E o senador Pedro Simon do PMDB-RS, que era contra isto, e aquilo, inclusive contra a prorrogação da CPMF, por A e B motivos, na hora H, não só votou a favor, como também fez um discurso a favor. Razões: Chi lo sa? (Quem o sabe?, deputado Aldo a quem devo a oportunidade de desenvolver as minhas qualidades como tradutor.).
domingo, 16 de dezembro de 2007
ESTE PESSOAL DE BRASILIA SÃO UNS PÂNDEGOS II
E o senador Pedro Simon do PMDB-RS, que era contra isto, e aquilo, inclusive contra a prorrogação da CPMF, por A e B motivos, na hora H, não só votou a favor, como também fez um discurso a favor. Razões: Chi lo sa? (Quem o sabe?, deputado Aldo a quem devo a oportunidade de desenvolver as minhas qualidades como tradutor.).
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ESTE PESSOAL DE BRASILIA SÃO UNS PÂNDEGOS
Acho que Brasília consegue reunir o que de pior o Brasil tem. Gostaria até de
poder dizer que Brasília mostra o que temos de melhor e de pior. Mas não consigo localizar lá o tal de melhor.
E, atenção, por favor. Não é uma crítica específica ao governo Lula, de vez que os fatos relatados podem ser aplicados para os outros governos, com as variantes necessárias.
Nesta semana de brigas pela CPFM, sobe o Senador Paulo Paim (PT – RS) e faz um discurso candente em defesa da CPMF. Brilhante discurso, claro, incisivo, aparentemente decisivo. Sai da tribuna e vai para o seu assento quase como um centroavante que fez um gol e corre para o abraço.
Pois não é que vêm um senador d’um estado do nordeste e, num discurso bem mais singelo, rebate todos os argumentos do Senador Paim, com argumentos do SENADOR PAIM, no seu discurso contra a implantação da CPMF durante o governo Fernando Henrique. Se eu fosse o Paim estaria louco de vontade de escapulir chão abaixo.
O que é a metamorfose de um sujeito quando está no governo, ou na oposição. E nós, os bobos da corte, pensando em coerência.
poder dizer que Brasília mostra o que temos de melhor e de pior. Mas não consigo localizar lá o tal de melhor.E, atenção, por favor. Não é uma crítica específica ao governo Lula, de vez que os fatos relatados podem ser aplicados para os outros governos, com as variantes necessárias.
Nesta semana de brigas pela CPFM, sobe o Senador Paulo Paim (PT – RS) e faz um discurso candente em defesa da CPMF. Brilhante discurso, claro, incisivo, aparentemente decisivo. Sai da tribuna e vai para o seu assento quase como um centroavante que fez um gol e corre para o abraço.
Pois não é que vêm um senador d’um estado do nordeste e, num discurso bem mais singelo, rebate todos os argumentos do Senador Paim, com argumentos do SENADOR PAIM, no seu discurso contra a implantação da CPMF durante o governo Fernando Henrique. Se eu fosse o Paim estaria louco de vontade de escapulir chão abaixo.
O que é a metamorfose de um sujeito quando está no governo, ou na oposição. E nós, os bobos da corte, pensando em coerência.
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sábado, 15 de dezembro de 2007
A Lei do Aldo
Pois o sr. deputado Aldo Rabelo, do PC do B (morro de medo de escrever coisas que possam contrariar aqueles que ficam no final do espectro, tanto da direita, quanto da esquerda. Quando chegam ao poder costumam ser mui vingativos. Mas, por outro lado, não posso deixar de ser quem eu sou, se bem que muitas vezes me peguei não sabendo bem quem eu sou, mas enfim, chega de digressões!) criou uma lei, importantíssima, é claro, que visa coibir os estrangeirismos que maculam a nossa inculta e bela Flor do Lácio.
Num país sem problemas como o nosso, imagino que uma lei destas vai ter influência gritante no nosso áureo porvir.
Ou seja, cada vez que eu escrever um estrangeirismo, ou um comerciante colocar no seu estabelecimento um nome up-to-date (de última hora, novidade, viu como eu sou obediente seu Aldo!!) deve colocar a tradução.
Como não li a lei publicada, portanto não sei da sua extensão, quais as suas exceções. Mas fico eu a filosofar barato.
Será que os setores mais conservadores da Igreja vão poder rezar a missa em latim? Ou terão de faze-lo com tradução simultânea, como nos congressos médico, par exemple (por exemplo).
Será que a revista ELLE vai ter de ter entre parênteses a palavra ELA?
Os Lions Club’s, vão ter de ser designados Clube dos Leões?
O meu pen drive do computador terá na embalagem “memória auxiliar para ordenadores no formato de caneta”?
Esta lei causará sensação. Como causar sensação é um galicismo, para alguns já incorporado, para outros não, deverá, ou não, ter uma tradução para a nossa querida língua materna?
Mein Gott!!! (Meu Deus!!!), nos próximos meses não poderei pensar direito na segurança, em como pagar a faculdade dos filhos, na alimentação, neste blog. Deverei comprar um dicionário sobre estrangeirismo e sua correta tradução.
Quero ver são os advogados que adoram um data vênia, passarem a ter de traduzir este data vênia a toda a hora.
Uma vantagem teremos. Uma lei desta engessa a língua por um bom par de séculos. Com isto os livros didáticos vão durar bem mais e os alunos vão precisar estudar menos, porque a linguagem vai ficar mais pobre, muitas palavras vão caindo em desuso e os neologismos, em uma freqüência enorme, tem origem estrangeira.
Mas, porque tanta catilinária, de minha parte, em relação a esta lei?
Porque sou eu, e vocês todos, que pagam o salário, as ajudas de custos, os auxiliares, os assessores, as passagens, parte da previdência deste e outros senhores, bem como creche, enfermaria, médico de plantão, restaurante subsidiado, e sei lá mais o que (Me disseram que um deputado federal custa para nós, para nós, em torno de R$100.000,00 por mês.). E para quê? Para me dizerem como eu e vocês devemos escrever nos nossos assuntos (Não estou falando do mundo oficial.).
É brabo! Como diria no meu dialeto fronterês (será que este também vai precisar de tradução?) “é fodinha! É fodinha!!!”.
Num país sem problemas como o nosso, imagino que uma lei destas vai ter influência gritante no nosso áureo porvir.Ou seja, cada vez que eu escrever um estrangeirismo, ou um comerciante colocar no seu estabelecimento um nome up-to-date (de última hora, novidade, viu como eu sou obediente seu Aldo!!) deve colocar a tradução.
Como não li a lei publicada, portanto não sei da sua extensão, quais as suas exceções. Mas fico eu a filosofar barato.
Será que os setores mais conservadores da Igreja vão poder rezar a missa em latim? Ou terão de faze-lo com tradução simultânea, como nos congressos médico, par exemple (por exemplo).
Será que a revista ELLE vai ter de ter entre parênteses a palavra ELA?
Os Lions Club’s, vão ter de ser designados Clube dos Leões?
O meu pen drive do computador terá na embalagem “memória auxiliar para ordenadores no formato de caneta”?
Esta lei causará sensação. Como causar sensação é um galicismo, para alguns já incorporado, para outros não, deverá, ou não, ter uma tradução para a nossa querida língua materna?
Mein Gott!!! (Meu Deus!!!), nos próximos meses não poderei pensar direito na segurança, em como pagar a faculdade dos filhos, na alimentação, neste blog. Deverei comprar um dicionário sobre estrangeirismo e sua correta tradução.
Quero ver são os advogados que adoram um data vênia, passarem a ter de traduzir este data vênia a toda a hora.

Uma vantagem teremos. Uma lei desta engessa a língua por um bom par de séculos. Com isto os livros didáticos vão durar bem mais e os alunos vão precisar estudar menos, porque a linguagem vai ficar mais pobre, muitas palavras vão caindo em desuso e os neologismos, em uma freqüência enorme, tem origem estrangeira.
Mas, porque tanta catilinária, de minha parte, em relação a esta lei?
Porque sou eu, e vocês todos, que pagam o salário, as ajudas de custos, os auxiliares, os assessores, as passagens, parte da previdência deste e outros senhores, bem como creche, enfermaria, médico de plantão, restaurante subsidiado, e sei lá mais o que (Me disseram que um deputado federal custa para nós, para nós, em torno de R$100.000,00 por mês.). E para quê? Para me dizerem como eu e vocês devemos escrever nos nossos assuntos (Não estou falando do mundo oficial.).
É brabo! Como diria no meu dialeto fronterês (será que este também vai precisar de tradução?) “é fodinha! É fodinha!!!”.
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POR QUÊ DUAS MULHERES E UM HOMEM?
Tenho um amigo, o Ganso, que é um especialista em tudo que diz respeito à sacanagem, esbórnia, sexo, mas desde que haja um pouco de afeto, de romance.Pedi que ele fizesse uma enquete entre suas conhecidas para que elas dissessem se preferiam uma relação a três com outro homem ou outra mulher.
Uma amplíssima maioria delas escolheu que preferiam uma outra mulher como companhia na gandaia.
Mas por quê esta preferência?Uma das explicações, ou pelo menos, tentativa de explicação, seria de que este modelo tem uma ligação atávica com o fato de que no mundo animal se tem um macho alfa+, que têm várias fêmeas. Alguns alfa- ficam ali, pelas “berbas” esperando uma promoção ou contentando-se com uma só, ou o que sobrasse.
O resto seria massa de manobra.
O fato é que, biologicamente falando, duas fêmeas convivem melhor com um macho do que o inverso. Embora, como sempre, se tenha inúmeras exceções.
Outra explicação é que nós homens somos mais diretos para uma série de coisas. Entre elas para o sexo. As feministas que me perdoem, sei que existem exceções, mas estou falando de maiorias puras. Homem é mais explicito (para o sexo) na maior parte das vezes. Portanto, depois que um homem sai do armário, ele sai do armário. Gostou mais de homem, sai com homem. O sexo entre homens não tem nada de reprodutivo, é prazer puro e simples. Para que então por mulher no pedaço?
Já as mulheres, por mais que, racionalmente, também queiram sexo só pelo prazer que a atividade propicia, têm de lidar com um componente genético/constitucional, não ligado à lógica, que faz um link com a maternidade e, conseqüentemente, com o afeto. (Penso que existe também o link nos homens para a paternidade, mas penso que ele é bem mais fraco.) Talvez seja esta uma terceira razão para explicar a preferência do desenho duas mulheres/um homem. A presença da outra mulher aumenta a carga de afeto e prazer, enquanto a participação do homem satisfaz o link.
Um outro elemento em jogo é o fato de que a presença de um homem ajuda a diminuir eventuais culpas pela atração e prazer homossexual entre as mulheres, pois, teoricamente, estão ali juntas para dar prazer a ele, pela vontade dele.
Duas mulheres se acariciando, fazendo sexo, satisfazendo-se mutuamente,
não incomodam, em geral, a um homem, porque esta atividade satisfaz muitas das suas necessidades voyerísticas. (Lembremo-nos que nós homens somos os grandes consumidores das Playboy’s da vida.), além não haver um outro pênis para ele competir ou temer.Já dois homens, ao se acariciarem, ao transarem, incomodam a mulher, pelo menos as que conheci. Sentem-se excluídas, vêem uma questão hierárquica entre os dois homens (um superior e o outro inferior, em geral o, antigamente, chamado passivo) e nenhuma mulher gosta de se envolver sexualmente com homens inferiores no campo do sexo.

