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terça-feira, 14 de outubro de 2008

NOTA RÁPIDA

Frente ao furibundo ataque do ator Pedro Cardoso, a respeito do nu, que teria virado quase que uma imposição aos artistas, fiquei pensando o seguinte:
Estaria ele falando em causa própria? Pois se o nu passa a ser exigido e mais ainda condição sine qua non, ele estaria ralado, pois com aquele físico só poderia aparecer em pornochanchadas.
Estaria ele se pondo no papel de summus magistratum, decidindo o que é nu artístico e o que não é?
Pensa ele ser o inquisidor mor, que pode decidir o que podemos ou não ver, de vez que é ele que decide como devem ser os figurinos na medida que, que eu saiba, nenhum ator é obrigado a tirar a roupa. Ou topa, ou não topa. Leis do mercado.
Imagina-se ele o Grande Irmão que irá decidir o que é e o que não é arte?
Cardoso, please, fica no papel de Agostinho, na Grande Família que lá tu tá bem paca, cara! (Sentiram a atualidade da expressão, gurizada dos “enta”?)

domingo, 2 de setembro de 2007

VARIEDADES - AS PALAVRAS


Estava eu num daqueles estados crepusculares que antecedem, ou precedem, ao sono, com as idéias a vagarem sem rumo pela mente, quando me ocorreu o seguinte.
Para mim, graças a sua sonoridade, significado, as palavras têm uma consistência física. Para vocês não?
Explico-vos. As palavras pelada, nu, despida, desnuda, são sinônimas, mas fazem me ocorrer a mente coisas bem distintas.
Pelada dá uma idéia de pobreza, de vulgaridade. Não a associo diretamente a beleza ou a sensualidade.
Nu me parece algo seco, conciso.
Lá estava o corpo nu a esperar o rabecão. Encontrei-a nua sobre a cama. É algo bem claro, sem subterfúgio.
Despida tem um certo tom agressivo, devido a ênfase no pi. Como se fosse uma ponta de lança.
desnuda me evoca formas opulentas, sensuais, voluptuosas, envolvidas em algo diáfano, leve, com uma eroticidade não pornográfica e também não explícita.