terça-feira, 22 de julho de 2008

O HEDONISMO IV

Praticamente todo mundo me diz gostar de sexo.
Mas acaba se vendo que as pessoas fazem muito menos sexo do que elas dizem que gostariam.
Acho que é porque elas não gostam tanto assim de sexo.
Mas sentem-se na obrigação de dizer que gostam.
Fazem o que com esta ambivalência?
Enchem-se de obrigações e regras para terem uma vida sexual.
Não pode isso, não pode aquilo, tem de ser assim, não pode ser assado, e por aí vai.
São tantos os pré-requisitos para que o sexo ocorra que este só ocorre ocasionalmente.
Têm de ser em noite de lua cheia, com tempo de sobra, com uma loira casada maravilhosa, que seja uma devassa na cama, mas que não tenha transado com muitos homens antes, num lugar muito bacana, mas que não seja caro, que a minha mulher não saiba, que o marido dela só desconfie, que ela não fique muito romântica, mas que também não seja meio durona, que tenha um bom papo em cima das coisas que eu considero relevante, que não faça reivindicações, que ache que tudo que eu faça seja sensacional. Que não seja mais poderosa que eu, mas que também não seja uma chinelona, e por aí vai...
Ah! Acrescente-se a isto o fato da “muié veia” estar gorda, não fazer a posição do periquito ralado, ficar querendo isto e aquilo, reclamando que eu não a levo nunca para um motel, e assim por diante...
Digam-me, quantas vezes, por ano, este cara conseguiria transar?

segunda-feira, 21 de julho de 2008

HEDONISMO III

Você já ouviu falar de O LUGAR?
Ele fica em Gramado, é um restaurante comandado pela Carol Heckmann, fica num condomínio chamado o Bosque, ao final da Borges de Medeiros, passando o quartel dos bombeiros. Abre nos fins de semana, quando é bom ligar para fazer reserva.
Este cardápio é apenas um exemplo do que você vai encontrar lá.
Carol é uma artista. Ela praticamente não repete os pratos. Cada um deles é, praticamente, uma obra prima. Os sabores lembram as cores num quadro de Modigliani, fortes, suaves, sutis, definidos, nebulosos. Cada garfada mostra-nos algo diferente.
Tem-se muito, mas muito prazer em comer lá. Se se sai feliz? Não sei. Depende de cada um.
Muitos não vão. Alegam que fica longe do centro. Que é caro. Que não é bastantão.
Cá para nós, quem viaja, no mínimo 140km, pode se michar para 5 kms?
Excepcionalmente, para quem tem um carro do ano, de médio para cima, não pode gastar R$100,00?
Se a fome é muito grande, que eu saiba, não há problema em pedir um complemento.
Enfim, se impede o prazer e com isto se barra a felicidade.

HEDONISMO II

É comum as pessoas dizerem que só querem uma coisa. Serem felizes.
Mas aí eu me pego pensando. Mas felizes como? Se elas não fazem nada para terem prazer. E sem prazer é praticamente impossível ser feliz. Vamos deixar claro que nem sempre o prazer pode trazer a felicidade, mas sem dúvida é um ingrediente quase imprescindível para que o estado de Felicidade exista.
Portanto de agora em diante vamos pensar em Prazer, como alcança-lo e, principalmente, como o evitamos, mesmo com a melhor das intenções.

HEDONISMO I

Como me surgiu um monte de coisas boas para fazer e, como não descobri, ainda, como multiplicar o tempo, vou tentar manter O Hedonista, com flashs.
Também ontem escrevi uma série de coisas sobre assuntos que eu julgo importantes, mas não ligados ao Hedonismo. Vou tentar ser mais fiel à razão de ser deste blog.
Toca-me muito ver a dificuldade que as pessoas têm em se proporcionar prazer. É como se o prazer fosse algo perigoso. Praticamente qualquer prazer, com exceção de um ou dois para, quando forem cobrados, dizerem, “mas eu gosto muito de tal coisa, ou de fazer tal outra”.

