segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Sobre Fantasias Sexuais

Dr. Carrion, várias vezes quando transo com meu marido me imagino em outro lugar e muitas vezes com outra pessoa! Nunca o traí, nem tenho vontade, mas me ocorrem fantasias com outros homens de vez em quando, algumas na hora da cama? Isto é uma traição? Isto indica que o meu casamento está mal, ou que corre algum risco?
Vanessa – Florianópolis
Fica tranqüila Vanessa. As fantasias são só isto, fantasias, um tempero para a vida, um exercício da alma, uma maneira de colorir a existência.
Um casamento não está mal por se manter a mente ativa e aberta. Está mal quando se sofre, quando se têm frustrações desnecessárias. Algumas pessoas realizam o que fantasiaram. Mas não por que fantasiaram. Apenas porque sentiram necessidade de fazer o que acabaram fazendo.
Um escritor, para ser um bom escritor tem de fantasiar. Isso não significa, e aliás não deve, aplicar as suas fantasias na maior parte das vezes. Se não fosse assim a Agatha Christie seria uma assassina, uma serial killer. No entanto era uma velhinha coquete que tomava chá das 5. O que ela fez foi se permitir fantasiar, imaginar, crimes e coloca-los no papel. O mesmo ocorre com as fantasias sexuais. Pode-se só tê-las. Pode-se tê-las e falar delas, escrever sobre elas. Ou pode-se pô-las em prática. Mas pessoas que não fantasiam também traem, também aprontam. A diferença é que talvez elas me digam depois. “Quando eu vi eu já tinha feito.” “Não sei como foi que aquilo me aconteceu.” Ou seja, não pensar não impediu-as de fazer.
Vanessa, pode fantasiar à vontade!

domingo, 11 de outubro de 2009

Minha cara. Convenhamos que o LFV é um cara comprometido. Será que ele gostaria de estar do outro lado do muro, com alguém controlando o que ele escreve? Ou a teoria na prática é outra? Por falar em componentes da propaganda, não conheço aquelas pessoas que fizeram a propaganda do PCB, por isto me abstenho de comentar. Mas devo lembrar que Hitler, Goebbels, Fidel (Que por sinal matou mais gente do que Fulgêncio Batista, ou a nossa Ditadura de triste memória), Lenin, também eram pessoas que impressionavam quando faziam auto propaganda. Principalmente antes de tomarem o poder.
Achei todo o comentário sobre o Bisol, muito coerente, aliás conheci-o pessoalmente quando foi juiz, e muito bom juiz, em Livramento.
Mas voltando ao assunto que eu trouxe. Mas isto não muda o que se vê. Se vê um sistema iníquo no Brasil. É claro que vale a pena trocá-lo. Mas não por um sistema que já foi testado, que também se mostrou iníquo. Suas iniquidades não são as mesmas. As coisas nunca são iguais. Mas trocar um sistema ruim por outro ruim, qual é a vantagem? Se não, todos aqueles povos da Europa e da Asia não teriam trocado de regime assim que puderam e, mais ainda, não parecem nadinha de nada arrependidos.
Os suecos, depois de décadas de governo socialista, e não autocrático, cansaram. O que não quer dizer que tenham abandonado idéias sociais. Mas acharam que o "ismo" é algo que sempre atrapalha. A começar pelo fanatismo, que divide o mundo entre certos e errados, que tudo que vem do outro lado não presta, que acredita só em preto, ou branco. O fanático é aquele que acha que não existem outras soluções que não aquelas que ele prega.
Em 09/10/2009 18:19, Ana Maria Molina Silva <> escreveu:
Espero que não me leves a mal mas é minha opinião. Abçs
"A VELHA MÁXIMA CONTINUA VALENDO, A OPÇÃO É ENTRE SOCIALISMO E BARBÁRIE. SOCIALISMO NINGUÉM SABE O QUE É MAS BARBÁRIE E SÓ OLHAR AO REDOR." Luis Fernando Veríssimo
Não assisti a propaganda mas imagino que tenha sido excelente até pelo nível dos componentes.
De minha parte prefiro divulgar o que segue: A entrega do Mérito Farroupilha para José Paulo Bisol, quarta-feira à noite, na Assembléia Legislativa, além de uma homenagem e de um desagravo a um homem honrado, foi também uma denúncia do espírito mesquinho, medíocre e canalha que tomou de assalto amplos setores da vida política e cultural do Rio Grande do Sul.(segue).....

Sobre o Comunismo - complemento

Perguntei para o motorista de táxi.
-Mas, e prá ti, como é a diferença entre a época do comunismo e agora (Isto tudo num inglês mais inteligível pela boa vontade do que pelo domínio da língua da Pérfida Albion.)?
-Pra mim em termos econômicos não mudou muito. Eu já era motorista e ganhava mais ou menos o que ganho hoje. Mas o que mudou é que eu tinha que levar a vida que eles queriam que eu levasse. Pois eu não podia comprar o que eu podia comprar, porque não havia o que comprar. Eu não podia morar onde quisesse, e sim onde eles me permitiam. Eu não podia ir onde queria, pois se precisava de autorização para ir ao exterior e esta não era concedida. Pelo menos para mim não me concederam. E nunca me explicaram o por quê. Vivia como um passaro na gaiola. De básico não faltava nada. Comida, teto, roupas básicas, estudo básico, mas em troca vivia na jaula. Hoje a minha filha está estudando em Paris, não precisei pedir autorização para ninguém e fico feliz de que ela tenha perspectivas de vida que eu não podia ter.
O dia em que o pessoal dos PC’s puder me explicar do por que tem de ser assim vou ficar bem satisfeitinho.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SOBRE O COMUNISMO

Ontem assisti a propaganda do PC do B. Tudo muito lindo, tudo muito bonito, as propostas muito legais. Só fiquei a me perguntar? Porque em lugar nenhum se conseguiu instalar e manter um regime comunista sem se usar da violência e da coerção. Das KGD's, NKVD's, STASI's, "Milicias Bolivarianas"? Se esta forma de arranjo social é tão bom, porque as pessoas logo que podem fogem, mesmo a custa de suas vidas, como se viu na época do Muro de Berlim, ou ainda hoje, na travessia do Caribe para fugir do ParaisosocialistadoFidelCastro? Porque o inverso praticamente não ocorreu, e ainda hoje não ocorre? Aliás, se as pessoas quiserem ir, podem ir. Por que, hein?
O Muro de Berlin é soturno, grave, opressivo. Foi-se, e até mesmo a maioria dos que o criaram e o ajudaram a manter-se, guardas, fiscais, etc. deram graças a Deus.
Será que o pessoal do PC do B acha possível fazer um Brasil do qual um grande número não quererá fugir, ou mudar?
Perguntei a um motorista e a um garçom em Praga, pessoas dos seus 50 anos, quais eram as diferenças do tempo do Comunismo para agora. Ambos me disseram praticamente a mesma coisa.
"Naquele tempo tudo era mais amarrado, a gente não tinha perspectivas. Nos sentiamos como animais enjaulados. Os tratadores nos davam comida, nos cuidavam, nos educavam para o que eles queriam que fossemos educados, mas não podiamos sair da jaula."
E agora, como é que vocês vem a coisa?
"Olha, 60 % está satisfeito. Para 20% não faz diferença. 20% tem saudades daquele tempo."
Fez um silêncio e acrescentou.
"Mas estes eram da NOMENKLATURA e perderam os privilégios..."

AMOR, PAIXÃO, TESÃO

Este artigo foi escrito para o Dúvidas Entre Lençóis - Donna - ClicRBS. Está aqui apenas porque gosto que as pessoas possam dar palpites para me ajudar a modificá-lo, se for preciso.

