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domingo, 21 de novembro de 2010

OS QUE NÃO APRENDEM COM A HISTÓRIA ESTÃO CONDENADOS A REPETI-LA


Vi que o Brasil se absteve de condenar o Irã por desrespeito aos Direitos Humanos. Não entendo. Dá idéia até que a gente até pode achar feio, mas não devemos nos meter nos assuntos alheios.
Imagino a seguinte cena. Da minha janela vejo os vizinhos baterem boca. Devo me meter? Acho que não. Vejo o marido putear a mulher de cima a baixo. Me meto? Acho que não, mas se for convocado a depor num processo de separação litigiosa acho que devo fazê-lo. Vejo o marido enfiar a mão nas fuças da mulher. Creio que, no mínimo, devo chamar a polícia. Vejo que o marido está tentando matá-la. Penso que, além de chamar a polícia, se tiver algum meio, devo tentar impedí-lo de continuar em seu desiderato (chic esta). Mas se meter em assuntos de outro país, mesmo que estejam cometendo crimes, nunca. Daí da para entender porque não fizeram nada com o Hitler e o Mussolini enquanto havia tempo. Deu no que deu. E por aí vamos.
Podem alegar que outros também não respeitam os Direitos Humanos. Então que se façam moções para condená-los.
Mas o silêncio cúmplice é tão criminoso quanto o próprio crime. Pode haver uma diferença de grau, mas é crime igual.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

DO DRAMÁTICO DA VIDA

Esta foto me tocou.

Fazia parte de um conjunto de fotos sobre crimes nazistas da II Guerra Mundial. Tem cenas terríveis. Que eu já havia visto.

O que me tocou nesta, razão pela qual eu a publico aqui, é por que ela retrata uma destas dicotomias do ser humano.

Sob o fundo de uma casinha típica alemã, provavelmente bem colorida, cuidada, limpa, aconchegante, com arbustos, flores, talvez gerânios; marcha uma multidão de mulheres, crianças, velhos, provavelmente a caminho da Morte.

Muito Humana, demasiadamente Humana.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

INTELIGÊNCIA E RACISMO

Meu caro amigo

Recebi o teu e-mail a respeito da pesquisa que dizia que, após diversas testagens, alguns pesquisadores haviam chegado à conclusão de que os negros seriam, em média, menos inteligentes do que os brancos.
Também vieram comentários de outros cientistas. Uns acusando a pesquisa, e os pesquisadores, de racistas. Outros alegando que estes nada mais haviam feito que pesquisar e divulgar os resultados encontrados.
Perguntavas-me também o que eu achava.
Confesso que me senti no que se chama uma saia justa.
O tema é muito explosivo, sensível. Os riscos de uma má interpretação são muito grandes. Teme-se que os resultados sejam utilizados de uma maneira equivocada e nociva. Mas, se a gente não diz o que pensa, duvido que se consiga ir muito longe em termos de pesquisas psico-antropológicas.
Portanto vou me arriscar.
Acho que nós somos genotipicamente e fenotipicamente distintos. Às vezes bem desiguais. Portanto, porque não aceitar a idéia de sermos também diferentes em termos de funcionamento psíco-intelectual?
Só que, e aqui faço questão de sublinhar, diferente não quer dizer inferior ou superior.
Estas testagens foram, que eu saiba, criadas por homens intelectuais, brancos, de nível sócio-econômico alto, para medirem o que estes homens consideram como inteligência, dentro dos padrões do que eles julgam que inteligência seja. E, certamente, temos conceitos diferentes sobre o que é inteligência.
Portanto, me parece que, nestes testes, por tais fatores, os indivíduos com as características do grupo que criou estes testes, se mostrem mais inteligentes do que os que apresentam outras características.
Mas isto estará longe de dizer que aquele grupamento humano é melhor que o outro. Apenas saberemos que, naquele campo específico, ele, em média, poderá ser considerado como melhor. Mas, e nos outros campos?
O problema do nazismo, ou de racismos em geral, é que eles visam qualificar um grupo, desqualificando os outros, de uma maneira ampla e irrestrita.
Isto, além de burrice, é crime.
Espero que tenha me feito entender.
Um abração
Carrion