domingo, 20 de julho de 2008

A MORTE DO DR. GILVAN

O Gilvan foi colega de turma médica.
Foi assassinado, executado, na noite de 6ª para sábado, em Novo Hamburgo.
Não vou fazer um elogio fúnebre.
Só vou comentar que o massacre continua. Que sempre existe um risco em qualquer coisa que façamos fora de casa. Além de discursos, o mais provável é que não se faça nada de prático. Talvez se detenham os suspeitos d’habitude. Para constar.
À família só resta ouvir o corvo de Edgar Alan Poe, que dizia “nunca mais, nunca mais...

A nós, nos darmos conta que hoje ele está morto, frio e enterrado. Pode que alguém me ache duro e insensível neste comentário. Mas é assim que a morte é.

A MORTE DA DERCY GONÇALVEZ

Lamentei a morte da Dercy. Não pela grande atriz que ela foi. Mas por que ela me curou de uma neurose infantil numa só sessão.
Conto-vos.
Quando foi lançado o filme O CANGACEIRO, um sucesso, meu pai e a minha mãe me levaram junto. Devia ter uns 6 anos. Naquela época era comum levar-se os filhos pequenos junto. Aliás, na Argentina e no Uruguay, até alguns anos atrás, pelo menos, se continuava a levar os filhos bem pequenos ao cinema.
Eu já vinha meio traumatizado pelo filme O MANTO DE CRISTO. Com o Cangaceiro o caldo entornou de vez. Não quis mais ir ao cinema. Só as matinais do Tom & Jerry.
Lá pelas tantas meu pai começou a ficar preocupado, pois nos domingos eu ficava muito isolado, já que toda a gurizada ia para as matinês, que lá iam da 1h até as 7:30hs (Três a quatro filmes.).
Iniciou então uma campanha. Nós dois sairíamos para jantar fora (então uma novidade) e depois iríamos ao cinema. Na primeira vez fui meio cabreiro. O filme era CALA A BOCA ETELVINA, com quem? Com quem? Com a Dercy. Ri a mais não poder. Estava curado.
Quando eu estava lá pelos 50 anos fui a uma peça com a Dercy, lá no Teatro Leopoldina. No final ela vendia um livro com a sua autobiografia e fazia uma sessão de autógrafos.
Na minha vez eu disse:
-Olha Dercy, o meu pedido é por causa ....
Quando eu terminei, ela respondeu.
-Tu qué me comer ou quer um autógrafo?

Esta era a Dercy, até na hora de dar um autógrafo.

ALIENAÇÃO

Ontem fui jantar com um casal de amigos no Komka, uma churrascaria prá lá de boa, barata e, para quem não é exigente, “direitinha”.
Lá pelas tantas o meu amigo me chama a atenção.
“-Tchê, olha só que absurdo: Na mesa ao lado, uma mesa de umas seis pessoas, parentes, aparentemente, uma menina dos seus 4 anos sentada no colo do que parecia ser seu pai, com um destes aparelhinhos de vídeo portátil. A criança completamente absorvida e alienada do que ocorria ao redor. Realmente não estava incomodando ninguém. Estava alienada de tudo e de todos.”
Poucos minutos depois, numa mesa grande, com umas 12 pessoas, no que parecia uma festa familiar, dois garotos dos seus 10/12 anos, com seus MP3, mostravam-se na mesma situação.
Depois os pais reclamam de que os filhos não querem conversar com eles, que não há diálogo, que os filhos são uns alienados, que não sabem o que está ocorrendo ao seu derredor.
Em casa fui ver um filme Paranoid Park, que trata da história de um adolescente, boa gente, que mata sem querer uma pessoa e se dá conta que vive em meio a um vazio. No filme não existe diálogo, comunicação entre adultos e jovens.
MAS PORQUE DEVERIA SER DIFERENTE? Parece que o importante é apenas que as crianças não incomodem. Não pretendo que adultos, crianças, adolescentes sejam da mesma turma.
Mas que existam pontes para um diálogo, que não sejam as das reclamações, puteadas e etc.
Depois têm alguns pais que se dizem chocados pelo que os filhos fizeram. "Fui pego de surprêsa". "Nunca imaginei que o Fulaninho fosse capaz de fazer..."

