadas da defesa da Natureza e da Mata Nativa, não viram isto? Impossível? Da estrada é totalmente visível. Incompetência? Ignorância? Desleixo? Qui lo sa?
A menos que exista uma explicação cabal, indiscutível, o dinheiro pago a quem deveria cuidar disto está sendo posto fora. E o dinheiro é pago por nós.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

De um feliz assinante da CLARO, para meus queridos amigos.

Sou assinante da Claro, tenho o contrato de 500 minutos, pago em dia.
Pois não é que desde o dia 27 de agosto não consigo enviar torpedos?
Já liguei diversas vezes, me deram protocolos, me disseram que em 72 horas eu estaria com o problema resolvido.
Só para constar:
Protocolo 20081234050790 do dia 29/08/08 as 17:48
Protocolo 2008124488384 do dia 31/08/2008
Protocolo 2008125097320 do dia 01/09/2008 falei com Rosane
Protocolo 2008127127572 do dia 03/09/08 falei com Sheila
Protocolo 2008128891694 do dia 08/09/08 falei com Andréia

Cada vez que eu ligo, me vem com uma desculpa diferente. Que eu tinha pedido um serviço de roam , que eu só tinha comunicado, como se alguém fosse só comunicar algo e não pedir providências. Mas que em 72 horas meu problema estaria resolvido. Hoje, dia 8 de setembro, continuo sem poder mandar torpedos, que são, para mim, um instrumento de trabalho. Fiz mais uma reclamação, agora explicitamente um pedido de concerto, para não deixar dúvidas, uma queixa.
Pergunto-vos, a quem devo reclamar?
Se pedir para cancelar a linha, temo que a coisa decorra da mesma maneira.
Será que devo fazer as comunicações e os pedidos de providência via judicial? Via judicial sei que pode ser mais caro e demorado. Mas é capaz de funcionar. Total a Justiça tarda mas não falha, pelo menos é o diz o velho adágio popular.
Porto Alegre, 8 de setembro de 2008.
CARLOS EDUARDO CARRION VIDAL DE OLIVEIRA

domingo, 7 de setembro de 2008

PAIS & MÃES

Outro dia estava no programa “Camarote” da TVCOM, se falava na pílula do dia seguinte.
Uma ouvinte sugeriu que se proibisse a venda do produto para menores de 18 anos. Como 20% das 20% das meninas dos 13 aos 16 anos que transavam, já a haviam usado, fico imaginando quantas gravidezes precoces nos teríamos com tal medida.
Mas, o que mais me chama a atenção em certas posturas de pais é a facilidade com que eles delegam a responsabilidade de educar, e colocar limites, no governo, na escola, na sociedade. A facilidade com que se eximem, sob os mais diversos argumentos, da sua parcela de responsabilidade. E sempre por causas nobres.
“Tenho de trabalhar”, a campeã absoluta.
“Também tenho de ter a minha vida”.
“Fulano também é pai (ou mãe), ele que assuma”.
“E adianta fazer alguma coisa? Com todos estes escândalos! Com o que eles vêm na TV e agora na Internet? Com estes amigos?”.
E por aí vai.
No entanto têm aos montes bons pais e mães que também trabalham, tem de controlar as amizades dos pimpolhos, o que os filhos andam vendo na TV, ou fazendo na Internet, que sabem que a escola deve fazer algumas coisas, mas são eles que tem de fazer os outros.
E, a não ser nos casos de miserabilidade, a questão sócio-econômica não é a justificativa. É apenas desculpa.
Quem houver lido “Carta ao meu pai, do Kafka” vai entender o que é delegar responsabilidades para se eximir da sua.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

TAMANHO DO PÊNIS

Tenho respondido perguntas no clicRBS, no Vida Feminina.
É impressionante a quantidade de homens preocupados com o tamanho do pênis e com medo de serem corneados por estou ou algum outro motivo.
A maioria não aceita a idéia de que com exceção de algumas poucas mulheres, e bota poucas nisto, o tamanho do pênis não é tão importante assim (e quando falo em tamanho posso falar em grande ou pequeno, em gostar ou não gostar) para o prazer numa boa transa. E se uma mulher vai, ou não, cornear um cara depende da vontade dela. Ou seja, fogo de morro acima, água de morro abaixo e mulher quando quer dá ninguém segura.
Com isto ficam deixando de aproveitar esta ”coisa” maravilhosa que se chama mulher.
Os caras não aprendem...