Estes três elementos; sensações, sentimentos, ou seja lá o nome que quisermos dar, estão, ou estiveram, presentes na vida de todos nós.
Por questão de convenção, para facilitar o entendimento da vida, tentando simplificar tudo, se decidiu que eles deveriam estar sempre juntos e voltados para uma única pessoa. E isto, de fato, ocorre com muita frequencia.
Os problemas começam, quando a coisa ocorre de modo diferente.
Joana ama João, mas não tem tesão por ele.
Pior ainda. Joana ama João, não tem tesão por ele, mas tem tesão por José.
E esta pessoa é absolutamente normal, embora ela, e possivelmente quem saiba da história, ache que ela está doente, ou com problemas, por estar assim.
Isto pelo fato da sociedade estar estruturada em cima de comportamentos padrões; quem é diferente destes padrões passa a ser visto como alguém que tem problemas.
A coisa fica mais complicada ainda porque não se sabe ainda como funciona o Amor, o Tesão e a Paixão. Não existe nenhuma explicação clara de porque se ama Fulana e não a Beltrana. Porque Cicrana nos dá um baita de um tesão e a Sicrana não. Porque Sicrana é apaixonado pelo Mengano e não pelo Fulano.
Como diz um amigo meu. – Para eu entender vão ter primeiro que me mostrar uma foto do tal de Amor!
O Mini Dicionário Luft nos define Amor como “afeição profunda”. Eu acrescentaria que é o sentimento terno e afetuoso que temos por uma pessoa.
O mesmo dicionário nos define Paixão como “sentimento imenso de amor”. Eu discordo, chamo de sentimento intenso que se tem por uma pessoa idealizada que não corresponde a pessoa real.
E Tesão é definido como “manifestação do desejo sexual”. Eu acrescentaria – sensações de desejos sexuais em relação à outra, ou outras, pessoas.
Em minha opinião, se são coisas diferentes, geradas de maneiras diferentes, originadas por mecanismos psicológicos diferentes, possivelmente frutos de regiões anatômicas diferentes, o curioso é que se tenham os três voltados para uma mesma pessoa. E o paradoxal é que quando não estão voltados para a mesma pessoa há uma tendência a se achar que algo está errado.
Mas se você ama o seu marido (ou esposa), mas tem tesão pelo (a) ..... não se preocupe, você é normal. Mas se estiver apaixonada(o) por .... Fulana(o), cuidado, é maravilhoso, mas é perigoso, pois é loucura...
Carrion
Outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Do Metrô

Praga é uma cidade bem menor que Porto Alegre. A República Tcheca não é o que se pode chamar um país rico. No entanto tem uma rede de metrô que pode ser visualizada neste mapa, pelas linhas coloridas. Além disto um sem número de linhas de ônibus, bondes, fazem com que o carro seja algo dispensável, até porque o estacionamento é difícil e caro. Aliás, a taxa que se paga (um tipo de IPVA) para poder entrar no Centro não é barata. Resultado, não se vê congestionamentos em horário nenhum e nem ônibus, bondes ou metros congestionados. Ou seja, seus políticos e administradores pensaram a longo prazo, a corrupção deve ser menor e a máquina estatal deve ser bem menor e mais efetiva. Resultado, mais investimentos em infra-estrutura.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Praga vista do Castelo



Esta é a visão que se tem de Praga, quando se está no Castelo dos reis da Boêmia. Aqui dá para entender o que é urbanismo e o que é um progresso não predatório. Conservou-se o histórico, a cidade pode expandir-se; se tem uma cidade com indústrias, comércio e turismo. Fico pensando na nossa pobre Porto Alegre. Desfigurada, alterada, congestionada, com seu passado sendo pisoteado a todo o momento. Fica, para nós, o "mais lindo pôr do sol do mundo", que como eu vi uma senhora uma vez comentar a um jovem que disse isto. -Acho que tu tens de viajar mais e ver mais pores de sol.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

A VIAGEM

Por conta de uma série de circunstâncias alheia a minha vontade fazia um bom tempo que eu não viajava ao exterior.
De repente, e põe de repente nisto, uma série de conjunturas me colocaram em um avião da KLM a caminho “das Oropias”.
E lá fomos, eu e a Debora, a caminho de Praga, ou Praha.
Por quê Praga. Porque Praga foi a única cidade importante da Europa que foi poupada dos bombardeios, cercos, tomadas heróicas da Segunda Guerra Mundial.
O estagnatismo do comunismo impediu que ela fosse arrebatada pelo “progresso” desenfreado e especulativo do capitalismo selvagem, que tem transformado as nossas, e muitas outras cidades, em hiléias de concreto, aço e vidro. Na entrada do Centro Histórico, a Torre da Pólvora, e edifícios do século XIX. À direita, um dos prédios grandiosos da Realidade Socialista (Sede de um banco).
Em verdade existem duas Pragas. A que nós visitamos, com castelos, catedrais, prédios do século XVII, XVIII, XIX e XX. Este último representado por uns poucos prédios, sem graça nenhuma, verdadeiros caixotes de cimento, com portas e janelas imitando o estilo “socialista da construção”. Felizmente eram muito poucos. Acabavam servindo para realçar a beleza e a pitorescicidade dos prédios vizinhos.
Mas existe uma Praga “moderna”, com arranha-céus, congestionamentos, mas esta nós não fomos. Fica ao redor da Praga que visitamos. Debruça-se sobre as colinas ao redor da Velha Cidade, como se a observasse, talvez até protegendo-a.
Os tchecos são secos. Não são mal-educados, não são grossos, são apenas secos. Te auxiliam, te atendem bem, mas não são de papo.
Assim que deixamos o hotel, que ficava junto ao centro histórico, providenciamos no passe dos transportes. Compramos um “passaporte”, que valia por três dias e dava direito a andar de metrô, ônibus, bonde e trens urbanos, sem limites. Ou seja algo que há muito tempo já era para existir na nossa Porto Alegre. Existem passaportes de 25 minutos, de 75 minutos, de 3 horas, de um dia, de três dias, de 5 dias, de 7 dias, de 15 dias e de um mês. Ou seja, cada um compra na medida das suas necessidades.
O lado simples da Cidade Velha
Pegamos um bonde e fomos rumo ao desconhecido. Descobrimos que ele nos afastava do Centro Histórico, e andava por ruas que faziam se ter a impressão de estar nos anos 20, ou 30 do século passado. Como era um sábado, as ruas estavam vazias daquele lado e em dois toques, “já estava visto”. Descemos e tomamos outro bonde em direção ao Centro Histórico.
(Segue)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

OS MEUS AMIGOS

Os meus amigos.

Outro dia eu conversava sobre um amigo, já falecido, quando me dei conta de que eu nunca havia dito para ele, enquanto viviam, como ele havia sido importante para mim e como eu o havia querido bem.
Não querendo repetir o erro, e não que eu esteja pensando em morrer, pelo menos por agora, e nem que eu os esteja vendo com um pé na cova, gostaria hoje de homenagear alguns amigos muito queridos.
Não vou me referir aos meus amigos de infância, que estes, mesmo que os ventos os tenham levados para os mais variados rincões, sempre tem um lugar garantido no coração da gente.
Estou me referindo aos amigos que adquiri, e que provaram serem meus amigos, não nos obas-oba da vida, que nesta hora tudo é fácil. Foram aqueles que me socorreram de uma maneira, ou outra, num momento de dificuldade real.
Por isto, hoje eu quero dizer para o José Hilário Brandão e a Liara Zago (Advogados competentes, mas, acima de tudo, amigos), ao Renato Viera, (o querido “Patinho”, excelente amigo e brilhante cirurgião plástico), e ao Carlos Teodósio da Ros, (médico-urologista-colega, cuja competência dispensa comentários) que eu quero muito vocês e que sou muito grato a vocês por tudo que me ajudaram.
Que fique este registro enquanto estamos todos vivos e bem, para que eu deguste o prazer de dizer e para que eles possam degustar o prazer de ouvir isto.
PS. Só peço que os meus outros amigos não fiquem com ciúmes, mas hoje, a homenagem, merecida, é destes.


Carlos Eduardo Carrion
Porto Alegre, 02 de setembro de 2009
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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sobre a Verdade Nua e Crua

Esta pergunta e sua resposta são do "Vida Feminina", do clic RBS. Mas achei que devia publicá-la aqui também.