NOTÍCIAS DO BRASIL

A reportagem no jornal ZERO HORA, sobre a ABIN me lembrou a brincadeira:
“Sabe como se identifica um agente secreto português?”
“Ele usa na lapela um adesivo dizendo: AGENTE SECRETO”.
Durante a II Guerra, quase ninguém podia saber o nome do chefe do serviço de espionagem alemão ou inglês. Muito menos do russo. Do russo se sabia que o Beria tinha a ver com segurança, mas ficava-se por isto mesmo. Os americanos tinham uma aparência de fachada que funcionava mais como elemento de desinformação do que qualquer outra coisa.
Quanto a métodos, etc. e tal, oficialmente ninguém falava nada. Já aqui o Site da Abin e Assessoria de Comunicação Oficial é fonte.

SORRY

Desculpem-me beautiful people (Só para mostrar como eu sou UP to Date e implicar com o seu Aldo.) Mas andei ausente por conta do fato de eu ser um dispersivo.
A desculpa “fiquei sem tempo” seria digna de porta-voz quando tem de explicar o inexplicável.
Vamos ver se eu melhoro, mesmo sem a Ritalina.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

NO PAÍS DOS DESLUMBRADOS

Quem seguiu os meus posts sabe bem o quanto eu critiquei a proposta de lei do Aldo Rebelo, que queria proibir o uso de estrangeirismos para proteger a língua pátria. Continuo com o mesmo ponto de vista. O povo, os que escrevem, os que lêem, é que irão incorporar esta ou aquela palavra, adequando-a a nossa realidade.
Mas isto não impede que eu critique quem usa e abusa dos estrangeirismos com a
finalidade única de esnobar ou cooptar deslumbrados.
Agora está sendo lançado em Porto Alegre um prédio de apartamentos, de um e dois dormitórios, para moradores de fino trato, pela CAPA engenharia.
Pelo prospecto fico sabendo que é NEW.
Que devem ser Andy.
Terá piscina Yin Yang (O que é que isto quer dizer?)
Espaço Zen (?) (Deve ser um canto meio vazio, sóbrio, com algum estilo japonês despojado, para o cara sentar em posição de lótus, repetindo algum mantra, ou fazendo zzzzzzzzzzzzzzuuuuuuuuuuuummmmmmmmmmm).
New Show (Um palco para você dar um show) -Ótimo, espero que tenha uma mulherada gostosa pensando em fazer strip-tease.
Fitness Center, com Espaço Ballet e Tatame (Vão apresentar um Lago dos Cisnes a baixo de porrada, inédito, uma new language – to entrando no clima)
Pet Garden – Très Chic, os cachorrinhos vão fazer um xixizinho de luxe.
Lounge Energia (deve haver ocorrido um erro de revisão, Energy estaria mais de acordo), com churrasqueira e forno de pizza. O assador, ou pizzaiolo, estará de fraque, no mínimo.
Espaço Gourmet – Cozinha de luxo? Um lugar aonde os Gourmets vão se reunir para discutir as novidades? É fogo o cara não ser um emergente, out em relação às novidades. Acaba não entendendo nada.
New Garden – E quando ele ficar Old Garden, se destrói tudo e se recomeça do zero?
E mais um Beauty Space, um Andy Gourmet, um Fun Space, um Pop Fire (Gente, eu achei este demais, divino. Não sei o que é, mas poderia responder para os meus amigos chinelões. –Desculpa gente, mas agora não posso ir, estou no meu Pop Fire!) e at last, but not least, um Green Space (Um lugar pintado de verde, um reles gramadinho?? Oh! Dúvidas cruéis).
Playground, Home Theater, estes eu até não levo a sério, total já parecem estar incorporados definitivamente ao nosso léxico.
Mas aí vem a desilusão. Ele tem uma Lavanderia, um Bicicletário, uma copa, sistema de segurança. Pô, porque não uma laundry, a security sistem. Estes nouveaux riches sempre deixam algo incompleto....

sábado, 5 de julho de 2008

O RESGATE DE ÍNGRID BETANCOURT, uma tese deste escriba, para gáudio de sua mamita.

