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domingo, 15 de março de 2009

NÓS, O CINEMA E OS CLICHÊS

Eu e a Débora somos cinéfilos. Devemos ver uns quatro filmes por semana.
Fazemos algumas constatações.
Uma delas é que agora já temos um sexto sentido para os clichês.
Tipo, agora ela vai cair. Agora ele(ela), durante a escalada vai escorregar. Agora o motor não vai pegar. Agora ele vai ter uma convulsão. E por aí vai.
Não creio que isto se deva a um talento especial nosso. Acho, não sei se a Débora concorda, que falta criatividade e, freqüentemente, o diretor lança mão de clichês. Mesmo em filmes bons e de bons diretores.
Caminho das Índias não é cinema, não é filme, mas serve para exemplificar, ad nausean, o uso abusivo dos clichês.
Passei a ter cuidado para, no meu trabalho, não tentar facilitar, ou criar atalhos, com interpretações, ou diagnósticos padrões. Talvez seja por isto que em psicoterapia eu tenha me afastado das “linhas”. Nestas horas me lembro do dito popular.
“Quem anda na linha é o bonde!”

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

PREGUIÇA OU ÓCIO

Tenho a impressão que preguiça e ócio são na prática a mesma coisa, por mais que o Houaiss diga o contrário. Ou seja, o Ócio é uma preguiça de fatiota, sapato de cromo alemão, todo pimpão que, quando consegue, ainda por cima acrescentar a palavra Criativo é como se descesse de um Porsche.
Pois ando num período assim. Talvez seja o Final de Ano, com suas ambivalências. Talvez seja a minha entrada no meu Inferno Astral, total em março entro nos sessenta, e uma data destas exige um Inferno Astral bem mais longo. O fato é que não me vem nenhuma idéia que me entusiasme em desenvolver.
Este pequeno trecho, por exemplo, acho-o de uma pobreza franciscana, sendo que eu o escrevo apenas com a finalidade dar uma satisfação aos meus amigos, leitores, conhecidos, enfim, todas estas pessoas, que são vocês, e que, ao longo dos diversos tempos da minha vida, ajudaram a dar um sentido a ela.
E agora, meus queridos, mandando um abraço, beijos, volto ao meu Ócio Criativo, pois, como é final de ano ele (ela) também tem direito a por uma roupa chic para tomar uma champanhota
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