Dúvida: Dr. Carrion, andei lendo seu blog e não pude deixar de notar uma coisa: Você não é muito chegado na "verdade" não? Você pressupõe que as pessoas prefiram viver uma vida de ilusão ao invés de saber a verdade nua e crua. O que você acha do meu comentário e porque você insiste às vezes em sugerir para as os quesitantes para que escondam o que fizeram? Onde foi parar a honestidade e o caráter? Particularmente, não concordo com suas respostas neste tema, que considero extremamente egoístas. Mas sempre acompanho seu blog em outros temas que considero excepcional. Enviado em 06/04/2009 às 19h41por Gustavo, 29 - Rio de Janeiro (RJ)
Meu caro Gustavo. Lembras-te de um quadro do Luis Fernando Guimarães, o “Super Sincero”? Ele mostrava muito bem os efeitos da verdade nua e crua.
Um homem e uma mulher, ao longo de um casamento de, digamos, 10 anos, conviverão lado a lado 3652 dias, 87600 horas, 5.256.000 minutos. Como eles são humanos, imagino que cometerão ao longo deste tempo alguns deslizes. Se todos eles fossem confessados pergunto-te: Esta união agüentaria tantas verdades incomodativas? Querendo, ou não, uma mentirinha agindo como lubrificante social ajudará a manter a relação.
Não defendo a mentira dolosa, criminosa, que visa lesar, prejudicar o outro.
Por outro lado, já imaginou eu como médico, você como cliente, com tosse, enfraquecido, alguma dor e eu lhe dizendo a verdade absoluta. “Meu amigo, o senhor é portador de um câncer de pulmão inoperável, intratável, deve ter uns três meses de vida pela frente com muito sofrimento e vai morrer com dor, muita falta de ar e botando sangue pela boca”.

Ou depois de uma boa transa a mulher dizer. Sabes Fulano, foi muito bom, mas o sexo oral com o Beltrano continua insuperável"
Não seria encantadora esta resposta, verdadeira, nua e crua? Ou seria preferível uma destas meias verdades, com umas mentiras de permeio que a gente diz nestas horas.
É isto que eu penso sobre verdades absolutas em qualquer campo do subjetivo, ou seja, do amor, ou do tesão.

domingo, 5 de julho de 2009

O VIBRADOR - Incrementando a Vida Sexual

Quando a minha amiga me perguntou sobre o que eu achava dela comprar um vibrador, para dar uma incrementada na sua vida sexual com o marido, me surpreendi com a rapidez, precisão e até com a aparente inquestionabilidade da resposta, principalmente em assuntos que eu costumo dar uma boa avaliada antes de dizer alguma coisa.
- Eu acho ótimo!
Expliquei para ela o porquê e agora o explico para vocês.
Hoje, a vida sexual tem um espaço extremamente importante na vida das pessoas. Como criador de uma intimidade, como elemento lúdico, de
prazer, como manifestação de afeto.
Ora, o vibrador ajuda ao incrementar o prazer da mulher; e ao prazer do homem, de ver a mulher que ele ama, se relaciona, sentido muito prazer, tendo a sua capacidade multi-orgásmica expandida, ou a sua
capacidade em ter prazer e orgasmo aumentada.
Isto porque os vibradores são construídos para vibrarem em uma freqüência que, em contato com o clitóris, grandes e pequenos lábios, fazem com que a grande maioria das mulheres tenha muita sensação de prazer.
Devo dizer que ao contrário do que a maioria dos homens pensa, o vibrador não é para introduzido na vagina e no ânus para que a mulher tenha prazer. Aliás, o percentual de mulheres que gostam de ser penetradas por um vibrador é relativamente pequeno. Os homens é que costumam ter muito prazer em penetrar as mulheres com vibradores. Talvez porque imaginem que isto dá muito prazer a elas. Ou porque o vibrador funcionaria como uma projeção do seu pênis, pois o risco de perder esta ereção não existe.
Se bem que um casal me contou, rindo, que no meio de uma transada o vibrador deles parou. –
Foi uma brochada eletrônica!
Mas o vibrador não é algo que possa ser apresentado para qualquer homem. É necessário que ele já seja uma pessoa madura, autoconfiante, não egoísta. Infelizmente alguns homens ficam assustados com o prazer que a mulher está tendo quando usam o vibrador. Não se dão conta que o vibrador faz parte da transa com ele, como a bebida, a música, o décor, a banheira de hidromassagem y otras cositas más.
Outros homens ficam com inveja do prazer que a mulher está tendo e acabam, por isto, hostilizando o uso do vibrador, fazendo freqüentemente uso da ironia, ou do menosprezo, quando
não da calúnia ou difamação.
Portanto, se você é mulher, gosta do prazer sexual, não se sente uma pessoa preconceituosa e está casada com um homem maduro (neste caso, maduro não tem nada a ver com idade), pode ir comprar um vibrador que é quase “seu prazer garantido ou seu dinheiro de volta”.
PS – O vibrador também pode ser usado para a masturbação. Mas aí o contexto é outro.

sábado, 4 de julho de 2009

Lendo os noticiários não deixo de pensar nos incríveis progressos da Medicina.
Só pode ser por conta dos avanços cirúrgicos que os meus amigos petistas, e seus aliados, estão vivos depois de terem engolido, protegido e até vivado o Sarney.
Sir Ney, como dizia o Millôr, numa época em que o José Ribamar era intragável para os meus citados amigos, que não aceitavam os que o engoliam por conta da aliança para derrotar o Maluf, candidato a presidente da república e, logo após, em nome da salvação da Volta da Democracia, por conta da morte do Tancredo Neves.
Como criticavam, com que ênfase, o Pragmatismo Responsável...
O “É dando que se recebe”!
E como condenavam, censuravam, os que haviam dito isto, agido assim.
Só que...
Parece que Deus, ou o Diabo, resolveu que se deve pagar ainda nesta vida pelo que se aqui se fez.
Não é que Sir Ney é chamado de amigo, de necessário, de aliado imprescindível para a governabilidade desta Terra Brasilis?
Acho que era o Collor que citava, não sei quem, que “O Tempo é o Senhor da Razão”.
Que ironia a mais esta.
Ter de concordar até com o Collor e seus adágios!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sobre Mortos e Cemitérios

Andei esta semana às voltas com cemitérios, túmulos de família. Apenas para constatar que, inobstante pompas, ouros, etc. , a morte é sempre uma coisa triste, solitária e pobre.
Por mais importante que alguém tenha sido na vida da gente, quando ela morre é como se nos afastássemos dela, como quando eu pegava o ônibus em Livramento e vinha para Porto Alegre, embora neste exemplo eu sempre pudesse voltar.
Do morto, a menos que neurotize, ou enlouqueça, não mais ficaremos próximos.
E a memória, me dirão alguns? Esta é sempre enganadora e costuma se esvair. Lentamente, mas se esvai.
Quantos se lembram da 3ª transada? Ela se foi no Tempo. Ou me engano?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sou um admirador dos que têm espírito.
Um amigo meu mandou um torpedo que dizia o seguinte.

O Inter é que nem o Michel Jackson. Está morto, mas vendeu todos os ingressos.

Pois não é que no mesmo dia recebeu outro que dizia.

O Grêmio é como o Elvis Presley. Já morreu, mas tem um monte de gente que acredita que está vivo!

Admiro estas pessoas que têm esta capacidade criativa.

domingo, 14 de junho de 2009

DESTAS COISAS QUE A GENTE OUVE

-Mas o que é que o Fulana está fazendo, aguentando o Sicrano?
-É que ela é tipo mulher espaguete. O cara enrola e depois come.
Pra se dar bem numa rodada de truco, ou de sexo, ou o cara tem uma boa parceria ou uma boa mão!

sexta-feira, 12 de junho de 2009

AS VEZES É BOM LEMBRAR

Marcelo, 38 anos, escriturário, Porto Alegre – Dr. Carrion, eu e minha mulher vivemos bem e temos uma boa vida sexual. Ocorre que outro dia, de madrugada, vi que ela gemia e quase chorava. Pensei que fosse um pesadelo e fui acorda-la. Para minha surpresa ela me disse que estava se masturbando, estava quase gozando, por isto os gemidos e choramingos. Na hora banquei o superior, na base do “tudo bem”. Mas fiquei com as minhas caraminholas. Pô, eu tava do lado dela, será que eu não a satisfaço mais?
Pô!!, digo eu Marcelo. De onde tu tiraste que mulher casada não se masturba, ou não pode se masturbar, tendo o marido por perto? Ela pode querer se masturbar pelo simples fato de que quer se proporcionar prazer, ou de um determinado jeito, ou ritmo. Porque naquele dia, naquela hora não queria compartilhar este prazer contigo. E por aí vai.
A maior parte dos homens casados, pelo menos me dizem eles e as estatísticas, se masturbam de vez em quando. Porque fazer um escarcéu quando uma mulher faz a mesma coisa? Isto não significa nem desamor, nem que o outro não satisfaça. Significa apenas que, mesmo casados, todos nós conservamos fatias da nossa individualidade.
E, para finalizar, talvez vocês tenham uma boa vida sexual porque ela se dá o direito de se masturbar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A OUTRA & AS OUTRAS