Tenho a minha teoria a respeito do sensacional, espetacular, resgate da senadora.
Ela havia se tornado um pacote pesado para todo mundo.
A FARC gastava muito para mantê-la em cativeiro, ao ter de vigia-la. Além disto estava sofrendo um desgaste, perante a opinião pública, muito grande por havê-la transformado em uma vítima, pura e simples.
O governo colombiano, ao não conseguir resgata-la, passava um atestado de incompetência.
Tio Fidel, as voltas com suas fraldas, não tinha nem tempo, nem interesse em voltar alguma energia ao seqüestro.
Tio Chavez sentia o seu prestígio se esvair ao não conseguir, nem o triunfo das FARC, e nem que estas dessem um sinal de que ele tinha alguma importância.
A França se sentia na obrigação de fazer algo, mas como potência de segunda linha, não tinha muitas alternativas.
Finalmente, o pessoal lá da matriz (EUA), com todos os seus poderes, tecnologias, coisa e tal, continuava impotente quanto à resolução deste problema (Como se não bastasse o Bin Laden, fora o Iraque e o provável banho de votos que os democratas devem dar.).
A melhor solução me parece que foi esta. Monta-se uma grande pantomima, que resolve o problema de todo mundo, e que dá margem a todas especulações possíveis, podendo se ter as mais variadas versões, que darão aos acólitos de cada grupo a sensação que venceram.
Ufa! Um problema a menos!
Como provavelmente nunca se saberá, exatamente, o que foi que houve, inscrevo aqui esta tese que só poderá ser contestada em teoria.
Um gênio! Um gênio! Dirá a minha mãe.

E AÍ SENHORES e SENHORAS?

Uma garota de programa me contou.
Filha de de uma família de classe média em decadência e não querendo seguir a trilha do declínio social como uma inevitabilidade, aceitou o convite de uma amiga e começou a fazer programas.
Comentários dela que eu acredito serem verdadeiros.
O máximo que conseguiu ganhar em um emprego, dos ditos decentes, foi R$500,00.
Sua faculdade custa R$1000,00 por mês. É uma boa faculdade. Tem mais 6 colegas na mesma aula que custeiam os seus estudos da mesma maneira.
A mãe e o irmão, que é doente, consomem outros R$1000,00. O pai se mandou há um bom par de anos.
Com 2 a 3 programas por semana fatura uns R$3000,00 por mês. Fora um trabalho “honesto” ligado a sua faculdade (+ R$400,00).
Não se sente culpada. Pode escolher os clientes.


Não vem com o velho chavão: “Não vejo hora de largar esta vida!” A não ser depois de formada.
Alguém se habilita a censura-la? A jogar-lhe pedras? Alguém tem alguma fórmula que permita que ela continue a estudar, ajudar a família, levar uma vida normal e não apenas de sobrevivência? Se tiver, por favor, deixe a receita na sessão “comentários”.

LULA, IEDA E OS DIRIGENTES DO GRÊMIO - Pontos em comum

O primeiro não sabia de nada.
A segunda não ouviu o que lhe diziam.
Os terceiros parecem que não aprenderam a fazer contratos.
Êta paizinho este nosso.

UMA OPINIÃO DEFINITIVA

Sempre desconfiei que o mais próximo dos Deuses que os Homens conseguiram chegar foi através de Beethoven.


