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domingo, 22 de fevereiro de 2009

MAIS RAPIDNHAS

Hello crazy people!! (Esta introdução é só para encher o saco do deputado aquele que quer mandar nas palavras que a gente pode escrever.) Estou de volta.
Não com gás total, porque só se eu fosse outra pessoa para ter muito gás com a temperatura acima dos 30 gráus. Disgusting! Em outra encarnação devo haver nascido em Petrogrado, ou na Finlândia, Islândia, e não tive ainda tempo de me adaptar aos tristes trópicos.

Ao Anônimo que escreveu no "Rapidinhas" anterior, a respeito do affaire da concessão do asilo político ao terrorista condenado por assassinato na Itália, pelo Ministro Tarso Genro.
E se fosse seu filho o condenado por assassinato o que o sr escreveria? Certamente iria prestar loas a um país que corajosamente lhe deu abrigo."
Evidenment, mon chair amie. Não sou um tribuno romano que manda decapitar o filho porque mandou as tropas avançarem antes da sua ordem. Sou um mero ser humano e ponho a minha família à frente de quaisquer outros valores. Portanto, aplaudiria sim o país que o abrigasse. Mas isto porque eu não sou MINISTRO, não represento O ESTADO, não tenho o dever oficial de defender a LEI ACIMA DA FAMÍLIA. O Ministro Tarso, é Ministro, representa o Estado e deve defender a LEI.

Que o desfile das escolas de Samba é um espetáculo pictórico e coreográfico único, não tenho dúvidas. Mas ver gente interpretando "o enredo" é, no mínimo, patético.




Em defesa do BBB. A hipocrisia é muito real. O sadismo é muito real. A falta de cultura, aliada a falsa cultura dos personagens é muito real. Confesso que assisti várias vezes. É um dejá vue da realidade.


Continuo chocado com a falta de situações de namoro, de erotismo, de sensualidade, entre os casais. Como se não pudesse existir vida erótica-amorosa-sexual depois do casamento.

Eu e a minha amiga, advogada das boas, escritora, INGRID BIRNFIELD, temos opiniões semelhantes a respeito reforma ortográfica. Além de burra, ela acaba sendo uma violência contra os que escrevem. Pois, além de não facilitar as coisas, complica, com as exceções e as regras do hífen.

Parabéns ao SOS UNIMED. Foram eficientes quando uma pessoa da minha família precisou.

Lendo a A BATALHA PELA ESPANHA - A Guerra Civil Espanhola, de Antony Beevor -, presente do meu amigo Sizino Karan Hebert, excelente ortopedista e traumatologista, fiquei pensando no horror que é uma guerra civil. Você não pode ser um neutro. Mesmo que queira. Se fosse maçom, judeu, comunista, anarquista, ateu, ou esquerdista e caísse nas mãos dos nacionalista (Franquistas), você já era. Se fosse religioso, burguês, capitalista, conservador, anarquista (e caísse nas mãos dos comunistas), comunista (se caísse na mão dos anarquista), trotskista, estaria ralado no lado da "República". Não há mocinhos nestas guerras.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

PONTO E CONTRAPONTO

Uma coisa que aprendi é que o direito do contraditório, ou, pura e simplesmente, a visão do outro lado a respeito de um determinado fato é fundamental para que se tenha uma noção um pouco mais completa a respeito de um acontecimento.
Mas, freqüentemente, é difícil encontrar uma literatura que nos de a outra visão.
Foi assim para eu conseguir saber como os paraguaios viram “La Gran Guerra del Plata”.
Apesar de se dizer que “a História é contada pelos vencedores”, não encontrei na Feira do Livro nenhum livro que falasse da Guerra Civil Espanhola cujo autor fosse pró franquista. O que me faz pensar que os partidários de Franco não sabiam escrever, o que eu acho difícil de acreditar, ou as nossas editoras não tem coragem de edita-los, por não serem politicamente corretos e, talvez, não terem culhões para enfrentar as críticas dos intelectuais, que sempre têm de ser de esquerda, pois, como se sabe, no Brasil não existem intelectuais de direita. Parece que o último foi o Nelson Rodrigues... Depois só vieram reacionários e idiotas. Ou, talvez, só reacionários idiotas.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

GEORGE ORWELL - LUTANDO NA ESPANHA II



Ele quer lutar contra o franquismo. Só isto, lutar contra aqueles que ele julga que representam o que há de mais reacionário e anacrônico na Espanha.
Chega em Barcelona poucos meses depois do início da guerra. A cidade aderira a revolução. Todos eram socialistas/comunistas/iguais.
Vai para o front. As tropas são mal alimentadas, mal armadas, mal comandadas. Mas isto era aceito com tranqüilidade. Era o preço que tinha
de pagar pela causa. Ao final de alguns meses começa a sentir que algo está mal.
Que os que eram para ser inimigos de Franco, são inimigos entre si.
Ao voltar para Barcelona de férias dá de cara com uma nova guerra civil. Desta vez entre os partidos que apoiariam o anti franquismo. Guerra com tiros, mortos, traições, cárceres, torturas, fuzilamentos, com todo mundo acusando todo mundo, com todo mundo odiando todo mundo, com todo mundo tendo medo de todo o mundo.
Franco é o frágil cimento que os une. Sempre que Franco não está perto brigam entre si. Chegam a brigar entre si mesmo quando estão enfrentando Franco. Mais importante que vencer Franco é vencer o Outro.
Tudo isto faz com que ele vá se desiludindo com os revolucionários, com aquela guerra. Em junho de 37 ele já sabe que Franco vai vencer. Não pelos seus méritos, mas pelos deméritos de seus adversários.
Ele apenas continua a lutar por que TÊM que lutar contra o anacronismo, contra os românticos que sonham com a volta a um passado glorioso.




(segue num próximo capítulo)

domingo, 30 de setembro de 2007

GEORGE ORWELL, A GUERRA CIVIL ESPANHOLA





Este artigo é em homenagem à minha
amiga Márcia Benetti Machado, que
,luta para formar JORNALISTAS, que
não sejam, “de tese”, “não pensantes”,
incapazes de entender uma idéia e
posteriormente expressá-la.
Em qualquer conflito humano a primeira vítima é sempre a verdade.

Ler o livro GEORGE ORWELL LUTANDO NA ESPANHA é um destes privilégios que a vida nos concede ocasionalmente.
Ele é um comunista, que se recusa à submissão aos dogmas, que rompe com os stalinistas, mas não se submete a outras correntes.
O que aliás me faz desconfiar que ele não fosse um comunista, dos de verdade, dos de carne e osso; pois parece que, na prática, ou o cara é comunista, ou é independente.
Claro, não estou falando do “comunista fake”, um tipo bem comum aqui no Brasil. Ele parece um comunista, fala como um comunista, dá a entender que pensa como um comunista, mas na hora do pega pra capar, no modus operandii, não se comporta como tal. É o revolucionário de bar. No Rio de Janeiro seria de bar e praia.
George Orwell chega à Espanha nos albores da Guerra Civil. Vêm para escrever, para mandar matérias para jornais de Londres. Mas logo se dá conta que lhe é impossível não lutar. Iria contra as suas convicções. Como não consegue ser aceito pelo Partido Comunista Espanhol por não ser stalinista. No da vertente trotskista, por também não ser um adepto de Trotsky. Na facção anarquista, por não ser um anarquista. Acaba entrando no POUM (Partido Operário Unificado Marxista, que era uma dissidência do trotskismo.) por ser o único que o aceita.
(Como o artigo é longo, vou fazê-lo em capítulos, para não ser cansativo de ler na tela.)