domingo, 29 de agosto de 2010

E A BALEIA MORREU, ou vá se entender os desígnios das baleias, dos homens ou de Deus...

Pois é, a baleia morreu.
Ela encalhou na praia.
Um grupo de voluntários, IBAMA, etc. e tal, foram lá para salvá-la.

Depois de muito esforço, com o auxílio de um rebocador, conseguiram desencalhá-la e transportá-la para águas mais profundas.
A baleia voltou a praia.
Voltou a encalhar.
Morreu.
Fico pensando se esta baleia não tinha ido para a praia para morrer.
No que pode haver sofrido até morrer.
Penso nos suicidas.
Não nos loucos que se suicidam.
Imagino aqueles que, desiludidos da vida, depois de a haverem vivido, resolvem morrer. Ou para fugirem de uma dor, ou sofrimento outro, intenso, sem maiores perspectivas, querem morrer.
E nos que não os deixam ir.
Será que eles não fazem isto em causa própria?
Pelo seu medo de morrer. Pelo seu medo de enfrentar O Outro Lado.
Então não deixam ninguém morrer em paz, do jeito que queriam morrer.
“É a vontade de Deus!”
Quem diz que esta é a vontade de Deus?
“Está escrito!”
-Sim, mas quem escreveu? Um homem que diz que Deus disse? E se Deus disse o inverso e este homem, rebelde, escreveu o contrário. E se este homem fosse um alucinado?
É tão complexa a mente que tudo que se disser dela é mera especulação.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Mulher Perfeita



Alguns, não sei, se por engraçadinhos, ou porque realmente pensam assim, mandaram esta foto como o protótipo da “MULHER PERFEITA”.
Como piadinha, tudo bem, não é do meu estilo, mas acho que JAMAIS se deve censurar o humor. Sou absolutamente contra o tal do politicamente correto em termos de humor. Mas é possível que alguns pensem realmente assim. Neste caso, só posso deplorar-lhes a pobreza de espírito e, mais ainda, a pobreza vivencial, pois não podem aproveitar toda a grandiosidade que uma mulher tem, ao se restringirem a tão pouco.
Continuo esperando sugestões das mulheres sobre o HOMEM PERFEITO.

sábado, 21 de agosto de 2010

A SEGUIR: A MULHER PERFEITA

As conclusões de um grupo de veteranos sobre como seria a mulher perfeita.
Por favor mulheres que leiam este post. Me ajudem mandando idéias de como seria o homem perfeito para que eu possa colocar junto com idéias que eu tenho, e me contaram, sobre como ele seria. Podem escrever em comentários, ao pé deste post, ou, melhor ainda, pelo meu email. ccarrion@uol.com.br .

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nada como o tempo para mostrar que a teoria, na prática, é outra

Lendo uns Pasquins de 72/73, vi umas declarações do Sérgio Cabral.
Numa delas dizia que, se um dia fosse eleito governador, ou prefeito, do Rio de Janeiro, triplicaria o salário dos professores.

Sua mãe tinha sido professora e sempre ganhara muito mal.
Desde que foi eleito aumentou em quanto, acima dos níveis inflacionários, o salário dos professores?
Na outra, dizia que isentaria de impostos quem derrubasse um edifício e no lugar construisse uma casa.

Alguém ouviu falar de um projeto de lei, ainda que remotamente parecido que tenha sido enviado à Assembléia, ou Câmara de Vereadores?
Ou seja, como é bom sonhar com utopias e como elas são difíceis de serem, pelo menos, tentadas.

Histórias da Vida

Ontem dois amigos me contaram uma história que ambos haviam sido testemunhas oculares e auditivas.
Um deles havia ido para a praia com três amigas mulheres. (Anos 70)
À noite, duas haviam ido dormir e ele ficou na sala conversando com a terceira.
Conversa daqui, conversa dali, acabaram deitando numa rede.
Mais conversê daqui, mais conversê dali e acabaram nús.
Toca aqui, toca ali, e ficaram prontos.
Na hora que ele aponta "o mastro" para a entrada da "gruta" ela diz: -Sou virgem.
Todas as culpas do mundo emergem, nele e nela, e acabam deixando para depois.
No outro dia ele volta para Porto Alegre, pois tinha plantão.
Dois dias depois a encontra. Toda contentinha.
-Sabe de uma coisa?! Não sou mais virgem. Depois que tu veio embora, encontrei o Kibon e disse para ele. Quero perder a minha virgindade! Tu me ajudas! E transei com ele! Agora sou livre.
Moral da história. Nunca se deixe influenciar pela culpa.