Hoje, depois de ouvir novamente um dos seus concertos para piano e orquestra, tenho certeza absoluta!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

DURA LEX SED LEX

No Uruguay se diz que “hecha la ley, hecha la trampa”. Ou seja, assim que é feita a lei, alguns dão um jeito de driblá-las.
No Brasil não, somos mais radicais. Fazemos as leis, mas para não serem cumpridas. As famosas leis para inglês ver.
É proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de idade. Ninguém a obedece, ninguém fiscaliza, os pais são os primeiros a não fazer a sua parte.
O massacre do trânsito estava de uma maneira tal que a Guerra do Iraque parecia uma guerra de araque.
Fez-se uma lei rigorosa. Quem beber não dirige, quem dirige não bebe!
Estardalhaço nos primeiros dias, manchetes nos jornais e logo de pois a coisa começa a funcionar do jeito brasileiro. No fim de semana quatro, digo quatro, motoristas foram pegos alcoolizados no Rio de Janeiro. Dá para acreditar. Só quatro!
Advogados, legisladores, fiscalizadores, começam todos a suavizar os seus discursos. Ninguém vai revogar a lei, pelo menos em curto prazo. Mas não vão cumpri-la.
Nem estou discutindo se a lei é correta ou não. Discuto apenas a não aplicabilidade dela, pelos mais variados motivos. Como a de dezenas de outras mais. Leis para inglês ver.
Todo mundo quer rigor contra as bandalheiras. Mas quando alguém aplica a lei contra o bandalho, principalmente se forem muitos, todo mundo sai reclamando.
Voltam do exterior entusiasmado com as atitudes policiais/judiciais que observaram. Deveríamos copiá-las, aí sim que se veria o que é bom pra tosse. Mas se alguém tenta aplicar aqueles métodos aqui, já se fala em arbítrio, exagero e por aí vai.
Minha sugestão é:
Toda nova lei deveria terminar da seguinte forma. Cumpra-se, etc. e tal, mas...

domingo, 29 de junho de 2008

A MULHER BOA DE CAMA

Buenas e me espalho, nos pequeno dô de prancha, nos grandes dô de talho (Obrigado Rubens pela correção).
Pues otro dia resolvi assuntar sobre um tema da mais alta relevância.
Sobre o que é uma mulher boa de cama.
Para isto me reuni com um grupo de especialistas. Não destes que ficam estudando nos livros o
que outros leram em outros livros, que foram escritos por uns caras que só viram mulher em papéis com questões tipo escolha múltipla.
Não, os meus especialistas são os caras que fizeram a faculdade nas alcovas da vida, pós-graduação indo aos cabarés, mestrado ao perseguir as meninas boas das famílias más, doutorado acalmando os nervos das mulheres mal comidas pelos maridos, mais preocupados em ganhar dinheiro, tomar vinhos raros e cuidar da caminhonete importada, 4x4, super, hiper qualquer coisa e pós doc. aprendendo a aproveitar tudo de bom que qualquer mulher tem.
E aí, charla daqui, charla dali, cada um foi citando uma coisa, e outra, e outra mais, até a gente conseguir fazer um esboço desta mulher que é o sonho de todos aqueles que acreditam que a felicidade é uma fêmea no cio. Les femmes, toujours les femmes..
O objeto dos desejos espúrios masculinos pode ser assim descrito.
É uma mulher bonita de corpo e rosto, mas não em excesso. As mulheres muito bonitas inibem a maior parte dos homens por passarem a idéia de serem frágeis, ou porque os desejos masculinos machísticos mais primitivos parecem conspurcantes. Para curti-las eles precisam achar que elas nem tão bonitas são, se bem que, quando forem falar para os amigos, as transformarão em divinas Afrodites.
Ela deve tomar uma que outra iniciativa. Se tomar muitas iniciativas dará a idéia de que está querendo mandar e assumir o controle, o que incomoda, além de assustar, a muitos homens. Se não tomar iniciativa nenhuma venderá a idéia que não está muito entusiasmada.
Deve ser carinhosa, muito carinhosa, delicada, até algo ingênua, mas deixando escapar de uma
maneira sutil que existe uma Messalina, uma devassa, dentro de si, pronta a entrar em erupção.
Que tope praticamente todas as propostas, com exceção daquelas que a violentem. Mas estas não podem ser todas.
Precisa passar, de maneira mais, ou menos, discreta, que está tendo prazer como nunca antes teve. E que isto se deve a ele, el gran garañon. Homem é o protótipo do famoso "me engana que eu gosto”.
Deve ser carinhosa. Muito carinhosa.
Pode beber, ficar alegrinha, de pilequinho. Mas não bêbada. Podre de bêbada (ou drogada). Uma mulher bêbada desperta aversão, um certo desprezo. É quase vista como um pedaço de carne para satisfazer uma tesão reprimida que, uma vez satisfeita, é posta de lado, sem direito a sequer um telefonema, a não ser quando esta tesão voltar.
A mulher sensual, boa de cama, não precisa de roupas especiais, ela o é por si mesma. Como disse um amigo meu. Ela transpira hormônios.
Têm mais coisas que fazem uma mulher boa de cama. Mas este é um artigo, e não um tratado. Talvez qualquer dia destes eu me inspire e volte a por no papel o que eu fui aprendendo a duras custas e com os outros homens que gostam de mulheres. Que é bom que se diga, não são todos, embora todos digam que gostam de mulheres.