- Dr. Carrion, meu marido é um mulherengo! O que é que eu faço?
Homem que sai com várias mulheres é que nem cachorro que come ovelha. Só matando! (Sentido figurado gente, sentido figurado.)
A solução, as soluções seriam:
Faz de conta que não vê.
Te separa, porque, até ele perder os caninos, vai correr muita água debaixo da ponte.
Não te separa, porque um dia destes ele perde os dentes e fica calminho, calminho.
Não te separa e já que ele deixou o dele de fora, faz tudo aquilo que tu tiveres vontade porque quando ele vier com cobrança tu mostras as duplicatas vencidas dele.
Te separa, porque isto não te agrada e vai fazer a tua vida. Só aprende uma coisa, se pegar homem gostosão (ou metido a), mulherengo, tipo este atual, não vai ficar pensando que tu vais conseguir muda-lo e nem depois vir se queixar que ele sempre tem um rolo.

- Dr. Carrion, meu marido tem outra!
Buenas, vamos por partes, porque aqui a coisa pode ser mais complicada. Que tipo de Outra? Há quanto tempo está com a Outra? Que ligação ele tem com a outra?
Sim, minha senhora, aqui existem detalhes que são importantíssimos, vitais, decisivos. Ele já sabe que você tem conhecimento da Outra? Já lhe falou alguma coisa a respeito da Outra?
A Outra pode ser uma zinha que ele pegou só para fazer um teste, da sua masculinidade, da sua capacidade de conquistar.
A Outra pode have-lo pego. Estas, em geral, assim que o elemento novidade se desgasta são postas de lado.
A Outra pode ser bem mais jovem, o que o ajuda a sentir-se mais jovem. O curioso é que estas ligações duram pouco tempo. Ou o sujeito se cansa da imaturidade delas, ou elas se cansam da maturidade deles.
A Outra pode ser uma paixão antiga, mal resolvida; o que faz com que os desdobramentos, por parte dele, sejam imprevisíveis.
A Outra pode ser alguém que dá para ele o que você não dá. Variações sexuais, colo, um bom ouvido, alguém que levanta a moral dele. Se quiser ficar com ele não adianta só cortar a Outra. Ou ele mente que a largou, ou a troca por outra Outra que você não conhece e que dá a ele o que você não dá. E não adianta ficar reclamando que quando se conheceram, namoraram, noivaram, casaram, se juntaram, se amancebaram, você também não dava isto ou aquilo. Ele simplesmente cansou de não ter isto, ou aquilo, e partiu para o mercado atrás do que lhe faz falta.
O que você deve fazer? Faça o que você achar que deve fazer, pombas! O que serve para aquela cujo marido tinha outras, deve servir para você. Não temos bola de cristal para saber o que é melhor antecipadamente. Se achar que não fez bem, da próxima vez tenta diferente.

domingo, 7 de junho de 2009

HITLER, CORÉIA DO NORTE E A NÃO INTERVENÇÃO

Com estes testes de foguetes, com a busca da tecnologia nuclear, a Coréia do Norte tem deixado muita gente com o sono mais leve.
Fico pensando na ascensão do Nazismo na Alemanha.
Quando Hitler subiu ao poder muitas de suas reivindicações pareciam justas.
A Alemanha fora derrotada na I Guerra Mundial e o tratado de Versailles, com sua mistura de cláusulas para impedir novas guerras, conseguir reparações para as potências vencedoras, como meio de vingança para reparar as humilhações sofridas pela França, principalmente, ajudava a criar um clima de revanche que o Adolfito soube aproveitar bem para mobilizar as massas.

O fato é que, desde que subiu ao poder ele começou a desafiar o tratado e os seus signatários.
Invasão de regiões desmilitarizadas, remilitarização da Alemanha e por aí vai.
Os demais países ficavam na base do protesto, de sanções, que sempre eram parciais e que não eram obedecidas por todos.
E o Adolfito avançando, avançando.
Quando desobedeceu ao acordo de Munich, que ele havia assinado e ele declarara como satisfatório, recebeu o cartão amarelo. Quando invadiu a Polônia recebeu o cartão vermelho.
Só que então pelo menos 100 milhões de seres humanos pagaram com a vida.
Até hoje se cobra de ingleses e franceses não haverem intervido para valer no início do processo, quando a Alemanha Hitlerista não tinha ainda meios de impedir efetivamente a ação dos Aliados.
Ingleses e franceses não queriam sujar as mãos, não queriam perdas de vida humanas, imaginavam conseguir apaziguar a fera, que ela tivesse bom senso. A idéia do “somos contra a Guerra” prevaleceu. O que se viu foi o contrário.
A insaciabilidade de Hitler só aumentava. Agora passava por cima dos tratados que ele mesmo havia assinado.
Hoje observamos a Coréia do Norte desafiar tratados e potencias. Não nego que ela tenha as suas razões. Como Hitler também as tinha. Mas como Hitler, e sua camarilha, os dirigentes norte coreanos não são flores de se cheirar.
E todo mundo fica na base do protesto, das ameaças de sanções e por aí vai. Inevitavelmente Coréia do Sul e Japão vão partir para um rearmamento mais efetivo. Daí, até uma centelha explodir a primeira bomba será um upa.
Novamente, alguns milhões morrerão, os pósteros vão reclamar de que não se interveio mais precocemente e os que hoje clamam por soluções pacíficas, não intervenção, etc. e tal, vão ficar calados, ou vão alegar que os que interviriam também não eram santos e veremos a História mais uma vez se repetir.
“Ave César morituri salutanti”

sábado, 6 de junho de 2009

DAS TOD - DAVID CARRADINE

Bueno, apesar de tudo, deve ter morrido sentindo prazer.
Talvez uma morte mais agradável do que "morrer de velho", cheio de dores e dos outros achaques que costumam acompanhar a chegada da Velha Senhora.
Não que com isto esteja a recomendar a prática do prazer pela sufocação, nem outras ligadas ao sofrimento, ou a lesões. Nem como método de suicídio.
Que aliás defendo como um direito para quem está lúcido, consciente, coerente e que, ao examinar o que lhe resta de vida e o seu momentum, chega a conclusão que é o melhor para si.
O curioso é que ao escrever este bilhete liguei no canal de músicas da NET, nas "clássicas"; estava tocando a Marcha Funebre, OP 35 do Chopin. Que para mim é uma das obras primas musicais.
Meu pai, que gostava de música, que entendia de música, dizia que era a mais bela encenação musical do fenômeno da morte para os que ficam.
O momento da dor, os momentos de nostalgia, os de alienação, aqueles em que o pensamento vaga alhures, e, finalmente, aquele da despedida.
Do "nunca mais..."

terça-feira, 2 de junho de 2009

Katyn (O Massacre de Katyn, o filme).

Um filme brutal, bestial, furioso, patético.
Mostra o que é viver sob um regime totalitário.

Não interessa de qual viés.
Você não vale nada.
Tudo pode ser usado contra você.
Mesmo na adesão você não estará seguro, pois pode aderir a um grupo que está forte e no poder hoje e que amanhã será exterminado por um motivo qualquer.
A Verdade é uma utopia e “verdades” são manejadas para servir a interesses do momento.
Ser verdadeiro, autentico, pode significar uma sentença de morte. Ser mentiroso também, pois você não sabe o que é a verdade de amanhã.
Um filme duro. Simplesmente isto. Duro.

