Mostrando postagens com marcador ménage à trois. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ménage à trois. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de novembro de 2008

MÉNAGE A TROIS

Pois uma gentil leitora me enviou a seguinte pergunta:
-Doutor! Estou casada a 15 anos e amo muito o meu marido, mas de uns 7 anos para cá o meu marido tem insistido muito para que nós tenhamos uma relação a três com mais um outro homem. Não quero, mas ele insiste muito, principalmente quando transamos ou estamos por transar. Isto me deixa muito aflita e acaba me tirando a tesão. O que eu devo fazer?

Ela não me informa a sua idade, se tem filhos, a situação sócio econômica, etc. Só o que está descrito na pergunta.
Procurei me despir de conceitos, preconceitos, posições politicamente corretas, e ficar num raciocínio mais pitagórico, cartesiano, tentativa e erro, se é possível tal coisa nestes casos.
Em primeiro lugar, fico impressionado com a quantidade de mulheres que se ralam “por que eu amo ele Dr.”. Êta amores mais masoquistas, sô. Mas isto fica para outro dia.
Que saídas têm esta mulher?
a) Topa o programa. A1) Sai machucada, talvez indelevelmente. A2)Adora, ele também, ficam os dois habitues. A3)Ela gosta, mas ele passa a ficar paranóico com o que vê e percebe. A4)Nem ele, nem ela gostam. Não falam mais no assunto ou não conseguem mais viver juntos por conta desta realidade que os espinha.
b) Ela manda ele pastar e ir procurar a sua turma. B1) Ele se separa e ela tem de enfrentar a vida sozinha. B2) Ele volta que nem um cordeirinho e não enche mais o saco. B3) Ele volta que nem um cordeirinho, mas dali a pouco volta a encher o saco.

c) Deixa como está, porque pensa ser este o preço que tem de pagar para ficar com ele. Total “É que eu amo ele Dr.”
d) Diz que topa, mas só se ele transar também com o homem. D1)Ele não topa, fica indignado e continua a insistir que se faça o ménage, mas pelos seus parâmetros. D2)Ele topa, mas como será que ela fica vendo-o numa relação homossexual? D3)Ele não topa e para de encher o saco.
E aí minha gente, viram como é difícil quando alguém quer se meter na vida dos outros? Por isto é que há muito tempo eu procuro descobrir o que a pessoa realmente quer e ver com ela os seus custos e benefícios.
Como eu vivo dizendo: A Natureza é capitalista, e capitalista selvagem.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

FANTASIAS SEXUAIS IV

Tinha uma conhecida minha cuja fantasia era fazer uma ménage a trois com o marido e outra mulher. Chegou a falar para o marido, que não se importou, mas que ficou naquela de não vou fazer força nenhuma para acontecer.
Fantasiava que, ora era ela que estava com a mulher e depois chegava o marido. Que chegava em casa e estava o marido com outra. Que numa festa, numa praia, numa viajem, num cruzeiro de navio, pintava um clima, uma ocasião.
A excitava as imagens que ela criava, dela com a outra, dela com o marido e a outra assistindo, dela sendo tocada pelos dois e por aí afora.
Me contou que finalmente um dia fez ménage acontecer.
Num happy hour conversava com uma amiga, as duas com algumas champanhotas na cuca quando aquela lhe confidenciou que tinha vontade de fazer algo pelo estilo. Mas tudo na base da teoria.
Nada disse, mas guardou no caderninho dos lembretes mentais.
Um dia estava com a, agora, amiga em casa, quando uma centelha mental se acendeu. É hoje!

Sob o pretexto de tomarem alguma coisa, buscou uma tequilla (qualquer dia destes vou escrever sobre o fenômeno tequilla x sexualidade) e preparou-a no esmero. E tomaram uma, e tomaram duas, e três; quando o marido chegou em casa as duas já estavam de pilequinho.
Aí, naquele ambiente de euforia alcoólica, começaram a falar em experiências sexuais, em vontades, fantasias, dali a pouco foi um toque semquererquerendo. Resultado acabaram os três na cama.

Segundo ela foi bom. O marido e a amiga disseram também que fora bom, mas puseram a culpa na tequilla. Por ela repetiria a experiência, mas não sentiu clima, por parte do marido.
Se se sentiu homossexual, ou fazendo algo homossexual? Não! Sentiu apenas que estava fazendo uma sacanagem, no bom sentido da palavra.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Ménage a Trois & Assemelhados II

Esta me foi contada por conta da intimação que fiz a uma amiga que eu sabia que já havia passado pela experiência.
- Por quê?
- Por curiosidade.
- Já tinham me falado, já tinha visto em filmes, já tinham me proposto. Um dia fiquei naquelas. Por quê não experimentar?
- Experimentei!
- E aí?
- Foi bom! Não foi o bicho. Mas foi bom. Mas não senti vontade de repetir mais vezes. É como certos doces muito doces. Dão muito prazer na primeira garfada, mas logo enjoa. Se a gente tenta de novo descobre que o enjôo vem cada vez mais cedo.

