Mostrando postagens com marcador imaginação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imaginação. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de novembro de 2008

MAS O QUE É QUE OS OUTROS VÃO PENSAR

Ao lado do “mas eu gosto dele Dr!”, o “mas o que é que os outros vão pensar” é uma dessas posições mentais que mais trazem sofrimento.
O que torna o “mas o que ...” diferente é que a maior parte das pessoas diz que
não está nem aí para o que os outros podem estar pensando, embora estejam. E bastante. Só que isto tem de ser disfarçado, não pega bem.
O que eu vejo é as pessoas não se darem conta de que os outros vão pensar muito mais baseados nas suas convicções, crenças, educação, desejos, do que pelo que a pessoa venha a fazer.
Hoje eu estava nadando, à guisa de exercício, e quem me conhece sabe que faço isto como gato sendo levado para o banho. Para me defender da enfadonhice do que estava fazendo, passei a observar as pessoas e imaginar o que elas
poderiam pensar a respeito do meu olhar sobre elas. Pensar pelo lado “mau”, pensar paranoicamente.
Olho para um menino que não para de gritar.
“Pô este velho tá me cuidando”.
Olho para duas guriazinhas.
“Aquele cara deve ser um tarado, um pedófilo (a mãe das meninas, estas, acho que nem estavam me vendo).”
Olho para a mãe das guriazinhas.
“Mas será que este cara não se enxerga?!!!”
Olho para um sujeito que deve ser o marido da mulher.
“Que será que este cara está pensando. Ele estava olhando antes para a minha mulher. Será que ele sabe de alguma coisa que eu não sei?”
E por aí eu poderia ir imaginando. Sem sequer chegar perto do que as pessoas estariam pensando. No consultório descobri isto há muito tempo. Tanto em função do que eu estava pensando, quando a respeito do que elas estavam pensando que eu estava pensando.
O que os outros pensam só se pode ter uma idéia, em nível estatístico, e mesmo, assim sujeito a grandes erros. Estão aí várias pesquisas eleitorais que não me deixam mentir.
Portanto, a menos que você seja candidato (e aí entra a estatística) a alguma coisa, desista da idéia de adivinhar o que o outro (a) está pensando.

domingo, 8 de junho de 2008

EXPERIÊNCIA DE VIDA



Conversava outro dia com um galetinho de 46 anos e ela me contava que estivera casada com um homem por 20 anos. Separa-se há quatro e tivera alguns namorados.
Disse-me ela:
-Aprendi a fazer, ou experimentei fazer com eles, coisas (sexuais) que nunca fiz nos anos de
casada.
-Me dei conta que a primeira coisa que a gente tem de aprender em termos de sexo é que tudo que nos ensinaram em termos de certo, ou errado, eram regras distorcidas por conta das necessidades, ou medos, dos que nos ensinavam.
-Aprendi que tudo que a gente tem vontade de fazer a gente deve experimentar fazer.
-Que se alguém me propõe algo novo, a menos que isto me repulse, ou me pareça perigoso, eu devo experimentar.
-Que ter prazer é maravilhoso, e ter prazer com quem a gente ama, é mais maravilhoso ainda.
-A única coisa que me dói são todos os anos que eu deixei de fazer coisas que eu tinha vontade de fazer. Que eu perdi. Posso fazer a partir de agora, mas sei que o que foi perdido, foi perdido.
Hoje faço o que surge nas minhas fantasias e que descobri que, não só não me fazem mal, como, pelo contrário, me fazem bem. Como usar uns brinquedinhos com um homem bem safado e eu me permitindo, naquela hora, ser bem puta e devassa.
-Que não devo ficar tentando adivinhar se o outro vai não gostar, ou vai ficar chocado. Ele que me diga que não quer ou não gostou. E, se deixar de me querer por isto, é porque não gostava de mim o suficiente.
-Só não quero mais ficar me privando do que eu quero porque alguém pode não gostar. Já perdi tempo demais!
Só me restou comentar.
-Falou e disse!