sábado, 14 de agosto de 2010

Complexos, Pintos, Gordurinhas e o medo de ser CORNO

O meu caro leitor, o Paulo disse... (ver comentário do post anterior)
Todas inseguranças? Boa parte delas, com certeza. Mas eu não deixaria de lado o famoso "será que sou corno?". Creio que essa é quase tão comum quanto o "complexo de pinto pequeno". E não nego! Eu sofro disso!
Por quê eu não coloquei isto como um dos "complexos" universais? De vez que praticamente todo mundo, em algum momento, teve este medo, ou dúvida?
Primeiro porque isto não é um complexo. É, talvez, uma dúvida universal. Segundo, por que ser, ou não, corno, não depende da vontade do indivíduo, é o outro, ou outra, quem decide. Terceiro, porque ninguém nunca vai ter garantia que o seu(sua)companheiro(companheira) não vá ter uma aventura extra conjugal.
Não obstante a pessoa ser bom(a) de cama, mau(á) de cama, carinhoso, bruto, etc. e tal. Este é um fato que temos que aprender a conviver. Diferente da primeira situação em que o sujeito sempre tem algo que ele pode inventar para sustentar a sua crença de que seu pênis é pequeno. ou não, ou se é tão regordete assim
Aliás eu lembro duas histórias a respeito de tão tormentoso tema.
Uma é de um amigo, grande caçador de mulheres, brancas, casadas, solteiras, negras, judias, castelhanas, altas, baixas, feias e por aí vai.
Pois este portento da sedução, nunca conseguiu e acho que nem buscou, ter a garantia de que não seria corno. Aliás, é dele a magistral frase. "Mochinho (isto é gado sem guampa), mochinho ninguém vai morrer". Palavra do expert.
A garantia total é uma utopia. Com este fato vamos ter conviver per omnia seculo seculorum. Ser submisso não adianta de nada. Bancar o durão, ou malvado, pode impedir alguns episódios. Mas, se a mulher, ou o homem, quiser jogar água fora da bacia, ninguém segurará. Apenas estes peralvilhos serão mais discretos.
Uma historieta contada pela mulher de um amigo meu.
Ele adorava, quando transavam, que ela lhe dissesse palavrões. "Seu veado, seu cafajeste, puto, prevalecido... e assim por diante". Só que um dia, na hora do entrevero, ela, entre outras coisas, disse, ...seu corno... De imediato ele parou e gritou: -Corno não! Corno não!
Porque, é logico, ele sabia se era, ou não, cafajeste, veado, etc. Mas nunca poderia ter certeza de ser, ou não, corno. Mesmo que ela dissesse que sim, que ela o havia corneado. Ela poderia estar mentindo.



Portanto, o medo da corneagem é totalmente diferente do ter um pinto pequeno, que eu posso medir, ver estatísticas, comparar nos banheiros, ver pelas fotos, vídeos e etc.



O mesmo uma mulher, que não seja uma neurótica de carteirinha, ou psicótica, a respeito de sua gordura.



A presença do outro é sempre um problema. Não é à toa que o Sartre disse: L'enfer sont les autres."

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

COMPLEXOS, PINTOS E GORDURAS

Vocês já repararam como são comuns dois complexos?
O dos homens que, em sua maioria, ou acham que o seu pinto é pequeno, ou que poderia ser maior.
O das mulheres que acham que poderiam ser mais magras?
Parece que nestes fatos se concentram todas as inseguranças humanas, talvez até como um meio de tê-las controladas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Valeu a pena ver a cena

A gente sofre com os nossos Homens Públicos. Mas de vez em quando se tem o nosso momento de glória.
Foi o caso do voto do Brasil apoiando as sanções da ONU, sob protesto.
Ver o Celso Amorim explicando o ocorrido. Fulo da vida. Com o fato atravessado na garganta. Quase saindo correndo após o término da entrevista, como diz a propaganda aquela. NÃO TEM PREÇO.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SOBRE A MACONHA

Li na Zero Hora um discreto debate entre o Marcos Rolim e o meu querido amigo Sergio de Paula Ramos a respeito da maconha.