Na relação a quatro se tem o problema de que é difícil contentar todo mundo. Não bastasse isto, o prazer alheio sempre desperta, em maior, ou menor grau, o ciúme e a inveja dos demais. O que faz com que nas relações a quatro, com uma freqüência altíssima, muitos sejam consumidos por percepções desagradáveis ao final da atividade, pois ficam com a sensação de que alguém ficou devendo-lhes algo, o que acaba por minar o possível prazer que os “devedores” nelas teriam.
E, at last, but not least (Finalmente, mas não por último, no sentido hierárquico da palavra – Para satisfazer o deputado Aldo Rabelo, autor desta belíssima lei que exige que cada estrangeirismo tenha a sua tradução. Minha dúvida é a partir de quando uma palavra deixa de ser estrangeira e passa a ser incorporada ao léxico nacional com a ressalva de que é um galicismo, um anglicismo, etc e tal.), nas grandes surubas estes problemas não aparecem,paradoxalmente. Ninguém é de ninguém, o prazer dos outros
fica tão diluído, os preconceitos tão abalados, que todos acabam mais, ou menos, na mesma média. O problema, no caso, é que as bacanais são pobres emocionalmente, o que faz com que muitos dos participantes tentem uma ou outra vez, mais por curiosidade, e depois se retire para não mais repetir. O que fica de bom delas, para a maioria, pelo menos dos homens, é que têm mais uma história para contar nos Barrancos da vida, com todas as hipérboles possíveis, para uma platéia que precisa acreditar no sonho, para poder fantasiar que um dia a sua vez chegará.E deu gente, por um tempo cansei de surubas, ménages (encontros, seu Aldo, encontros), troca de casais, par touts (Para todos, seu Aldo.). Mas, como um vicio já antigo, quando menos se espera a vontade de falar no assunto volta.
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Cultura e Ser Humano, ou voltando ao Jô Soares e peculiaridades sexuais de minorias em Angola
Hoje, na Folha de São Paulo, tem um artigo do Antonio Cicero que diz exatamente o que eu penso a respeito da cultura quando esta violenta o ser humano.
O respeito à integridade física/psíquica de um ser humano deve ser inviolável, diga o que diga a nossa cultura ou de alhures.
O respeito, ou desrespeito, a esta integridade, pode ser europeu, americano, asiático, etc. e tal. Mas não vai deixar de ser respeito, ou desrespeito.
Sem a denúncia, por mais mal formulada que seja, não há como se ter conhecimento do fato. O fato do Jô ser tachado de egolátra, narcisista, não impede que ele tenha denunciado um fato. Podemos discutir os números do fato. Não podemos é ignorá-lo porque a denúncia foi mal formulada.
Um abuso sexual é um abuso sexual, seja o motivo que ele tiver.
Por uma questão jurídica, quando Tibério condenou, via senado, Sejano e a famíla a morte, tiveram de violentar a filha menor deste, porque, sendo ela virgem, não poderia ser sentenciada a morte.
Ou seja, até razões jurídicas pode se encontrar para justificar uma violência. Nem por isto ela deixa de ser uma violência.
O respeito à integridade física/psíquica de um ser humano deve ser inviolável, diga o que diga a nossa cultura ou de alhures.
O respeito, ou desrespeito, a esta integridade, pode ser europeu, americano, asiático, etc. e tal. Mas não vai deixar de ser respeito, ou desrespeito.
Sem a denúncia, por mais mal formulada que seja, não há como se ter conhecimento do fato. O fato do Jô ser tachado de egolátra, narcisista, não impede que ele tenha denunciado um fato. Podemos discutir os números do fato. Não podemos é ignorá-lo porque a denúncia foi mal formulada.
Um abuso sexual é um abuso sexual, seja o motivo que ele tiver.
Por uma questão jurídica, quando Tibério condenou, via senado, Sejano e a famíla a morte, tiveram de violentar a filha menor deste, porque, sendo ela virgem, não poderia ser sentenciada a morte.
Ou seja, até razões jurídicas pode se encontrar para justificar uma violência. Nem por isto ela deixa de ser uma violência.
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
COTAS – UM OUTRO LADO

Eu estava em um táxi conversando com mi vieja (88 anos, porém lúcida, ainda dá palpites na minha vida.) a respeito da aprovação do meu filho na PUC, explicando-lhe porque ele não iria, em princípio, matricular-se lá; mas que passar na UFRGS, ou na Fundação, não ia ser nada fácil, por conta da questão das cotas.
Quando terminei, o motorista me olhou e disse:
É Dr. este negócio das cotas é uma merda mesmo.
Imagine o azar da minha filha. Ela é branca, ainda por cima tem os olhos azuis da família da minha mulher.
Eu e a minha mulher, quando ela passou para o 2º grau, fizemos um sacrifício e colocamos a menina num colégio particular, pois o que ela estudava era muito fraco.
Não foi mole, nem eu, nem a minha mulher e nem ela pudemos tirar umas férias. Ela (a filha) até começou a trabalhar a fim de ajudar a pagar nos estudos. Neste último ano, a minha mulher até pegou estas coisas da Natura, pra faturar uns pila.
Pra quê? Para ela agora enfrentar um montão de gente (a filha quer Medicina), sem ter praticamente chance nenhuma, porque ficou muito difícil para quem não pega uma cota. Ela não é de cor e não tem culpa por isto. Não estudou em escola pública por que nós decidimos nos sacrificar para ela ir mais preparada. Teria valido mais a pena deixar ela na escola pública que, pelo menos, numa cota ela entrava.
Tá brabo Dr.! Tá brabo!
Pensei que, no futuro, muita gente vai procurar o tal pé na cozinha, dar umas sessões de bronzeamento para os filhos, coloca-los numa escola pública, separar-se judicialmente pro forma, de maneira que a responsável pelo adolescente ficasse com uma renda lá em baixo e, aí sim, metia-lhe num bom cursinho, com bons professores particulares e, ainda por cima, contaria com as benesses (Benefícios, vantagens – segundo o seu Aldo Rabelo e sua lei, terei de colocar a tradução ao lado de cada estrangeirismo que usar.) das tais cotas.
Será que isto é moral, ético? Mas serão as tais cotas morais, éticas?
Ou é um arranjo do descaso com a educação que procura a solução imediatista, sem gastos, para continuar gastando em outras coisas? Não seria mais fácil dar bolsas para os alunos carentes, créditos subsidiados, tipo o tão mal falado, à época, crédito educativo?
Quando terminei, o motorista me olhou e disse:
É Dr. este negócio das cotas é uma merda mesmo.
Imagine o azar da minha filha. Ela é branca, ainda por cima tem os olhos azuis da família da minha mulher.
Eu e a minha mulher, quando ela passou para o 2º grau, fizemos um sacrifício e colocamos a menina num colégio particular, pois o que ela estudava era muito fraco.
Não foi mole, nem eu, nem a minha mulher e nem ela pudemos tirar umas férias. Ela (a filha) até começou a trabalhar a fim de ajudar a pagar nos estudos. Neste último ano, a minha mulher até pegou estas coisas da Natura, pra faturar uns pila.
Pra quê? Para ela agora enfrentar um montão de gente (a filha quer Medicina), sem ter praticamente chance nenhuma, porque ficou muito difícil para quem não pega uma cota. Ela não é de cor e não tem culpa por isto. Não estudou em escola pública por que nós decidimos nos sacrificar para ela ir mais preparada. Teria valido mais a pena deixar ela na escola pública que, pelo menos, numa cota ela entrava.
Tá brabo Dr.! Tá brabo!
Pensei que, no futuro, muita gente vai procurar o tal pé na cozinha, dar umas sessões de bronzeamento para os filhos, coloca-los numa escola pública, separar-se judicialmente pro forma, de maneira que a responsável pelo adolescente ficasse com uma renda lá em baixo e, aí sim, metia-lhe num bom cursinho, com bons professores particulares e, ainda por cima, contaria com as benesses (Benefícios, vantagens – segundo o seu Aldo Rabelo e sua lei, terei de colocar a tradução ao lado de cada estrangeirismo que usar.) das tais cotas.
Será que isto é moral, ético? Mas serão as tais cotas morais, éticas?
Ou é um arranjo do descaso com a educação que procura a solução imediatista, sem gastos, para continuar gastando em outras coisas? Não seria mais fácil dar bolsas para os alunos carentes, créditos subsidiados, tipo o tão mal falado, à época, crédito educativo?
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
MUTILAÇÕES COM AVAL
Vejo que uma série de entidades de defesa e valorização dos afro brasileiros estão indignadas com o Jô Soares, porque ele falou de modo depreciativo, irônico e humorístico, em um programa de TV, sobre costumes sexuais em Angola, muitos deles envolvendo mutilações de meninas. Uma das pessoas falou até que se tem de respeitar os costumes, tradições e ancestralidade de uma cultura.
Ou seja, se uma mutilação, como a clitoiridectemia envolver um costume, uma ancestralidade, uma tradição, então pode!
E eu que pensava que uma mutilação é uma mutilação, vejo que a coisa não é bem assim.
Talvez, se é para ser assim, a Santa Inquisição e o Nazismo não estivessem tão errados, ao defederem valores culturais, ancestrais e tradicionais de determinadas culturas e eu é que devo rever os meus conceitos sobre a violência.
PS, e que nenhum simplório me venha dizer que estou com isto defendendo o Jô.
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Comemoração
Hoje eu gostaria de comemorar com vocês o fato de que o Pedro, o meu pimpolho, o meu pecurrucho, foi fazer o vestibular de Psicologia da PUC, só para se testar e.... tcha tcha tcha tcham!!! PASSOU!
Não vai fazer, até porque o papi aqui não aguenta três PUC's, mas me abri pro guri, pois só começou a estudar a partir de setembro.
Hoje eu me sinto o próprio pai se abacanando.
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
COMENTÁRIOZINHO
Cá pra nós, ver o Lula, elogiar o Evo Morales, dizendo que ele foi a coisa mais extraordinária que ocorreu na América do Sul, depois deste haver feito conosco o que a maior parte dos homens deste país gostaria de fazer com a Flávia Alessandra, NÃO TÊM PREÇO!
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
SOBRE SEXO GRUPAL
Até agora me limitei a colocar aqui no O HEDONISTA casos que me pareceram emblemáticos.
A partir de agora pretendo dar os meus pontos de vista de que o sexo grupal, com sua predominância no desenho duas mulheres/um homem, tem mais a ver com a biologia, anatomia, psicologia etc. e tal, do que um fato puramente social, criado por uma sociedade patriarcal, machista, capitalista selvagem, que transformam as mulheres em meros objetos de troca.
As opiniões minhas são baseadas no que vi e ouvi ao longo da vida. Muito pouco tendo a ver com pesquisas sexuais/comportamentais. Muito mais a ver com a literatura que retrata costumes, mas sem maiores preocupações com estatísticas. Que, como já disse antes, são muito sujeitas a más interpretações.
E por favor, nunca esqueçam que estou falando de pessoas de classe média, sócio/cultural/economicamente falando.
Segue num próximo post.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Ménage a Trois & Assemelhados II
Esta me foi contada por conta da intimação que fiz a uma amiga que eu sabia que já havia passado pela experiência.- Por quê?
- Por curiosidade.
- Já tinham me falado, já tinha visto em filmes, já tinham me proposto. Um dia fiquei naquelas. Por quê não experimentar?
- Experimentei!
- E aí?
- Foi bom! Não foi o bicho. Mas foi bom. Mas não senti vontade de repetir mais vezes. É como certos doces muito doces. Dão muito prazer na primeira garfada, mas logo enjoa. Se a gente tenta de novo descobre que o enjôo vem cada vez mais cedo.
APELO

SENHORAS E SENHORITAS! EU VOS APELO!
Quando um homem, mas pode ser uma mulher, vos pedir para fotografar vos desnudas, aceitem!
Digo isto porque tenho a fotografia como hobby desde os meus, hoje já longínquos, 14 anos, quando ganhei uma máquina Fuji Pet 35mm.
Meu gosto sempre foi fotografar pessoas. De preferência mulheres. De preferência desnudas.
Consegui isto com poucas.
Descobri que era mais fácil ir para a cama com uma mulher do que retrata-la em sua magnífica nudez. Acho que, no fundo, tinham medo de desnudar a sua essência.
Não tenho mais suas fotos comigo.
Muitas fotos foram queimadas num incêndio que houve em minha casa em Livramento. Outras por uma iconoclasta que passou pela minha vida. Muitas porque eu as devolvi para suas donas. E, finalmente, as demais, porque eu as destruí quando terminou o relacionamento, para evitar o risco de caírem em mãos erradas.
Mas
, aquelas que as conservaram, têm em suas mãos uma prova de sua beleza. Hoje podem estar velhas, gordas, sofrendo as agruras da lei da gravidade. Mas um dia foram gloriosas, voluptuosas, lindas. E podem se orgulhar disto.
Assim como um país pode guardar coisas de um passado magnífico, glorioso, assim também aquelas que um dia ousaram.
Pode que, naquele momento, não se sentissem belas, atraentes, pois seu crivo estava contaminado de exigências descabidas.
Mas, tenho certeza, hoje veriam aquelas fotos com outros olhos.
Para corroborar o que digo, vão aqui fotos de mulheres que colhi no livro 1000 NUDES. Algumas destas mulheres estarão, ou estiveram, passados os anos, arrependidas do que fizeram? Duvido!
Existem riscos de pousar nuas? Existem! Mas, a própria Vida, em si, já é um risco.
Digo isto porque tenho a fotografia como hobby desde os meus, hoje já longínquos, 14 anos, quando ganhei uma máquina Fuji Pet 35mm.

Meu gosto sempre foi fotografar pessoas. De preferência mulheres. De preferência desnudas.
Consegui isto com poucas.
Descobri que era mais fácil ir para a cama com uma mulher do que retrata-la em sua magnífica nudez. Acho que, no fundo, tinham medo de desnudar a sua essência.
Não tenho mais suas fotos comigo.
Muitas fotos foram queimadas num incêndio que houve em minha casa em Livramento. Outras por uma iconoclasta que passou pela minha vida. Muitas porque eu as devolvi para suas donas. E, finalmente, as demais, porque eu as destruí quando terminou o relacionamento, para evitar o risco de caírem em mãos erradas.
Mas
, aquelas que as conservaram, têm em suas mãos uma prova de sua beleza. Hoje podem estar velhas, gordas, sofrendo as agruras da lei da gravidade. Mas um dia foram gloriosas, voluptuosas, lindas. E podem se orgulhar disto.Assim como um país pode guardar coisas de um passado magnífico, glorioso, assim também aquelas que um dia ousaram.
Pode que, naquele momento, não se sentissem belas, atraentes, pois seu crivo estava contaminado de exigências descabidas.

