Conversava outro dia com um galetinho de 46 anos e ela me contava que estivera casada com um homem por 20 anos. Separa-se há quatro e tivera alguns namorados.
Disse-me ela:
-Aprendi a fazer, ou experimentei fazer com eles, coisas (sexuais) que nunca fiz nos anos de
casada.-Me dei conta que a primeira coisa que a gente tem de aprender em termos de sexo é que tudo que nos ensinaram em termos de certo, ou errado, eram regras distorcidas por conta das necessidades, ou medos, dos que nos ensinavam.
-Aprendi que tudo que a gente tem vontade de fazer a gente deve experimentar fazer.
-Que se alguém me propõe algo novo, a menos que isto me repulse, ou me pareça perigoso, eu devo experimentar.
-Que ter prazer é maravilhoso, e ter prazer com quem a gente ama, é mais maravilhoso ainda.
-A única coisa que me dói são todos os anos que eu deixei de fazer coisas que eu tinha vontade de fazer. Que eu perdi. Posso fazer a partir de agora, mas sei que o que foi perdido, foi perdido.
Hoje faço o que surge nas minhas fantasias e que descobri que, não só não me fazem mal, como, pelo contrário, me fazem bem. Como usar uns brinquedinhos com um homem bem safado e eu me permitindo, naquela hora, ser bem puta e devassa.
-Que não devo ficar tentando adivinhar se o outro vai não gostar, ou vai ficar chocado. Ele que me diga que não quer ou não gostou. E, se deixar de me querer por isto, é porque não gostava de mim o suficiente.
-Só não quero mais ficar me privando do que eu quero porque alguém pode não gostar. Já perdi tempo demais!
Só me restou comentar.
-Falou e disse!