O AMANTE

Vi outro dia um filme com o Antonio Banderas com este título. O filme confirma a tese do meu amigo, guru e especialista em relações homem/mulher, além de excelente cirurgião plástico, Renato Viera.
“O AMANTE É SEMPRE MELHOR”.
O marido pode ser honesto, trabalhador, sério, pode ser até melhor de cama que o amante. Mas perde para este.
Porque lhe falta poesia, sedução, a arte da surpresa, da novidade. Enfim, faltam-lhe estas coisas que parecem supérfluas, mas que na verdade dão o sabor, o colorido, “la creme” da vida.
Os Grandes Maridos são aqueles que conseguem ser maridos e amantes. Poucos conseguem. Dá trabalho. É um exercício continuo. Não tenho dúvidas que vale a pena.
Mas em tempos de imediatismos, de leis do menor esforço, do levar vantagem, embora seja só em curto prazo, poucos são os que têm capacidade de enxergar mais longe.
Depois se queixam do belo par aspas que as esposas, namoradas, lhes colocam na testa.
O pior é a reclamação, que é sempre a mesma.
-É uma filha da puta! Nunca deixei faltar nada dentro de casa! Nunca saí com outra mulher! Sempre tive a maior consideração por ela e pela família dela! E agora ela me apronta esta!

terça-feira, 26 de maio de 2009

UMA SITUAÇÃO QUE DÁ O QUE PENSAR

Marelise, estudante universitária, 22 anos, casada, Porto Alegre.
Dr. Carrion, quero ver se o sr. consegue me ajudar na confusão que está a minha vida.
Meu pai teve um caso com a mulher de um amigo dele. Apaixonaram-se e foram viver juntos. Acontece que eu sempre fui apaixonada pelo marido desta mulher e, apesar da diferença de idade ser grande, começamos a namorar, passamos a viver juntos e acabamos casando. Para piorar a situação descobri que minha mãe já havia tido um caso com meu atual marido. Por mim, tudo bem, mas ela acha que eu e ele ficamos juntos só por conta disto e não porque eu o amo.
O fato é que agora ninguém se dá com ninguém.
Sei que esta história pode parecer mentira, mas é a mais pura verdade. O diabo é que com tudo isto me sinto muito isolada. Tirando meu marido não tenho ninguém com quem conversar na família. O que eu posso fazer?
Frente a complexidade da situação, as tensões entre as pessoas, as mágoas, as sensações de traição, acho muito difícil que consigas fazer algo que leve a estas pessoas a se relacionarem bem. Casos como estes parecem ter como único remédio o tempo. E um tempo nada pequeno. No futuro, talvez todos consigam rir desta situação toda. Mas só no futuro. E, se conseguirem se dar conta que são seres humanos, que seres humanos podem tomar atitudes surpreendentes, inéditas, fora do comum, apenas por serem humanos e terem emoções, desejos, impulsos, que nem sempre se coadunam com a moral, ou com a lógica.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SOBRE O BEM E O MAL

Desculpem-me a teologização, mas não tenho a menor dúvida que em Deus, se ele existir, o Bem e o Mal coexistem. Pois se Ele é o criador de tudo, terá também criado o Mal, mesmo que alguém me argumente que o Mal não foi criado pois é a ausência do bem. Mas quem permitiu que esta ausência fosse criada?
Por outro lado, se me falarem do livre-arbítrio, contestarei que quem cria um ser com direito a livre-arbítrio, está criando, pelo menos, a possibilidade do Mal.
A dicotomia Bem x Mal, Eros x Tanatos, ou outras, me parece absolutamente intrínseca ao ser humano, se não a própria Vida. Portanto, se existe um
criador, ele responde por Toda a Obra.
Como dizia meu amigo e filósofo diletante, Helinho Viégas. “No fundo tudo se resume a Sexo e Violência, o resto são apenas nuances destes dois”. Como dei umas pinceladas no conceito original dele, considero-me co-autor.
Mas por que estou a escrever isto? Neste espaço? Que foi criado para falar sobre o Amor e seus derivativos, prazer, sexo, beleza?
Porque nestes últimos dias uma série de notícias me chamou a atenção.
Crucificaram um sujeito numa parede.
Cortaram as orelhas de outro.
Mataram cinco em uma chacina numa cidade da Grande Porto Alegre.
Um assaltante dá um tiro e mata uma criança por que a babá não quis (provavelmente
paralisada pelo medo) desligar o alarme da casa.
Um sujeito após, o que parece ser uma discussão de trânsito, estupra, amarra em uma árvore e esfaqueia dezesseis vezes uma dentista.
Quero e vou continuar a escrever sobre sexo e prazer, mas não dava para ignorar o outro lado. Tava demais.

terça-feira, 12 de maio de 2009

UMA DE PAI CORUJA

Saiu sábado na Zero Hora


ARTIGOS
Ser filho da mãe (hoje), por Lúcia Pesca* e Pedro**
(O Pedro é meu filho - Carrion)

Diz o filho:É cansativo ser filho dessas mães de hoje, porque elas não dão moleza. Nós adoramos ficar sossegados sem pensar em nada, mas elas, por estarem sempre cheias de afazeres, não conseguem entender como isso é possível. Aí começam a nos alugar. A vida delas não tem mais espaço, de tanta coisa que fazem, então elas terceirizam a agenda para a equipe mais próxima, nós, os filhos. Acordamos com o famoso bilhete de “nossas” prioridades ao lado da cama. De faxineiros, office-boys, fazedores de supermercado, conselheiros sentimentais a mais dignificante função de técnicos de informática. Elas nos sugam toda energia do dia. Quando vamos para a academia ou faculdade, já estamos exaustos. Mas fazer o quê? O pior é vê-las cansadas no final do dia, às vezes reclamando, mas ainda querendo papo para saber como andam nossas vidas. Sabemos que o repasse de todas essas tarefas não é só pela falta de tempo delas, mas para não deixar que fiquemos acomodados em nossas vidinhas, nos ensinando, assim, a aceitar a conviver com responsabilidades e compromissos. Como se não bastasse a cabeça muito ocupada dessas mães, ainda aumentou a preocupação com a segurança de seus pupilos, vindo daí as frequentes frases, como: “Onde vais?”, “Pegaste o celular?”, “Como voltas?”, e nós aguentamos, controlando a vontade de nos rebelarmos, porque sabemos que essa ansiedade faz parte da profissão “mãe”.Definitivamente, ser filho da mãe hoje em dia não é mais uma ofensa, mas, sim, um aprendizado mútuo entre pais e filhos.Diz a mãe:Ah, os filhos de hoje! Estamos constantemente revalidando nossos valores através dos filhos. Aprendemos a delegar e dividir o que outrora fazíamos por eles e também a diminuir as culpas em não lhes dar tudo “de mão beijada”. Estamos conseguindo colocar limites com mais frequência, e aceitando os limites que eles nos impõem, como até onde podemos nos intrometer na vida deles (essa parte é bonita de dizer, mas difícil de fazer). Nós, mães, multifacetadas, reconhecemos que, para conviver com esse nosso jeitinho exigente e ritmo desenfreado, os filhos, de quem tanto cobramos – para o bem deles, é claro –, acabam amadurecendo mais cedo. É interessante perceber que não é mais pelas ameaças de perderem a mesada, o carro ou deixarem de ir à festa x ou y que eles atendem às nossas solicitações, mas, sim, por serem espectadores das nossas trajetórias de vida e nos admirarem. E veio daí a idéia deste artigo. Quando Pedro e eu conversávamos sobre o fato de que muitas mães não reconheciam essas atitudes de seus filhos como um agradecimento a elas. Portanto, obrigado, filhos, por nos darem a certeza de que nós estamos fazendo a coisa certa. Esse é o melhor presente que uma mãe pode querer no seu dia.Definitivamente, ser filho da mãe hoje é padecer no paraíso.
*Psicóloga **Filho de Lúcia, 18 anos