Mas, tenho certeza, hoje veriam aquelas fotos com outros olhos.
Para corroborar o que digo, vão aqui fotos de mulheres que colhi no livro 1000 NUDES. Algumas destas mulheres estarão, ou estiveram, passados os anos, arrependidas do que fizeram? Duvido!
Existem riscos de pousar nuas? Existem! Mas, a própria Vida, em si, já é um risco.
Ménage à Trois & Assemelhados
Comentário que eu ouvi de uma garota de programa.
- Homem é bem marreca! Propõe pôr outra mulher na transa; pagam mais que o dobro, se sentem uns malandros e, mal sabem eles, que a gente gosta disto (de transar com outra mulher) e ficamos tirando o maior sarro deles.
- Sim, porque homem é a coisa mais fácil de enganar. Basta dizer que ele é maravilhoso, que o pau dele é uma loucura, gemer, dizer um monte de sacanagem e que a gente só não deixa de cobrar porque o estabelecimento não permite, ou porque a gente tem uma família muito pobre que precisa que a gente ajude.
- Homem é bem marreca! Propõe pôr outra mulher na transa; pagam mais que o dobro, se sentem uns malandros e, mal sabem eles, que a gente gosta disto (de transar com outra mulher) e ficamos tirando o maior sarro deles.
- Sim, porque homem é a coisa mais fácil de enganar. Basta dizer que ele é maravilhoso, que o pau dele é uma loucura, gemer, dizer um monte de sacanagem e que a gente só não deixa de cobrar porque o estabelecimento não permite, ou porque a gente tem uma família muito pobre que precisa que a gente ajude.
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
MÉNAGE À TROIS - CASO 3
Minha amiga D. G. separou-se quando tinha 34 anos, uma filha de 12 e toda a sede do mundo para fazer o que antes não havia feito.
Num momento que a filha foi com o pai para uma viagem ao exterior, ela se mandou para o Rio de Janeiro (Segundo o Luiz Fernando Veríssimo, quando um gaúcho queria dar, ou uma mulher aprontar, iam para o Rio. Si no ne vero e beno trovatto.) disposta a descontar o tempo perdido.
Fez de tudo um pouco, saiu com jovens, maduros, seniores. Num pileque transou com uma mulher, mas como o porre fora grande não sabia exatamente o que tinha feito e o que tinha sentido.
Um dia, numa daquelas festas de embalo, o gatão de meia idade que estava com ela propôs saírem em companhia de um homem um pouco mais jovem, para tomarem umas e outras no apartamento do dito cujo.
Ela, que não precisava, àquela altura da vida, de muitos circunlóquios para chegar nos finalmentes topou. E lá, no apartamento, se aconteceu o que era para acontecer.
Relato: - Olha foi bom, mas não foi o bicho. Os homens ficam morrendo de medo de se tocarem, se esfregarem, ainda que sem querer. Ficam muito naquela de ir experimentando posições. Parece até que a gente estava fazendo curso para malabarista de circo. Havia momentos em que estavam mais preocupados com a lei da gravidade do que com qualquer outra coisa. A tal dupla penetração, que era apresentada como a cereja do bolo, só era boa por momentos, quando se conseguia uma certa coordenação dos movimentos e equilíbrio. Freqüentemente me senti simplesmente prensada, amarrada, entre os dois. Tá, teve momentos legais, mas foram só momentos.
Se faria de novo? - Só se for pelas pessoas, que devem ser especiais, mas não por conta da idéia, ou lembrança de um prazer extraordinário.
Num momento que a filha foi com o pai para uma viagem ao exterior, ela se mandou para o Rio de Janeiro (Segundo o Luiz Fernando Veríssimo, quando um gaúcho queria dar, ou uma mulher aprontar, iam para o Rio. Si no ne vero e beno trovatto.) disposta a descontar o tempo perdido.
Fez de tudo um pouco, saiu com jovens, maduros, seniores. Num pileque transou com uma mulher, mas como o porre fora grande não sabia exatamente o que tinha feito e o que tinha sentido.
Um dia, numa daquelas festas de embalo, o gatão de meia idade que estava com ela propôs saírem em companhia de um homem um pouco mais jovem, para tomarem umas e outras no apartamento do dito cujo.
Ela, que não precisava, àquela altura da vida, de muitos circunlóquios para chegar nos finalmentes topou. E lá, no apartamento, se aconteceu o que era para acontecer.
Relato: - Olha foi bom, mas não foi o bicho. Os homens ficam morrendo de medo de se tocarem, se esfregarem, ainda que sem querer. Ficam muito naquela de ir experimentando posições. Parece até que a gente estava fazendo curso para malabarista de circo. Havia momentos em que estavam mais preocupados com a lei da gravidade do que com qualquer outra coisa. A tal dupla penetração, que era apresentada como a cereja do bolo, só era boa por momentos, quando se conseguia uma certa coordenação dos movimentos e equilíbrio. Freqüentemente me senti simplesmente prensada, amarrada, entre os dois. Tá, teve momentos legais, mas foram só momentos.
Se faria de novo? - Só se for pelas pessoas, que devem ser especiais, mas não por conta da idéia, ou lembrança de um prazer extraordinário.
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SEXO AMOR MORTE
Por acaso encontre este escrito meu. É anterior ao O Hedonista.
Gostei do que li. Pensei. Porque não plagiar a mim mesmo?
Coloco pois ele à disposição de vocês.
SOBRE A MORTE A VIDA E O AMOR
Gostaria de escrever este em caracteres japoneses
Pela beleza e mistério que eles encerram.
Em língua italiana pelas sutilezas que ela permite.
Escrevo a noite sob a luar, o que é uma façanha, pois não sou mais jovem.
A luz fria, deste esmaecido sol de aço, dá apenas a luminosidade necessária para que eu veja o papel onde garatujo estas letras.
Meus pensamentos escuros dançam em volta de pequenos focos de luz da minha vida passada.
Penso na Vida e na Morte. Na Vida, esta tremenda experiência que no entanto sempre acaba no mesmo ponto. Alguém já disse que a Vida é uma doença que sempre acaba em morte.
Penso na minha Morte, que um dia vai chegar. Penso que gostaria que ela me encontrasse num momento de crescimento, de glória. Num destes momentos de píncaro que todos nós um dia conhecemos.
Não tenho do que me queixar, a vida até hoje me foi generosa.
Desvio um pouco o olhar dos meus pensamentos e te olho. A dormir.
Uma metamorfose ocorre. Na minha mente? Na luz?
O fato é que aquela luz álgida começa a se adocicar em contato com o teu rosto e teus cabelos. Uma pele que deveria ser marmórea vai adquirindo vida.
A temperatura do meu olhar vai aumentando à medida que adivinho que teu corpo está nu debaixo dos lençóis.
Não me contenho. Levanto da mesa e me aproximo da cama.
Uma curiosidade, nunca satisfeita, de ver a minha Maja, faz com que eu, num gesto quase profano, não fosse ateu, te descubra. Lentamente, para não te acordar.
Eis a minha Maja. Em toda a sua luxuriante e despudorada nudez. Milagre mil vezes repetido, mil vezes surpreendente, como um pôr do sol. Vejo que estou frente a beleza que me encanta e faz o meu corpo reagir.
Depois, com calma, só com os olhos, toco no teu rosto, beijo de leve os teus lábios, escorrego as minhas mãos pelos teus ombros e costas que tanto me excitam.
Toco, lambo, mordisco, teus seios. Agarro tua bunda, passo o rosto em teus pêlos, numa excitação crescente. Quando te acordo me dou conta que a Morte desapareceu...
Gostaria de escrever este em caracteres japoneses

Pela beleza e mistério que eles encerram.
Em língua italiana pelas sutilezas que ela permite.
Escrevo a noite sob a luar, o que é uma façanha, pois não sou mais jovem.
A luz fria, deste esmaecido sol de aço, dá apenas a luminosidade necessária para que eu veja o papel onde garatujo estas letras.
Meus pensamentos escuros dançam em volta de pequenos focos de luz da minha vida passada.
Penso na Vida e na Morte. Na Vida, esta tremenda experiência que no entanto sempre acaba no mesmo ponto. Alguém já disse que a Vida é uma doença que sempre acaba em morte.
Penso na minha Morte, que um dia vai chegar. Penso que gostaria que ela me encontrasse num momento de crescimento, de glória. Num destes momentos de píncaro que todos nós um dia conhecemos.
Não tenho do que me queixar, a vida até hoje me foi generosa.
Desvio um pouco o olhar dos meus pensamentos e te olho. A dormir.
Uma metamorfose ocorre. Na minha mente? Na luz?
O fato é que aquela luz álgida começa a se adocicar em contato com o teu rosto e teus cabelos. Uma pele que deveria ser marmórea vai adquirindo vida.
A temperatura do meu olhar vai aumentando à medida que adivinho que teu corpo está nu debaixo dos lençóis.
Não me contenho. Levanto da mesa e me aproximo da cama.
Uma curiosidade, nunca satisfeita, de ver a minha Maja, faz com que eu, num gesto quase profano, não fosse ateu, te descubra. Lentamente, para não te acordar.
Eis a minha Maja. Em toda a sua luxuriante e despudorada nudez. Milagre mil vezes repetido, mil vezes surpreendente, como um pôr do sol. Vejo que estou frente a beleza que me encanta e faz o meu corpo reagir.
Depois, com calma, só com os olhos, toco no teu rosto, beijo de leve os teus lábios, escorrego as minhas mãos pelos teus ombros e costas que tanto me excitam.
Toco, lambo, mordisco, teus seios. Agarro tua bunda, passo o rosto em teus pêlos, numa excitação crescente. Quando te acordo me dou conta que a Morte desapareceu...
FILOSOFANDO UM POUCO ÀS VESPERAS DO NATAL
Vai chegando o Natal e as pessoas começam a ficar inquietas. Começam a criar fantasmas.
Os piores fantasmas são os que criamos.
Dispomos deles, alimentamo-los e, o que é pior, por mais que nos incomodem não queremos destruí-los.
Eles ajudam a esconder algo dentro de nós, que imaginamos terrível, que tememos ser mais sombrio que estes frankensteins gerados pela nossa imaginação. Daí a cortina da fumaça por nós criada.
Talvez passemos o resto da vida fugindo de trevas que não existam.
Dispomos deles, alimentamo-los e, o que é pior, por mais que nos incomodem não queremos destruí-los.
Eles ajudam a esconder algo dentro de nós, que imaginamos terrível, que tememos ser mais sombrio que estes frankensteins gerados pela nossa imaginação. Daí a cortina da fumaça por nós criada.
Talvez passemos o resto da vida fugindo de trevas que não existam.
Digo isto também por conta da enxurrada de e-mails que recebi a respeito desta série de artigos a respeito do sexo em grupo.
Não me propus, e não me proponho, decidir se é certo, ou errado, as manifestações de sexualidade coletiva. Me propus e me proponho, que se possa entendê-la. Apenas isto.
Depois que cada um faça o que bem entender com o que concluir.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
MÉNAGE À QUATRE
Uma amiga me conta que o marido começou a se queixar que a vida sexual começava a se tornar monótona. 
Que era por conta disto que muitos homens começavam a ter amantes, que se desinteressavam pela esposa e todas aquelas variantes típicas que um homem diz quando quer algo que, no fundo, ele teme explicitar.
Tanto fala, tanto insiste que um dia ela perde a paciência e lhe diz:
- Tá bom! - Diz o que é que tu queres que eu topo!
Ele, pego de surpresa, enrola um pouco, mas acaba falando:
- Eu queria te propor que a gente fizesse uma troca de casal.
Aí, é ela quem é pega de surpresa, Pede então um tempo para pensar no assunto.
Pensou e resolveu tentar.
O primeiro problema a resolver seria achar um casal. Queriam encontrar um casal, jovem, bonito, sarado, sofisticado, depravado. Ou seja, com qualidades que não eram abundantes neles.
Depois teriam ver se este casal toparia.
Acabaram por ir numa casa de swing, onde o marido escolheu um casal. A escolha não era bem do agrado dela, pois, se a mulher do outro era bem ajeitadinha, não se podia dizer o mesmo do homem, que explicitava os estragos da cervejacoadjuvado por um gritante mau gosto no trajar. Mas enfim! Seja como Deus quiser.
Saem, batem papinho, dão uma dançadinha, vão para um motel.
Vê o marido se atracando na outra com avidez. Ela não se excita nem um pouco com o que vê. O sujeito que está com ela não a estimula, mas ela segue em frente para não ser acusada de estraga prazeres.
Quando o marido pede que ela e a outra mulher se toquem, ela faz só um pouco, e no início, pois não é algo que lhe dê muito prazer, ou excite. O mesmo parece ocorrer com a outra mulher.
Nota que os homens se mexem com cuidado para não tocarem, se esfregarem, um no outro.
No final das contas.
O seu esposo parece ter ficado satisfeito e gostado.
Ela tem a sensação de ter feito algo necessário e agora que não me encham mais o saco!
O outro sujeito ficou com aquele ar de quem está pensando. “Dei uma trepadinha e pronto.”
A outra mulher parece haver ficado na mesma situação dela.

