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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

OS SETE PECADOS MORTAIS, ou, nos enganaram direitinho

A PREGUIÇA – Também desqualifico como pecado. Se o sujeito não quer trabalhar o problema é dele. Se a sociedade mesmo assim resolver sustentá-lo, o problema é dela.


A LUXÚRIA – Bom, agora estão de gozação comigo. Luxúria, como pecado é piada. O luxuriento está tendo prazer. Quem o acompanha na luxúria também está tendo prazer. Se for à força, pela violência, não é luxúria. Acho que, se existe um pecado ligado a luxúria, é pelo fato de que, quem está fora da ação luxurienta sente inveja do prazer dos outros e pode exercer esta inveja, ou usa da ira, para impedir que os outros sintam o prazer que ele não tem e não sente, ou não se permite sentir.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

OS SETE PECADOS CAPITAIS, ou onde nos sacanearam




A COBIÇA – Quando fica só no desejo, para mim, nem pecado leve era para ser considerada. Colocada em prática, entra no roubo, por exemplo, e aí caímos na mesma da Inveja. É grave só na ação.

A GULA – Também não dá para considerar como um pecado, principalmente agora, em que não há uma falta de alimentos a ponto de, se um comer mais, o outro não come. Se o sujeito comer muito e ficar obeso o problema é dele. A menos que todos tenham que arcar com as despesas da obesidade. Mas esta é uma decisão da sociedade. Portanto, desqualifico-a como pecado.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

OS SETE PECADOS MORTAIS, ou, nos enganaram direitinho

A IRA – Pode ser filha da Inveja, mas não necessariamente. Quando posta em prática, através da violência, da destruição, do roubo é um baita de um pecadão. O disfarce em Santa Ira, em Ira Justa, e por aí vai, não deve enganar ninguém. É pecado e pronto!

A AVAREZA – Para mim só é pecado quando o avaro abarcando uma tal quantidade de capital consegue imobilizar a sociedade. Até este ponto a avareza é um problema para o próprio indivíduo que não aproveita a sua vida. Mas, mesmo quando ele suplanta este ponto, precisa da conivência da sociedade para que isto ocorra e se sustente. E aí não é uma questão de pecado e sim judicial.