domingo, 10 de maio de 2009

RELAÇÕES ANAIS

Volto ao assunto por conta de vários e-mails.
Por exemplo:
Miriam, 32 anos, empresária – Dr. Carrion gostaria que pudesse falar um pouco sobre sexo anal. Os homens que me relacionei e os que várias amigas se relacionam, querem ter relações anais. Não morro de amores por este tipo de relação, embora algumas tenham sido muito agradáveis em muitas outras elas foram dolorosas e acho muito desagradável quando o pênis do homem aparece com marcas de fezes.
A pergunta é: O que fazer?
Miriam, quanto ao gostar, ou não, nada a fazer, é uma questão de gosto individual. Mas existem algumas regras que podem tornar estas relações mais prazerosas, ou pelo menos, não dolorosas.
DO HOMEM -
Não deve ser um bem dotado, pelo menos de calibre.
Não pode ser um apressado.
Não deve pensar no ânus como se fosse uma vagina apertada, portanto comportamento tipo desentupidor de pias está descartado.
Deverá usar sempre um lubrificante íntimo e camisinha.
Deverá aceitar que a mulher não quer e não ficar aporrinhando-a.
Se, na hora da penetração, ela se queixar de dor, deve parar de imediato.
DA MULHER –
Deve estar relaxada; numa posição confortável, de lado parece ser a mais indicada.
Não deve estar com vontade de ir aos pés, ou com diarréia, ou haver ingerido comidas picantes nas últimas 24 horas.
Deve fazer o homem respeitar o seu ritmo. Ou seja. Usando um creme começa fazendo carícias nas bordas do ânus. Depois o penetra lentamente com um dedo e, posteriormente, com dois. Esta penetração, além de lenta, deve ser feita em etapas, com idas e vindas bem vagarosas. Ensine-o que se sentir qualquer resistência muscular deverá esperar que esta se desfaça antes de progredir. Em caso de dor deve parar e só tentar alguns dias depois.
Correndo tudo bem, repetem as mesmas manobras com o pênis.
Se for um pênis longo, evitar o “enterrar até o talo”.
Fazendo tudo isto, espero que cheguem ao “enjoy it”.

domingo, 3 de maio de 2009

Trânsito x Gripe Suína

Até agora 25 mortos no trânsito no Rio Grande do Sul, no feriadão. Quantas mortes em todo o Brasil?
Quantos já morreram da gripe suína EM TODO O MUNDO?Continuo sem entender porque ela recebe tantas manchetes e o transito, proporcionalmente, tão poucas. Será que é porque as mortes no trânsito já são rotina?

POBRES MÃES

Com a chegada do Dia das Mães começo a ficar com pena das coitadas das mães.
Sim, porque com os comerciais que mostram mães maravilhosas, perfeitas, extremadas, ultrafelizes, ultra-realizadas e por aí vai, as mães de verdade, com as suas limitações humanas devem sentir-se um lixo.
A estas mães imperfeitas é que eu cumprimento. As perfeitas não existem.

TO OR NOT TO BE

Resolvi colocar este email e a resposta que eu dei porque ele fala de um drama humano que todos nós já passamos e vamos passar algumas vezes mais na vida até a chegada da Velha Senhora.



Em 02/05/2009 09:04, sophie <> escreveu:

Carrion querido estou escrevendo porque como já sabes, tenho muita dificuldade de tomar decisões e na verdade tenho receio de escolher um caminho e me arrepender depois, como já me disseste uma vez, sempre que eu escolher algo estou abrindo mão de outras coisas e isso é a vida, o fato é que estou na Escócia e não é simples se eu decidir voltar para o Brasil e depois ver que tinha que ficar mais aqui... Gostaria que me ajudasse a analisar os fatos...
Separação: como já deves saber me separei, mas foi tudo super amigável e continuamos ajudando um ao outro, visto que tenho minha passagem para o Brasil dia 28 de junho, decidimos por continuar no mesmo apartamento até eu ir embora porque é economicamente viável para os dois, ainda dormimos na mesma cama e continuamos com nossa rotina normalmente, ainda nos amamos porque afinal de contas são 11 anos e optamos por separação antes que o nosso amor que é tão bonito virasse ódio e nenhum dos dois quer isso...Tenho muito carinho por ele, mas às vezes penso que é um carinho de irmão por não sentir atração nem desejo, não sei se o problema é comigo ou é com a relação... Ele não queria terminar, mas estava esperando que eu dissesse que iria mudar e eu não disse...
Escócia: aqui é tudo maravilhoso, moro na praia e tem muitas lindas por todos os lados, a qualidade de vida é incomparável, tenho segurança, ando tranquila na rua sem medo de um levar minha bolsa ou colocar uma arma na minha cabeça ou invadir meu apartamento, aqui isso é 1 em milhões...Quando cheguei aqui não falava nada de inglês e trabalhava entregando pizza, agora já estou trabalhando na área como woman’s nurse e divido meus horários no outro emprego na fábrica que optei por mantê-lo porque pagam bem, os chefes são ótimos, o clima é agradável e posso fazer meus horários porque tenho moral e faço muito bem meu trabalho...O trabalho de woman’s nurse tb é ótimo a chefe me adora e não quer que eu vá embora e tenho certeza que se eu decidir por ficar aqui ela me ajudará, tb ganho bem e o melhor de tudo é que estou na área... Para eu ser médica aqui o caminho ainda é longo e terei que fazer várias provas, mas antes disso tenho que estar com inglês perfeito (ainda preciso melhorar muito) e depois estudar medicina em inglês para fazer essas provas...O fato é que aqui médico especialista ganha muito dinheiro e se eu chegar lá estarei feita da vida (mas longe da minha família e dos verdadeiros amigos)...Aqui também temos a possibilidade de viajar muito, é comum sair por uns tempos, viajar e quando voltar ter teu emprego de volta (quando se é bom trabalhador como eu hehehehe)... Mas se eu decidir que quero voltar tb tenho a possibilidade de ficar aqui mais um ano só juntando dinheiro para quando voltar para o Brasil poder montar um consultório ou dar entrada num apartamento, etc...Mas vivendo sem o Fábio, ou seja, praticamente sozinha...Claro que tenho amigos aqui e farei mais e tb quem sabe conhecer um Escocês hehehe...Mas o Fábio tb vai ficar aqui mais um ano e tenho dúvidas se não seria melhor voltar logo e começar a vida aí de novo com ele longe pq logo ele tb voltará... Ou quem sabe ficar com ele mais um tempo para ver no que vai dar...
Brasil: tenho medo de voltar e ver essa bagunça que é aí, perigo, burocracia, roubalheira, dificuldade para ganhar dinheiro, vou voltar para casa do Leão e da mãe pelo menos no início para economizar que tu sabes não será nada confortável, vou começar, bem provável, trabalhando naquelas clínicas do centro terríveis, ganhando uma miséria (mas vou estar exercendo minha profissão) e com o projeto de montar o consultório que tu sabes que não é fácil manter no início e nem ter uma boa clientela para pagar os custos... A mãe disse que vai me ajudar a montar o consultório e o Leão tb, inclusive ele já estava agilizando alguns contatos para tentar um emprego para mim...Tenho certeza que vou me dar bem aí tb, mas penso que não terei mais essa oportunidade de morar em outro país de novo e viajar o mundo porque logo quero me estabilizar e ter filhos...Tb sinto falta da família (mas queria ter meu cantinho/morar sozinha) e poder ver eles sempre, minhas amigas que amo tanto, fazer as unhas, do Carrionzinho que ilumina meus caminhos, do português, da medicina...
Não sei o que eu faço, a mãe está vindo daqui a 20 dias e vai me ajudar, mas queria ouvir a tua opinião também, estou muito confusa pq agora estou bem aqui...Mas tudo está se encaminhando para eu voltar pq depois que eu perder a passagem não posso no mês seguinte decidir voltar aí é para ficar até o ano que vêm...Tu podes imaginar como estou me sentindo, daquele jeito ACHO QUE TENHO CERTEZA HEHEHEHE... Queria ouvir tuas sabias palavras para dar um rumo na minha vida, claro que eu que tenho que decidir, mas please, diz o que tu achas... MUITO, MUITO OBRIGADO POR TUDO, SAUDADES, MILHÕES DE BEIJOS...