Quero deixar claro alguns pontos para que entendam a minha posição. Primeiro. Nunca usei a maconha pela simples razão de que qualquer inalante me dá alergia. Segundo. Não acredito em verdades definitivas. Terceiro. Não trato de drogaditos. Mas acredito ter uma boa visão da vida e, principalmente, da História, até porque nesta sempre tento saber do “outro lado”, se registros houver.

A medicina está repleta de verdades, conceitos absolutos, que o tempo se encarregou de soterrar. Quem não lembra dos tratamentos à base de laticínios para a úlcera gástrica; havendo um quase que um consenso de que a úlcera gástrica era, na imensa maioria das vezes, de ordem psicológica. Hoje se sabe que é um micro organismo o causador da maior parte dos processos gástricos ulcerosos. Tendo havido uma mudança radical no tratamento.

Ou da testosterona, que era a grande vilã dos processos cancerosos de prótese. Hoje se sabe que, instalado o carcinoma, ela o alimenta. Portanto é vilã. Mas antes do sujeito ter câncer, vários trabalhos especulam que ela teria um papel protetor anticarcinogênico.

Por isto, acho arriscada a tomada de posições definitivas, em Medicina.

A grande maioria dos trabalhos científicos, para não dizer a imensa maioria, trata dos malefícios da maconha. Até por que se sabe que ela, usada da maneira usual, faz mal. Ponto.

Mas acho que não se pode desprezar, a priori, aqueles trabalhos que indicam um possível benefício do uso da maconha em algumas circunstâncias, sob orientação precisa e direta de profissionais, competentes e honestos. É evidente que estes trabalhos não terão a densidade e nem preencherão todos os requisitos metodológicos daqueles trabalhos que mostram os malefícios da maconha.

Começam por não serem politicamente corretos, o que diminui em muito o seu espaço no meio científico. Os centros que fazem as grandes pesquisas são ligados às universidades públicas, ou privadas (Que tem um nome a zelar...), ou que tem os grandes laboratórios a financiar. E uma pesquisa exige muito dinheiro. Algumas são absolutamente inviáveis sem um grande financiador. As leis, com suas proibições, manietam, e muito, a liberdade do pesquisador. Vide a Ciência e a Inquisição.

Por isto, gostaria de dizer, por minha conta e risco, que continuo contra o uso e comercialização de maneira indiscriminada da maconha, mas, por favor, não pensemos na Canabis como quem pensa num Brasil x Argentina. Que possamos examinar se ela, em determinadas situações, pode, ou não, ser útil.

Total, não se descobriu que veneno de cobra, bem utilizado, pode salvar a vida de um enfartante?

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A minha leitora...

...(hay que cultivar-las) Jamile.
É a Medéia, que teve filho com Jasão, e para vingar-se por ele te-la abandonado, serviu-lhe os filhos como refeição.
Sobre a postagem Pequenas Questões.
Mas aproveitando o momento. E o tio Lula que me veio de novo com o papo de não se meter no assunto dos outros países, no que diz respeito a morte por apedrejamento da adúltera lá no Irã.
Mas que grande pandego está me saindo este rapaz! E a sua turma.
Foi o mesmo com o dissidente cubano que morreu de greve de fome. Ou com os boxeadores cubanos que foram devolvidos porque queriam voltar e que um deles conseguiu fugir novamente e contou na França que no Brasil foram praticamente coagidos a voltar (sem vírgulas ou pontos, à la Saramago) a Cuba. Sempre tudo feito no sentido de respeitar os outros países, a tal não intervenção. Só que quando houve o quiproquó em Honduras não tiveram o menor problema em se meter. Vá se entender a políticas destas tais de "altas esferas". Nestas horas me dou conta que que sou piquititinho mesmo
.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Só para responder a Ana...