Que era por conta disto que muitos homens começavam a ter amantes, que se desinteressavam pela esposa e todas aquelas variantes típicas que um homem diz quando quer algo que, no fundo, ele teme explicitar.
Tanto fala, tanto insiste que um dia ela perde a paciência e lhe diz:
- Tá bom! - Diz o que é que tu queres que eu topo!
Ele, pego de surpresa, enrola um pouco, mas acaba falando:
- Eu queria te propor que a gente fizesse uma troca de casal.
Aí, é ela quem é pega de surpresa, Pede então um tempo para pensar no assunto.
Pensou e resolveu tentar.
O primeiro problema a resolver seria achar um casal. Queriam encontrar um casal, jovem, bonito, sarado, sofisticado, depravado. Ou seja, com qualidades que não eram abundantes neles.
Depois teriam ver se este casal toparia.
Acabaram por ir numa casa de swing, onde o marido escolheu um casal. A escolha não era bem do agrado dela, pois, se a mulher do outro era bem ajeitadinha, não se podia dizer o mesmo do homem, que explicitava os estragos da cervejacoadjuvado por um gritante mau gosto no trajar. Mas enfim! Seja como Deus quiser.
Saem, batem papinho, dão uma dançadinha, vão para um motel.
Vê o marido se atracando na outra com avidez. Ela não se excita nem um pouco com o que vê. O sujeito que está com ela não a estimula, mas ela segue em frente para não ser acusada de estraga prazeres.

Quando o marido pede que ela e a outra mulher se toquem, ela faz só um pouco, e no início, pois não é algo que lhe dê muito prazer, ou excite. O mesmo parece ocorrer com a outra mulher.
Nota que os homens se mexem com cuidado para não tocarem, se esfregarem, um no outro.
No final das contas.
O seu esposo parece ter ficado satisfeito e gostado.
Ela tem a sensação de ter feito algo necessário e agora que não me encham mais o saco!
O outro sujeito ficou com aquele ar de quem está pensando. “Dei uma trepadinha e pronto.”
A outra mulher parece haver ficado na mesma situação dela.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
LONGEVIDADE E SOBREVIVÊNCIA NO BRASIL
As manchetes do dia dizem que a vida média do brasileiro subiu para 73,2 anos em média.
Pergunto-me para que.
Minha mãe tem 88 anos de idade. Trabalhou como professora dos 14 aos 51 anos. Vi seu contra-cheque hoje. Seiscentos reais de salário e mais trezentos de triênios.
Não tivesse outras fontes de renda viveria de quê?
Se ela, que era classe média, tem isto de salário, imagino os pobres daquela época.
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MÉNAGE À TROIS
Em vez de ficar dando explicações psicológicas, ou sociológicas, a respeito de porque se fazem ménage à trois e porque a preferência pelo formato duas-mulheres-um-homem, resolvi contar alguns casos que me chegaram ao conhecimento. Mais adiante até darei as minhas opiniões. Prefiro que vocês tirem primeiro as próprias conclusões.
Não são casos de pacientes
Caso 1 – Me foi contado por uma mulher dos seus 40 anos. Casara-se cedo e separara-se sem filhos há uns 8 anos. Desde então só “ficara”. Tinha um amigo colorido com quem conversava sobre fantasias, aventuras e desejos. Um dia este lhe propôs que fizessem sexo a três. Uma experiência. Ficaram que cada um procuraria alguém pelo seu lado. Não definiram o sexo deste terceiro parceiro.
Depois de algumas semanas o amigo apresentou um candidato. Solteiro, aparência razoável, bom nível cultural. Saíram algumas vezes para irem se acostumando. Falavam de fantasias e desejos.
Um dia acharam que estavam maduros e partiram para os finalmentes.
Na primeira meia hora as coisas correram conforme ela esperava. Arretos, toques, “estava bem bom”. O problema é que, quando os paus vieram para fora, os homens muito mais se interessaram um pelo outro do que por ela, que foi ficando de lado.
Dali a pouco “se encheu de nojo”, pegou suas roupas e foi embora.
- Encerrei este negócio de sexo a três.
Não são casos de pacientes
Caso 1 – Me foi contado por uma mulher dos seus 40 anos. Casara-se cedo e separara-se sem filhos há uns 8 anos. Desde então só “ficara”. Tinha um amigo colorido com quem conversava sobre fantasias, aventuras e desejos. Um dia este lhe propôs que fizessem sexo a três. Uma experiência. Ficaram que cada um procuraria alguém pelo seu lado. Não definiram o sexo deste terceiro parceiro.
Depois de algumas semanas o amigo apresentou um candidato. Solteiro, aparência razoável, bom nível cultural. Saíram algumas vezes para irem se acostumando. Falavam de fantasias e desejos.
Um dia acharam que estavam maduros e partiram para os finalmentes.
Na primeira meia hora as coisas correram conforme ela esperava. Arretos, toques, “estava bem bom”. O problema é que, quando os paus vieram para fora, os homens muito mais se interessaram um pelo outro do que por ela, que foi ficando de lado.
Dali a pouco “se encheu de nojo”, pegou suas roupas e foi embora.
- Encerrei este negócio de sexo a três.
PENSÃO ALIMENTÍCIA
Não seria eu quem iria argumentar contra a necessidade, validade, justiça, da pensão alimentícia, principalmente àquelas cujo beneficiário é o filho menor de idade.
Mas, de quando em vez, eu vejo coisas que me fazem pensar se não existe, em nome da Justiça, um absurdo qualquer.
Como esta matéria que saiu no Informe Especial do Birnfield.
Suspenso o mandado de prisão contra Flávio Maluf por atraso de pensão alimentícia
Pensionamento à sua ex-mulher e filhos é de R$ 217 mil mensais - o maior valor já fixado pela Justiça brasileira. Salvo conduto foi concedido pelo STJ.
Não estou defendendo os Maluf's, eles têm advogados muito bem pagos, e tem de ser bem pagos para defendê-los; falo da situação em si.
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sábado, 1 de dezembro de 2007
Perdão Senhores Leitores
Mas nesta semana, não sei por que, a correria foi grande, não fiquei com a idéia de que houvesse feito algo de mais, ou surpreendente, mas o fato é que não consegui escrever neste blog. Embora vontade não faltasse.
MÉNAGE À TROIS, TROCA DE CASAIS, SWING’S
Lendo os comentários, no blog, a respeito do sexo a três (Muito menos charmoso que uma ménage à trois, apesar do encanzinamento do ex-presidente do Congresso, não sei o que Rabelo, do PC do B, que quer tudo escrito na Última Flor do Lácio, Inculta e Bela.), achei uns pontos interessantes para continuar tão profícua discussão.Muitas pessoas falam em machismo, em preconceito machista, pelo fato que, na maior parte das vezes, a lúdica atividade sexual ocorre com duas mulheres e um homem. Que esta proporção mostraria uma atitude egoística dos homens, visando predominantemente o seu prazer. Que seria uma atividade, no mais das vezes, imposta às mulheres.

Esta explicação sociocultural nunca me convenceu muito. Agora, que parei para pensar, menos ainda.
Como não confio muito em livros, escritos academicamente (É um cara, sentado atrás de uma escrivaninha, que escreve baseado em pesquisas, que foram realizadas por terceiros, com respostas muitas vezes fechadas, que chega a conclusões quase que definitivas. Só que, em geral, bem distantes da realidade, sobre comportamento sexual.). Isto por que:
Primeiro porque os entrevistados mentem. E mentem muito. Qualquer médico sabe que os pacientes, pelos mais diversos motivos, não querem falar a verdade, num número significativo de vezes.
Segundo, porque muitos médicos não sabem perguntar, têm medo, ou vergonha, de perguntar e acabam não fazendo alguns perquirimentos, ou fazendo-os de um modo inadequado.
Um trabalho interessantíssimo sobre isto, foi feito pelo Dr. Luis Otávio Torres, de Belo Horizonte, na sua tese de doutorado na USP. Nela, ele mostra que era alarmante o número de médicos, residentes em Urologia, que não perguntavam a respeito da vida sexual dos pacientes.
Por conta disto, resolvi ir a campo, para saber, de quem faz a coisa, de como ela é feita; por quem é feita; quando é feita.
É lógico que o que perguntei não tem valor estatístico, mas, como já disse, não acredito em valores estatísticos no que diz respeito a comportamento sexual. Mente-se, pergunta-se mal, interpreta-se mal e são tão infinitas as variáveis em jogo, que as estatísticas se perdem nas causas e conseqüências.

Ou seja, fui perguntar para quem já fez, ou faz. Dos dois sexos. Por que é assim?
Segue num próximo capítulo.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
HISTÓRIAS SEXUAIS DE SANT’ANNA DO LIVRAMENTO VI, A FESTA DO CABIDE
Meu amigo e colaborador, que se intitula Anônimo, volta e meia mostra que me conhece, que tem um excelente nivel cultural e que foi meu contemporâneo.
Outro dia ele me escreveu sobre algo que quero compartilhar com vocês.
A FESTA DO CABIDE.
É preciso entender o que era para nós, naqueles priscos anos da minha vida, quando a vida sexual com mulheres ainda era, se não uma utopia, apenas um sonho distante, o que representava esta idéia.
Como se sabe, é nestas épocas de carência que a imaginação tem de suprir as privações concretas da realidade.
Existia então uma lenda, ou mito, de uma misteriosa folia que era denominada a FESTA DO CABIDE.
Esta, para um bando de punheteiros, dos 13 aos 15 anos, prefigurava o Éden.
Mulheres maravilhosas (Sim, ninguém ia imaginar a festa com mulheres feias.), devassas de olhos verdes e rostos angelicais.
Homens piçudos (Podem dar o sentido que quiserem para esta palavra.) capazes de proezas homéricas com seus phalus imensos, com a rigidez de um aço tolediano, daqueles que fazem toooing!!!! Até porque fantasias com uns molengões pastosos não teriam graça. Podia até ser uma ameaça para quando chegasse a nossa vez.
A suruba, sim, por que não deixava de ser uma suruba, ocorreria em lugares sofisticados, secretos, com senhas crípticas para a entrada (Imaginem se isto seria possível na Sant'Anna dos anos 60’s!!!?).
O bom desta fantasia é que todos nós acreditávamos nela, como um crente no Céu. Alias, era preciso acreditar. Com isto dávamos consistência aos nossos lúbricos devaneios.
Mas a Festa do Cabide; tal como nos era descrita, com os personagens entrando, tirando a roupa, colocando-as no cabide, adentrando no Grande Salão dos Prazeres da Carne, participando de uma orgia que faria Sodoma e Gomorra parecerem um convescote de alunas do colégio das freiras em Livramento; ficou, para a maioria, como a história da cabeça de bacalhau, do enterro de anão. Algo que existe, mas que eles nunca viram.
Para uns poucos, talvez felizardos, talvez não, há controvérsias a este respeito, estas fantasias, com algumas variações, ocorreram. Para outros, só ficaram as pálidas e enfumadas imagens da juvenil inventiva humana.
Mas não se desesperem. Para aqueles que ainda abrigam tais fantasias parece que há um lugar assim. Mas é assunto para uma próxima matéria.
Outro dia ele me escreveu sobre algo que quero compartilhar com vocês.
A FESTA DO CABIDE.
É preciso entender o que era para nós, naqueles priscos anos da minha vida, quando a vida sexual com mulheres ainda era, se não uma utopia, apenas um sonho distante, o que representava esta idéia.
Como se sabe, é nestas épocas de carência que a imaginação tem de suprir as privações concretas da realidade.
Existia então uma lenda, ou mito, de uma misteriosa folia que era denominada a FESTA DO CABIDE.
Esta, para um bando de punheteiros, dos 13 aos 15 anos, prefigurava o Éden.
Mulheres maravilhosas (Sim, ninguém ia imaginar a festa com mulheres feias.), devassas de olhos verdes e rostos angelicais.
Homens piçudos (Podem dar o sentido que quiserem para esta palavra.) capazes de proezas homéricas com seus phalus imensos, com a rigidez de um aço tolediano, daqueles que fazem toooing!!!! Até porque fantasias com uns molengões pastosos não teriam graça. Podia até ser uma ameaça para quando chegasse a nossa vez.
A suruba, sim, por que não deixava de ser uma suruba, ocorreria em lugares sofisticados, secretos, com senhas crípticas para a entrada (Imaginem se isto seria possível na Sant'Anna dos anos 60’s!!!?).
O bom desta fantasia é que todos nós acreditávamos nela, como um crente no Céu. Alias, era preciso acreditar. Com isto dávamos consistência aos nossos lúbricos devaneios.
Mas a Festa do Cabide; tal como nos era descrita, com os personagens entrando, tirando a roupa, colocando-as no cabide, adentrando no Grande Salão dos Prazeres da Carne, participando de uma orgia que faria Sodoma e Gomorra parecerem um convescote de alunas do colégio das freiras em Livramento; ficou, para a maioria, como a história da cabeça de bacalhau, do enterro de anão. Algo que existe, mas que eles nunca viram.
Para uns poucos, talvez felizardos, talvez não, há controvérsias a este respeito, estas fantasias, com algumas variações, ocorreram. Para outros, só ficaram as pálidas e enfumadas imagens da juvenil inventiva humana.
Mas não se desesperem. Para aqueles que ainda abrigam tais fantasias parece que há um lugar assim. Mas é assunto para uma próxima matéria.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
BACANAIS – ORGIAS – SWING – SURUBAS – SEXO GRUPAL
Existem evidências que na Proto História, quando ainda prevalecia o
matriarcado, praticamente não existia o monogamismo e que, além da poligamia eram freqüentes rituais em que membros de uma comunidade faziam sexo em grupo.
Este caráter social e religioso foi-se esvaindo com o surgimento do patriarcado e, conseqüentemente, monogamismo.
Monogonismo para as mulheres, off course.
Esta série de decorações em vasos, gravuras, afrescos, pinturas em tela, fotografias, estelas, mostra a presença desta forma de atividade sexual ao longo dos séculos.
Ao olharem para elas podemos notar que, se a motivação para a bacanal poderia, aparentemente, mudar, a atividade em si permanecia praticamente a mesma, só mudando a técnica de representação.
Como as orgias foram proibidas a partir do ano 180 A. C. pelo senado romano, por outras civilizações ocidentais antes, e, mesmo assim, continuaram a acontecer nas sombras, com seus participantes correndo riscos, até de punições capitais, tem-se que reconhecer que os impulsos que levam até tal tipo de atividade são extremamente intensos.
Só curiosidade, impulsividade,
tesão, desafio às regras vigentes, crípticas razões
inconscientes, busca por formas diferentes de prazer, não explicariam a sua repetição ao longo de milhares de anos.
Mas as atividades sexuais em grupo nunca deixaram de existir, o que mostra que algum componente genético deve estar presente, criando impulsos suficientemente fortes para que as pessoas ousem romper com tais tabus e
preconceitos.
Se alguém não concordar, por favor, dê a sua opinião.
matriarcado, praticamente não existia o monogamismo e que, além da poligamia eram freqüentes rituais em que membros de uma comunidade faziam sexo em grupo.Este caráter social e religioso foi-se esvaindo com o surgimento do patriarcado e, conseqüentemente, monogamismo.
Monogonismo para as mulheres, off course.Esta série de decorações em vasos, gravuras, afrescos, pinturas em tela, fotografias, estelas, mostra a presença desta forma de atividade sexual ao longo dos séculos.
Ao olharem para elas podemos notar que, se a motivação para a bacanal poderia, aparentemente, mudar, a atividade em si permanecia praticamente a mesma, só mudando a técnica de representação.

