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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

FANTASIAS SEXUAIS - O Bordel

Uma das fantasias sexuais recorrentes da minha adolescência, e dos meus contemporâneos, era a da ida ao bordel, ao cabaret, ao puteiro, ao randevou, ao lupanar, e outros substantivos masculinos desta nossa língua.
Na nossa imaginação eles eram lugares mágicos, onde coisas, para nós, maravilhosas, aconteceriam. Cheios de mistérios, de proibições deliciosas, de pecados, que nos levariam aos céus e aos infernos, mas fodam-se os Infernos por uma causa tão justa e nobre.
(Di Cavalcanti - O bordel - http://www.bolsadearte.com/ )
A lubricidade nos inebriaria, tomaria conta de todos nós, mas não esta lubricidade comercial e em série que vemos na Internet com a maior facilidade. Não, a nossa lubricidade era sombria, enigmática, só permitida aos iniciados. Não tinha importância que ela fosse despertada e se baseasse numa casinha de madeira, pequena e corriqueira. Aquela lâmpada vermelha à porta a transformava, metamorfoseava, transfigurava. Era ali que nós encontraríamos o Éden.
Depois que começamos a ir, uma parte do encanto se perdeu. Mas também algo ficou. Um bico de luz vermelha à frente de uma porta sempre soube agitar, animar, a nossa imaginação
Não é à-toa que, ao perguntar eu, para um amigo que adorava ir num cabaré.
- Tchê, que tal é este tal de ....?
- Legal, Quadrado; mas tem muito mármore, muita cortina, muito efeito luminoso, muito tudo certinho.
- Pra mim, cabaré tem de ter lâmpada vermelha, algo de sordidez... Um antro de devassidão, luxúria...
– Não um ambiente asséptico, que mais parece um super mercado de carnes. – O cabaré tem de ter drama, dramalhões, uma luxúria primitiva, até um pouco de ar de tragédia...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

O PRAZER TEM DE SER CRIADO - capitulo III

Nestas horas, somente os dotados do poder do livre pensamento, dos que jogaram fora os grilhões das falsas morais, se é que existem morais verdadeiras, são capazes de criar o novo, o surpreendente. Portos tinha esta capacidade. Sem avisar ninguém decidiu que o negócio era pôr mulher no meio.
“Nada como uma mulher para fazer esquecer outra mulher.”
Do fundo da mais abissal das filosofias ele buscou a idéia.
Daí, do lampejo para a prática foi um pulo. Se dúvida houve, foi para onde ligar. La Seducion, BR-TOP, Golden Amanda? Gruta Azul e a Carmem nem cogitou. Cobravam muito pela intermediação. Tiro dado bugio deitado. Em segundos estava de papo com a Madama, explicando o causo e as necessidades. Como não era hôme de se mixar por pouca bosta, de ficar mesquinhando por detalhezinhos, mandou vir 5 meninas. Por via das dúvidas.
A cafetina explicou que, por conta da hora, dos telefonemas que teria de dar, para ver quem estaria disponível, e toparia a parada, da distância até a ilha, de ter de arranjar uma van (Estava quase dizendo uma Kombi, mas aí estaria entregando a minha idade.) as meninas demorariam umas 2 horas para chegarem.
-Tudo bem, se tem todo o dia.
Volta para a roda, não conta nada, só dá um jeito de atrasar a comida e fica dando queijinhos e salaminhos. Total não queria ver nenhum atleta fora de forma por estar empanturrado.

Segue num próximo capitulo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O GORDO DAS DROGAS - cap. II

Por outro lado, era de dar pena do cara que se metesse comigo. O hôme partia prá cima e aí, ai de quem estivesse por baixo. Acho que ele tinha uma certa admiração, embevecimento, pelo que, penso eu, seria a minha respeitabilidade.
Através dele tomei conhecimento de um lado lúgrube e mórbido da vida.
O mandar dar uma camaçada de pau num drogadito devedor.
O cobrar em espécie, muitas vezes de modo humilhante, as dívidas de uma madame usuária de drogas.
A desconsideração pelo próximo.
Uma vez ele foi se encontrar com um chefão do tráfico, numa vila que existia na av. Ipiranga, perto de onde é hoje a sede da AMRIGS.
Recebera uma partida, acho eu que era de cocaína, e esta não era de boa qualidade e ele queria trocar. O outro o recebeu numa boa, examinou a mercadoria, constatou o defeito e mandou um capanga ir buscar no depósito uma outra partida para repor a que viera com defeito.
Na sala (Tudo isto me foi contado por ele, não o acompanhava nestas peripécias.) tinha umas 4 ou 5 meninas dos seus 14/17 anos, que ficavam por ali para se atracarem numa sobra de maconha, ou cocaína para darem uma cafungada (O crack ainda não havia aportado nestas plagas, tampouco o LSD, ou a heroína, ou o ectasy.).





O chefão, num cavalheirismo adequado a situação e ao meio, se dirigiu a uma das meninas e disse: -Ô Fulana, vem dá o rabinho aqui pro meu amigo enquanto ele espera. A menina veio prontamente, mas o GORDO disse que não estava afim. O outro não se deu por vencido e chamou uma outra. -Então Beltraninha, dá uma chupadinha no hôme prá ele não ficá inquieto! Desta vez, prá não fazer desfeita, ele aceitou.


Por conta de coisas como estas é que me afastei dele.



Continua num próximo capítulo.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

GAROTAS DE PROGRAMA IX

Um fato curioso é que, contrariando o que nós médicos, e psicólogos, afirmamos durante muito tempo, a maior parte delas não é frígida. Gozam com o homem que amam e admiram. Com os clientes só raramente. O que fazem com estes é considerado trabalho. Às vezes agradável, as vezes não.
Não se sentem escravizadas a gigolôs, ou cafetinas, embora, é claro, esta situação deva existir. Na maior parte dos casos sentem o que nós chamamos de gigolô, ou cafetina, como um(a) empresário(a).