Mostrando postagens com marcador colocação de limites. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador colocação de limites. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de novembro de 2008

NÃO HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL

Observando algumas crianças brincando e os pais que as acompanhavam não deixei de ficar pessimista em relação ao futuro.
Não vi, em momento algum, e eram uns três ou quatro pais e umas seis mães, alguém ter uma atitude firme quando alguma criança passava dos limites.
Tudo dava margem para discussões infindáveis, quando não apelos melodramáticos, ou gritos inconseqüentes.
Tirando situações de risco muito evidentes, ou quando os pais, por cansaço, decretavam o “vamos embora”, a petizada levou todas de goleada.
Como mais tarde no colégio o mesmo vai acontecer. O aluno agora é cliente e, como todos sabem, o cliente tem sempre razão. As escolas só colocam limites in extremis.

Socialmente é a mesma coisa. Todo mundo tem medo de tomar uma decisão mais firme porque, entre outras coisas, não é politicamente correto.
Portanto, esperar o que da nova geração? Apenas aquilo que ela recebeu de formação e civilidade. E ela recebeu a idéia de que se tem de tentar ganhar no grito, ser mais
ixperto, e acreditar na impunidade.
Talvez me tomem por um pessimista. É possível até que eu o seja, sem saber. Mas não vejo motivos para alvíceras.

domingo, 7 de setembro de 2008

PAIS & MÃES

Outro dia estava no programa “Camarote” da TVCOM, se falava na pílula do dia seguinte.
Uma ouvinte sugeriu que se proibisse a venda do produto para menores de 18 anos. Como 20% das 20% das meninas dos 13 aos 16 anos que transavam, já a haviam usado, fico imaginando quantas gravidezes precoces nos teríamos com tal medida.
Mas, o que mais me chama a atenção em certas posturas de pais é a facilidade com que eles delegam a responsabilidade de educar, e colocar limites, no governo, na escola, na sociedade. A facilidade com que se eximem, sob os mais diversos argumentos, da sua parcela de responsabilidade. E sempre por causas nobres.
“Tenho de trabalhar”, a campeã absoluta.
“Também tenho de ter a minha vida”.
“Fulano também é pai (ou mãe), ele que assuma”.
“E adianta fazer alguma coisa? Com todos estes escândalos! Com o que eles vêm na TV e agora na Internet? Com estes amigos?”.
E por aí vai.
No entanto têm aos montes bons pais e mães que também trabalham, tem de controlar as amizades dos pimpolhos, o que os filhos andam vendo na TV, ou fazendo na Internet, que sabem que a escola deve fazer algumas coisas, mas são eles que tem de fazer os outros.
E, a não ser nos casos de miserabilidade, a questão sócio-econômica não é a justificativa. É apenas desculpa.
Quem houver lido “Carta ao meu pai, do Kafka” vai entender o que é delegar responsabilidades para se eximir da sua.