Como as orgias foram proibidas a partir do ano 180 A. C. pelo senado romano, por outras civilizações ocidentais antes, e, mesmo assim, continuaram a acontecer nas sombras, com seus participantes correndo riscos, até de punições capitais, tem-se que reconhecer que os impulsos que levam até tal tipo de atividade são extremamente intensos.
Só curiosidade, impulsividade,
tesão, desafio às regras vigentes, crípticas razões
inconscientes, busca por formas diferentes de prazer, não explicariam a sua repetição ao longo de milhares de anos.Mas as atividades sexuais em grupo nunca deixaram de existir, o que mostra que algum componente genético deve estar presente, criando impulsos suficientemente fortes para que as pessoas ousem romper com tais tabus e
preconceitos.
Se alguém não concordar, por favor, dê a sua opinião.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2007
EDUCAÇÃO NÃO É TUDO
De tempos em tempos ouço alguém querendo vender a idéia de que com a educação se resolveria tudo. Ou quase tudo.
Acho que antes de mais nada a gente tem de pensar em caráter e/ou cultura de uma pessoa, ou grupo. Se o caráter desta pessoa não for bom, se a sua cultura for muito agressiva, ou preconceituosa, duvido que qualquer educação mude-a. Pelo contrário, vai usá-la para viabilizar seus preconceitos ou psicopatias. Embora seja um "fã" da Cultura, acho que não se pode ser simplista, ou idealista demais. Dr. Goebbels era Doutor de fato e de direito pela universidade de Heidelberg, sendo seu orientador o Dr.Walderberg, um professor judeu.
Deu no que deu....
domingo, 18 de novembro de 2007
DIA DE ÓCIO
Amanheceu chovendo.Para alguns isto, num feriado, pode representar um foco de aborrecimento.
Para mim não.
Sempre gostei dos dias de chuva.
Adoro acordar com o tamborilar da chuva nos telhados vizinhos e vidros da casa.
Lembra a minha infância.
Tocava o apito do Gazapina (Uma cervejaria que ficava próxima à minha casa, que usava um apito para avisar os operários que faltavam 30 minutos para o início da jornada e depois outro para começarem a trabalhar.) e minha mãe, que era professora no mesmo colégio que eu estudava, abria a porta do quarto e dizia:
- Hoje tá chovendo! Não precisam ir à aula. Não vai ninguém e as professoras não dão matéria nova!
E lá ficava eu deitado na minha cama, absolutamente absolvido de qualquer culpa.
Depois fui a aulas, fui trabalhar, mas o gostinho da idéia de lazer dos dias de chuva nunca mais abandonou a minha mente.
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sábado, 17 de novembro de 2007
SEXO E CRIATIVIDADE

Vocês já repararam que foi nos momentos de liberdade sexual, até dá para dizer de maior libertinagem sexual, que a criatividade humana foi maior?
Pelo menos visto do ponto de vista ocidental.
Os gregos, tanto do período clássico, como do helenístico, foram extremamente criativos.
Os romanos, ao tempo do Império (Na república bem menos.), idem, idem.
A Idade Média, com o monopólio da Igreja, e dos que a serviam, ou dela se serviam, foi a Era das Trevas, onde, de tempos em tempos, em lugares esparsos, e com a brevidade do luzir de uma fagulha, alguém, aproveitando uma brecha qualquer na censura, conseguia criar algo de novo.
No período renascentista, quando até os papas eram devassos, houve todo um florescimento das artes e ciências. Quem ficou para trás? Justamente aqueles países que mantiveram os costumes manietados por regras. Mesmo assim, alguns conseguiam, por conta das brechas, criar algo.
A nobreza, a alta burguesia, foi uma das responsáveis por muitas destas brechas, graças a seus privilégios, que lhes permitiam algumas excentricidades, das quais, os espíritos criativos que a acompanhavam, tiravam a sua casquinha. Não só na Arte, mas também na Ciência.
Na era Moderna e na Contemporânea, as ditaduras que muitas vezes serviram, no primeiro momento (Oh! Heresia que aqui estou a dizer!) para por ordem no galinheiro, no momento seguinte já lá estavam a estancar a criatividade. E uma das coisas mais reprimidas foram as manifestações sexuais. Acho que a criatividade só não foi mais reprimida, por que alguns, de “los grandes en el poder”, se permitiam umas libertinagens e esta trazia no seu entorno um hálito de criatividade.
Estou convencido de que SEXO É CULTURA, e cultura é a força motriz da criatividade, da engenhosidade, da luta pelo ir adiante. Pode-se até caminhar temporariamente por trilhas suspeitas, mas, no final, sempre se desemboca em algo de bom.
Mesmo na Ciência tenho medo dos homens sisudos, “sérios”. Normalmente eles não levam a nada e, muitas vezes, ao retrocesso.
At last, para criar é preciso pensar, para pensar é preciso se permitir pensar e poder trocar pensamentos. Isto não é possível quando se tem de, a toda hora, estar se cuidando para que algo não escape. A começar pelos impulsos e desejos sexuais.
Pelo menos visto do ponto de vista ocidental.
Os gregos, tanto do período clássico, como do helenístico, foram extremamente criativos.
Os romanos, ao tempo do Império (Na república bem menos.), idem, idem.
A Idade Média, com o monopólio da Igreja, e dos que a serviam, ou dela se serviam, foi a Era das Trevas, onde, de tempos em tempos, em lugares esparsos, e com a brevidade do luzir de uma fagulha, alguém, aproveitando uma brecha qualquer na censura, conseguia criar algo de novo.
No período renascentista, quando até os papas eram devassos, houve todo um florescimento das artes e ciências. Quem ficou para trás? Justamente aqueles países que mantiveram os costumes manietados por regras. Mesmo assim, alguns conseguiam, por conta das brechas, criar algo.
A nobreza, a alta burguesia, foi uma das responsáveis por muitas destas brechas, graças a seus privilégios, que lhes permitiam algumas excentricidades, das quais, os espíritos criativos que a acompanhavam, tiravam a sua casquinha. Não só na Arte, mas também na Ciência.
Na era Moderna e na Contemporânea, as ditaduras que muitas vezes serviram, no primeiro momento (Oh! Heresia que aqui estou a dizer!) para por ordem no galinheiro, no momento seguinte já lá estavam a estancar a criatividade. E uma das coisas mais reprimidas foram as manifestações sexuais. Acho que a criatividade só não foi mais reprimida, por que alguns, de “los grandes en el poder”, se permitiam umas libertinagens e esta trazia no seu entorno um hálito de criatividade.

Estou convencido de que SEXO É CULTURA, e cultura é a força motriz da criatividade, da engenhosidade, da luta pelo ir adiante. Pode-se até caminhar temporariamente por trilhas suspeitas, mas, no final, sempre se desemboca em algo de bom.
Mesmo na Ciência tenho medo dos homens sisudos, “sérios”. Normalmente eles não levam a nada e, muitas vezes, ao retrocesso.
At last, para criar é preciso pensar, para pensar é preciso se permitir pensar e poder trocar pensamentos. Isto não é possível quando se tem de, a toda hora, estar se cuidando para que algo não escape. A começar pelos impulsos e desejos sexuais.
REPRESSÃO

Conversava com uma pessoa muitíssimo querida para mim, quando, ao fazer uma observação, vi que seus olhos marejaram e algo ficou trancado em sua garganta.
Perguntei:
- O que foi que houve?
- Nada, nada.
- Como, nada. Os teus olhos lacrimejaram. A tua voz ficou embargada.
- Não, nada.
- Tá bom! É algo que tu não queres falar!
- É. É algo que eu não quero falar.
Calei-me.
Fiquei a pensar, se não fosse algo comigo, que fosse me magoar, ou insultar, em demasia, o que ela ganha guardando isto para si?
Será que as pessoas não se dão conta que aquilo que não é lançado para fora, fica como um fel a corroer por dentro? Às vezes como uma bola de arame farpado entalado?
Fará tão mal do lado de fora, como o faz no nosso interior?
Acho que, se as pessoas se permitissem se abrir mais, o mercado de trabalho, de nós psiquiatras, iria cair um monte.
Então, VIVA A REPRESSÃO!!! (O estímulo pelo contraditório muitas vezes funciona melhor, do que o positivo.)
REPRESSÃO
Conversava com uma pessoa muitíssima querida para mim, quando, ao fazer uma observação, vi que seus olhos marejaram e algo ficou trancado em sua garganta.
Perguntei:
- O que foi que houve?
- Nada, nada.
- Como, nada. Os teus olhos lacrimejaram. A tua voz ficou embargada.
- Não, nada.
- Tá bom! É algo que tu não queres falar!
- É. É algo que eu não quero falar.
Calei-me.
Fiquei a pensar, se não fosse algo comigo, que fosse me magoar, ou insultar, em demasia, o que ela ganha guardando isto para si?
Será que as pessoas não se dão conta que aquilo que não é lançado para fora, fica como um fel a corroer por dentro? Às vezes como uma bola de arame farpado entalado?
Fará tão mal do lado de fora, como o faz no nosso interior?
Acho que, se as pessoas se permitissem se abrir mais, o mercado de trabalho, de nós psiquiatras, iria cair um monte.
Então, VIVA A REPRESSÃO!!! (O estímulo pelo contraditório muitas vezes funciona melhor, do que o positivo.)
Perguntei:
- O que foi que houve?
- Nada, nada.
- Como, nada. Os teus olhos lacrimejaram. A tua voz ficou embargada.
- Não, nada.
- Tá bom! É algo que tu não queres falar!
- É. É algo que eu não quero falar.
Calei-me.
Fiquei a pensar, se não fosse algo comigo, que fosse me magoar, ou insultar, em demasia, o que ela ganha guardando isto para si?
Será que as pessoas não se dão conta que aquilo que não é lançado para fora, fica como um fel a corroer por dentro? Às vezes como uma bola de arame farpado entalado?
Fará tão mal do lado de fora, como o faz no nosso interior?
Acho que, se as pessoas se permitissem se abrir mais, o mercado de trabalho, de nós psiquiatras, iria cair um monte.
Então, VIVA A REPRESSÃO!!! (O estímulo pelo contraditório muitas vezes funciona melhor, do que o positivo.)
REPRESSÃO
Conversava com uma pessoa muitíssima querida para mim, quando, ao fazer uma observação, vi que seus olhos marejaram e algo ficou trancado em sua garganta.
Perguntei:
- O que foi que houve?
- Nada, nada.
- Como, nada. Os teus olhos lacrimejaram. A tua voz ficou embargada.
- Não, nada.
- Tá bom! É algo que tu não queres falar!
- É. É algo que eu não quero falar.
Calei-me.
Fiquei a pensar, se não fosse algo comigo, que fosse me magoar, ou insultar, em demasia, o que ela ganha guardando isto para si?
Será que as pessoas não se dão conta que aquilo que não é lançado para fora, fica como um fel a corroer por dentro? Às vezes como uma bola de arame farpado entalado?
Fará tão mal do lado de fora, como o faz no nosso interior?
Acho que, se as pessoas se permitissem se abrir mais, o mercado de trabalho, de nós psiquiatras, iria cair um monte.
Então, VIVA A REPRESSÃO!!! (O estímulo pelo contraditório muitas vezes funciona melhor, do que o positivo.)
(VIGO MORTENSI) ALATRISTE