Ménage à Trois & Assemelhados

Comentário que eu ouvi de uma garota de programa.
- Homem é bem marreca! Propõe pôr outra mulher na transa; pagam mais que o dobro, se sentem uns malandros e, mal sabem eles, que a gente gosta disto (
de transar com outra mulher) e ficamos tirando o maior sarro deles.
- Sim, porque homem é a coisa mais fácil de enganar. Basta dizer que ele é maravilhoso, que o pau dele é uma loucura, gemer, dizer um monte de sacanagem e que a gente só não deixa de cobrar porque o estabelecimento não permite, ou porque a gente tem uma família muito pobre que precisa que a gente ajude.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

MÉNAGE À TROIS

Em vez de ficar dando explicações psicológicas, ou sociológicas, a respeito de porque se fazem ménage à trois e porque a preferência pelo formato duas-mulheres-um-homem, resolvi contar alguns casos que me chegaram ao conhecimento. Mais adiante até darei as minhas opiniões. Prefiro que vocês tirem primeiro as próprias conclusões.
Não são casos de pacientes

Caso 1 – Me foi contado por uma mulher dos seus 40 anos. Casara-se cedo e separara-se sem filhos há uns 8 anos. Desde então só “ficara”. Tinha um amigo colorido com quem conversava sobre fantasias, aventuras e desejos. Um dia este lhe propôs que fizessem sexo a três. Uma experiência. Ficaram que cada um procuraria alguém pelo seu lado. Não definiram o sexo deste terceiro parceiro.
Depois de algumas semanas o amigo apresentou um candidato. Solteiro, aparência razoável, bom nível cultural. Saíram algumas vezes para irem se acostumando. Falavam de fantasias e desejos.
Um dia acharam que estavam maduros e partiram para os finalmentes.
Na primeira meia hora as coisas correram conforme ela esperava. Arretos, toques, “estava bem bom”. O problema é que, quando os paus vieram para fora, os homens muito mais se interessaram um pelo outro do que por ela, que foi ficando de lado.
Dali a pouco “se encheu de nojo”, pegou suas roupas e foi embora.
- Encerrei este negócio de sexo a três.

sábado, 1 de dezembro de 2007

MÉNAGE À TROIS, TROCA DE CASAIS, SWING’S


Lendo os comentários, no blog, a respeito do sexo a três (Muito menos charmoso que uma ménage à trois, apesar do encanzinamento do ex-presidente do Congresso, não sei o que Rabelo, do PC do B, que quer tudo escrito na Última Flor do Lácio, Inculta e Bela.), achei uns pontos interessantes para continuar tão profícua discussão.
Muitas pessoas falam em machismo, em preconceito machista, pelo fato que, na maior parte das vezes, a lúdica atividade sexual ocorre com duas mulheres e um homem. Que esta proporção mostraria uma atitude egoística dos homens, visando predominantemente o seu prazer. Que seria uma atividade, no mais das vezes, imposta às mulheres.
Esta explicação sociocultural nunca me convenceu muito. Agora, que parei para pensar, menos ainda.
Como não confio muito em livros, escritos academicamente (É um cara, sentado atrás de uma escrivaninha, que escreve baseado em pesquisas, que foram realizadas por terceiros, com respostas muitas vezes fechadas, que chega a conclusões quase que definitivas. Só que, em geral, bem distantes da realidade, sobre comportamento sexual.). Isto por que:
Primeiro porque os entrevistados mentem. E mentem muito. Qualquer médico sabe que os pacientes, pelos mais diversos motivos, não querem falar a verdade, num número significativo de vezes.
Segundo, porque muitos médicos não sabem perguntar, têm medo, ou vergonha, de perguntar e acabam não fazendo alguns perquirimentos, ou fazendo-os de um modo inadequado.
Um trabalho interessantíssimo sobre isto, foi feito pelo Dr. Luis Otávio Torres, de Belo Horizonte, na sua tese de doutorado na USP. Nela, ele mostra que era alarmante o número de médicos, residentes em Urologia, que não perguntavam a respeito da vida sexual dos pacientes.
Por conta disto, resolvi ir a campo, para saber, de quem faz a coisa, de como ela é feita; por quem é feita; quando é feita.
É lógico que o que perguntei não tem valor estatístico, mas, como já disse, não acredito em valores estatísticos no que diz respeito a comportamento sexual. Mente-se, pergunta-se mal, interpreta-se mal e são tão infinitas as variáveis em jogo, que as estatísticas se perdem nas causas e conseqüências.
Ou seja, fui perguntar para quem já fez, ou faz. Dos dois sexos. Por que é assim?
Segue num próximo capítulo.