Quanto à separação a gente pode dizer, "que pena"; mas tem de se lembrar que todas as coisas humanas têm um dia um fim. Amizades, grupos, tesão (Oh! Que horror!), a vida. Acho, aliás, que todos os casamentos estão fadados a terminar, nem que seja pela morte de um dos parceiros. A Eternidade é apenas um sonho, uma utopia. O chato é que ela nos impede, muitas vezes, que aproveitemos a vida, pois ficamos nos guardando para algo que pode acontecer. Num relacionamento, o que realmente interessa é que ele seja bom, enquanto for possível. E que se o termine assim que tivermos certeza que ele é um doente terminal. Às vezes ele renasce. Mas é por que se o deixou morrer em paz.Quanto ao ficar, ou não, aí: Se eu for um masoquista, sempre vou me arrepender de alguma coisa no futuro. Deu algo errado?!! -Ah! Porque é que eu não fiz assim ou assado. O que a gente esquece é que, quando se decidiu, se decidiu pelo que parecia melhor, e nós só podemos decidir pelo que parece, não temos bola de cristal, ser o melhor.Ficando aí tens uma série de vantagens, e desvantagens.Vindo para cá, idem, idem.Aliás, achei as tuas ponderações muito bem feitas e maduras.Penso que qualquer uma das duas hipóteses é boa.Se fores uma mulher sentimentalmente mais fria. Fica por aí. Vai dar trabalho, mas ficarás rica, ou pelo menos bem de vida.Se fores mais afetiva, que é a impressão que me dás, volta e vêm gozar dos afetos, amizades, carinhos que tu sabes que vão te esperar por aqui.O que tu podes e deves examinar é: Atingistes os objetivos que tu tinha com o ir para a Escócia? Estes objetivos são atingíveis ainda? Valem a pena serem atingidos, no caso de tu não os haveres atingido ainda?Se tu atingiste estes objetivos, ou achas que eles não valem a pena o sacrifício, não perde tempo. Volta!A única coisa que eu acho é que, sob hipótese nenhuma, deves decidir em cima de uma passagem. Se for o caso de perder e ter de comprar uma nova, o valor é ínfimo em relação a tua vida.Quanto a alguém para ti. Seja aqui, seja aí, posso te garantir, não vai faltar. Tu és bonita, querida, inteligente, simpática, trabalhadora, afetiva, etc. e tal. E o tal amor não vem da vontade da gente. Ele vem, se instala, ou não, pode ser por um escocês, um português, até um argentino :-)), brincadeirinha, e curtem-no os que forem espertos.Espero então poder ter te ajudado.Um beijãoPodes continuar me escrevendo a vontade.Carrion

sexta-feira, 1 de maio de 2009

GRIPE SUÍNA

Como não sou um infectologista e nem um virologista, estou falando como um leigo.
141 doentes nos Estados Unidos (200 e picos milhões de habitantes), 331 em todo o mundo (alguns bilhões de habitantes), infectados pela gripe suína me parecem um número pequeno para todo este pandemônio que aparece nos noticiários.
Não estou dizendo que seja um assunto a ser ignorado. Não acho que seja algo a ser deixado de lado. Menos ainda que não se tomem providências. Mas me parece estar havendo um certo exagero.
Não seria o caso de um “boi de piranha”? De uma histeria coletiva?
Serei eu o Barrabás do Pär Largekvist, que está frente ao grande fato e o ignora?

quinta-feira, 30 de abril de 2009

TE MATARE RAMIREZ - Buenos Aires


Este é um restaurante http://www.tematareramirez.com/ que não serve para quem não tem espírito esportivo, ou não está tranqüilo com a sua sexualidade.
O cardápio é descrito em termos eróticos. Bem erótico.
Os shows são em cima de temas sexuais. Em termos verbais e gestuais, bem explícitos. Mas nada de interação real.
O problema que algumas pessoas não entendem o espírito da coisa e se chateiam com as brincadeiras.
Como um Eduardo (que não sou eu, obviamente) que se retirou no meio do show, por que a atriz, simulando uma transa gritava, Eduardôôooo... Pone-lo todo Eduardôôo... Me vas a matar Eduardôôo...
Ou seja, ao falar em sexo, numa brincadeira, com o tal Eduardo, mexeram em um terreno pantanoso.

EM DEFESA DOS POLÍTICOS CORRUPTOS

Perdoem-me senhores, mas aqui estou para defender os políticos corruptos, pelo menos aqueles que se reelegeram.
Corruptos são todos os que reelegeram os corruptos.
Corruptos são aqueles que votaram naqueles já condenados.
Corruptos são aqueles que fecharam os olhos para os fatos, para as evidências que aqueles políticos mostravam.
Depois reclamam, protestam, bancam as pobres vítimas do cruel destino que aqui me tens. Mas se esquecem da sua parte. Do voto que deram.
Já votei em incompetentes. Creio que já votei em corrupto. Mas agüentei no osso do peito. Malandro que é malandro não chia. Não sou malandro. Mas não chiei. Seria muita hipocrisia.
PS. Posso ser hipócrita, mas só um pouquinho. Tipo primeiro grau incompleto.

TROCA DE CASAIS, UMA EXPERIÊNCIA INÉDITA, OU A VIDA ME APRESENTA CADA UMA!

Antes que os mais apressadinhos cheguem a conclusões, digamos, precipitadas, quanto a este escrevente, sugiro que leiam o artigo até o fim.
Recebi alguns dias atrás o telefonema de um homem querendo saber se eu atenderia uma questão de casal e de sexo.
Disse que sim, que, aliás, é uma das coisas que eu mais faço.
Perguntou se poderia vir com a esposa.
-Por mim tudo bem, desde que ela estivesse de acordo.
-Não tem problema, ela também quer fazer um monte de perguntas.
Em outras épocas eu ficaria imaginando sobre o assunto que iriam perguntar. Com a experiência que os anos trazem a gente aprende que não vale a pena gastar tempo com especulações. Que o melhor é pensar no presente e deixar o futuro, como o Geisel dizia, a Deus.
No dia e hora aprazados eles compareceram. Bem vestidos, sem ostentação, ele 40 e poucos anos, ela quase no “enta”; boa aparência pessoal.
O que eles queriam saber era:
Onde e como encontrar parceiros para troca de casais?
Explicaram que já estão juntos há mais de 15 anos, não tem filhos, e que queriam ter novas experiências de vida. Fugir do convencional.
Conversei com eles sobre o que eu sabia de trocas de casais, sobre experiências de outros pacientes, ponderei sobre os prós e contras (Tendo o cuidado de não cair em moralismos.).
Mas a pergunta principal não soube responder, e aí pergunto para vocês:
-Onde é que se fazem trocas de casais, que não seja algo de risco, ou com prostitutas?
Ou seja, isto existe, muitos fazem, e eu, que penso ser um bom especialista, não sabe o “modus faciendi” concreto.
Por isto é que eu acho que, quando um sujeito diz que já sabe, que é um especialista, que não tem mais novidades e aí me cita “nada se cria, nada se acaba, tudo se transforma", eu penso que estou frente a um acomodado, mumificado, prepotente.

terça-feira, 21 de abril de 2009

RECOMENDO

Para quem quer aperfeiçoar o seu espanhol, o livro CABO TRAFALGAR, de Arturo Pérez-Reverte, é muito bom.
Além de uma descrição histórica e vívida da batalha de Trafalgar, bastante fidedigna, vista pelo lado espanhol, usa uma linguagem bem popular nos diálogos. E é nisto que ele é sensacional. Quem quiser aprender uma linguagem do dia a dia tem aqui uma ótima fonte de aprendizado. Eu recomendo. Imagino que numa tradução, se é que a fizerem, se perderá muito da alma deste livro.
Não tem conversa. Ou se lê em espanhol, ou nem vale a pena lê-lo. Como PS acrescento que também se aprende muito da linguagem náutica, com palo trinquete, velas cangrejas, bauprés e por aí vamos.

SEXO ANAL NO PAÍS DA HIPOCRISIA

Que somos uma nação de hipócritas, disto eu não tenho dúvidas. Alguns mais, outros menos. E nem vou dar uma de santo dizendo que eu nunca o fui.
Mas nunca deixo de me surpreender com as novas imposturas com que me defronto.
Uma publicação me pediu um artigo, assinado, portanto da minha responsabilidade, sobre a sexualidade do brasileiro.
Escrevi dois.
Um sobre sexo & amor e o outro sobre o sexo anal.
Agradeceram-me, publicaram o sobre o sexo & amor e me explicaram que o do sexo anal não se enquadrava no perfil da publicação, que se dedica à vida a dois.
Ou seja, queridos senhores e senhoras, na vida sexual do brasileiro que tem relações estáveis, não cabe o sexo anal. Portanto, imagino que não cabem uma série de outras variantes sexuais.
Puxa, que vida sexual monótona devem ter os casais brasileiros!
Deve ser por isto que tanta gente cisca fora do casamento, ou porque estes duram tão pouco!