Peguei este filme na locadora. Muito bom. Trata-se da vida de um soldado profissional espanhol, membro dos TERCIOS, que era uma tropa de elite na Espanha de Felipe IV. Retrata o período em que a decadência do império espanhol se fazia mais visível.
O filme tem algo de épico. Honra, Lealdade, Princípios e Amor ocupam lugar de destaque.
Mas me dou conta de que o principal de uma guerra, que é a dor, o cheiro da morte, a mutilação, a fome, o destruir, tudo isto fica envolto por uma capa da glamuralização.
Aliás o cinema tem feito isto muito bem. Glamuralizar o horrível, criar uma estética da destruição e da violência.
Comparando O RESGATE DO SOLDADO RYAN, com o POR DETRÁS DA LINHA VERMELHA, dá para entender porque o primeiro ganhou mais Oscars, teve maior público. O segundo mostrava as misérias da guerra de uma maneira mais realística. Os heróis, no segundo, não eram tão heróis. A Morte é feia, sem estética, bizarra, é malcheirosa e cheia de moscas.
O mesmo se pode dizer dos filmes policiais. Nos quais a polícia é muito honesta, idealística, ou pelo contrário é só corrupta e prepotente. Que os criminosos, ou rebeldes, ou são só monstros, ou pelo contrário, até podem ser bandidos, mas tem tanto charme, são tão injustiçados, tão valentes que, com pequenas reservas, até servem como exemplo.
Por favor, não entendam o que escrevi como crítica, ou censura. Apenas como constatação.
O filme tem algo de épico. Honra, Lealdade, Princípios e Amor ocupam lugar de destaque.
Mas me dou conta de que o principal de uma guerra, que é a dor, o cheiro da morte, a mutilação, a fome, o destruir, tudo isto fica envolto por uma capa da glamuralização.
Aliás o cinema tem feito isto muito bem. Glamuralizar o horrível, criar uma estética da destruição e da violência.
Comparando O RESGATE DO SOLDADO RYAN, com o POR DETRÁS DA LINHA VERMELHA, dá para entender porque o primeiro ganhou mais Oscars, teve maior público. O segundo mostrava as misérias da guerra de uma maneira mais realística. Os heróis, no segundo, não eram tão heróis. A Morte é feia, sem estética, bizarra, é malcheirosa e cheia de moscas.
O mesmo se pode dizer dos filmes policiais. Nos quais a polícia é muito honesta, idealística, ou pelo contrário é só corrupta e prepotente. Que os criminosos, ou rebeldes, ou são só monstros, ou pelo contrário, até podem ser bandidos, mas tem tanto charme, são tão injustiçados, tão valentes que, com pequenas reservas, até servem como exemplo.
Por favor, não entendam o que escrevi como crítica, ou censura. Apenas como constatação.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
UM MOMENTO DE SADISMO

Se há um tipo de sujeito que consegue me incomodar é aquele que usa o sangue, o trabalho, ou os sacrifícios dos outros, sem se dispor a nenhuma contrapartida.
Pois um destes homúnculos destes estava à mesa, junto com alguns amigos meus, há alguns dias.
Conversávamos sobre o Brasil, sobre a atual situação, sobre a violência, sobre a pobreza, quando este analistadebundachatadeescrivania foi peremptória na sua afirmação.
“Este país não muda enquanto não houver um banho de sangue!”
Tentei ponderar qualquer coisa mas ele foi categórico, enfático.
“Sem sangue não se chega a lugar algum!”
No primeiro momento pensei: “Este bosta não sabe o que é sangue. E nem o que ele custa.”
Mas, em vez de ficar silente, como o bom senso me manda ficar frente a tal classe de energúmenos, resolvi, já que ele dissera isto com um certo acento sádico, usar um pouco do meu sadismo que andava bem enferrujado.
“Tchê, tu tens familiaridade com sangue?”
Antes que respondesse fui adiante.
Aproveitei que estávamos num restaurante. Que ele havia pedido a sua carne bem passada. Que o meu filé estava bem mal passado. Passei a faca na minha carne de maneira a deixa-la com o cru e o sangue bem a vista.
Garfiei-a e levei-a para mais próximo do seu rosto.
“Isto é carne e sangue. Numa revolução sangrenta tem bastante carne e sangue. Que os carneados são tanto do teu lado como do outro bando. Que esta carne poderia ser a tua. Poderia ser a da M....(sua esposa), ou da S......(sua filha). Num banho de sangue ninguém está livre... Nos banhos de sangue se perdem logo os limites. Te lembras do Um chien Andaluz? Da faca cortando um olho humano; de uma moça ainda viva? Que este olho poderia ser do F.....(seu filho)?”
Observei no seu rosto o estupor, a raiva contida, mas também o medo e a sensação de nojo.
Aproveitei e continuei. “Mesmo o lado que ganha tem seus mortos. Só que a gente sempre os imagina anônimos. Mas eles podem ser muito mais próximos do que se poderia imaginar.”
Na revolução espanhola os republicanos muitas vezes, quando pegavam um fascista, enforcavam-no, mas não sem antes deixar as tripas do tipo de fora.” “Já os fascistas, não tinham nenhum problema de pegar um comunista/socialista e estrangulá-lo lentamente e, enquanto o sujeito estrebuchava, tocavam gasolina em suas pernas e punham fogo.” “Já imaginou isto acontecendo contigo?” “Ou pegarem o teu pai e a tua mãe, colocarem-nos em uma igreja e depois, trancando todas as saídas, põe-lhe fogo?” “Nos banhos de sangue não se respeita nada, nem ninguém”
“Ou tu acha que depois da primeira barbaridade o outro lado não vai responder com barbaridades?”
“Mais ainda. Mesmos os vencedores vão se entredevorar na disputa pelos despojos.” Não foi isto que a gente viu em tudo quanto foi revolução?” “E dê-le sangue!!”
Ele tentou ainda argumentar de que era assim mesmo. Que se tinha de estar preparado para tudo. Mas seu desconforto era visível, palpável.
“Tu já caçou?” “Eu já!” “Sabe por que eu parei?” “Por causa do desespero do bicho para escapar.” “Dos gritos de dor.” “Da respiração estertorante que custava para parar e que era insuficiente.”
“Para de respirar um minuto e tu já vai ver que é horrível a sensação” “Tu sabes que na maior parte das vezes se sente falta de ar antes de morrer?”
“E a dor?" “E a dor que não passa?” “Os banhos de sangue têm sempre muita dor.” “Pensou a tua filha com esta dor?” “A dor de uma faca que entra entre as costelas e que depois o cara faz girar e sente o crugir do aço contra o osso, só de mau?”
Acho que, nesta hora, se ele pudesse, me dava uma bofetada, mas ele não podia fazer isto. Ele era um intelectual.
Observei que os outros o olhavam com um ar divertido, quase sádico, ou me olhavam com um olhar de reprovação.
Mas, como já disse, aquele dia eu estava mais era querendo ver o circo pegar fogo. Sádico, sádico e meio.
E continuei, falando do cheiro de pus, da morte, da podridão, da sujeira, dos corpos mutilados, dos pedaços de corpos achados aqui e ali nas posições esdrúxulas, bizarras da morte; da água contaminada, mal cheirosa; da fome, da fome que faz um sujeito comer qualquer coisa, mesmo que estragada, das moscas, dos ratos, enfim, de todo o cortejo que acompanha os banhos de sangue.
Não espero que ele vá desistir do seu banho de sangue purificador, criador de uma Nova Era, mas, certamente, vai passar a existir uma nuvenzinha no céu imaculado que ele criara para a sua revolução.
Pois um destes homúnculos destes estava à mesa, junto com alguns amigos meus, há alguns dias.
Conversávamos sobre o Brasil, sobre a atual situação, sobre a violência, sobre a pobreza, quando este analistadebundachatadeescrivania foi peremptória na sua afirmação.

“Este país não muda enquanto não houver um banho de sangue!”
Tentei ponderar qualquer coisa mas ele foi categórico, enfático.
“Sem sangue não se chega a lugar algum!”
No primeiro momento pensei: “Este bosta não sabe o que é sangue. E nem o que ele custa.”
Mas, em vez de ficar silente, como o bom senso me manda ficar frente a tal classe de energúmenos, resolvi, já que ele dissera isto com um certo acento sádico, usar um pouco do meu sadismo que andava bem enferrujado.
“Tchê, tu tens familiaridade com sangue?”
Antes que respondesse fui adiante.
Aproveitei que estávamos num restaurante. Que ele havia pedido a sua carne bem passada. Que o meu filé estava bem mal passado. Passei a faca na minha carne de maneira a deixa-la com o cru e o sangue bem a vista.
Garfiei-a e levei-a para mais próximo do seu rosto.

“Isto é carne e sangue. Numa revolução sangrenta tem bastante carne e sangue. Que os carneados são tanto do teu lado como do outro bando. Que esta carne poderia ser a tua. Poderia ser a da M....(sua esposa), ou da S......(sua filha). Num banho de sangue ninguém está livre... Nos banhos de sangue se perdem logo os limites. Te lembras do Um chien Andaluz? Da faca cortando um olho humano; de uma moça ainda viva? Que este olho poderia ser do F.....(seu filho)?”
Observei no seu rosto o estupor, a raiva contida, mas também o medo e a sensação de nojo.
Aproveitei e continuei. “Mesmo o lado que ganha tem seus mortos. Só que a gente sempre os imagina anônimos. Mas eles podem ser muito mais próximos do que se poderia imaginar.”
Na revolução espanhola os republicanos muitas vezes, quando pegavam um fascista, enforcavam-no, mas não sem antes deixar as tripas do tipo de fora.” “Já os fascistas, não tinham nenhum problema de pegar um comunista/socialista e estrangulá-lo lentamente e, enquanto o sujeito estrebuchava, tocavam gasolina em suas pernas e punham fogo.” “Já imaginou isto acontecendo contigo?” “Ou pegarem o teu pai e a tua mãe, colocarem-nos em uma igreja e depois, trancando todas as saídas, põe-lhe fogo?” “Nos banhos de sangue não se respeita nada, nem ninguém”
“Ou tu acha que depois da primeira barbaridade o outro lado não vai responder com barbaridades?”
“Mais ainda. Mesmos os vencedores vão se entredevorar na disputa pelos despojos.” Não foi isto que a gente viu em tudo quanto foi revolução?” “E dê-le sangue!!”
Ele tentou ainda argumentar de que era assim mesmo. Que se tinha de estar preparado para tudo. Mas seu desconforto era visível, palpável.
“Tu já caçou?” “Eu já!” “Sabe por que eu parei?” “Por causa do desespero do bicho para escapar.” “Dos gritos de dor.” “Da respiração estertorante que custava para parar e que era insuficiente.”
“Para de respirar um minuto e tu já vai ver que é horrível a sensação” “Tu sabes que na maior parte das vezes se sente falta de ar antes de morrer?”
“E a dor?" “E a dor que não passa?” “Os banhos de sangue têm sempre muita dor.” “Pensou a tua filha com esta dor?” “A dor de uma faca que entra entre as costelas e que depois o cara faz girar e sente o crugir do aço contra o osso, só de mau?”
Acho que, nesta hora, se ele pudesse, me dava uma bofetada, mas ele não podia fazer isto. Ele era um intelectual.

