Mostrando postagens com marcador ócio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ócio. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

PREGUIÇA OU ÓCIO

Tenho a impressão que preguiça e ócio são na prática a mesma coisa, por mais que o Houaiss diga o contrário. Ou seja, o Ócio é uma preguiça de fatiota, sapato de cromo alemão, todo pimpão que, quando consegue, ainda por cima acrescentar a palavra Criativo é como se descesse de um Porsche.
Pois ando num período assim. Talvez seja o Final de Ano, com suas ambivalências. Talvez seja a minha entrada no meu Inferno Astral, total em março entro nos sessenta, e uma data destas exige um Inferno Astral bem mais longo. O fato é que não me vem nenhuma idéia que me entusiasme em desenvolver.
Este pequeno trecho, por exemplo, acho-o de uma pobreza franciscana, sendo que eu o escrevo apenas com a finalidade dar uma satisfação aos meus amigos, leitores, conhecidos, enfim, todas estas pessoas, que são vocês, e que, ao longo dos diversos tempos da minha vida, ajudaram a dar um sentido a ela.
E agora, meus queridos, mandando um abraço, beijos, volto ao meu Ócio Criativo, pois, como é final de ano ele (ela) também tem direito a por uma roupa chic para tomar uma champanhota
.

domingo, 18 de novembro de 2007

DIA DE ÓCIO

Amanheceu chovendo.
Para alguns isto, num feriado, pode representar um foco de aborrecimento.
Para mim não.
Sempre gostei dos dias de chuva.
Adoro acordar com o tamborilar da chuva nos telhados vizinhos e vidros da casa.
Lembra a minha infância.
Tocava o apito do Gazapina (Uma cervejaria que ficava próxima à minha casa, que usava um apito para avisar os operários que faltavam 30 minutos para o início da jornada e depois outro para começarem a trabalhar.) e minha mãe, que era professora no mesmo colégio que eu estudava, abria a porta do quarto e dizia:
- Hoje tá chovendo! Não precisam ir à aula. Não vai ninguém e as professoras não dão matéria nova!
E lá ficava eu deitado na minha cama, absolutamente absolvido de qualquer culpa.
Depois fui a aulas, fui trabalhar, mas o gostinho da idéia de lazer dos dias de chuva nunca mais abandonou a minha mente.