PRECONCEITO

Sempre me pergunto o por quê dos militares modernos terem tantos preconceitos a respeito dos homossexuais como soldados.
Xenofonte e seus 10 000, venceram todas as tropas persas que tentaram impedir sua volta à Grécia. Nas suas tropas eram freqüentes as disputas entre os soldados por jovens mancebos que capturavam. Ou seja, o homossexualismo corria à solta e não era visto como problema e nem os homossexuais como maus soldados.

A hegemonia espartana (Que eram considerados os melhores guerreiros do mundo àquela época.) foi quebrada por Epaminondas, que tinha sob suas ordens o Batalhão Sagrado de Tebas, sob o comando de Pelópidas, que era constituído só por homossexuais. Eles decidiram a batalha de Mantinéia.
Se Hitler subiu ao poder deveu, e muito, a Ernst Rohm, que organizou e comandou as SA que arrasaram com as rote Fahne (seus equivalentes do Partido Comunista) tornando possível aos nazistas o acesso ao poder. Rohm era um notório homossexual, bem como a cúpula das SA.
Acho que estes três exemplos já serviriam para diminuir os preconceitos a respeito de homossexuais nas Forças Armadas.
Hoje mulheres também servem nas Forças Armadas. Por que não homossexuais? Alguém tem medo de que quartéis se transformem em antros de libertinagem? Isto só ocorreria se não houvesse disciplina, mas para isto existem os Oficiais, os Regulamentos, a Hierarquia.
Total, Homossexuais, como também as Mulheres, vão para as Forças Armadas para serem soldados, e não para orgias sexuais.