Observei que os outros o olhavam com um ar divertido, quase sádico, ou me olhavam com um olhar de reprovação.
Mas, como já disse, aquele dia eu estava mais era querendo ver o circo pegar fogo. Sádico, sádico e meio.
E continuei, falando do cheiro de pus, da morte, da podridão, da sujeira, dos corpos mutilados, dos pedaços de corpos achados aqui e ali nas posições esdrúxulas, bizarras da morte; da água contaminada, mal cheirosa; da fome, da fome que faz um sujeito comer qualquer coisa, mesmo que estragada, das moscas, dos ratos, enfim, de todo o cortejo que acompanha os banhos de sangue.
Não espero que ele vá desistir do seu banho de sangue purificador, criador de uma Nova Era, mas, certamente, vai passar a existir uma nuvenzinha no céu imaculado que ele criara para a sua revolução.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
INTELIGÊNCIA E RACISMO
Meu caro amigo
Recebi o teu e-mail a respeito da pesquisa que dizia que, após diversas testagens, alguns pesquisadores haviam chegado à conclusão de que os negros seriam, em média, menos inteligentes do que os brancos.
Também vieram comentários de outros cientistas. Uns acusando a pesquisa, e os pesquisadores, de racistas. Outros alegando que estes nada mais haviam feito que pesquisar e divulgar os resultados encontrados.
Perguntavas-me também o que eu achava.
Confesso que me senti no que se chama uma saia justa.
O tema é muito explosivo, sensível. Os riscos de uma má interpretação são muito grandes. Teme-se que os resultados sejam utilizados de uma maneira equivocada e nociva. Mas, se a gente não diz o que pensa, duvido que se consiga ir muito longe em termos de pesquisas psico-antropológicas.
Portanto vou me arriscar.
Acho que nós somos genotipicamente e fenotipicamente distintos. Às vezes bem desiguais. Portanto, porque não aceitar a idéia de sermos também diferentes em termos de funcionamento psíco-intelectual?
Só que, e aqui faço questão de sublinhar, diferente não quer dizer inferior ou superior.
Estas testagens foram, que eu saiba, criadas por homens intelectuais, brancos, de nível sócio-econômico alto, para medirem o que estes homens consideram como inteligência, dentro dos padrões do que eles julgam que inteligência seja. E, certamente, temos conceitos diferentes sobre o que é inteligência.
Portanto, me parece que, nestes testes, por tais fatores, os indivíduos com as características do grupo que criou estes testes, se mostrem mais inteligentes do que os que apresentam outras características.
Mas isto estará longe de dizer que aquele grupamento humano é melhor que o outro. Apenas saberemos que, naquele campo específico, ele, em média, poderá ser considerado como melhor. Mas, e nos outros campos?
O problema do nazismo, ou de racismos em geral, é que eles visam qualificar um grupo, desqualificando os outros, de uma maneira ampla e irrestrita.
Isto, além de burrice, é crime.
Espero que tenha me feito entender.
Um abração
Carrion
Recebi o teu e-mail a respeito da pesquisa que dizia que, após diversas testagens, alguns pesquisadores haviam chegado à conclusão de que os negros seriam, em média, menos inteligentes do que os brancos.
Também vieram comentários de outros cientistas. Uns acusando a pesquisa, e os pesquisadores, de racistas. Outros alegando que estes nada mais haviam feito que pesquisar e divulgar os resultados encontrados.
Perguntavas-me também o que eu achava.
Confesso que me senti no que se chama uma saia justa.
O tema é muito explosivo, sensível. Os riscos de uma má interpretação são muito grandes. Teme-se que os resultados sejam utilizados de uma maneira equivocada e nociva. Mas, se a gente não diz o que pensa, duvido que se consiga ir muito longe em termos de pesquisas psico-antropológicas.
Portanto vou me arriscar.
Acho que nós somos genotipicamente e fenotipicamente distintos. Às vezes bem desiguais. Portanto, porque não aceitar a idéia de sermos também diferentes em termos de funcionamento psíco-intelectual?
Só que, e aqui faço questão de sublinhar, diferente não quer dizer inferior ou superior.
Estas testagens foram, que eu saiba, criadas por homens intelectuais, brancos, de nível sócio-econômico alto, para medirem o que estes homens consideram como inteligência, dentro dos padrões do que eles julgam que inteligência seja. E, certamente, temos conceitos diferentes sobre o que é inteligência.
Portanto, me parece que, nestes testes, por tais fatores, os indivíduos com as características do grupo que criou estes testes, se mostrem mais inteligentes do que os que apresentam outras características.
Mas isto estará longe de dizer que aquele grupamento humano é melhor que o outro. Apenas saberemos que, naquele campo específico, ele, em média, poderá ser considerado como melhor. Mas, e nos outros campos?
O problema do nazismo, ou de racismos em geral, é que eles visam qualificar um grupo, desqualificando os outros, de uma maneira ampla e irrestrita.
Isto, além de burrice, é crime.
Espero que tenha me feito entender.
Um abração
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domingo, 11 de novembro de 2007
FIM DA FEIRA

Apesar das minhas restrições à Feira do Livro deste ano, nada de errado com a Feira, pelo contrário, tenho eu a impressão que é uma misantropia minha, em relação às multidões, preconceitos em relação a livros de auto ajuda, esotéricos e de leitura de massas, não deixei de sentir uma sensação de final de festa.
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DIÁLOGOS FRAGMENTADOS
Sábado, eu no super, fazendo as comprinhas da casa, quando passo por uma mulher, daquelas que algumas línguas malévolas chamariam de gostosona.
Ela, com o telefone no ouvido, dizia para alguém que dava para pensar que seria a empregada.
...me vê no armário uma calcinha e deixa na portaria, porque na pressa eu saí sem ela...
Continuou a falar, mas eu não mais ouvi.
Mas fiquei pensando.
Seria ela uma distraída?
Não o sendo, o que seria que a fez sair tão apressada que se esqueceu da calcinha?
Onde se encontrava ela quando se esqueceu da calcinha?
Claro que uma mente pornográfica imagina histórias maravilhosas. Mas se fosse uma história prosaica, ou puramente escatológica?
Ela, com o telefone no ouvido, dizia para alguém que dava para pensar que seria a empregada.
...me vê no armário uma calcinha e deixa na portaria, porque na pressa eu saí sem ela...
Continuou a falar, mas eu não mais ouvi.
Mas fiquei pensando.
Seria ela uma distraída?
Não o sendo, o que seria que a fez sair tão apressada que se esqueceu da calcinha?
Onde se encontrava ela quando se esqueceu da calcinha?
Claro que uma mente pornográfica imagina histórias maravilhosas. Mas se fosse uma história prosaica, ou puramente escatológica?
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POLÍTICOS, políticos ....
Meu queridos amigos e leitores. Nesta altura tenho que considerar cada leitor como um amigo, pois só um amigo para dar uma força a este pobre escriba comparecendo a este blog.
Quando falamos dos políticos safados, dos nossos políticos safados e populistas, é bom sermos lembrados que eles sempre existiram, sendo florescentes nos períodos de decadência.
Se não vejam este trecho de uma peça de Aristófanes há, mais ou menos, 2400 anos atrás. OS CAVALEIROS. 

Salsicheiro Mas, diga-me uma coisa: como é que eu, um salsicheiro, vou me tornar um político, um líder?
Primeiro Escravo (general Demóstenes) Mas é precisamente nisso que está a sua grandeza: em você ser um canalha, um vagabundo, um ser inferior!
Salsicheiro Pois eu não me julgo digno de tamanho poder!
Primeiro Escravo (general Demóstenes) Ai, ai, ai, ai, ai, ai! O que é que te faz dizer que não te achas digno? Está parecendo para mim que tens alguma coisa de bom a pesar-te na consciência. Serás tu filho de boa família?
Salsicheiro Nem de sombra! De patifes, mais nada!
Primeiro Escravo (general Demóstenes) Homem ditoso! Que sorte a sua! Tens todas as qualidades para a vida pública!
Salsicheiro Mas, meu caro amigo, instrução não tenho nenhuma. Conheço as primeiras letras e, mesmo estas, mal e porcamente!
Primeiro Escravo (general Demóstenes) Isso não é problema! Que as conheças mal e porcamente! A política não é assunto para gente culta e de bons princípios: é para ignorantes e velhacos!
Tchê lôco, hay que hoderse pá este tal de Aristófanes.
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sábado, 10 de novembro de 2007
Peguntinha do dia
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
SEIOS E LEITINHO

Este artigo foi escrito em função de uma reportagem que li que dizia que as crianças amamentadas com o leite materno poderiam ser mais inteligentes que as que não foram alimentadas com o leite materno.
Antes de mais nada devo dizer que não sou associado da Nestlé (infelizmente), nem preposto (também infelizmente), e muito menos patrocinado pela (também infelizmente - Alôoo Nestlé, qualquer coisa estamos, aí, podemos até radicalizar, total um apartamentinho na Promenade des Anglais faz qualquer radical chic ter opiniões fortes e definitivas :-)).)
Mas lendo sobre o aleitamento e inteligência, levanto cá eu ( o incrédulo de nascença), algumas dúvidas.
Não gosto de opiniões definitivas e muito menos absolutas. Por isto.
a)Será que estas crianças não são mais inteligentes, porque tiveram um contato corporal afetivo maior do que as outras? E se as mães que não deram de mamar não o fizeram por serem menos, pelo menos corporalmente, fisicamente, afetivas do que as que amamentaram?
b)O tal gene, será um desenvolvedor de inteligência, ou de afeto, pois uma pessoa com seus afetos mais resolvidos, mais desenvolvidos, com menos conflitos, pode melhor usar a sua energia positivamente?
c)Dizem que quem vê como se fazem as lingüiças não as comeria.
Sabendo como se fazem as pesquisas, a menos que se possa entrar nos detalhes mais íntimos (êpa, êpa) dela, pesquisa; como a seleção do grupo, como se fazem as perguntas, quem faz as perguntas, a ideologia de quem faz as perguntas, a ideologia de quem vai analisar as respostas, será que dá para confiar na pesquisa?
d)E at last but not least, porque não podemos admitir que tem mulheres que não foram doutrinadas para a não amamentação, e sim, simplesmente, não estavam dispostas à amamentação, que esta era uma violência contra elas, o que acabaria de, alguma maneira, atingindo o pimpolho (a), (Tinha horror de me sentir uma vaca leiteira!)?
Antes de mais nada devo dizer que não sou associado da Nestlé (infelizmente), nem preposto (também infelizmente), e muito menos patrocinado pela (também infelizmente - Alôoo Nestlé, qualquer coisa estamos, aí, podemos até radicalizar, total um apartamentinho na Promenade des Anglais faz qualquer radical chic ter opiniões fortes e definitivas :-)).)
Mas lendo sobre o aleitamento e inteligência, levanto cá eu ( o incrédulo de nascença), algumas dúvidas.
Não gosto de opiniões definitivas e muito menos absolutas. Por isto.
a)Será que estas crianças não são mais inteligentes, porque tiveram um contato corporal afetivo maior do que as outras? E se as mães que não deram de mamar não o fizeram por serem menos, pelo menos corporalmente, fisicamente, afetivas do que as que amamentaram?
b)O tal gene, será um desenvolvedor de inteligência, ou de afeto, pois uma pessoa com seus afetos mais resolvidos, mais desenvolvidos, com menos conflitos, pode melhor usar a sua energia positivamente?
c)Dizem que quem vê como se fazem as lingüiças não as comeria.
Sabendo como se fazem as pesquisas, a menos que se possa entrar nos detalhes mais íntimos (êpa, êpa) dela, pesquisa; como a seleção do grupo, como se fazem as perguntas, quem faz as perguntas, a ideologia de quem faz as perguntas, a ideologia de quem vai analisar as respostas, será que dá para confiar na pesquisa?
d)E at last but not least, porque não podemos admitir que tem mulheres que não foram doutrinadas para a não amamentação, e sim, simplesmente, não estavam dispostas à amamentação, que esta era uma violência contra elas, o que acabaria de, alguma maneira, atingindo o pimpolho (a), (Tinha horror de me sentir uma vaca leiteira!)?