... que teve a gentileza de fazer um comentário sobre o não sexo num fim de semana cinzento.
Quando se está só, parece que é uma coisa que aconteceu de repente, sem motivo. Aconteceu e pronto. Quase um capricho de um deus maligno e sádico. Tipo um terremoto antes dos geólogos. Já passei fins de semana sozinho. Me dou conta, hoje, que foi por minha responsabilidade. Nada me impedia de pegar o telefone, ligar para um monte de pessoas, que também estavam sozinhas. Talvez algumas topariam sair comigo e outras, de bom grado, quereriam dar uma transadinha.
Temos que nós dar conta que os responsáveis pela nossa inércia somos nós mesmos.

domingo, 25 de julho de 2010

FILOSOFIA BARATA NUM DOMINGO CINZENTO

Quase todo mundo vai me dizer amanhã que o domingo, com este tempo, foi um dia chato.
Todo mundo diz que gosta de sexo e que sexo é muito bom.
Pergunto-me: Por que tão poucos passam transando toda a tarde de um domingo cinzento?

Nós e os Outros, ou L'enfer sont les autres

O atentado fora violento.
Destroços para tudo quanto era lado. Fumaça. Cheiros de todos os tipos. Manchas que não deixavam dúvidas de que alguém, ou “alguéns” fora destroçado.
-Fia das putas! Mas eles ainda vão pagar bem caro.
-Eles quem, H....?
-Eles, os R... .
-E quem vai faze-los pagar?
-Nós, os D... .
-Pensei que tu fosses contra os F... ?
-E sou, mas nós e os F... nos juntamos aos F por odiar os R... .
-Mas quem são os D... ?
-Eu e os E...”
-Ué, mas tu sempre me disseste que odiava os E...?
-É verdade, mas eu e a minha família embora odiemos os N... , odiamos mais ainda os E... .
-Mas tu não gostas da tua família.
-Não gosto mesmo! Eu e os meus irmãos odiamos a parentada toda. Mas odiamos os N... .
-Mas tu tens horror aos teus irmãos. Diz que eles são tudo uns cafajestes.
-É vero, mas odiamos os nossos primos.
-Quer dizer, no fundo tu odeias todo mundo!
-Não, eu até simpatizo contigo, desde que tu não fales em política, religião, futebol, ...

domingo, 18 de julho de 2010

FAZER O QUÊ?

Estava lá eu outro dia a ler, ou vendo televisão, quando apareceu a notícia do que os pais não podem mais fazer para reprimir (tentar educar) as crianças. Ao lado de coisas óbvias, espancar, dar pontapés, etc. , vinha a proibição da palmada e , entendi eu, colocar a criança de castigo.
Aí eu me pergunto: Frente a um filho intransigentemente rebelde, que se nega terminantemente a voltar para casa, tomar banho, jantar e fazer os temas; os pais devem fazer o quê?
Conversar, argumentar, etc. Tudo muito bonito, tudo muito politicamente correto.
Mas aí eu me defronto com duas dúvidas:
E se o filho continuar intransigente?
E se os pais não tiverem grandes capacidades de diálogo?
Fazer o quê?
PS – Tem um livro chamado “Vamos falar de Kevin”. Dêem uma olhada e respondam para vocês mesmos, o que os pais podem fazer com um filho como aquele? Cada vez mais me convenço que fazer uma lei é uma barbada. O difícil é fazer uma lei que possa ser aplicada com os recursos que se tem. Longe do caminha da utopia, da idealização.

domingo, 11 de julho de 2010

PEQUENAS QUESTÕES

Sobre o caso Bruno

Nos deixa estupefatos, horrorizados, surpresos, o ocorrido. Mas temos que entender que este tipo de crime, de tempos em tempos, vai ocorrer.
Começa na mitologia grega, quando uma das personagens míticas, cujo nome agora não me ocorre e estou com preguiça de procurar, para vingar-se do amante que a abandonou, mata os próprios filhos com ele, e os serve para o amante durante um jantar. Na ficção isto se repete na “Festa do Bode” do Vargas Llosa. Ou seja, estas idéias terríveis perpassam na mente das multidões, ou de um individuo dito “normal”.
Aqui em Porto Alegre houve, por exemplo, “O Crime da Rua do Arvoredo”, no qual um açougueiro, em conluio com a mulher, matou uma série de pessoas e os transformou em lingüiça; que foi vendida para a alta classe média. Ou seja, estes crimes dependem da loucura, que sempre existiu e deverá continuar existindo.
O que é insuportável são estes crimes do quotidiano que não são tratados de modo adequado. Repetem-se ad nauseam sem que se modifique o modo de encara-los, ou trata-los.
Um delegado de polícia me contou que tem pessoas que eles prendem e acabam tendo de liberar por uma falha jurídica qualquer, ou não tem vagas nas cadeias, ou contam com benevolência do promotor, ou do juiz.
“Total, cadeia não recupera ninguém.”
O diabo é que a sensação de impunidade dá uma idéia para o indivíduo, ou aos que lhe são semelhantes, de que ele pode continuar fazendo aquilo.
A mesma opinião, com poucas modificações, me foi dada por um promotor. Ou seja, enquanto não houver um movimento da massa, do povo, das multidões, para mudar isto, e esta dificilmente se mexe de modo decisivo, tudo deverá continuar como antes no quartel de Abrantes.
Ernst JüngerA Guerra Como Experiência Interior

