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terça-feira, 6 de maio de 2008

UM MOMENTO DE ORGULHO

Meus autores literários preferidos são:
Homero, Xenofonte, Eurípides, os gregos dos séculos V e IV AC, Maquiavel, Shakespeare, Stendhal, Dostoievski, Nietzche, Machado de Assis, , Par Lagerkvist, Camus, Jorge Luiz Borges, Jose Saramago, Mario Vargas Llosa, Ismail Kadaré, vários outros e Millor Fernandes.
Pois bem, andei escrevendo no ano passado uma série de artigos sobre o projeto de lei do sr. Aldo Rebelo, que propunha um engessamento da língua portuguesa ao proibir estrangeirismos (sic). É lógico que o que eu escrevi deve haver causado pouca repercussão.
Lendo a VEJA de 13 de fevereiro de 2008, vejo Millor escrevendo sobre o mesmo tema, com mesmo enfoque meu, é lógico que com um espírito mordaz que eu invejo e gostaria de ter.
Ter escrito o que eu escrevi, antes do Mestre, me fez inchar de orgulho, prazer.
Por isto, ponho aqui a crônica do Millor.
Com isto posso dizer:-Sabes, Eu e o Millor escrevemos há alguns dias sobre este tema!
Eis o artigo do Millôr


LÍNGUA, PRA QUE VOS QUERO?
Linguagem. Ainda e sempre.
Voltando ao dr. Aldo Rebelo, que outros preferem Rabelo.
Como o senhor é um nobre batalhador pela pureza da língua (se fosse geneticista ou hitlerista proibiria também as moças brancas de transar com escurinhos e os negões de transar com louras burras, e estaria condenada essa execrável miscigenação), lembrei-o de que a mais brasileira das palavras é futebol.
E tem mais, nobre deputado (é nobre ainda, deputado?), futebol talvez seja hoje a mais universal das palavras. Estrangeira em toda parte. Nacional em todo lugar.
E o senhor sabe que, no passado, os aldos rebelos de então, numa tentativa de evitar a introdução no país do termo football, lutaram pra que o esporte se chamasse ludopédio? Ou, melhor ainda, pebolismo? Como o senhor, lingüista emérito, já percebeu, não colou. O esporte, estrangeiríssimo, este, sim, colou. Colou aqui, colou ali, colou até na China. Onde se chama, é verdade, .
E, o senhor sabe?, sei que sabe, que a posição dos jogadores ou os próprios jogadores pela posição se chamavam goal-keeper (pronunciava-se gol quíper), back, half, center-half, ou forward, center-forward? E que o juiz se chamava não juiz como agora, que pode até se confundir com os do Supremo de frango, mas, veja só, meritíssimo, referee?
Sabe o que aconteceu? Sem nenhum legislador pra ensinar ao povo, o povo tomou a rédea nas mãos – ensinou aos legisladores. Povo tem que ser controlado, como sabemos todos nós do PCB.
Por isso temos hoje o goleiro, o zagueiro, o meio-de-campo, o avante e por aí vai. E referee passou a se chamar juiz. Não é estranho? Tudo isso sem legislação.
Porém, se não é estranho, é muito curioso, mas ninguém repara. Os times se chamavam, como ainda se chama o meu glorioso Fluminense, Fluminense Futebol Clube. Em nossa língua deveria se chamar não Futebol Clube mas Clube de Futebol. O adjetivo antecedendo o substantivo é puro anglicismo. Mas não é natural, doutor? O esporte bretão (era chamado assim, meritíssimo), como o nome indica, vinha da Inglaterra.
Quanto ao córner virar escanteio, sou contra. Corner era muito melhor.
Como diria o Jânio (Quadros): "Que língua, a nossa!".

domingo, 13 de abril de 2008

FILOSOFADAS NUM DOMINGO DE CHUVA

Acho que quando o Bush iniciou esta guerra ele se esqueceu de dados fundamentais.
a) Na guerra sempre morre gente. Dos dois lados.
b) Pode-se decidir quando uma guerra vai começar, nunca quando, e como, vai acabar.
c) Em termos de Guerra, o Oriente Médio tem Mestrado, Doutorado, Pós Doc e assim por diante. Nunca se acertaram e duvido que possamos vê-los um dia se acertar.


Quando vejo, no jornal, pessoas falando em Moral, sempre lembro do Millôr dizendo: -Mostrem-me um moralista e vos mostrarei um canalha!
Isto porque é próprio dos Homens falharem, se enganarem, mentirem, pecarem (Se religiosos forem.).
Portanto, estes que discursam, esbravejam, guincham, vociferam, falando dos erros dos outros são, para mim, os verdadeiros sepulcros caiados.

Quando alguém nos fala que nunca se atravessa o mesmo rio (Heráclito de Alexandria), tem-se a tendência a pensar que é por conta da água nunca é a mesma. Acho que nos esquecemos das nossas próprias mudanças. Por isto é que muitas vezes lemos um mesmo livro, vemos um mesmo filme e temos sensações diversas a cada vez.
Alguns se imaginam imutáveis, não aceitam que se tenham modificado. Talvez estes sejam os criadores de um Deus Definitivo.

domingo, 27 de janeiro de 2008

CONSIDERAÇÕES DOMINICAIS


Uma das coisas que me incomoda é ver que uma idéia, que eu julgava minha, pioneira, foi pensada, e principalmente aproveitado por outro que a bolou antes, ou teve a capacidade de utilizá-la antes de mim.

É o caso deste poemeu do Millor Fernandes.



A história que meu filho estuda

eu lia

no jornal do dia


Ou esta charge. Ela não é extemporânea? A genialidade, entre outras coisas é isto, o não ter medo da mudança, o liberar a criatividade, o não temer tanto a censura.