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sábado, 18 de abril de 2009

DEIXEM AS CRIANÇAS BRINCAR

Hoje eu passei pelo Parcão e vi um pai dizendo para a filha:
-Fulana, se tu não vieres pedalando na bicicleta eu vou guardar ela no carro (A menina estava
carregando a bicicletinha, parecia querer continuar carregando e mais, parecia estar achando legal carregar a bicicletinha.)!
Tudo bem, imagino um zeloso pai querendo que a filha usasse corretamente a bicicleta. Mas, pombas, a menina estava ali para ter aulas de ciclismo ou para se divertir???
Mais adiante uma mãe com outra menininha se encontra com outra mãe com um menininho. E começa:
-Fulaninha, dá um beijo no Fulaninho. Fulaninha, dá um beijo na tia X (Mãe do Fulaninho). Fulaninha, mostra o teu brinquedo para o Fulaninho (Neste meio tempo o Fulaninho e a Fulaninha haviam sentado no chão e se divertiam com a areia, não estavam nem aí para os brinquedos.). Fulaninha, olha só a bola do Fulaninho. Fulaninha, conta pra tia X o que é que tu
ganhou da vó.
Nesta hora eu já estava em retirada e não vi o desenrolar do resto do diálogo (Monólogo?), mas de longe, pelo que observei, continuava no mesmo tom, com as mães querendo que os filhos fizessem isto, ou aquilo.
Afinal, mesmo com a melhor das intenções, o que estas pessoas querem criar? Seres humanos que tem de descobrir seus caminhos, aí sim, ajudados pelos mais velhos, nos momentos de dificuldade, ou marionetes?

domingo, 18 de novembro de 2007

DIA DE ÓCIO

Amanheceu chovendo.
Para alguns isto, num feriado, pode representar um foco de aborrecimento.
Para mim não.
Sempre gostei dos dias de chuva.
Adoro acordar com o tamborilar da chuva nos telhados vizinhos e vidros da casa.
Lembra a minha infância.
Tocava o apito do Gazapina (Uma cervejaria que ficava próxima à minha casa, que usava um apito para avisar os operários que faltavam 30 minutos para o início da jornada e depois outro para começarem a trabalhar.) e minha mãe, que era professora no mesmo colégio que eu estudava, abria a porta do quarto e dizia:
- Hoje tá chovendo! Não precisam ir à aula. Não vai ninguém e as professoras não dão matéria nova!
E lá ficava eu deitado na minha cama, absolutamente absolvido de qualquer culpa.
Depois fui a aulas, fui trabalhar, mas o gostinho da idéia de lazer dos dias de chuva nunca mais abandonou a minha mente.