Este livro do Ernst Jünger foi escrito com as tripas, tal a crueza, frieza e despreocupação com o politicamente correto. É uma pessoa que esteve lá. Não é um acadêmico, não é um teórico. É um sujeito que sentiu a dor, viu a podridão dos cadáveres, viu homens morrerem de todas as formas possíveis.
Para quem quer ler um livro de alguém que não tem medo de dizer o que pensa, esta é a minha sugestão. Se alguém quer ler o livro de alguém que descreve a guerra como provavelmente foi, sugiro um outro livro dele; “Tempestades de Aço”. Supimpa!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Como eu sou chato, não vou parar

Quousque tandem abutere Catilina patientia nostra ?
Mais uma vez a arbitragem falhou e possivelmente mudou um resultado. Se aquele gol da Holanda é anulado, por impedimento, quando estava tudo empatado, é bem possível que o resultado final fosse diferente.
Porque esta teimosia em não usar recursos que estão disponíveis.
Poderiam ser usados só em pênaltis, expulsões, gols e, principalmente, lances polêmicos decisivos.
Qual a razão de insistir com um mundo que já se sabe deixou de funcionar?

domingo, 4 de julho de 2010

Um pouco de psicologismo, ainda que barato

Confesso que fui surpreendido pelo nível de abatimento, desesperança, que tomou conta da seleção do Melhor Futebol do Mundo, quando do primeiro gol da Holanda (Quando aquele gol só dizia que estava tudo empatado).
Da não retirada do Felipe Melo, quando eu, um leigo, já sabia que ele seria expulso; e não posso ser acusado de profeta do fato acontecido, porque cantei isto antes de acontecer, tenho testemunhas. Aliás, a minha frase foi: “Este cara vai ser expulso. Não sei quando. Mas vai.” Pouco depois ele era expulso.
Com o desamparo que tomou conta de todos quando veio o segundo gol da Holanda (Quando havia tempo de sobra para uma reação).
Nestas horas fico pensando nos milhões que estes meninos ganham. Nos milhões que são gastos para pô-los em campo. Com os milhões que eles movimentam (Propaganda, Turismo, Marketing, Merchandising, etc.).
E não há um preparo psicológico adequado!
Alguns psicólogos, psiquiatras, analistas, dos bons, fariam toda a diferença! Preparando esta gurizada para percalços que fazem parte de qualquer jogo, ou competição.
Quando vão tratar esta área de alma com a importância que ela merece? Numa situação destas, um “terapeuta da alma” é tão importante quanto um preparador físico, ou um técnico para delinear uma estratégia. Pombas!!!Esperemos que os encarregados pela seleção de 2014 abram os olhos para isto.

E VIVA A SELEÇÃO!

