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domingo, 16 de dezembro de 2007

ESTE PESSOAL DE BRASILIA SÃO UNS PÂNDEGOS III

Sempre desconfiei que os nossos políticos têm uma alma infantil.
Pois não é que o governo perdeu na questão do CPMF e a ala governista em vez de parar para ver que estamos com uma carga tributária enorme, que se deixa vazar recursos por todos os canto, está se comportando como criança pequena. “Olha, agora vocês vão ver uma coisa, eu vou aumentar um montão de impostos!”, que, como todos devem intuir, é uma variação do “Tu vai vê uma coisa!”.
Porque não se preocupam em criar uma legislação que torne a fiscalização mais fácil e efetiva. Sim, porque sonegação e tentativa de sonegação sempre haverão; hecha la lei, hecha la trampa (Feita a Lei, Feita a Trampa – trapaça), viu dep. A?
Porque não se preocupam em diminuir as despesas inúteis, supérfluas, desnecessárias do Congresso? Bom, aqui devo estar escrevendo baixo o efeito de um gole de Absinto que tomei ontem.
Porque não fiscalizar o que o governo está fazendo (qualquer governo) e cobrar a aplicação da lei, se for o caso. (Resquícios de um flûte que tomei na sexta, só pode.) Mas, como já estou começando a delirar (Onde foi que eu pus o meu Haldol?), vamos parando por aqui.

ESTE PESSOAL DE BRASILIA SÃO UNS PÂNDEGOS II

E o senador Pedro Simon do PMDB-RS, que era contra isto, e aquilo, inclusive contra a prorrogação da CPMF, por A e B motivos, na hora H, não só votou a favor, como também fez um discurso a favor. Razões: Chi lo sa? (Quem o sabe?, deputado Aldo a quem devo a oportunidade de desenvolver as minhas qualidades como tradutor.).

ESTE PESSOAL DE BRASILIA SÃO UNS PÂNDEGOS

Acho que Brasília consegue reunir o que de pior o Brasil tem. Gostaria até de poder dizer que Brasília mostra o que temos de melhor e de pior. Mas não consigo localizar lá o tal de melhor.
E, atenção, por favor. Não é uma crítica específica ao governo Lula, de vez que os fatos relatados podem ser aplicados para os outros governos, com as variantes necessárias.
Nesta semana de brigas pela CPFM, sobe o Senador Paulo Paim (PT – RS) e faz um discurso candente em defesa da CPMF. Brilhante discurso, claro, incisivo, aparentemente decisivo. Sai da tribuna e vai para o seu assento quase como um centroavante que fez um gol e corre para o abraço.
Pois não é que vêm um senador d’um estado do nordeste e, num discurso bem mais singelo, rebate todos os argumentos do Senador Paim, com argumentos do SENADOR PAIM, no seu discurso contra a implantação da CPMF durante o governo Fernando Henrique. Se eu fosse o Paim estaria louco de vontade de escapulir chão abaixo.
O que é a metamorfose de um sujeito quando está no governo, ou na oposição. E nós, os bobos da corte, pensando em coerência.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

NO DIA DE HOJE





Frente aos tormentosos acontecimentos do dia de hoje, fui compelido a recordar-me dos tempos da “Gloriosa”, quando o Ministro da Justiça, Armando Falcão, ao ser instado a explicar o inexplicável respondia:
“NADA A DECLARAR.”
Portanto se me pedirem uma opinião sobre o que ocorreu hoje, no Senado da República, responderei como ele:
“NADA A DECLARAR.”
Isto por que não posso fazer como Domiciano, que foi ao Senado Romano e disse para alguns senadores:
“A Vós, Pais da Pátria, foi dado o poder de cuidar do Estado Romano, infelizmente vejo que nada fizestes. Por isto eu vos condeno a morte.”

Também me deu vontade de me travestir em Pregador e dizer:“Isto porque alguns pecaram. Outros viram que os outros tinham pecado e nada fizeram. E outros sabiam que houveram e sempre haveriam pecadores; mas nunca fizeram nada que permitisse a sua punição (Em termos práticos.).” (Carrion 1:1.)