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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

THE ROLLING STONES, SHINE A LIGHT

Vendo este documentário realizado pelo Martin Scorsese, fiquei a me perguntar:
Como é que o Mick Jagger consegue ter aquela vitalidade, aquela agilidade, com a idade que tem, depois de haver fumado todos, bebido todas, comido quem quis e quem não quis, tendo feito um monte de filhos, sem horário para dormir, sem rotina aparente nenhuma?
Ou será que ele é assim justamente porque é assim.
Se fosse um sujeito quietinho, pacato, estudioso, que dá uma caminhada de 40 minutos umas três ou quatro vezes por semana, que come sobriamente e bebe ainda mais sobriamente, que vive com “a patroa” numa vida tranqüila que nem água de poço.
CONSEGUIRIA ESTAR NESTE ESTADO?

domingo, 13 de abril de 2008

QUALIDADE DE VIDA

Nas últimas duas semanas três pessoas conhecidas minhas morreram.
Uma de 92 anos, outra de 98 e, finalmente, uma terceira de 102.

Este é um fenômeno recente. Não se costumava durar tanto tempo assim antes.
Daqui a alguns tempos, enterros de pessoas centenárias vão vão ser comuns.
Mas, pergunto-me eu, até que idade valerá a pena viver?
Todas estas três pessoas, que eu saiba, passaram os três, quatro, últimos anos na cama, sem reconhecerem praticamente ninguém.
Nos últimos anos meses estavam quase que uns vegetais sobre o leito.
Antes disto, nos últimos dez, quinze anos, elas ficavam em casa, da cama para a sala, sendo cuidadas por empregadas, ou enfermeiras.
Que eu saiba, pouco, ou nada, faziam que sentissem prazer.
Tenho uma mãe com 88 anos. Ela vai ao cinema, visita amigas e parentes, auxilia meus irmãos em viagens curtas “para os coitados não viajarem sozinhos”, acompanha novelas, noticiários, dá uma lida no jornal, adora comer, principalmente aquilo que dizem que ela não poderia comer; mas, como diz ela: -Se eu não fizer certas coisas, prá que me adianta viver?
Não estou pregando nada. Só estou a me perguntar.
Será que a nossa cultura não está voltada em demasia para o quanto vamos viver e não ao como viver.
Fico pensando em mim.
O dia que eu não puder mais amar, ter tesão, trabalhar, ler, ir a um cinema, consumir algumas bobagens, gozar da companhia de filhos, amigos.
O dia em que não puder me locomover para onde bem entender. Que começar a depender dos outros para atividades simples do dia a dia. Que depender dos filhos, ou sabe lá de quem, para me sustentar.
Será que estará valendo a pena viver? Será que eu vou estar querendo continuar vivo? De que me servirá viver xis anos a mais?
E vocês? O que pensam disto?


domingo, 30 de março de 2008

BRÓCOLIS, CARNE VERMELHA, CAVALOS E TARTARUGAS

Escrevi no blog da "calçolas" o que se segue.


Mas gostei do que escrevi e resolvi publicar aqui também.


Minha tese é a seguinte:Cavalo só come verde, faz exercício, dorme cedo. Vive uns 20 anos.Tartaruga fica ali na dela, come de tudo, mais se arrasta. Vive mais de 300 anos.Portanto verde e exercícios fazem mal a saúde.Atenção senhores e senhoras jornalistas.Meu sonho é chegar inteiro aos 100 anos e ser entrevistado e receber aquela pergunta tradicional e inteligente: A que o senhor atribui a sua longevidade, e saúde? E eu poder responder. Muita mulher, muita carne vermelha, muito colesterol, nada de verde e de exercício! Acho que assim valeria a pena chegar aos 100.












quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

QUALIDADE DE VIDA

Não sei se este trecho é de Fatima Rocha, mas veio num email dela. Não sou de copiar artigos para colocar no meu blog, mas, como este representa muito do que eu penso, eu até posso pensar que ele me foi roubado por telepatia :-))
É complementado pela idéia de um amigo meu, o excelente cirurgião plástico RENATO VIERA, que um dia no Barranco me comentou. "Não sei o que estes caras querem com viver tanto tempo, se eles nunca aproveitaram a vida e não vai ser agora, em que mal podem se mexer vão conseguir." As palavras não são exatamente estas, mas a idéia é a que a minha memória guardou.
A vida não deve ser uma viagem para o túmulo, com a intenção de chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado. Melhor enfiar o pé na jaca: cerveja em uma mão, tira gosto na outra, muito sexo e um corpo completamente gasto, totalmente usado, gritando: VALEU!!! QUE VIAGEM!!!


segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

LONGEVIDADE E SOBREVIVÊNCIA NO BRASIL

As manchetes do dia dizem que a vida média do brasileiro subiu para 73,2 anos em média.
Pergunto-me para que.
Minha mãe tem 88 anos de idade. Trabalhou como professora dos 14 aos 51 anos. Vi seu contra-cheque hoje. Seiscentos reais de salário e mais trezentos de triênios.
Não tivesse outras fontes de renda viveria de quê?
Se ela, que era classe média, tem isto de salário, imagino os pobres daquela época.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

FILOSOFIA DE BOTEQUIM

Conversávamos eu e o meu amigo Renato Viera, sobre os sacrifícios que as pessoas fazem para aumentar a longevidade; quando ele disse mais ou menos o seguinte:
- Eles sacrificam a vida, por uma vida que eles nem sabem se vão ter.
Já tinha pensado inúmeras vezes a respeito disto.
Sempre me chamou a atenção estas pessoas que não vivem a única vida real, que é a do presente. Ou ficam a remoer águas passadas, ou ficam se poupando com um futuro que não sabem se chegará.
Os passageiros do malfadado vôo da TAM que o digam.