A MELHOR HORA PARA MORRER, ou uma Crônica Sobre o Macabro da Vida

Num desses livros chic’s de capa dura que usam para se por sobre alguma mesa, mais como objeto de decoração do que como elemento de cultura, sobre o Machado de Assis, encontrei uma frase dele que reproduzo parcialmente e, provavelmente, trocando algumas palavras.
“Não existe hora boa para morrer. Todas são boas. Eu acho que 6 ou 7 horas da tarde é uma boa hora para se morrer.”
Fiquei a matutar sobre o assunto e cheguei a conclusão de que não concordo com ele. Início de noite, todo mundo cansado, com fome, uma noite inteira de velada. Não, definitivamente não.
Penso, que o melhor seria ali pelas 7 ou 8 horas da manhã. De preferência numa sexta-feira ou num sábado pela manhã.
Não se tem como evitar o impacto. Liga-se para um parente, para um amigo, para ajudar a pensar e tomar as primeiras providências. Funerária, atestado de óbito, avisar os conhecidos.
Dá tempo para todo mundo tomar o seu café da manhã com calma. Para os parentes que moram relativamente perto virem. Dar os telefonemas d’habitude.
-Tu viu quem morreu? O Fulano!
-O quê, o Fulano? Mas ainda ontem eu falei com ele. (Ou seja, eu não tinha me dado conta que esta tal de Morte pega a gente de surpresa.)
Ou: -Bom, eu já esperava isto, com o tipo de vida que ele vivia, era só uma questão de tempo... (Como se existisse um tipo de vida que não leve a morte.)
Ou ainda: -Mas tu sabe? Na última vez que eu vi ele, me deu um pressentimento... Tinha algo
que me pareceu estranho. Não sei se a cor da pele, o cheiro, sei lá o que. (Ou seja, a mim não me pegam desprevenido.)
Depois a clássica. –Tchê, em que cemitério? A que horas?
Depois se tem algumas alternativas.
-Vou dar uma passada agora de manhã porque de tarde quero ver se vou ...
-Vou ver se vou só na hora do enterro, não gosto de cemitério e enterro.
-Vou ali pelo meio-dia, pois sempre tem menos gente, assim dou o meu ar da graça.
-Vou prá lá agora, a(o) coitado(a) do(a) pode precisar que alguém ajude em alguma coisa.
-Não, não vou! Eu me dava era com ele. E ele não está mais aqui. Não conheço ninguém da família.
O horário bom de marcar o enterro é ali pelas 4 ou 5 da tarde. Não atrapalha o almoço de sábado e nem a sesteadinha básica. Além de ainda ser dia. Sabe como é que é, tem havido muito assalto nestes velórios hoje em dia.
Aí é só se esquematizar, preparar o ar de compungido se a presença no velório for só formal, ou
ficar lembrando coisas que se viveu com o falecido e ir se preparando para o vazio que a falta dele vai criar, já que com ele não se perdeu só um amigo. Foi-se também uma parte nossa e da nossa história.
Mas, apesar de tudo, me parece que este horário ainda é o melhor.
O problema é que não se escolhe a hora.

sábado, 28 de junho de 2008

AINDA SOBRE OS REMÉDIOS

Pois o meu leitor Lobo 50 (Aleluia! Aleluia! Existe pelo menos um leitor comprovavel.) comentou algo que eu iria complementar hoje. Ou seja, somos movidos pela vontade do nosso público.
Diz ele que, tomando o Levitra 2 horas antes, teve um efeito inferior ao tomado na hora.
Isto acontece porque, no caso específico, o que causou a ereção foi o efeito psicológico. O Levitra demora uns vinte minutos para começar o efeito e tarda uma hora e pouco para atingir o seu pico.
Mas muitos homens, só no embalo do se sentirem calçados, já ficam prontos para os finalmentes.
Mas o que interessa de fato é o resultado. Deixou o bixo velho que nem aço de Toledo, que me importa se é psicológico ou orgânico!
Só que é bom o cara saber que ele tem em si o potencial de uma boa ereção.
E da-le que te da-le que hay que aprovechar!!

sexta-feira, 27 de junho de 2008

AVISO AOS NAVEGANTES, ou Aviso de Utilidade Pública

Um esclarecimento didático ao gentil público que me lê.
Freqüentemente tenho a queixa de alguns de que os eretógenos, sinedafil, tadalafil – Viagra – Cialis, não fizeram o efeito desejado, esperado.
A questão é a seguinte:
O sujeito deve toma-los, de estomago vazio, umas duas horas antes da hora da onça querer beber água na fonte.
No caso do sinedafil/Viagra, deve-se evitar o uso do álcool. Se for beber não dirija e nem trepe.
Os prolegômenos , os arretos, as preliminares continuam absolutamente necessários.
É comum estas medicações não funcionarem nas primeiras vezes. Alguns técnicos chegam a dizer que só se pode dizer que a medicação pode não funcionar até a 8ª vez sem que isto represente um problema.
Sempre é bom consultar um urologista/andrologista/terapeuta sexual para ver se para o seu caso é útil o uso destas medicações.
Dado o recado, aproveitem, por que a vida garantida é esta.