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domingo, 18 de julho de 2010

FAZER O QUÊ?

Estava lá eu outro dia a ler, ou vendo televisão, quando apareceu a notícia do que os pais não podem mais fazer para reprimir (tentar educar) as crianças. Ao lado de coisas óbvias, espancar, dar pontapés, etc. , vinha a proibição da palmada e , entendi eu, colocar a criança de castigo.
Aí eu me pergunto: Frente a um filho intransigentemente rebelde, que se nega terminantemente a voltar para casa, tomar banho, jantar e fazer os temas; os pais devem fazer o quê?
Conversar, argumentar, etc. Tudo muito bonito, tudo muito politicamente correto.
Mas aí eu me defronto com duas dúvidas:
E se o filho continuar intransigente?
E se os pais não tiverem grandes capacidades de diálogo?
Fazer o quê?
PS – Tem um livro chamado “Vamos falar de Kevin”. Dêem uma olhada e respondam para vocês mesmos, o que os pais podem fazer com um filho como aquele? Cada vez mais me convenço que fazer uma lei é uma barbada. O difícil é fazer uma lei que possa ser aplicada com os recursos que se tem. Longe do caminha da utopia, da idealização.

domingo, 30 de novembro de 2008

NÃO HÁ LUZ NO FIM DO TÚNEL

Observando algumas crianças brincando e os pais que as acompanhavam não deixei de ficar pessimista em relação ao futuro.
Não vi, em momento algum, e eram uns três ou quatro pais e umas seis mães, alguém ter uma atitude firme quando alguma criança passava dos limites.
Tudo dava margem para discussões infindáveis, quando não apelos melodramáticos, ou gritos inconseqüentes.
Tirando situações de risco muito evidentes, ou quando os pais, por cansaço, decretavam o “vamos embora”, a petizada levou todas de goleada.
Como mais tarde no colégio o mesmo vai acontecer. O aluno agora é cliente e, como todos sabem, o cliente tem sempre razão. As escolas só colocam limites in extremis.

Socialmente é a mesma coisa. Todo mundo tem medo de tomar uma decisão mais firme porque, entre outras coisas, não é politicamente correto.
Portanto, esperar o que da nova geração? Apenas aquilo que ela recebeu de formação e civilidade. E ela recebeu a idéia de que se tem de tentar ganhar no grito, ser mais
ixperto, e acreditar na impunidade.
Talvez me tomem por um pessimista. É possível até que eu o seja, sem saber. Mas não vejo motivos para alvíceras.