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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Fragmentos de um diálogo sobre Sexo e Poder

Jamile disse...
Noooossa... Apesar de nunca cogitar na possibilidade, mas transar com mais de 5.000 mulheres parece ser humanamente impossível... talvez tal opinião faça parte da minha ingenuidade... mas me imaginei no lugar dele, nuuuunca que iria aguentar... 5.000 homens... acho que nem em dez vidas.

Carlos Eduardo Carrion disse...
Jamile, algumas prostitutas ultrapassaram fácil, fácil este número. Por isto, quando falam que os homens transaram com 6,8 mulheres e cada mulher transou com 3,2 homens (Números ficticios, meramente ilustrativos.) a gente diz: não fechou a conta!, é porque muitos destes homens transaram com prostitutas, e estas, já nem sabem mais com quantos homens transaram, ou mentem, por pudor, vergonha, MESMO QUE SEJA EM QUESTIONÁRIOS inidentificáveis. Se há uma coisa que eu não acredito são em números em estatísticas sexuais.
A pessoa mente até para si mesma.
Um abração
Carrion

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sobre a Verdade Nua e Crua

Esta pergunta e sua resposta são do "Vida Feminina", do clic RBS. Mas achei que devia publicá-la aqui também.


Dúvida: Dr. Carrion, andei lendo seu blog e não pude deixar de notar uma coisa: Você não é muito chegado na "verdade" não? Você pressupõe que as pessoas prefiram viver uma vida de ilusão ao invés de saber a verdade nua e crua. O que você acha do meu comentário e porque você insiste às vezes em sugerir para as os quesitantes para que escondam o que fizeram? Onde foi parar a honestidade e o caráter? Particularmente, não concordo com suas respostas neste tema, que considero extremamente egoístas. Mas sempre acompanho seu blog em outros temas que considero excepcional. Enviado em 06/04/2009 às 19h41por Gustavo, 29 - Rio de Janeiro (RJ)
Meu caro Gustavo. Lembras-te de um quadro do Luis Fernando Guimarães, o “Super Sincero”? Ele mostrava muito bem os efeitos da verdade nua e crua.
Um homem e uma mulher, ao longo de um casamento de, digamos, 10 anos, conviverão lado a lado 3652 dias, 87600 horas, 5.256.000 minutos. Como eles são humanos, imagino que cometerão ao longo deste tempo alguns deslizes. Se todos eles fossem confessados pergunto-te: Esta união agüentaria tantas verdades incomodativas? Querendo, ou não, uma mentirinha agindo como lubrificante social ajudará a manter a relação.
Não defendo a mentira dolosa, criminosa, que visa lesar, prejudicar o outro.
Por outro lado, já imaginou eu como médico, você como cliente, com tosse, enfraquecido, alguma dor e eu lhe dizendo a verdade absoluta. “Meu amigo, o senhor é portador de um câncer de pulmão inoperável, intratável, deve ter uns três meses de vida pela frente com muito sofrimento e vai morrer com dor, muita falta de ar e botando sangue pela boca”.

Ou depois de uma boa transa a mulher dizer. Sabes Fulano, foi muito bom, mas o sexo oral com o Beltrano continua insuperável"
Não seria encantadora esta resposta, verdadeira, nua e crua? Ou seria preferível uma destas meias verdades, com umas mentiras de permeio que a gente diz nestas horas.
É isto que eu penso sobre verdades absolutas em qualquer campo do subjetivo, ou seja, do amor, ou do tesão.