UM DESENHO PARA A MORTE

Quando acordou pela manhã nada indicava que seria um dia muito diferente dos demais.
Levantou-se, fez suas abluções e foi para a sala de musculação do edifício para exercitar-se um pouco.
Em meio aos exercícios olhou-se no espelho e percebeu-se jovem.
Como por encanto as rugas e demais sinais da velhice haviam desaparecido. Subitamente sentiu-se revigorado. As dores e mal-estares desapareceram. Foi para a esteira para caminhar. Ligou o Ipod e entrou um trecho da Carmina Burana, Fortuna Juvat, para ser mais preciso, sentiu-se mais revigorado, ágil, satisfeito consigo próprio. A seguir veio parte da Nona Sinfonia de Beethoven. Num fragmento mais rápido sentiu-se melhor do que nunca. Uma sensação de exaltação tomou conta de si. Quase como se fosse o Rei do Mundo.
Encontraram o corpo uma hora depois.
O policial que fora chamado para atender a ocorrência, constatou o óbito e, ao observar que o de cujus estava com os auriculares em posição e que saia som deles, resolveu ouvir, para ver o que ele escutava. Neste momento tocava o sino da sinfonia Fantástica do Berlioz.
Nasceu ali o mito de que o falecido previra a própria morte.
Bobagem.O morto nem soube que morrera.

O MASSACRE

Até domingo ao meio dia, haviam morrido no Rio Grande do Sul 8 pessoas em acidentes de trânsito e 11 vítimas de diversas formas de violência, desde sexta à tarde quando começara o feriadão.Porque isto continua, feriadão após feriadão?

REFLEXÃO

Assisti domingo, pela terceira vez, no cine Cult o “Três Homens e um Destino – no original Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo”. Um western do Sergio Leone, com música do Enrico Morricone, estrelado pelo Lee Van Cleef e Clint Eastwood.
Mais tarde assisti o último 007.
Neste último filme uma sucessão de clichês, de efeitos especiais, correrias, mortes, explosões. As peripécias eram inverossímeis, e muitas vezes as cenas não se encaixavam, mas ali estavam para dar lugar a mais um efeito espetaculoso.
No anterior houve mortes em abundância, mas a história tinha coerência. Havia suspense e este durava um bom tempo até ser resolvido.
Ambos os filmes foram, são, sucessos de bilheteria. Ou seja, tem muita gente que gosta do 007 de agora, como tinha gente que gostou daquele western.
No western se via o filme, se tinha sentimentos e emoções e se era obrigado a pensar no trama.
No 007 se vê o filme e nele uma série enorme de cenas de ação. Não há espaço para pensamento ou reflexão.
Houve uma mudança enorme.
Me pergunto:
Mudou a maneira das pessoas pensarem, ou as pessoas (a massa) pararam de pensar, ou não mais querem pensar.Será que estou sendo apenas um saudosista, ou um constatador?

sábado, 18 de abril de 2009

DEIXEM AS CRIANÇAS BRINCAR

Hoje eu passei pelo Parcão e vi um pai dizendo para a filha:
-Fulana, se tu não vieres pedalando na bicicleta eu vou guardar ela no carro (A menina estava
carregando a bicicletinha, parecia querer continuar carregando e mais, parecia estar achando legal carregar a bicicletinha.)!
Tudo bem, imagino um zeloso pai querendo que a filha usasse corretamente a bicicleta. Mas, pombas, a menina estava ali para ter aulas de ciclismo ou para se divertir???
Mais adiante uma mãe com outra menininha se encontra com outra mãe com um menininho. E começa:
-Fulaninha, dá um beijo no Fulaninho. Fulaninha, dá um beijo na tia X (Mãe do Fulaninho). Fulaninha, mostra o teu brinquedo para o Fulaninho (Neste meio tempo o Fulaninho e a Fulaninha haviam sentado no chão e se divertiam com a areia, não estavam nem aí para os brinquedos.). Fulaninha, olha só a bola do Fulaninho. Fulaninha, conta pra tia X o que é que tu
ganhou da vó.
Nesta hora eu já estava em retirada e não vi o desenrolar do resto do diálogo (Monólogo?), mas de longe, pelo que observei, continuava no mesmo tom, com as mães querendo que os filhos fizessem isto, ou aquilo.
Afinal, mesmo com a melhor das intenções, o que estas pessoas querem criar? Seres humanos que tem de descobrir seus caminhos, aí sim, ajudados pelos mais velhos, nos momentos de dificuldade, ou marionetes?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

EU E OS ENGARRAFAMENTOS DE PORTO ALEGRE

O engarrafamento do trânsito em Porto Alegre é cada vez maior. Um trajeto que dá para fazer em 12 minutos, com transito dito normal, acaba se levando de quarenta a sessenta minutos. O que assusta é que ninguém faz nada. Se reclama, se dá palpites, se promete, mas de concreto nada.
Não estou aqui a falar de viadutos, túneis, que são obras caras. Estou falando de medidas que vão facilitar a vida de muitos em detrimento de alguns poucos. Sinaleiras a menos, estacionamento na rua a menos, mais mãos únicas. Mas parece que faltam cojones aos homens públicos, quando surgem os descontentes, o medo da perda de votos faz com que todo o mundo público trema nas bases com o risco de perder votos. E nós todos vamos jogando fora, inutilmente, pedaços de vida, al pedo, sem necessidade, como se o nosso tempo de vida não fosse finito.
Interrompo este comentário porque tenho de buscar a minha carteira de motorista. Pelo horário, pelo trânsito, já sei que vou perder, pelo menos, meia horinha da minha preciosa, porque única, vida.

Querem me conhecer?

Gente, quinta que vem, no Clic RBS, em comemoração ao um ano de "Dúvidas Entre Lençois", ou talvez até antes, uma entrevista com este que vos escreve.
Quem não me conhece vai poder me ver ao vídeo e a cores.

domingo, 12 de abril de 2009

Ahaa!

Pensaram que eu não voltaria mais.
Enganaram-se queridinhos e queridinhas.
Apenas tinha me dado uns dias de meditação para assistir a passagem dos MEUS SESSENTA ANOS.
Para minha surpresa não aconteceu nada demais. Pareceu até a passagem dos milênio. Todo mundo pensava que ia acontecer isto, ou aquilo, e foi, na verdade, uma passagem como qualquer outra.

QUERO SER CREMADO

Quero todos vocês por testemunha.
Quando eu morrer, se eu morrer, é lógico, sempre existem controvérsias a respeito deste assunto, QUERO SER CREMADO.
Fui a um velório outro dia.
Lá estava o defunto deitado no caixão.
Pálido, sério.
Ao redor sempre alguém comentando.
-Coitado, descansou! (Sabe lá alguém se alguém descansa depois de morto?)
-Olha só, como está bem, parece que vai acordar! (Imaginem a cena se o falecido levantasse do caixão.)
E por aí iam os comentários.
Isto para não falar numa mosca que insistia de confundir o nariz do “de cujos” com uma pista de aterrissagem.
Para piorar, precisaram abrir o túmulo da família, para abrir espaço para o novo inquilino. Como sou médico me pediram que eu acompanhasse os coveiros, para tomar alguma decisão em nome da família, “já que a cena poderia ser forte”. Cena forte, para mim, foi quando abriram o caixão do falecido há mais tempo e o coveiro, sem a menor cerimônia, ia pegando os ossos do cadáver e os ia jogando no caixão do ossuário como quem joga batatas num saco.
No cemitério da Recoleta, em Buenos Aires, os caixões ficam à vista do público nos túmulos. Como alguns destes túmulos estão abandonados há muito tempo, com goteiras, sujeira, ervas, a cena é patética.
Sim, porque quando o cara passa desta para a melhor (?), no início todo mundo vai ao túmulo, depois vão uma ou duas vezes por ano e depois adeus tia Chica. Fica uma tapera.
Quero ser cremado!
Carrion, o ainda chocado.