Ah!, antes que me esqueça, e qual a fidedignidade dos testes de inteligência? Num contexto isolado eles mais podem atrapalhar que ajudar.
Que o problema delas é de afeto e que é isto o importante, para elas.
Ou que elas têm outros planos, ou necessidades, nesta sociedade competitiva e que usam este argumento para justificar o seu não desejo de amamentar, de vez que esta justificativa passa a ser uma resposta adequada para as inevitáveis cobranças?
Que o problema delas é de afeto e que é isto o importante, para elas.
Ou que elas têm outros planos, ou necessidades, nesta sociedade competitiva e que usam este argumento para justificar o seu não desejo de amamentar, de vez que esta justificativa passa a ser uma resposta adequada para as inevitáveis cobranças?
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quarta-feira, 7 de novembro de 2007
COISAS SOBRE A CULPA
SOBRE A CULPA
Comprei ontem o livro do PAULO SERGIO GUEDES, sobre o sentimento de culpa.
Vale a pena, eu recomendo, têm na Palavraria – Vasco da Gama 165.
A CULPA faz parte da nossa cultura, e como nos faz mal.
No livro, numa citação, do Angel Garma, psicanalista, argentino, lê-se; “...ora meu amigo, a culpa não serve para nada”. (Nunca confundir culpa com responsabilidade )
Nos seminários com o Paulo Sérgio este sempre enfatizou a idéia – “Não existe culpa!”
Como alguém pode ser culpado por algo, cuja conseqüência só será sabida depois de realizado o ato?
Como complemento, eu sempre disse para os meus pacientes e amigos.
“Mesmo que na hora eu estivesse em dúvidas, ou achasse que poderia estar fazendo algo indevido, se eu o fiz é porque a força, a vontade, o impulso, me disseram que podia ser feito ou que valeria a pena ser feito; mesmo que esta idéia, impressão, sensação, viesse a ser desmoralizada no momento seguinte.
Mas vão pensando no assunto por que ele é longo e, principalmente, importante, de vez que pode escravizar uma pessoa, limitando-a, e o que é mais significativo, sem que ela se de conta.
Comprei ontem o livro do PAULO SERGIO GUEDES, sobre o sentimento de culpa.
Vale a pena, eu recomendo, têm na Palavraria – Vasco da Gama 165.
A CULPA faz parte da nossa cultura, e como nos faz mal.
No livro, numa citação, do Angel Garma, psicanalista, argentino, lê-se; “...ora meu amigo, a culpa não serve para nada”. (Nunca confundir culpa com responsabilidade )
Nos seminários com o Paulo Sérgio este sempre enfatizou a idéia – “Não existe culpa!”
Como alguém pode ser culpado por algo, cuja conseqüência só será sabida depois de realizado o ato?
Como complemento, eu sempre disse para os meus pacientes e amigos.
“Mesmo que na hora eu estivesse em dúvidas, ou achasse que poderia estar fazendo algo indevido, se eu o fiz é porque a força, a vontade, o impulso, me disseram que podia ser feito ou que valeria a pena ser feito; mesmo que esta idéia, impressão, sensação, viesse a ser desmoralizada no momento seguinte.
Mas vão pensando no assunto por que ele é longo e, principalmente, importante, de vez que pode escravizar uma pessoa, limitando-a, e o que é mais significativo, sem que ela se de conta.
Marcadores:
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psicoterapia
terça-feira, 6 de novembro de 2007
A FEIRA DO LIVRO
Fui outro dia dar uma rapidinha na Feira do Livro. Cheguei a conclusão de que não mais dá para dar uma rapidinha na Feira do Livro.
São tantas as bancas, é tanta gente, são tantos e tão variados os títulos, que a gente (eu) se perde. É auto-ajuda, é esotérico, é infantil (nada contra, pelo contrário, acho ótimo que as crianças tenham estímulo para ler), é didático, é técnico, que, achar os livros que me agradam, fica muito difícil.
Tomei uma decisão.
Vou numa Saraiva, numa Siciliano, numa Cultura (Ah! O Paraíso antes da queda!), vejo tudo que eu quero, no ar-condicionado, num bom sofá, mais tranquilo quanto ao tempo, e, depois, vou na feira para aproveitar os descontos e tomar um chocolate quente no Press Café.
PS - Nota Cultural - Se estiver ainda em cena, não deixem de ir assistir A ALMA IMORAL, no Theatro São Pedro.
E, se lerem hoje, e der tempo, vão no Dado Bier do Bourbon que o Paulo Sérgio Guedes está lançando seu livro sobre a Culpa. Como ele é muito bom neste tema, quem puder aproveitar para ir que aproveite.
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domingo, 4 de novembro de 2007
DIÁLOGOS FRAGMENTADOS
Uma das coisas que sempre me fascinou foram fragmentos de diálogos que eu escutava aqui e ali.
“Aí eu disse: Mas que absurdo!”
E lá vou eu a pensar no que teria acontecido antes do absurdo. O que é que era o absurdo. O que a pessoa fez a partir do tal absurdo.
São várias as histórias possíveis.
As primeiras versões imaginadas são sobre sexo, dinheiro, traições. Mas estas me parecem demasiado óbvias. Por isto me pego, freqüentemente, imaginando situações bizarras.
Mas outro dia teve um destes diálogos que me fez pensar em como os tempos mudaram desde a minha adolescência.
Pacatamente estava eu à fila de pagamento do supermercado, quando ouvi uma moiçola dos seus 16/18 anos, dizer ao que me pareceu ser seu namorado.
“Imagina o meu pânico, eu não tinha tomado a pílula naquele dia, me acordo ao lado de um cara que eu não conheço. Fui voando na minha ginecologista que até achou graça. Só por eu não ter tomado a pílula aquele dia era muito difícil de eu estar grávida. Quando eu contei então para ela, que provavelmente só tinha usado a porta de trás. Ela se riu ainda mais.”
Aí chegou, para meu desgosto, a hora de eu ter de me preocupar com as minhas compras e, a contragosto, tive de me afastar um pouco mais e deixar de prestar a atenção.
Deu para ver que os dois estavam rindo das peripécias erótico sexuais da ninfeta.
Fiquei a matutar sobre os meus tempos de adolescência, lá por meados dos anos 60, em Livramento, quando se tinham dúvidas em beijar na boca uma guria que já houvesse beijado outro cara na boca. "Tá lôco beijar homem por tabela!!!"
Fiquei a pensar. Quantas oportunidades de aproveitar a vida, sentir prazer, ser feliz, foram perdidas por conta de preconceitos!?
Enquanto vinha para casa um outro pensamento me assaltou. Quantas coisas boas eu estaria, ainda, perdendo da vida por preconceitos, por conta de morais que, provavelmente, ao ler escritas, eu rejeitaria?
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sábado, 3 de novembro de 2007
UMA NOÇÃO DE VALOR
Vendo a estátua do General Osório, numa pose heróica, com os dizeres “Soldados: É fácil a missão de commandar homens livres: basta mostrar-lhes o caminho do dever!”. Fico a me perguntar:- Como se determina o que é dever, ou não, se somos todos diferentes?
- E se eu achar que é o comandante que determina o dever, os homens por ele comandados, pensam todos do mesmo jeito, num fenômeno extraordinário, ou tem de obedece-lo porque ele e o chefe, e aí não mais são livres?
Cá pra nós que a dialética é muito complicada!
AINDA FALTA ...
Lá estava eu refestelado num café, tomando um Black Love, que é uma mistura de café com chocolate meio amargo, quando chegou o meu Amigo.
Meu Amigo trazia estampado no rosto um ar de desconsolo que não tinha como se deixar passar desapercebido. Convidei-o a sentar comigo, coisa que ele aceitou de bom grado, acho até que esperava pelo convite.
Mas sentou e começou a falar. Vinha pela Goethe (Para quem não sabe, uma das principais avenidas de Porto Alegre, no, talvez, mais chic bairro da cidade.), quando parado em uma sinaleira, viu, uns dois carros adiante do seu, um motoqueiro e o dono de um Corolla
conversando. Só que, perto do final da conversa, o dono do Corolla passou para o motoqueiro uma série de objetos.
Neste momento o garçom chegou e perguntou o que ele iria querer. Quase de má vontade, irritado pela interrupção, ele pediu um café simples, como se, simplesmente, quisesse se livrar do garçom.
Voltou de imediato ao assunto. Viu o homem entregando os objetos
e, só aí, viu o revolver na mão do motoqueiro. Este arrancou rápido, dobrou na contramão e sumiu. Ninguém fez nada, embora o meu amigo tivesse certeza de que vários haviam visto o que ele havia visto. Comentou que, fosse ele o condutor do carro imediatamente atrás do assaltado, teria tentado dar uma arrancada e atropelado o meliante
. Ou talvez só ficasse só na vontade, pois seria uma mancada fazer o que desejava, não só pelos riscos, como, principalmente, pelos incômodos que certamente teria com a burocracia. Isto sem falar no risco de uma eventual vingança.
Meu Amigo me informa que está indo para a Holanda fazer um curso de um ano. Já lá esteve por duas vezes. Fica pensando, às vezes, se não seria de ficar morando lá. Levaria a mulher, os filhos, seus pais, os de sua esposa já são falecidos.
Não agüenta mais a sensação de insegurança daqui. Todo o dia é um amigo, um conhecido, que conta uma história como a que ele hoje presenciou. Muitas vezes, até piores. Mas o pior, o pior de tudo, é que não vê nenhuma perspectiva de melhora.
Mas vai voltar. Gosta daqui, das pessoas, principalmente dos amigos. Não conseguiria viver sem seus amigos.
Ouço-o com o cuidado, carinho, atenção, que se deve escutar os que falam de suas doenças, dores e sofrimentos. Dou-lhe as respostas evasivas que se dá a alguém quando se pensa de modo semelhante; mas que se sabe que, simplesmente apoiar o que ele pensa, significa deixá-lo ainda mais sem perspectivas.
Devo dizer que duvido que as coisas venham a melhorar em curto prazo.
Falta-nos ainda a Indignação, a Ira, o Chega!. O acontecimento, ou acontecimentos, a Hecatombe que faz com que a gente mande os escrúpulos, os princípios, ao Diabo que os carregue.
Queremos mudar. Mas sem mudar muito. E nisto vamos tergiversando. Não queremos abrir mão de certos direitos, garantias, flexibilidades. O laisser fair nos é ainda caro... Já sofremos com a arbitrariedade, com a censura, com a falta de liberdade. Não sabemos ainda qual é o ponto de equilíbrio entre o direito de cada um e o direito de todos. Distinguir as defesas que um cidadão deve ter, daquelas que só servem para procrastinar a punição dos que tem Poder ou habilidade.
Simplesmente nos assusta a idéia de que venhamos a matar um monstro e criar um outro.
Meu Amigo trazia estampado no rosto um ar de desconsolo que não tinha como se deixar passar desapercebido. Convidei-o a sentar comigo, coisa que ele aceitou de bom grado, acho até que esperava pelo convite.
Mas sentou e começou a falar. Vinha pela Goethe (Para quem não sabe, uma das principais avenidas de Porto Alegre, no, talvez, mais chic bairro da cidade.), quando parado em uma sinaleira, viu, uns dois carros adiante do seu, um motoqueiro e o dono de um Corolla
conversando. Só que, perto do final da conversa, o dono do Corolla passou para o motoqueiro uma série de objetos.Neste momento o garçom chegou e perguntou o que ele iria querer. Quase de má vontade, irritado pela interrupção, ele pediu um café simples, como se, simplesmente, quisesse se livrar do garçom.
Voltou de imediato ao assunto. Viu o homem entregando os objetos
e, só aí, viu o revolver na mão do motoqueiro. Este arrancou rápido, dobrou na contramão e sumiu. Ninguém fez nada, embora o meu amigo tivesse certeza de que vários haviam visto o que ele havia visto. Comentou que, fosse ele o condutor do carro imediatamente atrás do assaltado, teria tentado dar uma arrancada e atropelado o meliante
. Ou talvez só ficasse só na vontade, pois seria uma mancada fazer o que desejava, não só pelos riscos, como, principalmente, pelos incômodos que certamente teria com a burocracia. Isto sem falar no risco de uma eventual vingança.Meu Amigo me informa que está indo para a Holanda fazer um curso de um ano. Já lá esteve por duas vezes. Fica pensando, às vezes, se não seria de ficar morando lá. Levaria a mulher, os filhos, seus pais, os de sua esposa já são falecidos.
Não agüenta mais a sensação de insegurança daqui. Todo o dia é um amigo, um conhecido, que conta uma história como a que ele hoje presenciou. Muitas vezes, até piores. Mas o pior, o pior de tudo, é que não vê nenhuma perspectiva de melhora.
Mas vai voltar. Gosta daqui, das pessoas, principalmente dos amigos. Não conseguiria viver sem seus amigos.
Ouço-o com o cuidado, carinho, atenção, que se deve escutar os que falam de suas doenças, dores e sofrimentos. Dou-lhe as respostas evasivas que se dá a alguém quando se pensa de modo semelhante; mas que se sabe que, simplesmente apoiar o que ele pensa, significa deixá-lo ainda mais sem perspectivas.
Devo dizer que duvido que as coisas venham a melhorar em curto prazo.
Falta-nos ainda a Indignação, a Ira, o Chega!. O acontecimento, ou acontecimentos, a Hecatombe que faz com que a gente mande os escrúpulos, os princípios, ao Diabo que os carregue.
Queremos mudar. Mas sem mudar muito. E nisto vamos tergiversando. Não queremos abrir mão de certos direitos, garantias, flexibilidades. O laisser fair nos é ainda caro... Já sofremos com a arbitrariedade, com a censura, com a falta de liberdade. Não sabemos ainda qual é o ponto de equilíbrio entre o direito de cada um e o direito de todos. Distinguir as defesas que um cidadão deve ter, daquelas que só servem para procrastinar a punição dos que tem Poder ou habilidade.
Simplesmente nos assusta a idéia de que venhamos a matar um monstro e criar um outro.

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