Pois me vi torcendo pela seleção; logo eu que tão distante estava do ludopédio (Como teríamos de escrever para contentar aquele deputado comunista que queria tirar os estrangeirismos da nossa linguagem.).
Acontece que descobri, achei, enxerguei, atinei, percebi, a importância da Seleção Nacional como elemento de União Nacional neste momento de tantos esfacelamentos.
Sempre me pareceu um milagre que este nosso país permanecesse uno, enquanto a América Espanhola se esfacelava toda.
Não que não tenham faltado tentativas de retalha-lo, de forma disfarçada, para atender as necessidades locais, ou dos poderosos locais. Claro, todos eles alegaram as mais nobres razões. Aliás, nem queriam a secessão, mas...
Serviam de elemento de União Nacional, a Igreja Católica, A Língua e o Exército.
Ora, a Igreja vem perdendo fiéis a torto e a direita, frente a novas formas de espiritualidade.
O Exército, depois do fracasso da Redentora, perdeu a sua força de elemento unificador nacional.
A nossa língua se fragmenta em dialetos que o “gauchês do Alegrete” está tão longe do como se fala nos confins do Ceará, como o dito Português do Brasil, frente ao de Cabo Verde. São meramente parecidos, mas numa fala rápida às vezes não se entende rápido.
Resta o quê, para verdadeiramente nos unir.
A Rede Globo (Odeiem-na, ou assistam-na.).
O Real (Total os pilas sempre foram fator de identificação, até por que o Real, com exceção de nos países limítrofes, é um ilustre desconhecido. Perguntem pela cotação dele nas casas de cambio no exterior e vejam se alguém sabe dizer).
E a Seleção Verde Amarela. A Seleção Canarinha. A Seleção que representa o Melhor Futebol do Mundo (sic).
Portanto não estranhem eu me interessar por ela. Ela, agora, junto com a Globo e o Real, é o Brasil.

AMIGOS VOLTEI!

Depois de um longo e tenebroso inverno de ausência a este blog, tenho o prazer de comunicar-vos que voltei.
Sim, exultai, tocai as trombetas do regozijo, porque eu voltei, retornei, ressuscitei a esta página, refocilo a vocês, reocupo este espaço, volto a este Jordão, reapareço!Agora acompanhado do Dicionário Analógico da Língua Portuguesa, de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo.

domingo, 23 de maio de 2010

Filosofando sobre o Banal

Todos os fins de semanas ouvimos, ou vemos pessoas reclamando de que o juiz de futebol deu pênalti, quando todos na TV vimos que não foi pênalti. Ou gol. Ou jogada para expulsão. Aí eu me pergunto: Por que não se usam todos estes recursos eletrônicos, que temos a disposição, para evitar estes erros crassos? Por que o ser humano tem tanto medo de mudar?


Um jantar entre amigos e alguém fala em tom categórico que moda é assunto supérfluo, fútil. Minha mulher que usa faca na bota respondeu na lata. - E o futebol, que ocupa páginas e mais páginas de jornal, de minutos, ou horas, na TV ou rádio, não é ele algo também fútil? Silêncio.
Fico pensando, porque esta intolerância com as diferenças? Seja de gostos, de pontos de vistas, de “raça”, de religião, e por aí vai.

Por um lado a popularidade do Lula se mantém em alta. Por outro os que não gostam dele se esganiçam na Internet, ou em alguns órgãos da imprensa. Fico pensando, por que as pessoas, principalmente na Internet continuam na mesma linha de ataque que, já se sabe, é inócua. Pois fazem um discurso que só atinge os mesmos que pensam do mesmo modo. Está faltando criatividade para abordar o assunto que atinja quem não pensa da mesma maneira. Do jeito que está parece um clube fechado que quer mudar o mundo, mas é incapaz de tentar entender como os outros vêem o mundo, e portanto como dizer algo que sensibilize este mesmo mundo a pensar diferente. Me desculpem pelo acúmulo de "mundo", mas pela pressa não pude procurar uma sinonímia adequada, ou pensar em formas variadas de expressão.

O Woody Allen para mim é um gênio. Não é o maior gênio, porque não existe “o maior gênio”. Sempre se pode ser brilhante em algum campo e medíocre em outros. Ou, como tal brilhantês me incomoda, ou não entendo, o outro deixa de ser visto por mim como sabe-tudo. Deste último filme dele, Tudo Pode dar Certo, ou algo pelo estilo, só tive comentários do tipo. Maravilhoso! Ou. Não consigo gostar do Woody Allen e dos filmes dele! Ou seja, ou se é branco ou preto. Tons de cinza não existem. Eu gostei, e muito do filme. Encara as diversidades como algo natural e saudável. Parece que não é todo mundo que gosta desta tal de diversidade. Deixa tudo muito complicado. Ou talvez tenham medo que a diversidade os atinja e eles sejam obrigados a se desdizer. E isto é muito complicado. É preferível, para a maioria, ser turrão do que aceitar que se errou e que é necessário reformular algo.